sábado, 19 de abril de 2014

A história contra-ataca

Por El Pais - Brasil: Quando a Guerra Fria terminou e veio o colapso da União Soviética, os vencedores estavam mais do que satisfeitos, já que estavam convencidos de que seu triunfo era inevitável desde o início. Muitos no Ocidente supunham que a vitória do capitalismo liberal sobre o socialismo totalitário necessariamente seria acompanhada pelo fim das guerras e das revoluções sanguinárias. Hoje, dois líderes poderosos —o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping— estão demonstrando o lado inverossímil dessa concepção.
A opinião ocidental predominante ficou exemplificada no livro de Francis Fukuyama de 1992, O Fim da História e o Último Homem (Rocco), que presumia que a democracia liberal ocidental era o ponto final da evolução sociocultural da humanidade. Em outras palavras, a escatologia cristã transformou-se em um postulado histórico secular.
Essa transformação não era nova. Já a tinham abraçado Hegel e Marx. Em 1842, o historiador Thomas Arnold disse, com uma típica complacência vitoriana, que o reino da rainha Victoria continha “indícios claros da plenitude do tempo”. Depois, resultou que todos esses profetas históricos —que proclamavam a materialização da Ideia Absoluta ou da ditadura do proletariado— estavam absolutamente equivocados.
Não muito após a vitória de Ocidente na Guerra Fria, a ascensão do fundamentalismo islâmico e a volta do tribalismo nacional, inclusive no coração da Europa “pós-histórica”, desafiaram o conceito do “fim da história”. As guerras dos Bálcãs dos anos noventa, as guerras dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, as sangrentas revoluções árabes e a exposição das falhas éticas e sistêmicas do capitalismo ocidental na crise econômica global aprofundaram a ideia ainda mais.

Eleições: Alguma turbulência no ar

Embora Dilma mantenha boa margem de intenções de voto, baixou a aprovação do desempenho da administração
por Mauricio Dias - CartaCapital:
A pesquisa do instituto Vox Populi, publicada neste número de CartaCapital, constata que não há, pelo menos imediatamente, uma relação de causa e efeito entre a queda na avaliação da administração Dilma Rousseff e as intenções de voto na candidatura dela à reeleição. A diferença da pesquisa de fevereiro, quando ela obteve 41% das intenções de voto e a de abril, com 40%, é uma variação desprezível e está dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.
Entre os adversários da presidenta petista, a situação das intenções de voto é semelhante. O tucano Aécio Neves tinha 17% e tem agora 16%. Eduardo Campos, do PSB, deu um salto curto de 6% em fevereiro para 8% em abril. A exceção fica por conta do pastor evangélico Everaldo Pereira, do PSC. Ele dobrou a votação de 1% para 2%.
Não houve, também, alteração nos votos “nenhum deles, brancos, nulos” e ainda entre os que “não souberam” ou “não quiseram” responder. Somado, esse agrupamento de eleitores foi de 34% em fevereiro e 33% em abril.
Dilma segue com a chance de vender a eleição no primeiro turno. Ou seja, o problema para os candidatos da oposição persiste. Entretanto, há dados negativos razoavelmente preocupantes para Dilma em alguns pontos da pesquisa, se for admitido que, mantidos, eles emitem sinais da mudança de voto.  Tanto no desempenho pessoal da presidenta quanto no da administração do governo.
Parece haver desencanto em uma parcela do eleitorado, a classe média de alta escolaridade, que estava com ela e agora se refugiou no grande contingente de indecisos. É preciso considerar, segundo a pesquisa Vox Populi, que, embora haja 55% de eleitores que se consideram com o voto definido, existe também um número deles, 45%, que se considera indefinido. Isso é ruim para quem lidera a corrida e bom para quem corre atrás com esperança.
Em fevereiro, já em movimento de queda, Dilma tinha 34% de aprovação “ótimo e bom”. Em abril tem 33%. Diferença insignificante. Porém, o conceito “regular positivo”, que era 30% em fevereiro, caiu para 24% em abril. E o “regular negativo” de 13% subiu, em dois meses, para 15%. Enfim, a avaliação de “ruim e péssimo”, de 22% em fevereiro, subiu para 27% em abril.
As avaliações negativas são manifestadas com mais intensidade entre os eleitores do Sudeste e, eventualmente, do Sul (tabela). A avaliação negativa do desempenho do governo no Sudeste (32%) é equivalente à avaliação positiva no Centro-Oeste e Norte.
Nuvens passageiras? A meteorologia dirá.

Agressão sistemática a Dirceu corrompe a democracia

Por Tijolaço: Não tenho muito a acrescentar ao texto de Paulo Moreira Leite. Apenas sugiro que leiam. É uma denúncia triste, dura e urgente. Quer dizer, faltou só uma coisa ao artigo: lembrar a frase de uma ministra do STF, ao condenar Dirceu: “não tenho provas contra ele, mas a literatura me permite condená-lo”. Uma pérola fascista, que ouvimos ainda mais dolorosamente por ter sido pronunciada por uma juíza inteligente, que, sabemos, só disse aquilo em virtude da terrível pressão midiática que se exerceu sobre ela e sobre todo o plenário do STF. Embora isso não possa servir como justificativa moral válida, pois cargo que dispunha lhe obrigava a ser forte e enfrentar uma pressão espúria, já velha conhecida da literatura judicial, que se chama “publicidade opressiva”.
Seja como for, agora estamos não apenas em face de uma trágica violação do espírito democrático. Como disse Leite, há uma tentativa, por parte de setores poderosos da mídia e do Judiciário, de impor uma humilhação pública, a todo um espectro político, a todas as pessoas de esquerda no país, que conhecem a história de José Dirceu, sua trajetória, sua luta, seu compromisso com a justiça social e com a libertação do povo brasileiro. Luta esta que ele venceu, e pela qual, ironicamente, não recebeu um troféu, mas uma condenação penal seguida do ódio ilimitado das elites e sua mídia.

Dias abre o jogo: ordem é alimentar noticiário ruim na velha mídia

Senador paranaense Alvaro Dias (PSDB-PR), um dos principais líderes da oposição, abriu o jogo numa rápida entrevista ao blog do jornalista Ricardo Noblat; "precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa", afirmou; "a instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução"; pelo que se lê nos jornais e revistas, tática de guerra tem funcionado.
Paraná 247 - Qual é a principal missão da oposição nos dias atuais? O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um de seus principais líderes, responde. "Precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa", disse ele, numa rápida entrevista ao Blog do Noblat. "A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução."
Ou seja: Dias, praticamente, abriu o jogo. A ordem é alimentar notícias negativas – o que tem dado certo, a julgar pelo que se lê em jornais e revistas – e usar a CPI da Petrobras, cuja instalação será decidida pela ministra Rosa Weber, na próxima terça-feira, para "desconstruir" a imagem do governo.
Leia, abaixo, a íntegra do depoimento de Dias a Gabriel Garcia, publicado no Blog do Noblat:
Três perguntas para... senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
A presidente Dilma continua na frente nas pesquisas de intenção de votos. Caiu um pouco, passando de 40%, em março, para 37%, segundo o Ibope. Isso é desanimador para a oposição?
Pelo contrário. Os eleitores só vão se preocupar com eleições após a Copa. E vale verificar o ambiente hoje do país. A insatisfação da população com o governo é grande. Isso tende a trazer votos para a oposição.
Então o importante é que ela continue caindo, ainda que pouco?
Há forte tendência de queda de Dilma, verificada a cada pesquisa. Essa tendência vai se avolumar com o noticiário negativo. São as más notícias que desgastam e derrubam o governo. Temos um tempo de maturação para que esse noticiário reflita nas intenções de voto.
Mas a oposição não tem conseguido usar essa insatisfação a seu favor. O que fazer?
A oposição tem que ter clareza no discurso e ser mais afirmativa. Tem que se apresentar como alternativa real de mudança e convencer o eleitoral. Ao mesmo tempo, precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa. A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução.

Contra Dilma, Globo escancara campanha pela CPI da Petrobras

Por Esmael Morais - blog:
Ao jornalista Diego Escosteguy, chefe da sucursal de Época em Brasília, não se pode negar uma qualidade: sua imaginação é fértil. Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o Joaquim Barbosa, o acusou de inventar não apenas uma entrevista, mas também seu perfil psicológico . Outra reportagem famosa – quando ainda estava em Veja – foi a das supostas malas de dinheiro na Casa Civil, às vésperas da eleição presidencial de 2010.
Desta vez, no entanto, ele se superou. Escosteguy conseguiu produzir quase vinte páginas sobre algo que, em tempos normais, valeria, no máximo, uma nota de rodapé. No entanto, como não vivemos tempos normais, posto que o Brasil está às vésperas de nova campanha presidencial e também de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a CPI da Petrobras, aquilo que seria uma nota virou capa de Época, a revista semanal de João Roberto Marinho, em tom grandiloquente: “Novas provas de corrupção na Petrobras”. Afinal, como diz o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o que importa é alimentar o noticiário ruim e “desconstruir” a imagem do governo.
Bom, mas e o que entrega a reportagem? Muito lero-lero, muita cascata e, como diria Cazuza, um museu de grandes novidades. O único fato novo é um documento em que advogados da companhia defendem que a empresa continue litigando com a belga Astra, sócia na refinaria de Pasadena, quando o melhor, segundo Época, seria fechar um acordo. Nesta hipótese, o prejuízo teria sido menor do que em caso de litígio – o que é simples de avaliar quando se julga pelas lentes do retrovisor.
Na verdade, multada recentemente pela Receita Federal e em oposição explícita ao governo Dilma, a Globo trabalha pela CPI exclusiva da Petrobras. Repetindo mais uma vez Alvaro Dias, é hora de alimentar o noticiário negativo e “desconstruir” a imagem do governo.
Quanto à reportagem de Escosteguy, caberia num tweet de menos de 140 caracteres: “advogados da Petrobras defenderam litígio com Astra, mas acordo teria sido melhor”.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O porquê do ódio a Dirceu

Por Edson Santos, em seu site:
A trajetória política de José Dirceu teve início em 1965, quando se tornou líder do movimento estudantil e chegou a ser presidente da UNE. Foi preso em 1968, durante o 30º Congresso da UNE, organizado clandestinamente. No ano seguinte foi libertado junto a outros 14 presos políticos, em contrapartida à libertação do embaixador dos EUA Charles Burke Elbrick, sequestrado por corajosos militantes que ousaram pegar em armas para resistir à ditadura militar.
Banido do país, José Dirceu trabalhou e estudou em Cuba durante o exílio. Destemido, voltou ao Brasil clandestinamente em 1971 e em 1974. Só voltaria à legalidade em 1979, com a anistia política e o início do longo processo de abertura. No ano seguinte, participou ativamente da fundação do PT, partido que logo se tornaria a principal ferramenta de organização política dos trabalhadores brasileiros, diretamente responsável pela fundação da CUT, em 1983, e com forte influência sobre a criação do MST, em 1984.
Feita a opção política pela luta no campo institucional, José Dirceu disputou as eleições de 1986 e foi eleito deputado estadual pelo PT de São Paulo. Em 1990 elegeu-se deputado federal e em 1994 concorreu ao Governo do Estado, quando recebeu dois milhões de votos. Voltaria a se eleger deputado federal em 1998 e em 2002, com a segunda maior votação do país naquele ano.
Assumiu a presidência do PT em 1995, sendo reeleito por três vezes, até que se licenciou em 2002 para coordenar a campanha vitoriosa que levaria Lula a se tornar o primeiro operário eleito presidente do Brasil. Com o início do governo, Dirceu assumiu a função de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Vox Populi confirma vitória de Dilma no 1º turno: 40%

A midia venal e golpista tá ficando careca de tanta raiva. Dilma Rousseff continua em primeiro lugar no Vox Populi, com 40%.
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta tarde aponta a presidente Dilma Rousseff liderando a disputa pelo Palácio do Planalto, com 40% das intenções de voto do eleitorado; adversários do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos, ficaram estacionados, com 16% e 8%, respectivamente; candidata do PT oscilou um ponto negativo em relação à última pesquisa, feita em fevereiro, mas ainda venceria eleições no primeiro turno.
247 – Levantamento realizado pelo Instituto Vox Populi e divulgado pela revista CartaCapital na tarde desta quarta-feira 16 aponta, mais uma vez, a vitória da presidente Dilma Rousseff já em primeiro turno, com 40% das intenções de voto.
Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em fevereiro, Dilma caiu 1 ponto percentual, o que demonstra estabilidade. Os dois adversários praticamente não avançaram sobre os índices da presidente. Aécio Neves, do PSDB, registrou 16%, e Eduardo Campos, do PSB, 8%.
Juntos, os opositores têm 14 pontos a menos do que a presidente, a menos de três meses do início da campanha. O senador Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo, comparado com a mostra de dois meses atrás.
Já Eduardo Campos, que nesta semana lançou oficialmente sua pré-candidatura com a vice Marina Silva na chapa, ganhou dois pontos. O candidato do PSC, Pastor Everaldo Pereira, foi lembrado por 2% dos eleitores.
Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não registraram nenhum ponto. Votos brancos ou nulos representam 15% dos entrevistados e percentual que não sabe em quem votar ou não respondeu é de 18%.
O instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios para realizar a pesquisa, entre os dias 6 e 8 de abril. Os detalhes da mostra serão divulgados nesta quinta-feira 17.

Dudu traíra: "Estarei com Dilma em 2014

A partir de amigo navegante, o Conversa Afiada resgata entrevista de Eduardo Campos, dada à Revista Época, em 2012:
EDUARDO CAMPOS: “ESTAREI COM DILMA EM 2014″
EDUARDO CAMPOS – 22/12/2012
O governador de Pernambuco diz que não será candidato a presidente – e que, apesar de ser amigo de Aécio Neves, não apoiará o PSDB nas eleições
“Não tenho tido a oportunidade nem o tempo de falar o que vou falar aqui. Quero dizer como está minha cabeça neste instante.” Foi com essa disposição de espírito que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB recebeu ÉPOCA num final de manhã, em entrevista que entrou pela tarde. O cenário foi a sala de reuniões contígua a seu gabinete, no subsolo do Centro de Convenções, em Olinda, de onde exerce seu segundo mandato desde que o Palácio do Campo das Princesas entrou em reforma. Pela primeira vez numa entrevista, Eduardo Campos foi taxativo em relação ao assunto do momento: sua possível candidatura à Presidência da República em 2014. “Não é a hora de adesismos baratos, nem de arroubos de oposicionismos oportunistas”, disse. “Queremos que a presidenta Dilma ganhe 2013 para que ela chegue a 2014 sem necessidade de passar pelos constrangimentos que outros tiveram de passar em busca da reeleição.”
ÉPOCA – Estou convencido de que o senhor é candidato a presidente da República em 2014. É?
Eduardo Campos – E aí sou eu que vou ter de lhe desconvencer (risos). Tenho um amigo que é jornalista, experiente, que outro dia me disse: “Fulano de tal é candidato, e ninguém acredita. Você diz que não é, e ninguém acredita”. O que é que posso fazer? Na minha geração, poucos tiveram a oportunidade que tive de conviver com quadros políticos que sempre fizeram o debate com profundidade, olhando objetivos estratégicos, os interesses da nação, do povo. O quadro político que tem acesso a essa formação, e que a amadurece, percebe que suas atribuições e sua responsabilidade impõem essa visão que vai muito além do eleitoral e está até acima do eleitoral.
ÉPOCA – Explique melhor.
Campos – Nesse curto espaço de tempo, vamos decidir muita coisa no Brasil. Estamos vivendo uma crise sem precedentes lá fora. Essa crise há de gestar outro padrão de acumulação de capital. Outros valores vão surgindo. Com a importância que tem nesse concerto internacional, o Brasil fez, nos últimos anos, alguns avanços importantes. Na quadra mais recente, viveu três ciclos: o ciclo da redemocratização, o ciclo da estabilidade econômica e um ciclo do empoderamento da pauta social, uma coisa que se transformou, inclusive, em política econômica. Na brevíssima democracia que nós temos, tivemos líderes que, a seu modo, por suas virtudes e vicissitudes, interpretaram o que era um acúmulo de consenso na sociedade. Tiveram a capacidade de orquestrar frentes políticas que deram apoio e força política para viver esses

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dilma se compromete a apurar com rigor acusações feitas contra Petrobras

A presidenta, Dilma Rousseff, afirmou,que não permitirá que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da Petrobras. Nesta segunda-feira (14), ao batizar o navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul  em Ipojuca (PE), a presidenta disse que não ouvirá calada a campanha negativa daqueles que, por proveito político, não hesitam em ferir a imagem da empresa.“Não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem esse país, que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa", reforçou a presidenta.
Durante o discurso, Dilma também reforçou a imagem que a Petrobrás jamais vai se confundir com qualquer malfeito, corrupção ou qualquer ação indevida de quaisquer pessoas. "Nós, com determinação, estamos aqui nos comprometendo a cada dia que passa que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor”, ressaltou.
Ao tratar sobre os alcances da estatal, a presidenta destacou que a Petrobras é  hoje a empresa que mais investe no Brasil e que o fortalecimento da Petrobras revolucionou a indústria naval brasileira. “Foram 306 bilhões, de dólares, de 2003 a 2013. Sendo que o ano passado chegou a 48 bi de dólares. É importante lembrar que em 2002, forma investidos apenas 6,6 bi de dólares. Significa que nesse período, multiplicamos por seis o investimento na Petrobras”, disse.
De acordo com Dilma, a empresa foi reerguida durante o seu governo e a administração do ex-presidente Lula. Além disso, a presidenta também mencionou o crescimento do lucro líquido da companhia.
“O lucro líquido também mudou de patamar. Passou, e ai está em reais, de 8 bi para 23,6 bi de reais. Estas e outras conquistas provam que nossos governos, o meu e o do Lula reergueram a Petrobras, reconstituímos o programa de investimentos, valorizamos e aperfeiçoamos quadro de funcionários”, afirmou.
Dilma também exaltou os efeitos advindos da exploração do pré-sal. “Por isso que descobrimos os megacampos do Pré-sal, que mudou nosso cenário petrolífero e vai ajudar a mudar a qualidade da educação, porque os recursos dos royalties e 50% do fundo social do pré-sal são para educação, da creche à pós-graduação, que vai levar nosso povo a outro patamar de desenvolvimento”. Fonte: Portal Brasil.

Dilma: Vamos impedir que criminosos roubem as propriedades do Minha Casa Minha Vida

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (14), no Café com a Presidenta, que o governo federal está pronto para trabalhar em parceria com as autoridades estaduais para atuar no combate a desvios, fraudes e invesões de unidades do Minha Casa Minha Vida. Segundo a presidenta, serão usados todos os meios legais para impedir que criminosos roubem os sonhos dos moradores de terem sua casa própria.
“A segurança pública é, de fato, uma responsabilidade dos estados, mas o governo federal está pronto para atuar em parceria com as autoridades estaduais. Nós firmamos uma parceria com o estado do Rio de Janeiro e estamos prontos para fazer parcerias com outros estados para atuar no combate a desvios, a fraudes, a invasões (…) O meu governo vai utilizar de todos os meios legais para impedir que criminosos roubem estes sonhos e essas propriedades. Por meio de parcerias com os estados, estamos colocando a Polícia Federal para apoiar as polícias estaduais e, assim, impedir e reprimir esses abusos, crimes e malfeitos”.
Dilma lembrou que o programa Minha Casa Minha Vida já beneficiou 1,6 milhões de famílias e outras 1,7 milhões de moradias já foram contratadas e estão em diferentes estágios de construção. Mais 450 mil unidades habitacionais ainda serão contratadas até o fim do ano.
“Isso mostra a grandeza desse programa, mostra um programa que transforma a vida de milhões de famílias ao permitir que elas realizem o sonho da casa própria. (…) Nós estamos convencidos que o nosso governo tem o dever de usar os impostos que arrecada para oferecer às pessoas do nosso país a oportunidade de viver cada vez melhor, na sua casa própria”, afirmou. (Blog do Planalto).

Olhamos o Nordeste de forma especial, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (14), durante a cerimônia de viagem inaugural do navio Dragão do Mar, em Ipojuca (PE), que o governo federal olha de maneira especial o Nordeste, levando programas e investimentos para a região.
“Tenho uma diretriz clara, apoiamos todos os estados, mas olhamos de forma especial para os estados do Nordeste, porque ao longo da história o Nordeste sempre foi relegado a um segundo plano. Não no governo do Lula e não no meu governo. Não só olhamos o Nordeste de forma especial, mas fazemos isso porque é importante para o Brasil. Sabemos que o trabalhador do Nordeste, o empresário do Nordeste, o pequeno agricultor, ele é a força que move uma parte decisiva desse nosso país, e que pode e vai cada vez mais contribuir para esse país ser do tamanho dos nossos sonhos”.
Dilma citou uma série de investimentos no Nordeste, como a implantação da indústria automobilística em Goiana, com incentivos tributários e financiamentos que fortaleceram a localização da indústria automobilística em Pernambuco, e as obras no Porto de Suape.
“Somente no Porto de Suape, além dos estaleiros, estamos investindo R$ 1 bilhão em obras de dragagem e construção de terminais (…) A refinaria Abreu e Lima é outro investimento extraordinário aqui perto, importante para que a gente agregue valor ao nosso petróleo”. (Blog do Planalto).

Dilma: Meu governo e o do Lula reergueram a Petrobras

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante a cerimônia de viagem inaugural do navio Dragão do Mar, nesta segunda-feira (14), que estão erradas as avaliações de que a Petrobras está perdendo valor de mercado. Dilma lembrou que, em 2003, a empresa valia R$ 15,5 bilhões e que, hoje, mesmo com toda crise internacional, o valor de mercado chega a R$ 98 bilhões.
“Manipulam os dados, distorcem análises, desconhecem deliberadamente a realidade do mercado mundial de petróleo para transformar eventuais problemas conjunturais de mercado em irreversíveis. (…) Ao contrário do passado, a Petrobras é hoje a empresa que mais investe no Brasil. Foram US$ 306 bilhões, de 2003 a 2013. Sendo que o ano passado chegou a US$ 48 bilhões. É importante lembrar que em 2002, foram investidos apenas US$ 6,6 bilhões”, detalhou.
A ampliação dos investimentos foi multiplicada por seis. Para Dilma, com a reconstituição do programa de investimentos da empresa, foi possível a descoberta dos megacampos do pré-sal, que mudou o cenário petrolífero e vai ajudar a melhorar a qualidade da educação, com os royalties e os 50% do fundo social investidos no setor. A presidenta também lembrou que o lucro líquido da empresa também mudou de patamar, passando de R$ 8 bilhões para R$ 23,6 bilhões.
“Sabemos que o fortalecimento da Petrobrás revolucionou a indústria naval brasileira. Já dissemos o quanto os empregos aumentaram. A previsão pra 2017, é que passemos dos quase 80 mil de hoje para 100 mil empregos gerados na indústria de fornecedores. E, entre 2014 e 2015, geraremos mais 17 mil empregos. E podemos também medir a Petrobras pela sua força, tanto em terra quanto no mar. São 133 plataformas, 41 sondas de perfuração e 361 barcos de apoio. Muito mais virão”, disse.(Blog do Planalto).

Filho de Lula e fazendas da Friboi

Por Gilberto Nascimento, no jornal Brasil Econômico:
Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, foi alvo de piadas e brincadeiras de blogueiros presentes à entrevista com o seu pai na terça-feira, em São Paulo. Ele foi questionado por não estar, naquele momento, cuidando de suas fazendas ou administrando os negócios da Friboi. Lulinha riu. O filho do ex-presidente é alvo de boatos na internet de que seria dono de grandes áreas de terra e supostas mansões e aviões, além de empresas.
Uma das áreas mostradas é, na verdade, da Escola Superior de Agricultura (Elsalq), de Piracicaba. Agora, ele até trata a questão com bom humor. Mas Lulinha, que acompanhou a entrevista com o pai no Instituto Lula, pediu a abertura de um inquérito no 78º. DP, na capital paulista, para a identificação dos responsáveis por esses comentários.
Seis internautas já foram chamados a depor. Apenas um, Daniel Graziano, ainda não compareceu. Daniel é gerente administrativo e financeiro do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), ligado ao ex-presidente tucano. É filho de Xico Graziano, coordenador da área de internet do pré-candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves. Procurado no iFHC, ele não retornou.
Os outros intimados - Roger Lapan, Adrito Dutra Maciel, Silvio Neves, Paulo Cesar Andrade Prado e Sueli Vicente Ortega - disseram acreditar que os comentários sobre compra de fazendas e aviões fossem verdadeiros e não teriam “pensado na hora de fazer as postagens”. O advogado de Lulinha, Cristiano Zanin Martins, diz aguardar o resultado das investigações para definir se entrará ou não com processo contra as pessoas que “macularam a imagem” de seu cliente.
Filho pop
Lulinha mora no Paraíso, na capital paulista, numa área de classe média. No seu prédio, nenhum morador conversa com ele. Por outro lado, diz ser abordado o tempo todo pelos porteiros, faxineiros, garçons e frentistas que querem bater papo e perguntar sobre seu pai.

Cultura e Descomemoração do Golpe de 64 é tema de sarau

O Sarau da Democracia será realizado nesta terça-feira, 15 de abril, das 18h30min às 22h no Nova Acrópole (Praça da Matriz, 148) no Centro Histórico de Porto Alegre.
O objetivo é juntar música e intervenções por personalidades gaúchas que viveram na pele os efeitos da ditadura militar e, também para marcar a descomemoração dos 50 anos do golpe de 1964.
O evento terá a participação de Flavio Koutzii, que foi chefe da Casa Civil no Governo Olívio Dutra e deputado estadual e, na época, foi exilado político; Lorena Holzmann, socióloga, professora e pesquisadora da UFRGS e que também sofreu o processo de repressão à professores na UFRGS; e os músicos Henry Lentino, Raul Ellwanger e Nei Lisboa, que, além de fazerem um pocket show, falarão sobre o Golpe e a luta pela Democracia no Brasil.
Com a coordenação de Chris Rondon, o encontro promovido pelo mandato de Sofia Cavedon (PT/PoA). A entrada é franca.
O Nova Acrópole é uma organização internacional de caráter filosófico, cultural e social, sem fins lucrativos, presente em 45 países ao redor do mundo. Site: Sofia Cavedon.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Alessandro Molon fala sobre o Marco Civil da Internet

1)O que o povo e a nação brasileira ganham com a aprovação pela Câmara dos Deputados do Marco Civil da Internet?
A sociedade brasileira ganha muito com a aprovação do Marco Civil da Internet, proposto ao Congresso pela Presidente Dilma. Uma vez o projeto sancionado, internautas terão a tranquilidade de saber que seus direitos estão garantidos em lei - e poderão cobrar o respeito a eles. Direitos como a neutralidade da rede, a proteção à privacidade de seus dados e a garantia da liberdade de expressão. O Marco Civil foi elaborado a partir de um pedido da sociedade civil, que participou ativamente do processo de construção do texto. Recebemos e aproveitamos inclusive sugestões que chegaram pelo Twitter. Por isso, o Marco Civil aponta, também, para uma nova forma de se fazer leis no Brasil: de maneira colaborativa. A aprovação na Câmara foi, sem dúvida, uma grande vitória da sociedade.
2)Qual a importância e a participação da Sociedade, do Governo Dilma Rousseff e do Congresso Nacional nos debates e na construção do Marco Civil da Internet?
A sociedade civil teve papel importantíssimo na construção do projeto. Quando o Marco Civil estava sendo elaborado pelo Ministério da Justiça, uma consulta pública reuniu mais de duas mil contribuições. Depois, quando chegou à Câmara, ampliamos este processo, realizando audiências públicas em quatro regiões do país e ouvindo mais de 60 especialistas dos mais diversos setores. O projeto, então, foi colocado para consulta on-line, onde recebeu mais sugestões. Até pelo Twitter os internautas participaram e uma das contribuições foi incluída no Marco Civil.
A Presidente Dilma foi quem enviou o projeto para a Câmara, após ter ouvido a sociedade civil brasileira. Foi dela a iniciativa legislativa. Além disso, a Presidente colocou o Marco Civil como principal resposta do Brasil ao escândalo de violação de privacidade e requereu a urgência constitucional para o mesmo, o que foi decisivo para que ele fosse votado. O governo, durante toda a tramitação, teve papel muito importante na aprovação do projeto.
No âmbito do Congresso Nacional, tive reuniões com a maioria dos líderes partidários para esclarecer dúvidas e colher sugestões, muitas das quais foram acolhidas. O diálogo permitiu o aprimoramento do projeto e a costura de um amplo apoio ao Marco Civil. 
3)Por que a neutralidade de rede, um dos pilares do projeto, sofreu alterações no texto inicial?
A garantia da neutralidade não sofreu qualquer alteração que a prejudicasse. Pelo contrário, foi fortalecida durante a passagem do projeto na Câmara. A neutralidade está garantida integralmente no Marco Civil. Com ela, o usuário terá uma Internet livre, democrática e aberta à inovação.
4)E o armazenamento de dados, fim do marketing dirigido, sigilo e privacidade e a liberdade de expressão?
A privacidade e a liberdade de expressão, dois dos pilares do Marco Civil, estão fortemente garantidas no texto. Em relação à privacidade, o provedor de conexão fica proibido de guardar os dados de navegação de seus clientes. Quanto optar por sair de uma rede social, o usuário poderá requerer a exclusão definitiva de seus dados, em vez da simples indisponibilização dos mesmos.
Quanto à liberdade de expressão, o Marco Civil põe fim à censura prévia feita por provedores de aplicações (sites, blogs e redes sociais), que retiram comentários temendo um futuro processo. Ao garantir que o provedor de aplicação só responderá pelo comentário feito por um usuário se descumprir uma ordem judicial que determine a retirada do conteúdo, o projeto oferece uma segurança jurídica que protege a liberdade de expressão. Se for caso de uma ofensa clara, como racismo, o comentário pode ser retirado na hora. Mas, se o provedor de aplicação discordar da reclamação feita em relação ao comentário ou ficar na dúvida, quem dá a palavra final é um juiz, depois de ouvir os dois lados da questão.  
5)A presidenta Dilma Rousseff no twitter disse que a aprovação do #Marco Civil da internet é uma vitória de toda a sociedade brasileira. Como se sente fazendo parte dessa grande construção?
Sinto-me honrado de ter podido colaborar neste processo que resultou na aprovação pela Câmara de um projeto de lei tão importante não só para o Brasil, mas para o mundo também, ao indicar os novos caminhos que podem e devem ser seguidos na proteção aos direitos dos internautas.  
6)Considerações finais.
Agradeço a todos os internautas, às organizações da sociedade civil brasileira, à Presidente Dilma e a seu Governo e a todos que colaboraram neste processo histórico de construção de uma lei que coloca o Brasil na vanguarda de um tema decisivo para o futuro da democracia: uma internet livre, plural, segura e aberta à inovação.
Patricia Royo
Assessoria deputado federal Alessandro Molon
(21) 99206-1186 / (61) 9282-7187 / (21) 2220-8440
www.molon.com.br

FNDC: Democratizar a democracia

Do site do FNDC:
Entidades filiadas ao Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação estarão reunidas, em Guararema (SP), para a XVIII Plenária Nacional do FNDC, entre os dias 25 e 27 de abril. A Escola Nacional Florestan Fernandes, construída e mantida por movimentos sociais, foi o espaço escolhido para os debates, avaliações, troca de experiências e confraternização das organizações.
Com o tema Democratizar a Democracia, a XVIII Plenária Nacional do FNDC pretende fazer um balanço das atividades realizadas pelo Fórum no último ano e traçar estratégias de ampliação de sua atuação na articulação e mobilização por políticas de comunicação democráticas no Brasil. A Plenária ainda elegerá a nova Coordenação Executiva e o Conselho Deliberativo do Fórum.
Poderão participar da reunião delegados/as indicados/as por entidades filiadas ao FNDC e observadores/as. As inscrições estão abertas até às 18h do dia 14/04. Mais informações na convocatória.
O FNDC avalia que a democratização das comunicações ganhou a agenda das ruas em 2013, a partir dos protestos específicos pedindo mais liberdade de expressão em todo o país. “O FNDC também contribuiu para construir esses momentos e hoje a pauta de um novo marco regulatório se espalha progressivamente, fortalecendo o aprofundamento da ‘democratização da democracia’ em nosso país”, diz o texto base do balanço da entidade. A Lei da Mídia Democrática é uma das principais lutas atuais do FNDC e mobiliza diversos atores na coleta de assinaturas necessárias para levar o projeto à Câmara dos Deputados.

Merval e Sardemberg caluniam blogueiros

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
Qualquer pessoa que a natureza tenha dotado de um mísero neurônio ficará intrigada com os textos e comentários que a grande mídia publicou sobre a entrevista que o ex-presidente Lula concedeu a blogueiros na última terça-feira (8/4). Quem são os blogueiros que essa mídia critica sem dar nomes? Por que não diz quem são? Qual é a razão desse mistério todo?
Além de distorcer as palavras de Lula ou até de inventar coisas que ele não disse, a mídia ainda vem caluniando esses blogueiros. Que calúnias? As de sempre, de que eu, por exemplo, digo aquilo que digo porque sou “financiado” pelo governo federal.
Não há grande jornal ou telejornal que não tenha divulgado algum texto atacando os blogueiros. Em geral, com ironias, dizendo-nos “amigos” de Lula, como no caso da colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde, casada com um marqueteiro com extensa folha de serviços prestados ao PSDB e que, há anos, dedica-se a atacar o PT todo dia.
Antes de prosseguir, um esclarecimento: infelizmente, não sou “amigo” de Lula; sou, apenas, um admirador e eleitor. Defendo o ex-presidente desde 1989. Neste blog, defendo desde 2005, quando criei a página. Nunca escondi isso de ninguém. Mas ser amigo é outra coisa.
Não frequento a casa de Lula, não tomo uma cachacinha ou fumo um havana com ele. Não tenho nem mesmo seu telefone pessoal. Gostaria, mas não tenho esses privilégios.
Aliás, posso garantir que, na entrevista que Lula concedeu a blogueiros, nenhum deles pode se dizer seu “amigo” no sentido literal.

Lula, blogs e mentiras do Zero Hora

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:
O Tijolaço nos informa que o diário direitista gaúcho Zero Hora teve o seguinte a dizer sobre a entrevista do ex-presidente Lula a blogueiros: “O ex-presidente sentou-se à mesa com pessoas que não têm como oferecer a neutralidade reclamada. Seus ouvintes eram responsáveis por blogs assumidamente governistas, muitos dos quais sustentados por verbas oficiais.”
O Zero Hora, como se sabe, pertence à família Sirotsky, do Grupo RBS, parceiro comercial e ideológico das Organizações Globo (olhem na lista acima) no Sul do país.
Se tivesse feito o trabalho jornalístico que se requer de uma poderosa empresa jornalística, teria descoberto o óbvio: a grande maioria dos blogueiros que entrevistaram o ex-presidente Lula não recebe um tostão sequer de “verbas oficiais”. Basta consultar as informações divulgadas pela Secom, a Secretaria de Comunicação Social ligada à Presidência da República.
Da entrevista participaram Renato Rovai (Revista Fórum e Blog do Rovai), Altamiro Borges (Blog do Miro), Conceição Lemes (Viomundo), Fernando Brito (Tijolaço), Marco Weissheimer (Sul 21 e Carta Maior), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo) e Miguel do Rosário (O Cafezinho).
Posso estar errado, mas dos veículos acima citados só a Carta Maior constava da listagem mais recente a que tive acesso, numa proporção absolutamente compatível com a importância que o site tem para a esquerda brasileira e para o público de esquerda existente no país.
Portanto, além de mentir neste ponto - “muitos dos quais sustentados por verbas oficiais” -, o Zero Hora sonegou de seus leitores outra informação fundamental, se realmente pretendia debater financiamento oficial da mídia e independência editorial.
Sonegou o fato de que o Grupo RBS certamente está na lista dos maiores receptores de dinheiro público dentre, digamos, os 50 maiores grupos de mídia do Brasil, pois recebe dinheiro do governo federal, de governos estaduais e de prefeituras. Se pretendia debater honestamente o assunto, o Zero Hora deveria contar aos leitores quanto exatamente a RBS recolhe em “verbas oficiais”.
O que levaria os leitores a concluir: se o Zero Hora, com todo o dinheiro oficial recebido pelo Grupo RBS, pode se declarar “independente”, por que blogueiros que não recebem um tostão em dinheiro oficial não podem ser independentes? Teriam sido abduzidos pelo lulismo? Hipnotizados pelo petismo?