quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cristiana Lôbo, pau mandado do Governo Norte Americano

O povo brasileiro não é bobo e nem marionete da Rede Globo, revista fascista Veja, Estadão, Folha de São Paulo e restante da mídia venal e golpista, que se tornou cabos eleitorais do tucano Aécio Neves durante as eleições de 2014. Essa jornalista Cristiana Lôbo das Organizações Rede Globo - Família Marinho é uma verdadeira pau mandada do Governo Norte Americano, que organizou a derrubada do presidenta Jango, em 1964, e continua sabotando os governos Lula e Dilma. Cristiana Lôbo faz parte de uma grande organização midiática no Brasil em defensa dos norteameticanos. Veja o que ela publicou em seu blog, no G1:
"Um organismo, sediado em Washington, que estuda e monitora a realidade da América Latina, enviou ao Senado brasileiro um documento em que chama a atenção para os próximos movimentos políticos do presidente Lula da Silva, rumo a um 'populismo socialista'.
O estudo adverte que Lula pretende lançar medidas populares de impacto, incentivando o consumo para seus eleitores de baixa renda.
Segundo o dossiê, a intenção de Lula é consolidar seu poder de voto para uma futura reforma política que vai autorizar a reeleição para um mandato de mais seis anos.
O documento assinala que Lula prepara um dos maiores movimentos de reestruturação econômica, voltado para as classes populares, dentro do projeto de longevidade no poder.
Segundo o estudo, os EUA estariam muito preocupados com este tipo de populismo no Brasil, que é um País continental e onde o povo é submisso, sem cultura e informação para avaliar as conseqüências políticas deste movimento rumo ao socialismo.
O plano de Lula é comparado ao do venezuelano Hugo Chávez. Segundo o estudo, conta com o apoio de grandes investidores europeus. O dossiê, vindo dos EUA com a classificação confidencial', foi analisado segunda-feira, com toda cautela, em uma reunião fechada, do colégio de Líderes do Senado. Alguns parlamentares o viram com ceticismo. Outros senadores chamaram a atenção para fatos objetivos já em andamento.
Curiosamente, segundo observou um senador, os norte-americanos anteciparam o parecer de técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, que constataram irregularidades insanáveis' na prestação de contas da
campanha à reeleição.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Os Grotões e FHC

Por Antonio Ibiapino - PT/Ceará - comandante13410@gmail.com
O termo grotões quer dizer: região distante, erma, lugar de gente ignorante, lugar onde vive pessoas pobres e incultas etc.
Logo após o primeiro turno das eleições, o ex-presidente do Brasil, senhor Fernando Henrique Cardoso disse que a Dilma ganhou nos grotões, onde existiam pessoas desinformadas, ou seja, ignorantes.
Diante das declarações do ex-presidente, que é também mentor intelectual do Aécio Neves, um dos lideres do PSDB; devemos perguntar: Porque existem os grotões?
De quem é a culpa pela existência dos grotões?
Essa gente que mora nos grotões, e, que é chamada de gente ignorante, na verdade é vítima de uma elite capitalista que se apoderou das terras e das fábricas. Com isso transformou os pobres em escravos sem direito a moradia, a educação, a saúde e nem mesmo ao alimento, que é um direito humano.
Pois bem, um governo honrado e que tenha pelo menos um pouquinho de respeito pela pessoas, tem a obrigação moral de trabalhar para que não existam grotões e sim, alguma igualdade de direitos entre os homens.
Chamar as pessoas de desenformadas é fácil, difícil é lutar para transformar uma realidade de centenas de anos de exploração dos pobres pelas elites.
#Dilma
Blog da Dilma no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDilmaRousseff

Sem internet, Aécio teria vencido eleição, diz cientista político

Para Sérgio Amadeu, PSDB adota 'estratégia do cinismo'. Ele considera inaceitável que a bandeira de combate à corrupção seja conduzida por 'forças da corrupção'
Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.
Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.
Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.
“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”
Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.

Wladimir Pomar: Desatar os nós do desenvolvimento

Por Wladimir Pomar* Página 13:
O discurso que prevaleceu no movimento de adesão de parte considerável da direita da esquerda à candidatura Aécio foi o de que a sociedade civil unificada exigia mudanças que o governo Dilma não contemplava. Nessa sociedade civil eram incluídos não apenas as classes sociais intermediárias, ou o conjunto da pequena-burguesia, mas também os setores ou frações da classe trabalhadora assalariada que teriam ascendido à condição de classe média. Sem esquecer, é lógico, o empresariado. Ficariam de fora apenas os setores “ignorantes” e “desinformados” das classes “baixas”.
Teria se configurado, desse modo, uma frente única social capaz de tirar o Brasil do abismo a que teria sido levado pelas políticas econômicas “desastrosas” do governo Dilma. Sem se aperceber que as propostas tucanas reconduziriam o país à devastação dos anos 1990, a direita da esquerdamergulhou de ponta cabeça naquela ilusão da sociedade civil unificada. Para piorar, também se alimentou acriticamente de uma campanha de calúnias, mentiras e agressões que não se assistia desde 1989. A campanha de Collor contra Lula, naquele ano, foi transformada em coisa de amadores.
Apesar disso, as urnas  de 26/10 enterraram a teoria da sociedade civil unificada. Demonstraram que parte da sociedade civil real, formada pelas diversas classes sociais reais da sociedade brasileira, tendo como maioria a classe dos trabalhadores assalariados, está relativamente vacinada contra as mentiras forjadas pelo partido da mídia e os chiliques do sistema financeiro nas bolsas de valores. E, também, contra as decisões do Mercado, esse ente mitológico que pretende governar a ação de todos os governantes, e que realizou uma ação unificada, incisiva e aberta contra Dilma, como há muito não se via nas campanhas eleitorais.

A vitória de Dilma e o futuro da política externa

A frustração da direita nacional e do mercado internacional traz perspectivas positivas para a América do Sul. Por Kjeld Jakobsen, do GR-RI
por Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais - CartaCapital:
Por Kjeld Jakobsen
A reeleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil no dia 26 de outubro não significou apenas a derrota dos "rentistas", da mídia e dos conservadores nacionais em geral que disseminaram uma sórdida campanha de ódio contra o PT e o governo, como foi também a derrota daqueles que no exterior apostavam no retorno das políticas de "Estado Mínimo", privatizações e flexibilização dos direitos trabalhistas. O "mercado internacional" torcia pela vitória dos que defendiam na campanha a inserção brasileira nas cadeias produtivas internacionais, isto é, a subordinação da nossa economia aos interesses das empresas multinacionais cuja maioria tem sede nos EUA, União Europeia e Japão, implicando no plano imediato em mais abertura comercial, políticas de austeridade, proteção aos investidores, entre outras mazelas neoliberais.
No entanto, a frustração da direita, tanto nacional quanto internacional diante do resultado eleitoral, traça perspectivas positivas para o Brasil e para a política externa (PEB) do novo governo, além de contribuir para a continuidade das políticas alternativas ao neoliberalismo na América Latina. Ao longo do primeiro mandato da presidenta Dilma houve quem criticasse sua política externa em comparação com a PEB desenvolvida durante os dois mandatos do presidente Lula. Não é uma crítica justa, pois Lula ao resgatar o melhor da tradição da PEB, que é sua independência e autonomia, e adotar uma série de iniciativas no campo das relações internacionais, proporcionou a Dilma uma herança bendita, sem que ela precisasse repetir o mesmo pioneirismo e desempenho.
Ela, por sua vez, manteve esta tradição e deu continuidade às políticas anteriores, particularmente as relações Sul - Sul, a integração continental e a demanda por reformas no sistema internacional, além de ter fortalecido algumas coalizões internacionais das quais o Brasil participa, como a Unasul, Celac e os BRICS. Particularmente, a Sexta Cúpula deste último, realizada no mês de julho em Fortaleza, foi marcante por ter aprovado a criação de um Banco de Desenvolvimento e o Arranjo de Reservas de Contingência.

Jornal Nacional entrevista a presidente reeleita Dilma Rousseff

Às 20h46 desta segunda-feira (27), a presidente Dilma Rousseff nos acompanha ao vivo em Brasília e nos concede uma entrevista agora.
William Bonner: Presidente, parabéns, boa noite. Muito obrigado pela sua presença.
Patrícia Poeta: Boa noite, presidente. Parabéns.
Dilma Rousseff: Boa noite, William. Boa noite, Patrícia. Boa noite, vocês que nos acompanham aqui essa hora.
William Bonner: O Brasil viveu, ontem, o momento mais importante de qualquer democracia, que é a vitória de um candidato pela maioria absoluta dos votos, numa eleição livre. Foi uma campanha agressiva de ambas as partes e com o resultado mais apertado da história da nossa República. E no seu discurso de ontem, a senhora disse que é preciso reconciliar a nação. Que passos a senhora vai dar nesse sentido, presidente?
Dilma Rousseff: Olha, William, eu queria te dizer que eu acredito que a democracia, ela é um dos mais importantes fatores para que um país não só possa mudar, mas o faça de forma pacífica e ordeira. Nesta eleição, mesmo com visões contraditórias e posições contraditórias, havia algo em comum no conjunto das pessoas e dos sentimentos que elas tinham: a busca por um futuro melhor para o Brasil. E eu acho que essa busca é a grande base para que nós tenhamos uma união. Numa democracia madura, união não significa unidade de ideias, ou uma ação monolítica conjunta. Significa muito mais a abertura, a disposição para dialogar, a disposição para construir pontes, a disposição para que nós possamos garantir de fato o que uma eleição sempre exige na democracia: mudança. Nós temos de ser capazes de garantirmos as mudanças que o país precisa e exige. Juntamente com as reformas que o país precisa e exige. E isso fica muito claro nessas eleições. Eu acho que é essa a base comum entre nós. E aí, a grande palavra nesse momento é diálogo. É dialogar com todas as forças. As forças sociais, as forças produtivas, de todos os segmentos. Do segmento industrial, da agricultura, de serviços, do setor financeiro. E também com todos os clamores da população. A população quer continuar melhorando de vida. E aí, nós temos um compromisso, William, que é assegurar que nós tenhamos um país mais moderno, mais inclusivo, mais produtivo. E que tenha como base valores fundamentais. Por exemplo, oportunidade para todos. Esse é um valor moral e ético. O outro valor moral e ético é o combate sem tréguas à corrupção. Não é possível que o nosso país seja um país que mantenha a impunidade daqueles que cometem atos de corrupção.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jean Wyllys: Bateu o desespero nos fundamentalistas

Por Jean Wyllys - Facebook:
Bateu o desespero nos fundamentalistas! Depois de terem apostado todas as suas fichas na campanha do Aécio (inclusive alguns que, na eleição anterior, apoiaram a Dilma), as pesquisas estão frustrando suas esperanças de eleger o governo dos seus sonhos, mistura de neoliberalismo radical, conservadorismo extremo e macartismo vintage. E, desesperados, querem um culpado...
Numa última tentativa de difamar a Dilma entre os eleitores cristãos, os fundamentalistas tentam desconstruir todos os projetos e pautas voltadas para a garantia de direitos das minorias e grupos sociais difamados (negros, mulheres, moradores de periferia, LGBTs, adeptos de religiões de matriz africana, pessoas com deficiências ou com doenças raras, etc.), distorcendo o conteúdo de propostas legislativas apresentadas por mim e que formam parte dos compromissos programáticos que a presidenta Dilma concordou comigo em assumir.
Porque, diferentemente do Aécio, que quer e aceita o apoio deles, mas tem vergonha de tirar foto (como admitiu numa entrevista, frustrado, o deputado fascista viúva da ditadura), a presidenta recebeu meu apoio com orgulho e me convidou a participar da sua campanha -- e bombou!
Numa matéria tosca que está sendo compartilhada pelos caluniadores de sempre, apresentam esses projetos como se fossem prejudiciais ou contrários aos cristãos, falando do meu apoio à Dilma como uma espécie de ameaça contra eles.
Ao mesmo tempo, o pastor MAL-afaia adverte aos evangélicos, através do Twitter, que num dos últimos comícios da presidenta estávamos presentes "o deputado Gay" (com maiúscula) Jean Wyllys "e uma mãe de santo". Homofobia, racismo e preconceito religioso, tudo junto!
Desculpa aí, MAL! Eu estou apoiando a campanha da Dilma e ela assumiu compromissos programáticos, sim! Não para mim, mas para o bem do povo. E tem mais: ela vai vencer!
Aceite que doi menos...
Página: https://www.facebook.com/jean.wyllys
#ComunicadorescomDilma #PeriferiacomDilma #Dilma13

O fracasso do terrorismo econômico da mídia

A maioria pensa diferentemente da grande mídia, tanto em relação à situação econômica em geral, quanto à inflação e ao nível de emprego.
por Emir Sader - Carta Maior:
O cerco da mídia ao governo tem dois pilares: as denuncias de corrupção (que na campanha teve a Petrobras como mote central) e o terrorismo econômico. O primeiro, pela reiteração e a falta de provas, se esgotou.
A última pesquisa do DataFolha revela como o terrorismo econômico da mídia se esgotou. Não apenas as opiniões da grande maioria pessoas estão na contramão do que a mídia pregou, como além disso o otimismo econômico é considerado como um dos fatores que alavancam a candidatura da Dilma na fase final da campanha.
A expectativa de que a inflação aumentaria despencou de 59% em fevereiro para 31% agora. A de que vai ficar como está subiu de 25% para 35%, enquanto a de que vai diminuir aumentou de 9% para 21%. Portanto 52% nao consideram que a inflação deve aumentar, contra 31% que acham que ela deve subir. Somente 35% dos eleitores do Aécio acham que a inflação vai aumentar. O terrorismo inflacionário foi derrotado.
 A expectativa de que o desemprego deve aumentar baixou de 39% para 36%, enquanto os que consideram que vai diminuir subiu de 25% para 31%, e os que consideram que ela vai ficar igual aumentaram de 31% para 33%.
Quanto à situação econômica do país, o que consideram que ela vai piorar baixaram de 27% para 15%, os que acham que ela vai melhorar vão de 34% para 44%, e os que acham que ela ficar como está vão de 35 para 33%.
Entre os próprios eleitores do Aecio 43% acham que a situação do país vai melhores e apenas 20% de que ela vai piorar. 31% desses eleitores consideram que o desemprego continuará como está e 30% acham que ela vai cair.
Foi por água abaixo assim o clima de pessimismo econômico que a mídia insuflou há vários anos. A maioria pensa diferentemente dela, tanto em relação à situação econômica em geral, quanto à inflação e o nível de emprego.
#ComunicadorescomDilma #PeriferiacomDilma #Dilma13

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Datafolha e Ibope mostram que “onda azul” de Aécio virou marola

Mesmo com apoios ao peessedebista e exploração da mídia tradicional do caso Petrobras, avaliação do governo melhora no Ibope e rejeição ao tucano sobe no Datafolha.
Por Glauco Faria - Revista Fórum:
A divulgação de duas pesquisas nacionais hoje, com base em dados de entrevistas feitas nos dias de ontem e nesta quarta-feira, podem fazer parecer que nada mudou no cenário, já que permanece o empate técnico entre Aécio Neves e Dilma Rousseff com a mesma diferença numérica de dois pontos a favor do tucano.
Mas descendo aos detalhes, vê-se que não é assim. Primeiro, é importante destacar o contexto entre a realização das duas últimas pesquisas dos institutos. De lá pra cá, houve o depoimento vazado de Paulo Roberto Costa e a exploração da mídia tradicional de forma quase exaustiva a respeito do caso Petrobras. Além disso, a série de apoios recebidos pelo candidato tucano, entre eles o da família de Eduardo Campos e o de Marina Silva, ajudavam a dar a sensação, trabalhada por jornalistas e apoiadores, de que havia um clima de “onda azul”, com a continuidade do crescimento de Aécio. Números mais que favoráveis e igualmente suspeitos de institutos de pesquisas foram divulgados largamente por apoiadores tucanos (reais e robôs) nas redes sociais.
Mas a onda virou marola. Dilma, exposta há quase quatro anos diariamente na mídia, já é conhecida do eleitorado. Aécio, não. E o trabalho da campanha da petista em mostrar aspectos do presidenciável ainda desconhecidos por parte da população acabou anulando os possíveis efeitos positivos que a série de apoios poderia ter na campanha do PSDB.
Os dados das duas pesquisas de hoje mostram que há alguns números positivos para a presidenta, e nenhum que favoreça Aécio. No Ibope, por exemplo, a avaliação ótimo/bom do governo subiu de 39% para 43%. Como, na pesquisa de hoje, Dilma apresenta a mesma porcentagem de intenções de votos, é perfeitamente crível que parte daqueles que avaliam o governo como regular possa optar pela petista ao comparar as candidaturas. Há margem para crescimento.
Já no Datafolha, a rejeição à petista oscilou para baixo, passando de 43% para 42%, e a de Aécio subiu de 34% para 38%. No limite, há um empate técnico entre os dois percentuais, sendo que a diferença entre um e outro era de nove pontos no levantamento anterior, e agora é de quatro.
Ambas as sondagens mostram que houve aumento do percentual daqueles que pretendem votar branco ou nulo. Mas isso não significa que não possam mudar de ideia até o pleito. O alto índice de audiência do debate da Band mostra essa disposição de muitos em conhecer melhor o que dizem os dois candidatos. A propósito, a repercussão do encontro entre os presidenciáveis pode ainda não ter se refletido plenamente em ambas as pesquisas, já que parte dos dados foi coletada ontem. Por enquanto, o vento é quase uma brisa, mas sopra a favor de Dilma. Em uma disputa acirrada, pode ser a diferença na reta final.

Lula: quem não fez bafômetro pode governar?

Ex-presidente questionou ontem, durante comício no Pará, a capacidade do candidato do PSDB, Aécio Neves, de governar o País, e lembrou episódio vivenciado pelo tucano em 2011; "Ontem (terça) eu assisti o debate e ouvi o Aécio dizendo que tem responsabilidade e competência pra governar o país. Como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro, por estar dirigindo bêbado, pode governar o país?", perguntou Lula; petista comparou os anos de governo do PT com os do PSDB, lembrando que "só se governava para um terço da população"
247 – O ex-presidente Lula questionou na noite desta quarta-feira 15, durante comício no município de Ananindeua, no Pará, a capacidade do candidato do PSDB, Aécio Neves, de governar o País. Ele mencionou um episódio vivenciado pelo tucano em 2011, quando ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a habilitação, que estava vencida, apreendida em blitz no Rio de Janeiro.
"Ontem (terça-feira) eu assisti o debate e ouvi o Aécio dizendo que tem responsabilidade e competência pra governar o país. Como alguém que se recusa a fazer o teste do bafômetro, por estar dirigindo bêbado, pode governar o país?", questionou Lula. "Palavras são muito fáceis de dizer", discursou. No ato, ele fez campanha para Helder Barbalho (PMDB), candidato a governador do Pará.
"No debate na televisão, eu vi um candidato dizer: 'o meu governo é o governo da decência e da competência'. Eu fico imaginando que decência e que competência se um dia ele foi parado as 3 da manhã na rua do rio de janeiro e se recusou a colocar a boca no bafômetro pra saber se ele tinha bebido ou não", disse ainda o ex-presidente, sem mencionar o nome de Aécio.
Lula comparou os anos sob governos do PT no Brasil e sob o governo de Fernando Henrique Cardoso. "Houve um tempo nesse país que quem ganhava só um salário mínimo não podia sonhar com casa própria, um tempo em que a gente agia como um vira-lata, pedindo licença para outros países do que a gente faria e um tempo em que só se governava para um terço da população", afirmou.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Vídeo: Kajuru detona Aécio, cheirador de Cocaína

Kajuru detona Aécio: “Você é mentiroso, ladrão e não presta! Cheirador de COCAINA. Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=g1M5e8RBm28

Vox Populi: Dilma 51% e Aécio 49%

A presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados na disputa do segundo turno destas eleições segundo pesquisa do Instituto Vox Populi. Contudo, a petista está numericamente à frente, com 45% contra 44%.
Brancos e nulos correspondem a 5% do total de votos, mesmo percentual dos indecisos.
Ambos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. O resultado é similar ao observado na última semana pelos institutos Datafolha e Ibope.
Desconsiderando-se os votos brancos, nulos e indecisos, os números sobem para 51% para Dilma e 49% e Aécio.
Este é o primeiro levantamento feito pelo instituto no pleito para o segundo turno, e depois do anúncio do apoio público dos candidatos Marina Silva (PSB) e Eduardo Jorge (PV) ao candidato tucano. A quarta colocada nas eleições, Luciana Genro (PSOL), não declarará apoio a nenhum dos dois candidatos, apesar de desconsiderar o voto no segundo. A pesquisa foi solicitada pela Rede Record.
De acordo com o levantamento, 40% do total de eleitores avaliam positivamente o governo Dilma. Mais 37% o consideram regular e 22%, como negativo.
O levantamento mostra ainda que Dilma Rousseff vai melhor no Nordeste, enquanto Aécio lidera no Sul e no Sudeste. Ambos empatam no Norte e no Centro-Oeste.
No Nordeste, Dilma tem 67% das intenções de voto, contra 26% de Aécio. No Centro-Oeste e Norte, ambos têm 45%. No Sul, o tucano tem 55% da preferência, contra 33% de Dilma. No Sudeste, Aécio tem 51%, contra 36%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 147 cidades de todo o País durante o fim de semana. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01079/2014. Fonte: CartaCapital.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Tracking indica queda de 8 pontos percentuais de Aécio e Dilma surge com 56%.

Pesquisa interna do PT, que não tem confirmação científica, mas serve para que partidos preparem novas ações na campanha, indicam que o candidato Aécio Neves começa a sofrer os efeitos da megaexposição da mídia. Se na primeira avaliação sua vantagem sobre Dilma estava embutida na margem de erro, no levantamento recente o candidato teria perdido 8% das intenções de voto. Saiba mais.
Aécio galgou votos embalado principalmente pela expressiva vitória sobre Marina Silva no primeiro turno. O crescimento do candidato de acordo com os números indicados pela pesquisa ultrapassou a casa dos 14%. Outro componente a ajudar o candidato foi a exploração pela mídia corporativa do chamado "escândalo da Petrobras": o depoimento que o ex-funcionário Paulo Roberto Costa presta e que foi estrategicamente atravessado para a TV Globo. Há quem considere o último escândalo confuso demais para servir de catapulta para o tucano. Fonte: Conexão jornalismo.

Marina decretou sua morte política ao apoiar Aécio Neves

Laura Capriglione é uma jornalista com muita bagagem e competência. Escrevendo agora no Yahoo, a jornalista analisa hoje a decisão de Marina (link is external)em apoiar Aécio no segundo turno da eleição presidencial. Em seu blog Laura ressalta: "Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão". Um duro golpe em quem acreditava na postura progressista de Marina.
Leia a íntegra:
Acabou Marina Silva (1958-2014). Fundadora da Central Única dos Trabalhadores e organizadora do PT, além de amiga e fraternal companheira do líder seringueiro Chico Mendes, Marina Silva foi durante anos, dentro do campo da esquerda brasileira, a representante de uma utopia que tentou conciliar três vetores quase sempre desalinhados: o desenvolvimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.
Sua saída do PT, em 2009, empobreceu o partido e o debate interno sobre qual caminho seguir na busca por um mundo mais justo e solidário.
A figura frágil – sobrevivente da miséria dos migrantes recrutados para trabalhar na extração da borracha; nascida em uma família de onze irmãos (da qual oito se criaram); órfã aos 15 anos; sonhática (conforme a auto-definição); vítima da malária, da intoxicação pelo mercúrio dos garimpos e da leishmaniose (doenças da extrema pobreza) – pereceu no domingo, 12 de outubro, depois de lenta agonia.
Foi nesse dia que ela formalizou seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais, contra a candidatura da petista Dilma Rousseff.
Como membro do Partido dos Trabalhadores, onde militou durante 23 anos, Marina ajudou a eleger e a implantar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em que exerceu o cargo de ministra do Meio Ambiente durante cinco anos e quatro meses. Foi um período importante, que consolidou as condições para o Ceará, terra dos pais de Marina, crescer mais velozmente do que a média nacional –3,4% ao ano, contra 2,3% da média nacional.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mire na Dilma

De como a mídia atirou contra a reeleição para favorecer Aécio antes que Marina
por Mauricio Dias - CartaCapital:
O acompanhamento do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) da cobertura editorial dos três mais influentes jornais brasileiros – O Globo (RJ), O Estado de S. Paulo (SP) e Folha de S.Paulo (SP) – sobre a eleição presidencial de 2014, não deixa dúvidas de que a mídia brasileira fez da presidenta Dilma Rousseff o “alvo” de um bombardeio contrário à reeleição. “Há um pronunciado viés anti-Dilma”, acentua o cientista político João Feres Júnior, do Laboratório de Estudo e Esfera Pública do Iesp.
Identificados como “valências contrárias”, os gráficos expressam textos e manchetes negativas nos três jornais, todos situados na Região Sudeste, onde, até agora e não por acaso, nenhum candidato do PT ganhou eleição para governos locais. A resistência capitaneada pela mídia, substituta de trêfegos adversários nessas ocasiões, é um dos obstáculos. No Rio, entretanto, há um diferencial. A eleição de Leonel Brizola, em 1982. Ele bloqueou a vitória de candidatos conservadores em confronto com o Sistema Globo.
A eleição presidencial de 2014 é a sétima disputa com a presença de um candidato do Partido dos Trabalhadores, sempre sob  bombardeio dos “Barões da Mídia”. É também a primeira sem presença de um candidato paulista. Na última semana que antecedeu o dia 5 de outubro, considerando os três jornais, o ataque da Folha de S.Paulo, anota Feres, torna-se ainda mais vitriólico.
“A Folha dedicou 12 matérias negativas nas capas, quase duas por dia, enquanto Marina recebeu somente uma. A mesma desproporção aguda se nota nos outros jornais.” Ele chega a manifestar uma perplexidade insólita nos meios acadêmicos: “Os três jornais exibem um viés escancarado e agressivo contra a candidatura do PT”. E destaca a “intensidade” com a qual O Globo e O Estado de S. Paulo massacram “a candidata da situação (Dilma) em suas capas”.
O trabalho destaca uma situação curiosa, mostrada nos gráficos, a partir das curvas e quedas dos candidatos. Logo após a indicação de Marina para disputar a Presidência, os negativos de Dilma têm forte queda e os de Marina, forte alta.
“Mas já na semana de 24 a 30 de agosto, Dilma volta a subir, paralelamente a Marina, até ultrapassá-la na primeira semana de setembro, atingindo na segunda semana daquele  mês o recorde da série toda, que é de 24 notícias negativas nas capas dos jornais. Os negativos de Marina continuaram a cair até atingirem a marca de 3 por semana (...) enquanto Dilma flutuava de 18 a 19 negativas”, anota Feres.

Não podemos admitir que chamem a gente de corrupto, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, durante a campanha, os militantes não podem abaixar a cabeça devido a nenhuma denúncia de corrupção, durante a Grande Plenária de Mobilização, realizada na noite de quinta-feira (9), em São Paulo. “Não podemos admitir que um tucano venha chamar a gente de corrupto”, disse Lula.
Lula alertou que, em época de campanha, as insinuações se tornam denúncias, devido aos artifícios da oposição apoiada pela mídia. “Eles começam a levantar, denunciar, e insinuadas ganham destaque na imprensa”.
O ex-presidente lembrou que essa tática dos tucanos se dá porque eles não conseguem vencer com propostas. Lula criticou o jeito tucano de lidar com questões importantes, como educação, economia e emprego, durante plenária realizada em São Paulo. “Essa não é uma campanha entre Dilma e Aécio. É uma campanha entre duas propostas de país, de duas propostas de sociedade para o futuro”, disse . Para ele, o projeto do pessedebista é símbolo de retrocesso, por trazer de volta idéias que não deram certo durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso.
Para ele, a proposta de Aécio coloca em risco o retorno do FMI, ditando a política econômica do país, desemprego para controle de crise financeira e educação apenas para privilegiados. “Nos tempos de FHC, o povo era tratado como estatística, agora é tratado como ser vivo que exige respeito”, disse.
Ele aproveitou a ocasião para rebater as críticas do ex-presidente, de que quem não vota no PT seria menos instruído do que quem vota no PSDB. “Quem vota neles é sabido e quem vota em nós, ignorantes. FHC falou do Nordeste, sobretudo, mas o Nordeste e a periferia não é como na época em que ele foi presidente, pois nós demos àquele povo o direito de andar de cabeça erguida”, criticou.
Estratégia - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que a principal estratégia para o próximo turno é fixar nas diferenças programáticas de Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves. Rui disse que a campanha deve tomar mais força na região centro-sul do país, principalmente em São Paulo.
“Vamos ter que fazer um trabalho grande em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e em toda a região Centro-Oeste, mas a vitória depende da nossa campanha em São Paulo”, disse o dirigente. Ele reconhece que o partido teve um resultado negativo que precisa ser revertido.
Outra estratégia anunciada por ele é a batalha pelos 20 milhões de votos da candidata Marina Silva e os 2 milhões de votos brancos e nulos. Rui acredita que as abstenções devem reduzir nessa segunda etapa.

Avante, militância! Rumo à vitória no 2º turno!

Por Renato Rabelo - presidente nacional do PCdoB:
Acabam de ser divulgadas as primeiras pesquisas eleitorais do segundo turno realizadas pelos institutos Ibope e Datafolha. Está oficialmente dada a largada para a disputa da segunda etapa da corrida eleitoral. É hora da militância fazer a diferença, ocupar as ruas e as redes defendendo esse projeto de governo que transformou o país nos últimos 12 anos. É hora de nossa militância de carne e osso fazer toda a diferença, seguindo em frente junto com Dilma, por um Brasil com mais mudanças e mais futuro.
Ambas as pesquisas apresentam dados semelhantes, apontando o empate técnico entre os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves. Segundo os dados dos institutos, Dilma aparece com 44% das intenções de voto. O candidato Aécio Neves aparece com intenções próximas às da presidenta, com 46%, o que é considerado um empate técnico pela margem de erro adotada pelas pesquisas, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Entre os votos válidos, Dilma aparece com 49% das intenções, enquanto Aécio aparece com 51%, repetindo o cenário de empate técnico.
Nas pesquisas sobre a avaliação dos eleitores sobre o desempenho do governo federal, ambos os institutos afirmam que 39% dos entrevistados consideraram o governo “ótimo”.De acordo com o Datafolha, 38% julgaram o governo regular e 22%, ruim. Já segundo o Ibope, 33% avaliaram como regular e 27% como ruim.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dilma: "Fizemos uma política em que todos ganharam"

O tucano precisará falar ao eleitor mediano, afirma o cientista político Claudio Couto
Em busca da classe C, campanha dilmista ajusta discurso de “pobres X ricos” e tenta carimbar Aécio Neves como candidato da elite
por André Barrocal - CartaCapital:
Na terça-feira 12 de agosto, uma semana antes do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula lançaram o site “O Brasil da Mudança”, com dados sobre 12 anos de realizações federais. A comparação com os resultados de oito anos da gestão Fernando Henrique era a estratégia central da campanha dilmista, para quem o tucano Aécio seria o rival. Um dia após a estreia do site, a eleição sofreu uma reviravolta. Eduardo Campos morreu, Marina Silva entrou no páreo, e o PT recolheu os planos iniciais. Confirmada a disputa decisiva com Aécio, a estratégia foi ressuscitada, e com um ajuste de tom em relação à guerra travada com Marina.
A atual parceria entre PT e PMDB governa hoje para a maioria da população, disse Dilma nesta terça-feira 7, depois de reunir-se a portas fechadas com governadores, senadores e partidos aliados. Em 12 anos, segundo ela, todas as classes sociais ganharam. Em 2002, os segmentos E e D tinham 97 milhões de pessoas e, agora, têm 54 milhões. Na C havia 68 milhões de pessoas e atualmente são 118 milhões. Os grupos A e B passaram de 14 milhões de pessoas para 29 milhões. Hoje, de cada quatro brasileiros, três pertencem às classes A, B ou C. “É isso que transformou o Brasil de forma pacífica e silenciosa”, afirmou Dilma.
Quando a eleição estava polarizada entre ela e Marina, a campanha petista optara por um apelo aos mais pobres. Foi o caminho escolhido para enfrentar uma adversária que se tornara uma febre e, pela biografia e o rosto, podia roubar votos de Dilma entre eleitores de menor renda e de inclinação progressista. Sem Marina no páreo, e com Dilma precisando melhorar a votação em São Paulo, o estado mais rico, seus estrategistas resolveram ajustar o tom. Motivo: o eleitorado da classe C é o mais numeroso e talvez se identifique mais com os segmentos A e B do que com os de baixa renda.
A oposição “ricos e pobres” por trás do embate entre PSDB e PT, disse Dilma, é parcialmente verdadeira. O governo petista teve “preocupação de incluir os pobres no orçamento”, enquanto Aécio e o PSDB representariam a elite. Mas, ressalvou a presidenta, o incremento da classe C exige políticas diferentes das destinadas aos miseráveis. O Estado precisa atender à cobrança da classe C por melhor qualidade em transporte, saúde e educação. E isso, segundo Dilma, continuará sendo perseguido pelo governo, em caso de reeleição dela. “O Brasil mudou, e o desejo das pessoas mudou junto.”

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Os que têm tudo não suportam que todos tenham um pouco

Por Fernando Brito - Tijolaço:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista ao UOL, que o eleitorado de Dilma são os pobres, porque são mal-informados.
Os “coxinhas” vociferam contra os nordestinos porque deram taxas de  muito elevadas voto à Presidente – “” 36 pontos percentuais acima da média nacional de 42%”, registra a Folha – supostamente em troca do Bolsa-Família. Não importa que, movidos pelos mesmos interesses econômicos, 75% dos eleitores dos Jardins tenham dado o voto a Aécio, 40 pontos acima de sua média nacional de 33,5%.
Por toda a parte, ódio, ódio e ódio: aos pobres, aos negros, aos nordestinos, aos petistas ou não-petistas que votaram na continuidade do projeto de Brasil iniciado com Lula.
A pergunta que é obvia, mas não é feita é: que mal foi feito a essa gente?
Expropriaram-se suas terras ou seus bens? Suas aplicações, investimentos, remessas e movimentações financeiras foram dificultadas ou taxadas? Foram criadas alíquotas mais pesadas em seus impostos de renda – como aliás, existem na Europa e nos Estados Unidos, onde chegam a 50% – ou para as empresas?  Está mais difícil viajar para Miami ou para a Europa?  Os salários dos executivos, no Brasil, não estão entre os maiores do mundo?
Acaso seus bairros e as cidades mais ricas estão sendo invadidas por hordas de miseráveis migrantes do Nordeste? Como, se justamente as políticas de inclusão social e desenvolvimento regional   não  apenas estão reduzindo a migração como permitindo a volta dos “malditos nordestinos” à sua terra natal, suas famílias, numa volta da asa branca com que Luiz Gonzaga sonhou?
Será que os 20 centavos nos ônibus em que não entram é a razão? Já não são suas escolas e hospitais “padrão Fifa” e os cubanos que lhes são caros, os charutos, livremente importados?
Então o que faz com que essa gente odeie, com tanta força, o mísero direito dos pobres a não morrerem de fome?
Logo eles, que se consideram “pós-modernos”, ultra-liberais!
Eles, tão up to date, ainda não chegaram  sequer à Revolução Francesa, que lhes reconheceu os direitos legais, que dirá  ao século 19, quando a elite culta passou a entender que o reconhecimento da dos direitos sociais era algo essencial para a continuidade do progresso da civilização.
Os nossos “bem-informados” são, que pena, bem deformados por uma onda desumanista que com que a mídia brasileira lhes entupiu a cabeça preguiçosa e inculta que arruína a trajetória do pensamento brasileiro em tudo e lhes reconhece o “direito à selvageria” como liberdade.
É “compreensível” atra um negrinho ladrão ao poste, como o do Pastoreio, não é?
Afinal, não se queimam Galdinos há meio milênio neste país?
Cai-lhes bem, portanto, um candidato como Aécio Neves, a quem tudo veio por herança e para quem os privilégios são, como para eles, um direito de nascença.
A sub-nobreza brasileira está histérica, porque quer tudo.
E o nosso povão, tranquilo, porque sabe que, para ele, a vida é difícil e cada progresso é sofrido.
E não vai jogar fora o pouco que tem.

Capitão Wagner desafia Cid a convocar tropas federais para auxiliar nas eleições

Eleições no Ceará: Comentando as declarações do Governador Cid Gomes que, após um período de licença para se envolver na campanha eleitoral, disse estar voltando ao executivo para investigar a ação da Polícia Militar durante a votação no último domingo, 05, Capitão Wagner, que acabou se consagrando como o parlamentar mais bem votado de toda a história do Ceará, desafiou Cid a convocar tropas federais, fora do controle do governador, para auxiliar durante a votação no segundo turno.
Cid acusou parte das forças policiais de agir em prol do candidato Eunício Oliveira, ao que Capitão Wagner refutou: “Ele não mostra uma prova de ilicitude praticada por nós. A revolta foi porque não conseguiram comprar o Governo do Estado. Se depender de mim eles terão um grande prejuízo porque nem todo dinheiro arrecadado durante os 8 anos de desgoverno serão suficientes para comprar a dignidade do povo cearense.”
Em seguida, Wagner desafia Cid: “Se tiver com medinho chama as tropas federais. Duvido que tenha coragem de chamar forças federais que não estarão sob seu comando.”
O parlamentar ainda disse que Cid volta apenas para ameaçar os profissionais de segurança. “Ele volta ao governo pra ameaçar os profissionais de segurança pública, mas nem a sua rabissaca, nem a sua prepotência nos causa medo”, pontuou.
As declarações de Capitão Wagner foram publicadas em seu perfil pessoal no Facebook.