quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Datafolha e Ibope mostram que “onda azul” de Aécio virou marola

Mesmo com apoios ao peessedebista e exploração da mídia tradicional do caso Petrobras, avaliação do governo melhora no Ibope e rejeição ao tucano sobe no Datafolha.
Por Glauco Faria - Revista Fórum:
A divulgação de duas pesquisas nacionais hoje, com base em dados de entrevistas feitas nos dias de ontem e nesta quarta-feira, podem fazer parecer que nada mudou no cenário, já que permanece o empate técnico entre Aécio Neves e Dilma Rousseff com a mesma diferença numérica de dois pontos a favor do tucano.
Mas descendo aos detalhes, vê-se que não é assim. Primeiro, é importante destacar o contexto entre a realização das duas últimas pesquisas dos institutos. De lá pra cá, houve o depoimento vazado de Paulo Roberto Costa e a exploração da mídia tradicional de forma quase exaustiva a respeito do caso Petrobras. Além disso, a série de apoios recebidos pelo candidato tucano, entre eles o da família de Eduardo Campos e o de Marina Silva, ajudavam a dar a sensação, trabalhada por jornalistas e apoiadores, de que havia um clima de “onda azul”, com a continuidade do crescimento de Aécio. Números mais que favoráveis e igualmente suspeitos de institutos de pesquisas foram divulgados largamente por apoiadores tucanos (reais e robôs) nas redes sociais.
Mas a onda virou marola. Dilma, exposta há quase quatro anos diariamente na mídia, já é conhecida do eleitorado. Aécio, não. E o trabalho da campanha da petista em mostrar aspectos do presidenciável ainda desconhecidos por parte da população acabou anulando os possíveis efeitos positivos que a série de apoios poderia ter na campanha do PSDB.
Os dados das duas pesquisas de hoje mostram que há alguns números positivos para a presidenta, e nenhum que favoreça Aécio. No Ibope, por exemplo, a avaliação ótimo/bom do governo subiu de 39% para 43%. Como, na pesquisa de hoje, Dilma apresenta a mesma porcentagem de intenções de votos, é perfeitamente crível que parte daqueles que avaliam o governo como regular possa optar pela petista ao comparar as candidaturas. Há margem para crescimento.
Já no Datafolha, a rejeição à petista oscilou para baixo, passando de 43% para 42%, e a de Aécio subiu de 34% para 38%. No limite, há um empate técnico entre os dois percentuais, sendo que a diferença entre um e outro era de nove pontos no levantamento anterior, e agora é de quatro.
Ambas as sondagens mostram que houve aumento do percentual daqueles que pretendem votar branco ou nulo. Mas isso não significa que não possam mudar de ideia até o pleito. O alto índice de audiência do debate da Band mostra essa disposição de muitos em conhecer melhor o que dizem os dois candidatos. A propósito, a repercussão do encontro entre os presidenciáveis pode ainda não ter se refletido plenamente em ambas as pesquisas, já que parte dos dados foi coletada ontem. Por enquanto, o vento é quase uma brisa, mas sopra a favor de Dilma. Em uma disputa acirrada, pode ser a diferença na reta final.

Lula: quem não fez bafômetro pode governar?

Ex-presidente questionou ontem, durante comício no Pará, a capacidade do candidato do PSDB, Aécio Neves, de governar o País, e lembrou episódio vivenciado pelo tucano em 2011; "Ontem (terça) eu assisti o debate e ouvi o Aécio dizendo que tem responsabilidade e competência pra governar o país. Como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro, por estar dirigindo bêbado, pode governar o país?", perguntou Lula; petista comparou os anos de governo do PT com os do PSDB, lembrando que "só se governava para um terço da população"
247 – O ex-presidente Lula questionou na noite desta quarta-feira 15, durante comício no município de Ananindeua, no Pará, a capacidade do candidato do PSDB, Aécio Neves, de governar o País. Ele mencionou um episódio vivenciado pelo tucano em 2011, quando ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a habilitação, que estava vencida, apreendida em blitz no Rio de Janeiro.
"Ontem (terça-feira) eu assisti o debate e ouvi o Aécio dizendo que tem responsabilidade e competência pra governar o país. Como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro, por estar dirigindo bêbado, pode governar o país?", questionou Lula. "Palavras são muito fáceis de dizer", discursou. No ato, ele fez campanha para Helder Barbalho (PMDB), candidato a governador do Pará.
"No debate na televisão, eu vi um candidato dizer: 'o meu governo é o governo da decência e da competência'. Eu fico imaginando que decência e que competência se um dia ele foi parado as 3 da manhã na rua do rio de janeiro e se recusou a colocar a boca no bafômetro pra saber se ele tinha bebido ou não", disse ainda o ex-presidente, sem mencionar o nome de Aécio.
Lula comparou os anos sob governos do PT no Brasil e sob o governo de Fernando Henrique Cardoso. "Houve um tempo nesse país que quem ganhava só um salário mínimo não podia sonhar com casa própria, um tempo em que a gente agia como um vira-lata, pedindo licença para outros países do que a gente faria e um tempo em que só se governava para um terço da população", afirmou.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Vídeo: Kajuru detona Aécio, cheirador de Cocaína

Kajuru detona Aécio: “Você é mentiroso, ladrão e não presta! Cheirador de COCAINA. Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=g1M5e8RBm28

Vox Populi: Dilma 51% e Aécio 49%

A presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados na disputa do segundo turno destas eleições segundo pesquisa do Instituto Vox Populi. Contudo, a petista está numericamente à frente, com 45% contra 44%.
Brancos e nulos correspondem a 5% do total de votos, mesmo percentual dos indecisos.
Ambos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. O resultado é similar ao observado na última semana pelos institutos Datafolha e Ibope.
Desconsiderando-se os votos brancos, nulos e indecisos, os números sobem para 51% para Dilma e 49% e Aécio.
Este é o primeiro levantamento feito pelo instituto no pleito para o segundo turno, e depois do anúncio do apoio público dos candidatos Marina Silva (PSB) e Eduardo Jorge (PV) ao candidato tucano. A quarta colocada nas eleições, Luciana Genro (PSOL), não declarará apoio a nenhum dos dois candidatos, apesar de desconsiderar o voto no segundo. A pesquisa foi solicitada pela Rede Record.
De acordo com o levantamento, 40% do total de eleitores avaliam positivamente o governo Dilma. Mais 37% o consideram regular e 22%, como negativo.
O levantamento mostra ainda que Dilma Rousseff vai melhor no Nordeste, enquanto Aécio lidera no Sul e no Sudeste. Ambos empatam no Norte e no Centro-Oeste.
No Nordeste, Dilma tem 67% das intenções de voto, contra 26% de Aécio. No Centro-Oeste e Norte, ambos têm 45%. No Sul, o tucano tem 55% da preferência, contra 33% de Dilma. No Sudeste, Aécio tem 51%, contra 36%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 147 cidades de todo o País durante o fim de semana. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01079/2014. Fonte: CartaCapital.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Tracking indica queda de 8 pontos percentuais de Aécio e Dilma surge com 56%.

Pesquisa interna do PT, que não tem confirmação científica, mas serve para que partidos preparem novas ações na campanha, indicam que o candidato Aécio Neves começa a sofrer os efeitos da megaexposição da mídia. Se na primeira avaliação sua vantagem sobre Dilma estava embutida na margem de erro, no levantamento recente o candidato teria perdido 8% das intenções de voto. Saiba mais.
Aécio galgou votos embalado principalmente pela expressiva vitória sobre Marina Silva no primeiro turno. O crescimento do candidato de acordo com os números indicados pela pesquisa ultrapassou a casa dos 14%. Outro componente a ajudar o candidato foi a exploração pela mídia corporativa do chamado "escândalo da Petrobras": o depoimento que o ex-funcionário Paulo Roberto Costa presta e que foi estrategicamente atravessado para a TV Globo. Há quem considere o último escândalo confuso demais para servir de catapulta para o tucano. Fonte: Conexão jornalismo.

Marina decretou sua morte política ao apoiar Aécio Neves

Laura Capriglione é uma jornalista com muita bagagem e competência. Escrevendo agora no Yahoo, a jornalista analisa hoje a decisão de Marina (link is external)em apoiar Aécio no segundo turno da eleição presidencial. Em seu blog Laura ressalta: "Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão". Um duro golpe em quem acreditava na postura progressista de Marina.
Leia a íntegra:
Acabou Marina Silva (1958-2014). Fundadora da Central Única dos Trabalhadores e organizadora do PT, além de amiga e fraternal companheira do líder seringueiro Chico Mendes, Marina Silva foi durante anos, dentro do campo da esquerda brasileira, a representante de uma utopia que tentou conciliar três vetores quase sempre desalinhados: o desenvolvimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.
Sua saída do PT, em 2009, empobreceu o partido e o debate interno sobre qual caminho seguir na busca por um mundo mais justo e solidário.
A figura frágil – sobrevivente da miséria dos migrantes recrutados para trabalhar na extração da borracha; nascida em uma família de onze irmãos (da qual oito se criaram); órfã aos 15 anos; sonhática (conforme a auto-definição); vítima da malária, da intoxicação pelo mercúrio dos garimpos e da leishmaniose (doenças da extrema pobreza) – pereceu no domingo, 12 de outubro, depois de lenta agonia.
Foi nesse dia que ela formalizou seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais, contra a candidatura da petista Dilma Rousseff.
Como membro do Partido dos Trabalhadores, onde militou durante 23 anos, Marina ajudou a eleger e a implantar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em que exerceu o cargo de ministra do Meio Ambiente durante cinco anos e quatro meses. Foi um período importante, que consolidou as condições para o Ceará, terra dos pais de Marina, crescer mais velozmente do que a média nacional –3,4% ao ano, contra 2,3% da média nacional.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mire na Dilma

De como a mídia atirou contra a reeleição para favorecer Aécio antes que Marina
por Mauricio Dias - CartaCapital:
O acompanhamento do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) da cobertura editorial dos três mais influentes jornais brasileiros – O Globo (RJ), O Estado de S. Paulo (SP) e Folha de S.Paulo (SP) – sobre a eleição presidencial de 2014, não deixa dúvidas de que a mídia brasileira fez da presidenta Dilma Rousseff o “alvo” de um bombardeio contrário à reeleição. “Há um pronunciado viés anti-Dilma”, acentua o cientista político João Feres Júnior, do Laboratório de Estudo e Esfera Pública do Iesp.
Identificados como “valências contrárias”, os gráficos expressam textos e manchetes negativas nos três jornais, todos situados na Região Sudeste, onde, até agora e não por acaso, nenhum candidato do PT ganhou eleição para governos locais. A resistência capitaneada pela mídia, substituta de trêfegos adversários nessas ocasiões, é um dos obstáculos. No Rio, entretanto, há um diferencial. A eleição de Leonel Brizola, em 1982. Ele bloqueou a vitória de candidatos conservadores em confronto com o Sistema Globo.
A eleição presidencial de 2014 é a sétima disputa com a presença de um candidato do Partido dos Trabalhadores, sempre sob  bombardeio dos “Barões da Mídia”. É também a primeira sem presença de um candidato paulista. Na última semana que antecedeu o dia 5 de outubro, considerando os três jornais, o ataque da Folha de S.Paulo, anota Feres, torna-se ainda mais vitriólico.
“A Folha dedicou 12 matérias negativas nas capas, quase duas por dia, enquanto Marina recebeu somente uma. A mesma desproporção aguda se nota nos outros jornais.” Ele chega a manifestar uma perplexidade insólita nos meios acadêmicos: “Os três jornais exibem um viés escancarado e agressivo contra a candidatura do PT”. E destaca a “intensidade” com a qual O Globo e O Estado de S. Paulo massacram “a candidata da situação (Dilma) em suas capas”.
O trabalho destaca uma situação curiosa, mostrada nos gráficos, a partir das curvas e quedas dos candidatos. Logo após a indicação de Marina para disputar a Presidência, os negativos de Dilma têm forte queda e os de Marina, forte alta.
“Mas já na semana de 24 a 30 de agosto, Dilma volta a subir, paralelamente a Marina, até ultrapassá-la na primeira semana de setembro, atingindo na segunda semana daquele  mês o recorde da série toda, que é de 24 notícias negativas nas capas dos jornais. Os negativos de Marina continuaram a cair até atingirem a marca de 3 por semana (...) enquanto Dilma flutuava de 18 a 19 negativas”, anota Feres.

Não podemos admitir que chamem a gente de corrupto, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, durante a campanha, os militantes não podem abaixar a cabeça devido a nenhuma denúncia de corrupção, durante a Grande Plenária de Mobilização, realizada na noite de quinta-feira (9), em São Paulo. “Não podemos admitir que um tucano venha chamar a gente de corrupto”, disse Lula.
Lula alertou que, em época de campanha, as insinuações se tornam denúncias, devido aos artifícios da oposição apoiada pela mídia. “Eles começam a levantar, denunciar, e insinuadas ganham destaque na imprensa”.
O ex-presidente lembrou que essa tática dos tucanos se dá porque eles não conseguem vencer com propostas. Lula criticou o jeito tucano de lidar com questões importantes, como educação, economia e emprego, durante plenária realizada em São Paulo. “Essa não é uma campanha entre Dilma e Aécio. É uma campanha entre duas propostas de país, de duas propostas de sociedade para o futuro”, disse . Para ele, o projeto do pessedebista é símbolo de retrocesso, por trazer de volta idéias que não deram certo durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso.
Para ele, a proposta de Aécio coloca em risco o retorno do FMI, ditando a política econômica do país, desemprego para controle de crise financeira e educação apenas para privilegiados. “Nos tempos de FHC, o povo era tratado como estatística, agora é tratado como ser vivo que exige respeito”, disse.
Ele aproveitou a ocasião para rebater as críticas do ex-presidente, de que quem não vota no PT seria menos instruído do que quem vota no PSDB. “Quem vota neles é sabido e quem vota em nós, ignorantes. FHC falou do Nordeste, sobretudo, mas o Nordeste e a periferia não é como na época em que ele foi presidente, pois nós demos àquele povo o direito de andar de cabeça erguida”, criticou.
Estratégia - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que a principal estratégia para o próximo turno é fixar nas diferenças programáticas de Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves. Rui disse que a campanha deve tomar mais força na região centro-sul do país, principalmente em São Paulo.
“Vamos ter que fazer um trabalho grande em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e em toda a região Centro-Oeste, mas a vitória depende da nossa campanha em São Paulo”, disse o dirigente. Ele reconhece que o partido teve um resultado negativo que precisa ser revertido.
Outra estratégia anunciada por ele é a batalha pelos 20 milhões de votos da candidata Marina Silva e os 2 milhões de votos brancos e nulos. Rui acredita que as abstenções devem reduzir nessa segunda etapa.

Avante, militância! Rumo à vitória no 2º turno!

Por Renato Rabelo - presidente nacional do PCdoB:
Acabam de ser divulgadas as primeiras pesquisas eleitorais do segundo turno realizadas pelos institutos Ibope e Datafolha. Está oficialmente dada a largada para a disputa da segunda etapa da corrida eleitoral. É hora da militância fazer a diferença, ocupar as ruas e as redes defendendo esse projeto de governo que transformou o país nos últimos 12 anos. É hora de nossa militância de carne e osso fazer toda a diferença, seguindo em frente junto com Dilma, por um Brasil com mais mudanças e mais futuro.
Ambas as pesquisas apresentam dados semelhantes, apontando o empate técnico entre os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves. Segundo os dados dos institutos, Dilma aparece com 44% das intenções de voto. O candidato Aécio Neves aparece com intenções próximas às da presidenta, com 46%, o que é considerado um empate técnico pela margem de erro adotada pelas pesquisas, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Entre os votos válidos, Dilma aparece com 49% das intenções, enquanto Aécio aparece com 51%, repetindo o cenário de empate técnico.
Nas pesquisas sobre a avaliação dos eleitores sobre o desempenho do governo federal, ambos os institutos afirmam que 39% dos entrevistados consideraram o governo “ótimo”.De acordo com o Datafolha, 38% julgaram o governo regular e 22%, ruim. Já segundo o Ibope, 33% avaliaram como regular e 27% como ruim.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dilma: "Fizemos uma política em que todos ganharam"

O tucano precisará falar ao eleitor mediano, afirma o cientista político Claudio Couto
Em busca da classe C, campanha dilmista ajusta discurso de “pobres X ricos” e tenta carimbar Aécio Neves como candidato da elite
por André Barrocal - CartaCapital:
Na terça-feira 12 de agosto, uma semana antes do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula lançaram o site “O Brasil da Mudança”, com dados sobre 12 anos de realizações federais. A comparação com os resultados de oito anos da gestão Fernando Henrique era a estratégia central da campanha dilmista, para quem o tucano Aécio seria o rival. Um dia após a estreia do site, a eleição sofreu uma reviravolta. Eduardo Campos morreu, Marina Silva entrou no páreo, e o PT recolheu os planos iniciais. Confirmada a disputa decisiva com Aécio, a estratégia foi ressuscitada, e com um ajuste de tom em relação à guerra travada com Marina.
A atual parceria entre PT e PMDB governa hoje para a maioria da população, disse Dilma nesta terça-feira 7, depois de reunir-se a portas fechadas com governadores, senadores e partidos aliados. Em 12 anos, segundo ela, todas as classes sociais ganharam. Em 2002, os segmentos E e D tinham 97 milhões de pessoas e, agora, têm 54 milhões. Na C havia 68 milhões de pessoas e atualmente são 118 milhões. Os grupos A e B passaram de 14 milhões de pessoas para 29 milhões. Hoje, de cada quatro brasileiros, três pertencem às classes A, B ou C. “É isso que transformou o Brasil de forma pacífica e silenciosa”, afirmou Dilma.
Quando a eleição estava polarizada entre ela e Marina, a campanha petista optara por um apelo aos mais pobres. Foi o caminho escolhido para enfrentar uma adversária que se tornara uma febre e, pela biografia e o rosto, podia roubar votos de Dilma entre eleitores de menor renda e de inclinação progressista. Sem Marina no páreo, e com Dilma precisando melhorar a votação em São Paulo, o estado mais rico, seus estrategistas resolveram ajustar o tom. Motivo: o eleitorado da classe C é o mais numeroso e talvez se identifique mais com os segmentos A e B do que com os de baixa renda.
A oposição “ricos e pobres” por trás do embate entre PSDB e PT, disse Dilma, é parcialmente verdadeira. O governo petista teve “preocupação de incluir os pobres no orçamento”, enquanto Aécio e o PSDB representariam a elite. Mas, ressalvou a presidenta, o incremento da classe C exige políticas diferentes das destinadas aos miseráveis. O Estado precisa atender à cobrança da classe C por melhor qualidade em transporte, saúde e educação. E isso, segundo Dilma, continuará sendo perseguido pelo governo, em caso de reeleição dela. “O Brasil mudou, e o desejo das pessoas mudou junto.”

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Os que têm tudo não suportam que todos tenham um pouco

Por Fernando Brito - Tijolaço:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista ao UOL, que o eleitorado de Dilma são os pobres, porque são mal-informados.
Os “coxinhas” vociferam contra os nordestinos porque deram taxas de  muito elevadas voto à Presidente – “” 36 pontos percentuais acima da média nacional de 42%”, registra a Folha – supostamente em troca do Bolsa-Família. Não importa que, movidos pelos mesmos interesses econômicos, 75% dos eleitores dos Jardins tenham dado o voto a Aécio, 40 pontos acima de sua média nacional de 33,5%.
Por toda a parte, ódio, ódio e ódio: aos pobres, aos negros, aos nordestinos, aos petistas ou não-petistas que votaram na continuidade do projeto de Brasil iniciado com Lula.
A pergunta que é obvia, mas não é feita é: que mal foi feito a essa gente?
Expropriaram-se suas terras ou seus bens? Suas aplicações, investimentos, remessas e movimentações financeiras foram dificultadas ou taxadas? Foram criadas alíquotas mais pesadas em seus impostos de renda – como aliás, existem na Europa e nos Estados Unidos, onde chegam a 50% – ou para as empresas?  Está mais difícil viajar para Miami ou para a Europa?  Os salários dos executivos, no Brasil, não estão entre os maiores do mundo?
Acaso seus bairros e as cidades mais ricas estão sendo invadidas por hordas de miseráveis migrantes do Nordeste? Como, se justamente as políticas de inclusão social e desenvolvimento regional   não  apenas estão reduzindo a migração como permitindo a volta dos “malditos nordestinos” à sua terra natal, suas famílias, numa volta da asa branca com que Luiz Gonzaga sonhou?
Será que os 20 centavos nos ônibus em que não entram é a razão? Já não são suas escolas e hospitais “padrão Fifa” e os cubanos que lhes são caros, os charutos, livremente importados?
Então o que faz com que essa gente odeie, com tanta força, o mísero direito dos pobres a não morrerem de fome?
Logo eles, que se consideram “pós-modernos”, ultra-liberais!
Eles, tão up to date, ainda não chegaram  sequer à Revolução Francesa, que lhes reconheceu os direitos legais, que dirá  ao século 19, quando a elite culta passou a entender que o reconhecimento da dos direitos sociais era algo essencial para a continuidade do progresso da civilização.
Os nossos “bem-informados” são, que pena, bem deformados por uma onda desumanista que com que a mídia brasileira lhes entupiu a cabeça preguiçosa e inculta que arruína a trajetória do pensamento brasileiro em tudo e lhes reconhece o “direito à selvageria” como liberdade.
É “compreensível” atra um negrinho ladrão ao poste, como o do Pastoreio, não é?
Afinal, não se queimam Galdinos há meio milênio neste país?
Cai-lhes bem, portanto, um candidato como Aécio Neves, a quem tudo veio por herança e para quem os privilégios são, como para eles, um direito de nascença.
A sub-nobreza brasileira está histérica, porque quer tudo.
E o nosso povão, tranquilo, porque sabe que, para ele, a vida é difícil e cada progresso é sofrido.
E não vai jogar fora o pouco que tem.

Capitão Wagner desafia Cid a convocar tropas federais para auxiliar nas eleições

Eleições no Ceará: Comentando as declarações do Governador Cid Gomes que, após um período de licença para se envolver na campanha eleitoral, disse estar voltando ao executivo para investigar a ação da Polícia Militar durante a votação no último domingo, 05, Capitão Wagner, que acabou se consagrando como o parlamentar mais bem votado de toda a história do Ceará, desafiou Cid a convocar tropas federais, fora do controle do governador, para auxiliar durante a votação no segundo turno.
Cid acusou parte das forças policiais de agir em prol do candidato Eunício Oliveira, ao que Capitão Wagner refutou: “Ele não mostra uma prova de ilicitude praticada por nós. A revolta foi porque não conseguiram comprar o Governo do Estado. Se depender de mim eles terão um grande prejuízo porque nem todo dinheiro arrecadado durante os 8 anos de desgoverno serão suficientes para comprar a dignidade do povo cearense.”
Em seguida, Wagner desafia Cid: “Se tiver com medinho chama as tropas federais. Duvido que tenha coragem de chamar forças federais que não estarão sob seu comando.”
O parlamentar ainda disse que Cid volta apenas para ameaçar os profissionais de segurança. “Ele volta ao governo pra ameaçar os profissionais de segurança pública, mas nem a sua rabissaca, nem a sua prepotência nos causa medo”, pontuou.
As declarações de Capitão Wagner foram publicadas em seu perfil pessoal no Facebook.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pimentel (PT) é eleito e põe fim a 12 anos de governos do PSDB em MG

Fernando Pimentel, 63, foi eleito governador de Minas Gerais pelo PT, no primeiro turno, na tarde deste domingo (5). A vitória marca a ascensão petista no Estado, que elege pela primeira vez um governador no segundo maior colégio eleitoral do país e tira do poder o PSDB, que está no comando estadual há 12 anos.
Pimentel derrotou Pimenta da Veiga (PSDB), indicado pelo presidenciável de seu partido, Aécio Neves. A derrota marca de maneira negativa a carreira política de Aécio, que obteve altos índices de aprovação em seu mandato como governador do Estado e possui um retrospecto favorável na indicação de outras candidaturas vitoriosas.
Com 100% das urnas apuradas, Pimentel obteve 53% dos votos válidos contra 42% de Pimenta da Veiga. Para o Senado, ex-governador de Antonio Anastasia (PSDB) foi eleito com 56,7%. Fonte: UOL.

8 coisas que não esqueceremos desta campanha

Por Cezar Canducho   - blog:
1) A presença exuberante e renovadora de Luciana Genro.
Com seu sotaque gaúcho, com suas melenas encaracoladas e com sua sinceridade desconcertante, ela dinamizou o debate político ao trazer à cena temas como a criminalização da homofobia, a legalização do aborto e a regulação da mídia.
Em um de seus momentos supremos, mandou que Aécio baixasse o dedo esticado para ela no debate da Globo. Aécio obedeceu.
2) Os memes de Eduardo Jorge
Os internautas fizeram uma festa com frases e fotos de Eduardo Jorge depois do primeiro debate entre os candidatos, na Band.
“Finalmente descobri o que é meme”, escreveu Eduardo Jorge em sua conta divertida e concorrida no Twitter.
Logo as pessoas descobririam que EJ não é apenas folclórico. É um homem de conteúdo, e o mais capacitado defensor de uma economia ambientalmente saudável.
Mas não se limitou ao meio ambiente. Foi ele que informou vigorosamente aos brasileiros que 800 000 mulheres são criminalizadas anualmente no país por conta de uma anacrônica legislação de aborto.
Ao lado de Luciana Genro, virou uma estrela entre os jovens que sonham com um Brasil melhor.
3) A morte de Eduardo Campos
O país chorou a queda do avião que matou Eduardo Campos e seu sonho de ser uma alternativa à polarização entre o PT e o PSDB.
Uma foto recente da viúva Renata com os filhos – todos sorridentes, num cartaz de apoio a Marina – trouxe satisfação a todos os que se comoveram com a tragédia de Campos.
4) As entrevistas do Jornal Nacional
Bonner e Patrícia Poeta, para surpresa geral, se dedicaram a dar pancadas indiscrimidamente nos candidatos que entrevistaram.

Pesquisas: a maior derrota!

A incompetência se nutre da fraude. Ou é o contrário ?
Como dizia o engenheiro Leonel ao vice Fernando Lyra: é quase impossível derrotar a Globo e o Ibope.
Mas, é possível, sim.
Foi em 2002, 2006, 2010 e será em 2014.
Porque, dessa vez, no segundo turno,  Aecioporto do Titio vai para a campanha de braços com a mais completa desmoralização do Globope e do Datafalha.
Desmoralizados pela manipulação de “resultados”- eles erram a favor da Direta.
E a reles incompetência.
E neles só acreditam parvos e cúmplices.

Dilma com sangue nos olhos

Vamos falar de corrupção, Aécio?
A Presidenta Dilma Rousseff fez pronunciamento hoje (05), em Brasília, após a divulgação do resultado oficial do primeiro turno das eleições. A petista enfrentará Arrocho Neves no segundo turno.
Em seu discurso, Dilma agradeceu a Lula, subiu o tom das críticas contra os tucanos e lembrou do fantasma do passado, quando o Brasil foi governado pelos tucanos. A Presidenta ainda citou o apagão da Era FHC, as idas do Farol de Alexandria ao FMI e relembrou o tempo que aposentado era chamado de “vagabundo”. No fim, conclamou o povo para a lutar, “porque a luta é o modo do Brasil avançar”.
Leia abaixo outras frases de Dilma em seu pronunciamento:
Quero agradecer a presença de todos, a essa hora, desse domingo, mas é um momento especial pra todos nós;
Mais uma vez o povo brasileiro me honrou em dar essa vitória nesse primeiro turno;
Minhas primeiras palavras ao celebrar essa vitória, são antes de tudo de agradecimento;
Porque a gente tem a obrigação de agradecer aqueles eleitores anônimos que saíram de casa e registraram seu voto;
Deles, eu recebo um recado simples, de que eu devo continuar na luta pra mudar ainda mais o Brasil;
Quero agradecer ao meu querido companheiro de chapa, meu vice, Michel Temer, que andou o Brasil defendendo nossas propostas, o nosso governo;

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ibope, votos válidos: Tarso tem 40%, Ana Amélia, 31%

Ibope, votos válidos: Tarso tem 40%, Ana Amélia, 31%, e Sartori, 23%. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o Ibope, haverá disputa de segundo turno para governador no RS.
Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (3) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos na corrida para o governo do Rio Grande do Sul:
Tarso Genro (PT) – 40%
Ana Amélia Lemos (PP) – 31%
José Ivo Sartori (PMDB) – 23%
Vieira da Cunha (PDT) – 3%
Roberto Robaina (PSOL) – 2%
Estivalete (PRTB) – 1%
Humberto Carvalho (PCB) – 0%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
Segundo o Ibope, haverá disputa de segundo turno no estado.
A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.
Votos totais

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Reno Ximenes sofre ameaças do grupo político dos Ferreira Gomes

O advogado Reno Ximenes (PPS), que fez parte do restrito círculo de confiança de Cid Gomes, mas que recentemente tomou sentido contrário ao do governador ao apoiar a candidatura de Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo e de Tasso Jereissate (PSDB) ao Senado, veio a público, por meio de seu perfil no Facebook, para denunciar as ameaças que ele alega estar sofrendo nos últimos dias.
Em uma carta aberta, o professor de direito da UVA e da UFC, que já foi consultor jurídico da Câmara Municipal de Fortaleza, Procurador Geral do Município de Sobral, Procurador Chefe Federal no DNOCS, Secretário Adjunto de Planejamento e Gestão no primeiro Governo Cid Gomes, Procurador Geral da Assembleia Legislativa na gestão sob a presidência de Roberto Cláudio e atua como assessor jurídico e institucional da presidência da Assembleia, alega que a coação vem sendo praticada por “bajuladores e bandidos” que atuam dentro do Governo do Estado, relacionados ao grupo dos Ferreira Gomes, que, segundo ele, enriqueceram às custas dos cargos ocupados no poder público, possuindo hoje um patrimônio que não condiz com os salários recebidos.
Leia a íntegra do desabafo assinado pelo ex-aliado do governador Cid Gomes.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A ficha caiu

A fatalidade de um arrocho doloroso, ganhe quem ganhar, é o novo bordão do jogral do Brasil aos cacos. A receita foi condensada em editorial do Financial Times.
por: Saul Leblon - Carta Maior:
Nenhuma frase resume de forma tão incisiva o cavalo de pau ocorrido na política brasileira nos últimos 20 dias –a forma como ele se deu, a intensidade do confronto que o desencadeou e os seus desdobramentos para o futuro-- quanto o desbafo da presidenta Dilma Rousseff na última 6ª feira.
Em entrevista a um grupo de blogueiros, ‘sujos, ideológicos’, como a eles se refere o higienismo isento, a candidata explicitou assim o divisor que marcará o seu possível segundo mandato: ‘Terei um embate (político) mais sistemático; não serei mais tão bem comportada; me levaram para um outro caminho, que não era o que eu queria’.
Nenhuma liderança responsável escolhe o caminho do embate sistemático como sua primeira opção.
Um chefe de Estado tem obrigação de esgotar as linhas de menor resistência na consecução de seus compromissos.
A rotina de confrontos carente de uma correlação de forças pertinente, não raro imobiliza a sociedade, asfixia a economia, prejudica, em primeiro lugar, os mais pobres.
A história de Dilma não autoriza ninguém a caracterizá-la como uma mulher desprovida de coragem pessoal e política.
São essas referências que adicionam abrangência superlativa ao desabafo da presidenta e candidata.
Mais que isso.

domingo, 28 de setembro de 2014

O que mudou no Governo Dilma

por Hebert Lima - blog:
Em março de 2010, bem antes de começar a campanha eleitoral para a Presidência da República, governos dos estados, senadores e deputados federal e estadual, recebi o seguinte texto, na realidade uma carta endereçada à CBN, que fala sobre uma determinada analista de economia, mas que pode bem servir também para todos os “especialistas” que se dizem “jornalistas” ou “jornalistas” que se dizem “especialistas”. A carta analisa de forma irônica as posições deles com relação ao Brasil. O que mudou nestes últimos quatro anos em suas análises? Leia o texto e tire suas conclusões:
“Amigos da CBN,
Confesso que durante os últimos anos aprendi muito com ela. Não perco seus comentários políticos e econômicos, seja na TV, na CBN e eventualmente em jornais. Presto muito atenção em suas análises no Bom Dia Brasil, no bate-papo com o Heródoto, com o Sardemberg e outras aparições dela na Rede Globo.
Refiro-me à jornalista Miriam Leitão. Lembro de alguns ensinamentos: entre 2003 e 2006, inúmeras vezes na TV ou na CBN ela criticou o crescimento do Brasil quando comparado ao de países ricos. Afirmava que o país não poderia continuar assim. Atônito, observei que o Brasil cresce sem parar há quase 8 anos. Criticava o alto desemprego e durante os últimos 7 anos o Brasil criou mais de 11 milhões de empregos.
Lembro-me que ela era a favor da ALCA, afirmando que o Brasil estaria a reboque de outros países da América Latina que fizeram acordos com os EUA. O México é um dos países que fez acordo com os republicanos americanos tornando-se uma colônia dos EUA. Atualmente está falido e é uma republica comandada por traficantes. Aprendi então que o Brasil agiu certo ao não aderir à ALCA.
Observei durante esses últimos 7 anos que as informações da Miriam sempre me conduziram a acreditar em crises no Brasil. No final de 2008 e inicio de 2009 quando a Miriam insistiu que o Brasil estava em crise em sua economia, de novo abri os olhos: o Brasil foi o primeiro a sair da recessão. Recuperou-se vigorosamente e deve crescer em 2010 perto de 6% enquanto que a maioria dos países continua em recessão!