sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dilma convoca pacto nacional contra a corrupção

Em solenidade de diplomação para seu segundo mandato como presidenta da República, nesta quinta-feira (18), Dilma Rousseff convocou “um grande pacto contra a corrupção” entre a sociedade e todas as esferas de governo.
“Esse pacto vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa promover a partir do próximo ano. Vamos convidar todos os Poderes da República e todas as forças vivas da sociedade para elaborarmos, juntos, uma série de medidas e compromissos duradouros”, declarou.
Dilma reforçou a necessidade do diálogo com a sociedade e instituições numa “guerra contra a corrupção” e saiu em defesa da Petrobras, alvo de recentes denúncias.
“Toda vez que, no Brasil, se tentou condenar e desprestigiar o capital nacional estavam tentando, na verdade, dilapidar o nosso maior patrimônio – nossa independência e nossa soberania”, observou a presidenta.
“Temos que saber apurar e saber punir, sem enfraquecer a Petrobras, sem diminuir a sua importância para o presente e para o futuro. (…) Temos que punir as pessoas, não destruir as empresas. Temos que saber punir o crime, não prejudicar o país ou sua economia”, enfatizou.
Dilma Rousseff destacou os esforços do país em investigar e descobrir a verdade, tanto em relação a crimes praticados durante a ditadura, como o recente trabalho da Comissão Nacional da Verdade, quanto na investigação de acusações.
“Temos a felicidade de estar vivendo em um país onde a verdade não tem mais medo de aparecer e onde as pessoas enfrentam a verdade sem medo. Um país que não tem medo de discutir os crimes do arbítrio durante a ditadura e também não tem medo de expor e punir as mazelas da corrupção e dos crimes financeiros”, afirmou.
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Presidenta Dilma: uma eleição democrática não é uma guerra, não produz vencidos

Diplomada nesta quinta-feira (18) para o próximo mandato à frente do Executivo federal, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o processo eleitoral brasileiro tem sido uma “prova permanente” da solidez da democracia brasileira.
“É da própria natureza da disputa eleitoral resultar em vitória e resultar em derrota. Mas como uma eleição democrática não é uma guerra, ela não produz vencidos. O povo, na sua sabedoria, escolhe quem ele quer que governe e quem ele quer que seja oposição. Simples assim”, afirmou Dilma, em seu discurso.
“Cabe a quem foi escolhido para governar, governar bem. Cabe a quem foi escolhido para ser oposição, exercer da melhor forma possível o seu papel”, reforçou.
Compromissos
Durante a solenidade, a presidenta enfatizou a continuidade dos compromissos de seu governo com políticas sociais e com o crescimento sustentado.
“O que mais quero oferecer ao meu país é a luta renovada por justiça social, educação de qualidade, igualdade de oportunidades, estabilidade econômica e política, e compromisso com a ética. Justiça social fundada na luta pela redução da desigualdade, pela distribuição de renda, garantia do emprego, do salário e dos direitos da pessoa humana e os direitos sociais”, destacou Dilma.
“Estabilidade fundada no crescimento sustentado, no controle da inflação, no crescimento que vai se acelerar mais rápido do que alguns imaginam. Governabilidade estruturada na maioria sólida no Congresso Nacional e na participação popular. Compromisso com a ética espelhado, em primeiro lugar, no exemplo de integridade e de honestidade pessoal; e, a partir deste patamar, concretizado na determinação de apurar e punir todo tipo de irregularidades e malfeitos”, afirmou a presidenta.
Diplomação
A cerimônia de diplomação é uma etapa indispensável para que os candidatos eleitos possam tomar posse nos cargos que disputaram nas urnas. Ela confirma que o político escolhido pelos eleitores cumpriu todas as formalidades previstas na legislação eleitoral e está apto a exercer o mandato. A presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer foram diplomados para cumprir mandatos de 2015 a 2018. Blog do Planalto.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Emprego formal dá sinais de melhora com 8,3 mil novas vagas em novembro, revela Caged

A geração de empregos com carteira assinada na economia brasileira mostrou sinais de recuperação em novembro, com 8.381 vagas formais, saldo entre um total de admissões de 1.613.006 menos 1.604.625 desligamentos no período, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (18), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso o déficit do mês anterior, de 30.283 postos de trabalho, foi zerado e ainda ficou o saldo, uma variação de 0,02% em relação ao estoque do mês anterior. Essa queda, de acordo com o ministério, fora causada principalmente pela perda de postos na Construção Civil e na Agricultura.
Para o ministério, a recuperação de novembro, embora leve, indica que o Brasil continuou gerando empregos com carteira assinada em 2014, ano considerado pelos economistas como o pior para o País desde o início da crise financeira mundial, em 2008. Além disso, em geral, o mês de novembro, segundo o Caged, apresenta saldo menor que o verificado em outubro.
Ano
No ano, até novembro, o saldo de empregos formais gerados no País é de 938.043, segundo o Caged. O total de empregos com carteira assinada criados no período de janeiro de 2011 a novembro de 2014 é de 5.818.121, correspondendo a uma alta de 13,20%.
Em termos percentuais, no acumulado do ano o emprego cresceu 2,31%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 430.463 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 1,05%.
Setores
Do total dos oito setores pesquisados, três expandiram o nível de emprego, com destaque para o Comércio (+105.043 empregos, saldo superior ao ocorrido em novembro de 2013 e a média de 2003 a 2013 (+103.258 e +95.739 postos respectivamente) e, em menor medida, para os Serviços (+29.526 postos, após ter apresentado desempenho positivo tênue em outubro último: + 2.433 postos de trabalho).
O bom desempenho do setor Serviços, segundo o Caged, se originou da expansão em três dos seis ramos que o integram. Neste segmento, os ramos que apresentaram desempenho positivo foram: Serviços de Alojamento e Alimentação (+17.933 postos ou +0,31%), Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.125 postos ou +0,16%) e Serviços Médicos e Odontológicos (+6.730 postos ou +0,36%), terceiro melhor resultado para o mês.
Regiões
As regiões com maior crescimento de postos de trabalho com carteira assinada foram: Sul (+24.232 postos ou +0,32 %) e Nordeste (+11.231 postos ou + 0,17%), ambos devido ao Comércio.
Estados
Entre as 27 unidades da Federação, 14 aumentaram o nível de emprego. Os destaques positivos foram: Rio de Janeiro: + 14.051 postos ou +0,36 %, devido ao Comércio(+13.070 postos), Rio Grande do Sul: +10.912 postos ou +0,40%, devido ao Comércio (+7.483 postos), Santa Catarina: +8.460 postos ou +0,41 %, devido ao Comércio (+6.133 postos) e Ceará: +8.032 postos ou + 0,65%, devido ao Comércio (+5.501 postos)
Nível de emprego aumentou no conjunto das nove áreas metropolitanas
O nível de emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas Pesquisadas (AM) apresentou aumento de 0,17% ou +29.448 postos de trabalho. Esse resultado decorreu da elevação do mercado de trabalho em seis das nove áreas analisadas.
As áreas metropolitanas que mais geraram empregos foram: Rio de Janeiro (+11.585 postos ou + 0,39%); São Paulo (+8.681 postos ou + 0,13%); e Fortaleza (+ 6.804 postos ou + 0,74%).
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Comissão da Verdade destaca a história de Manoel da Conceição

Baleado, preso, amputado, torturado, exilado. Sobrevivente da ditadura militar (1964-1985). Falamos de Manoel da Conceição, 80, líder camponês do interior do Maranhão, cuja história é contada no relatório da CNV (Comissão Nacional da Verdade). Os abusos cometidos contra o lavrador nos porões da ditadura chamaram tanto a atenção na década de 1970 que o papa Paulo 6º chegou a intervir a seu favor e pedir sua libertação.
De família evangélica, seguidora da Assembleia de Deus, Conceição presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pindaré-Mirim, município situado 177 km ao sul de São Luís, quando os militares tomaram o poder com um golpe em 1964. Formado na luta pela reforma agrária, a organização era o primeiro sindicato rural da história do Maranhão.
De imediato, o Exército ocupou a sede da entidade e ali ficou por 60 dias. Duzentos lavradores foram presos. Somente no mês de junho daquele ano, Conceição foi preso cinco vezes na cadeia municipal.
Mesmo fechado pela ditadura, o sindicato tinha quatro mil filiados em 1968, quando a polícia invadiu uma de suas sedes e baleou o dirigente na perna direita. Após seis dias preso e sem ser medicado, teve de amputar a perna.
Nesta época, Manoel da Conceição e outros lavradores integravam a organização de esquerda Ação Popular, que lhe ajudou a obter uma perna mecânica. O Maranhão era governado por José Sarney, ex-presidente do país (1985-1990) e atual senador pelo PMDB-AP.
O camponês conseguiu reorganizar o movimento de lavradores na região, mas em janeiro de 1972, durante o governo do general Emílio Médici, auge da repressão no Brasil, foi preso no município vizinho de Trufilândia e transferido para a capital maranhense.
“Em 24 de fevereiro, foi sequestrado por agentes do DOI-Codi e movido para o Rio de Janeiro. Foi entregue ao Comando do I Exército e levado para o quartel da PE [Polícia do Exército] no bairro da Tijuca. Logo que chegou à ‘antessala do inferno’, nome que os próprios agentes davam ao lugar, a perna mecânica foi arrancada e, nu, foi colocado na ‘geladeira’, a solitária, onde era tratado literalmente a pão e água, entre sessões de interrogatório e torturas”, afirma a Comissão da Verdade.

TSE realiza cerimônia de diplomação de Dilma Rousseff e Michel Temer

A presidenta reeleita, Dilma Rousseff, e seu vice, Michel Temer, serão diplomados nesta quinta-feira (18) em cerimônia no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte Eleitoral promove a diplomação dos presidentes eleitos no Brasil desde 1951, quando Getúlio Vargas retornou à Presidência da República, dessa vez por meio do voto popular.
Durante o Regime Militar (1964 a 1985) as eleições presidenciais não eram organizadas pela Justiça Eleitoral, então as cerimônias de diplomação ficaram suspensas. Apenas alguns militares escolhidos indiretamente para governar o País compareciam à Corte eleitoral espontaneamente, como o caso do presidente Castelo Branco. Somente após a redemocratização, em 1990, quando houve a eleição na qual Fernando Collor de Mello foi eleito para assumir a presidência da República, a diplomação voltou a ser realizada pelo TSE.
Nas eleições presidenciais, a competência para realizar a diplomação dos eleitos é o TSE. E o diploma é assinado pelo presidente do Tribunal. Na cerimônia de hoje, as autoridades vão compor a mesa de honra do plenário. O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, abrirá a cerimônia e designará dois ministros da Casa para conduzirem os diplomandos ao Plenário. Em seguida, o ministro Dias Toffoli lerá e entregará os diplomas à presidente reeleita e, em seguida, ao seu vice. Depois, a presidenta vai proferir discurso de diplomação. Por fim, o presidente do TSE discursará e encerrará a sessão solene.
Calendário eleitoral
Os eleitos no pleito de outubro de 2014 devem ser diplomados pela Justiça Eleitoral até 19 de dezembro, conforme determina o calendário eleitoral para as eleições gerais deste ano. A diplomação é um ato formal que encerra o processo eleitoral e o diploma é um documento indispensável para o eleito tomar posse no seu cargo, além de legitimar e autorizar o ato da posse.
Nas eleições para governador e vice-governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, a competência para realizar a diplomação são os respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Nos diplomas, devem constar o nome do candidato, a indicação da legenda do partido ou da coligação sob a qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente e, facultativamente, outros dados a critério da Justiça Eleitoral.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral.
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Dilma: Retomada das relações entre Estados Unidos e Cuba marca uma mudança na civilização

Dilma Rousseff cumprimentou os presidentes Raúl Castro, de Cuba, e Barack Obama, dos Estados Unidos, pela retomada nas relações entre os dois países, um momento que, exaltou a presidenta, marca uma mudança na civilização. A presidenta cumprimentou também o Papa Francisco, a quem creditou participação fundamental para essa reaproximação. As declarações foram feitas no discurso de encerramento da 47ª Cúpula do Mercosul.
“Em um dia como o de hoje, em que, como disse a presidenta Cristina, nós, lutadores sociais, imaginávamos que jamais veríamos este momento de retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Eu queria cumprimentar o presidente Raul Castro. Queria cumprimentar também o presidente Barack Obama. E, sobretudo, queria cumprimentar o Papa Francisco por ter sido, muito possivelmente, um dos fatores mais importantes para essa aproximação. Acho que é um momento que marca uma mudança na civilização mostrando que é possível restabelecer relações interrompidas há muitos anos”, enfatizou a presidenta.
Dilma disse que este evento histórico deve servir de exemplo para o mundo. Destacou que os métodos para resolução de conflitos adotados pela América do Sul são o diálogo e o estabelecimento de relações, o que tem permitido que o continente usufrua de paz  há mais de um século, sem conflitos de ordem religiosa, étnica ou de qualquer outra espécie.
“Nós, de fato, vivemos num continente, num hemisfério especial. Nós, pelo menos da América do Sul, estamos há mais de 120 anos vivendo em paz. Não há entre nós nenhum conflito de ordem religiosa, étnica ou de qualquer outra espécie. Nós não resolvemos nossos conflitos com métodos que não sejam o diálogo e o estabelecimento de relações. Daí porque também conquistamos muito com o Mercosul, a Unasul e a Celac”, analisou Dilma.
A presidenta também exaltou o esforço dos países da região para manutenção da democracia na Venezuela, destacando a contribuição fundamental do Papa Francisco.
“Lembro perfeitamente de todas as ações que fizemos, no sentido de fazer vigorar a democracia, seja no caso mais recente, que eu quero me referir, que é o caso da Venezuela. Acho que nós todos tivemos, na Venezuela, uma experiência extraordinária e, nessa ocasião também, acredito que o Papa Francisco foi um grande suporte para que a constitucionalidade na Venezuela fosse respeitada”, analisou. Fonte: Blog do Planalto.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Dilma: “Um país pacífico não pode nem deve ser confundido com um país indefeso”

A presidenta Dilma Rousseff fez balanço sobre ações e investimentos do governo na área de Defesa durante almoço de confraternização das Forças Armadas nesta terça-feira (16). Ela agradeceu a dedicação, empenho e patriotismo dos militares nos serviços prestado ao País em 2014, como na Operação Ágata 8, na Copa do Mundo e nas eleições. E enalteceu ações pontuais que beneficiaram a população no seu dia a dia.
“As Forças Armadas empreenderam ações de assistência à população, de apoio à segurança pública nos Estados e de socorro em situações de calamidade pública e desastres naturais, inclusive à população do semiárido brasileiro em uma das piores estiagens da nossa história”, afirmou.
Dilma lembrou que o Brasil tem valorizado a carreira militar e impulsionado o desenvolvimento da indústria da defesa e, nesse sentido, elencou avanços na área como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos; projeção e construção de nova classe de corvetas Tamandaré (navios escolta); blindados Guarani; criação do Centro de Defesa Cibernética; desenvolvimento do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras; produção do novo cargueiro-reabastecedor, o KC-390, compra e transferência de tecnologia dos caças suecos Gripen NG e treinamento de pilotos; além de entendimentos com Rússia para nova geração de defesa antiaérea.
“Com esses instrumentos, estabelecemos um ambiente de previsibilidade e continuidade para o investimento no setor. Graças a ele, uma nova geração industrial de Defesa está nascendo no Brasil, com produção de conhecimento, inovação tecnológica e geração de empregos”, enfatizou.
Dilma citou ainda a cooperação multilateral recente na América do Sul, com a criação da Escola Sul-Americana de Defesa (Esude), em cúpula da Unasul, “área prioritária para a cooperação em Defesa” e destacou as missões de paz das Nações Unidas, as quais soldados e marinheiros brasileiros estão em operação para manter a paz no Haiti e Líbano.
Promoção dos generais-oficiais
Em cerimônia pela manhã, Dilma participou de solenidade de apresentação dos generais-oficiais das Forças Armadas promovidos e afirmou que a atenção do seu governo às Forças deixou o Brasil mais seguro no mar, na terra e no ar.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Barrar o golpismo da direita, respaldar e impulsionar o novo governo Dilma

Às vésperas da posse da presidenta Dilma Rousseff para seu segundo mandato, o país vive uma nova situação política, ainda mais tensa e acirrada que a da campanha eleitoral. Este quadro vem de um fato grave, e inédito, desde a redemocratização: a oposição reluta em aceitar a derrota, se volta contra a soberania do voto do povo e põe em ação uma estratégia golpista com o objetivo de obstruir ou mesmo impedir que a presidenta reeleita governe o país.
O PSDB, núcleo da nova direita, põe em marcha uma escalada antidemocrática
A direita neoliberal se movimenta para manter permanentemente na agenda política a ameaça de impeachment. Nessa escalada, primeiro, lançou suspeição sobre a apuração dos votos, depois, pediu a rejeição da prestação de contas da campanha da candidata vitoriosa. Ambas investidas já foram rechaçadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas serviram para exacerbar as ações contra a estabilidade democrática. Simultaneamente, pela boca de seu ideólogo, Fernando Henrique Cardoso, carimbou de “ilegítimo” o novo mandato presidencial consagrado pelas urnas.
Por sua vez, a grande mídia segue preparando terreno junto à opinião pública, dando ampla cobertura às pequenas manifestações de rua que pedem o impeachment, além de pôr em ação um roteiro para “criminalizar” o PT e, por extensão, atingir o mandato da presidenta. A imagem do ex-presidente Lula também é alvo de ataques, uma vez que o consórcio oposicionista teme uma eventual candidatura dele em 2018.
Essa maquinação antidemocrática é capitaneada por uma nova direita cujo centro é o PSDB. Embora “nova”, essa direita – podemos dizer – é “transgênica” daquela velha direita que maculou a história brasileira com uma série de investidas contra governos democráticos. Tal conduta puxada por Aécio Neves e FHC, embora majoritária na legenda tucana, não é unanimidade em seu âmbito, conforme fica claro na postura de alguns de seus governadores.
A agressividade da oposição se alimenta da Operação Lava – Jato da Polícia Federal que investiga corrupção na Petrobras. A grande mídia oculta o empenho da presidenta no combate à corrupção e à impunidade, reconhecido pelo povo – como atestam, inclusive, pesquisas de opinião pública –, e dissemina um enredo falacioso que tenta responsabilizá-la pelos ilícitos que estão sendo apurados na estatal.

Estaleiro de construção de submarinos vai gerar mais de 40 mil empregos até 2021

O prédio inaugurado pela presidenta Dilma Rousseff na manhã desta sexta-feira (12) faz parte de um complexo que terá investimento de R$ 23 bilhões pelo Prosub em 15 anos. Até lá, estão previstos 9.000 empregos diretos e 32.000 indiretos, com a participação de 600 empresas nacionais, promovendo a geração de emprego na região de Itaguaí. Na construção e projeto dos submarinos convencionais e com propulsão nuclear, serão cerca de 5.600 empregos diretos e 14.000 indiretos.
O Complexo tem também o programa Acreditar focado na região de Itaguaí, com cursos de formação realizados no próprio canteiro de obras para se trabalhar no empreendimento. Já foram formados 438 profissionais nas atividades de soldador, carpinteiro, eletricista, pedreiro, montador, armador e ajudante. Os programas oferecem ainda aulas de inglês e informática, com cerca de 200 alunos.
“Profissionalmente é uma oportunidade que temos que abraçar. Fiz o curso de solda aqui mesmo, me profissionalizei. Pretendo continuar até o final”, comemorou.
Arimatéia Vaz (57), e Alexandre Vaz (37), pai e filho, são carpintarista e motorista na obra, respectivamente. Ambos moram em Itaguaí (RJ) e avaliam o empreendimento como melhor na qualidade de vida da população da cidade, por não precisar se deslocar para fora do estado atrás de emprego.
“Para a cidade foi muito bom porque criou muito emprego. Antes não tinha trabalho. Tinha que trabalhar fora do estado, agora estou feliz de poder trabalhar na minha cidade”, comenta Arimatéia.
Simone Couto, auxiliar de topografia, está trabalhando na obra há um ano e quatro meses. Ela fala entusiasmada sobre trabalhar na construção de um submarino. “Eu gosto de trabalhar aqui. Construir um submarino é uma novidade. Quando vi um pela primeira vez, fiquei encantada”, disse
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Para Dilma, agraciados com prêmio dos direitos humanos combatem “chagas” diariamente

Dando seguimento às comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a presidenta Dilma Rousseff condecorou os 23 agraciados com a 20ª Premiação dos Direitos Humanos 2014, no Palácio do Itamaraty. Ela os enfatizou como exemplos para o país por contribuírem no enfrentamento às violações dos direitos humanos e também para a afirmação destes direitos no Brasil.
“A luta que vocês travam é de fundamental importância. São batalhas diárias que impõem sacrifícios, são causas que exigem abnegação, fraternidade e muita generosidade. Preconceito, violência, tortura, miséria, exploração sexual, tráfico de pessoas, intolerância religiosa, trabalho escravo, são chagas combatidas por vocês cotidianamente. São chagas que o Brasil precisa ver devidamente afastadas do cenário, da vida brasileira”, afirmou a presidenta.
Dilma disse ainda que os premiados impulsionam o país e ajudam a construir um Brasil do qual podemos nos orgulhar. “Vocês representam a iniciativa da sociedade, a iniciativa das outras esferas de governo, a iniciativa de milhões de pessoas nessa área”, pontuou. E lembrou ainda da entrega do relatório final da Comissão nacional da Verdade e classificou o momento como um “marcante na trajetória democrática do nosso país.” Mais cedo, na cerimônia de entrega, a presidenta afirmou que a busca da verdade histórica é a forma de construir a democracia e zelar pela sua preservação.
Redução das desigualdades e injustiças
A presidenta fez um breve balanço de alguns programas que dialogam com a luta pela garantia dos direitos dos cidadãos como a superação da pobreza extrema de 22 milhões de brasileiros; os 3,7 milhões de beneficiados do Minha Casa, Minha Vida; os 50 milhões de pessoas atendidas pelo Mais Médicos; as políticas do Viver Sem Limites para garantir autonomia da pessoa com deficiência; as Casas da Mulher Brasileira no combate à violência contra a mulher; a criação de 6 mil creches; os 8 milhões de vagas no Pronatec, além do enfrentamento constante ao trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes, lei de cotas nas universidades e no serviço público, bem como o acesso dos idosos às políticas públicas específicas.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BlogProg publica Carta de Repúdio a Jair Bolsonaro

A Comissão Nacional do Movimento de Blogueiros Progressistas e Ativistas Digitais (BlogProg) vem a público manifestar seu repúdio diante de mais uma cena de intolerância, desrespeito e preconceito protagonizada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), conhecido por suas posições políticas fascistas, pelo discurso de ódio e pela intolerância política.
Na sessão da Câmara Federal desta terça-feira, 9, ele extrapolou todos os limites ao agredir a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo em tom de ameaça que "só não te estupro porque você não merece". A parlamentar havia feito discursado em defesa do direito à memória, à verdade e à justiça sobre os fatos envolvendo a ditadura militar no Brasil. Bolsonaro, um saudosista do regime dos generais, reagiu com sua verborragia costumeira incitando a violência sexual contra a ex-ministra dos Direitos Humanos.
Essa não é a primeira vez que o deputado passa por cima da ética, envergonha a representação política e zomba da democracia brasileira. Por isso, nos juntamos às vozes que, em razão da flagrante quebra de decoro, exigem a cassação do seu mandato. Não podemos aceitar que essa nova agressão, a exemplo de tantas outras registradas à exaustão, passe despercebida sem sofrer nenhuma consequência. Um parlamentar que prometeu defender a Constituição Cidadã não tem o direito de continuar destilando ódio impunemente.
Fonte: Barão de Itararé

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mais liberdade de expressão, mais democracia

Por Laurindo Lalo Leal Filho - Carta Maior:
(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de dezembro de 2014
O Brasil cresce, enfrenta e supera graves crises internacionais, tira milhões de pessoas da pobreza, reduz ao mínimo o desemprego, passa a ser mais respeitado internacionalmente e, no entanto, não consegue se livrar de uma de suas principais deficiências: a ausência de regras na área da comunicação.
O país que se orgulha de estar entre as dez maiores economias do mundo é uma das raras democracias em que os meios de comunicação agem sem limites, atuando apenas segundo os interesses de quem os controla. Vozes dissonantes permanecem caladas.
Dessa forma a democracia deixa de funcionar plenamente por não contar com um de seus principais instrumentos: a ampla circulação de ideias. Para  enfrentar o problema é necessária a regulação da mídia, capaz de ampliar o número de pessoas que hoje tem o privilégio de falar com a sociedade.
De forma alguma trata-se de impor qualquer tipo de censura aos meios de comunicação como seus controladores insistem em dizer. Ao contrário, a regulação tem como objetivo romper com a censura que eles praticam quando escondem ou deturpam fatos que não lhes interessam.
O uso da palavra censura pelos que se opõem à regulação busca interditar o debate em torno do tema. Trata-se de uma palavra de fácil compreensão que carrega uma carga negativa muito grande, contrapondo-se a argumentos mais complexos mas necessários ao entendimento do que é regulação da mídia.
Inicialmente deve-se lembrar que estamos hoje numa sociedade capitalista onde impera a livre concorrência comercial e o direito à liberdade de expressão e opinião. As empresas concorrem entre si em busca de consumidores, cabendo ao Estado impedir apenas que controlem artificialmente o mercado tornando-se monopolistas ou oligopolistas. Quando isso ocorre elas ganham um poder capaz de impor os preços que quiserem na compra e venda dos seus produtos, acabando com livre a concorrência e prejudicando os consumidores.
Essa regra vale para os supermercados e deveria valer também para as empresas de comunicação. Neste caso, por trabalharem com a oferta de ideias e valores, o monopólio ou o oligopólio já são proibidos pela Constituição com o objetivo de garantir a liberdade de expressão de toda a sociedade e não apenas daqueles que controlam os meios.
Na prática, no entanto, o que vemos é o Estado evitando o monopólio na produção e venda de pastas de dentes ou de chocolates, por exemplo, mas permitindo que ele exista no setor de jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e internet. A regulação econômica da mídia é a forma de impedir a existência de monopólios também na área da comunicação.

Mais liberdade de expressão, mais democracia

Por Laurindo Lalo Leal Filho - Carta Maior:
(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de dezembro de 2014
O Brasil cresce, enfrenta e supera graves crises internacionais, tira milhões de pessoas da pobreza, reduz ao mínimo o desemprego, passa a ser mais respeitado internacionalmente e, no entanto, não consegue se livrar de uma de suas principais deficiências: a ausência de regras na área da comunicação.
O país que se orgulha de estar entre as dez maiores economias do mundo é uma das raras democracias em que os meios de comunicação agem sem limites, atuando apenas segundo os interesses de quem os controla. Vozes dissonantes permanecem caladas.
Dessa forma a democracia deixa de funcionar plenamente por não contar com um de seus principais instrumentos: a ampla circulação de ideias. Para  enfrentar o problema é necessária a regulação da mídia, capaz de ampliar o número de pessoas que hoje tem o privilégio de falar com a sociedade.
De forma alguma trata-se de impor qualquer tipo de censura aos meios de comunicação como seus controladores insistem em dizer. Ao contrário, a regulação tem como objetivo romper com a censura que eles praticam quando escondem ou deturpam fatos que não lhes interessam.
O uso da palavra censura pelos que se opõem à regulação busca interditar o debate em torno do tema. Trata-se de uma palavra de fácil compreensão que carrega uma carga negativa muito grande, contrapondo-se a argumentos mais complexos mas necessários ao entendimento do que é regulação da mídia.
Inicialmente deve-se lembrar que estamos hoje numa sociedade capitalista onde impera a livre concorrência comercial e o direito à liberdade de expressão e opinião. As empresas concorrem entre si em busca de consumidores, cabendo ao Estado impedir apenas que controlem artificialmente o mercado tornando-se monopolistas ou oligopolistas. Quando isso ocorre elas ganham um poder capaz de impor os preços que quiserem na compra e venda dos seus produtos, acabando com livre a concorrência e prejudicando os consumidores.
Essa regra vale para os supermercados e deveria valer também para as empresas de comunicação. Neste caso, por trabalharem com a oferta de ideias e valores, o monopólio ou o oligopólio já são proibidos pela Constituição com o objetivo de garantir a liberdade de expressão de toda a sociedade e não apenas daqueles que controlam os meios.
Na prática, no entanto, o que vemos é o Estado evitando o monopólio na produção e venda de pastas de dentes ou de chocolates, por exemplo, mas permitindo que ele exista no setor de jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e internet. A regulação econômica da mídia é a forma de impedir a existência de monopólios também na área da comunicação.

Operação Condor-Diplomacia: Cumplicidade entre Brasil e Argentina

Embaixadores brasileiros e argentinos, articulados com os serviços de inteligência, operaram juntos durante anos em operações das ditaduras dos dois países.
Por Darío Pignotti, de Buenos Aires - Carta Maior:
“Depois de analisar milhares de documentos no Brasil, estamos em condições de dizer que a articulação diplomática foi importante para o funcionamento da articulação repressora” conhecida como Operação Condor. A  afirmação é de uma fonte do Ministério de Relações Exteriores argentino durante uma entrevista à Carta Maior em Buenos Aires, onde foi lançado um buscador virtual que compila papéis inéditos sobre a trama criminosa sul-americana.
Há um mês, o chanceler argentino, Héctor Timerman, colocou no ar o site onde se pode ter acesso ao material desclassificado durante cinco anos nas missões diplomáticas do Brasil, assim como nas embaixadas de outros países cujas ditaduras se associaram, com a benção de Washington, especialmente de Henry Kissinger, que já estava na Casa Branca em 1970, quando Jefferson Cardim Osorio foi sequestrado em Buenos Aires. O coronal Osorio foi torturado por elementos da Polícia Federal argentina com o consentimento do embaixador brasileiro Francisco Azeredo da Silveira, depois promovido a chanceler pelo presidente Ernesto Geisel. Este caso é um dos primeiros da associação entre brasileiros e argentinos, orquestrada com a participação de altos membros do Itamaraty e do Palácio San Martín (chancelaria portenha).
Embaixadores brasileiros e argentinos, articulados com os serviços de inteligência, operaram durante anos nas sombras, montando uma engrenagem cuja reconstrução será facilitada a partir das informações obtidas pelo governo da presidenta Cristina Kirchner.
“Isto que recuperamos na Embaixada de Brasília e nos consulados de São Paulo e Rio de Janeiro é parte de um grande quebra-cabeça. A verdade sobre o terrorismo de Estado está aparecendo em partes. Há muito trabalho pela frente, estamos agora diante da ponto do iceberg sobre o qual a diplomacia atuou. Estou seguro de que, com esta decisão política do nosso governo, de investigar e publicar o que encontrarmos, estamos acrescentando parte da verdade sobre a articulação da repressão”, explica nosso entrevistado enquanto saboreia um café.
É meio-dia de uma calorosa sexta-feira, estamos em um restaurante localizado a poucos metros do Palácio San Martín. Em Buenos Aires, ainda se respira a efervescência do clássico em que o River venceu o Boca Juniors por um a zero, jogado na noite de quinta-feira pela Copa Sul-americana no Estádio Monumental, o mesmo que recebeu a final da Copa de 1978, organizada pela ditadura, com apoio de João Havelange e a visita de Kissinger.
É certo que o volumoso arsenal de dados liberados pelo chanceler Héctor Timerman (um dos funcionários mais hostilizados pela velha mídia portenha) talvez permita jogar luz, ou pelo menos conceder mais elementos, sobre o tecido de complicações construído pelos ditadores Ernesto Geisel e Jorge Rafael Videla para vigiar e, eventualmente, eliminar o presidente João Goulart, falecido em 1976 na província de Corrientes, Argentina, quando estava cercado pela Operação Condor. O laudo dos laboratórios que analisaram seus restos, divulgado recentemente, não permite assegurar que faleceu de causas naturais. 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Revista VEJA quer derruba Dilma Rousseff

Revista da família Civita prega abertamente a derrubada de uma presidente que acaba de ser reeleita, tendo como pretexto a interpretação da Abril sobre a delação premiada de um corrupto confesso, o executivo Augusto Mendonça, da Toyo Setal; "Se Dilma tiver mesmo de enfrentar questionamentos semelhantes [um pedido de impeachment], ela o faria enfraquecida por uma reeleição muito apertada, pelo ressurgimento da oposição e por uma economia de prospectos desanimadores"; revista investe na tese de que doação legal é propina; estratégia, no entanto, esbarra nas doações de empreiteiras ao tucano Aécio Neves e nos esquemas de corrupção mineiros que também alimentaram o doleiro Alberto Youseff.
247 - A revista Veja, da família Civita, prossegue em sua cruzada antidemocrática. Neste fim de semana, o editorial assinado pelo jornalista Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista, sugere o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foi reeleita há pouco mais de um mês.
"Caso se confirme acima de qualquer dúvida que entrou dinheiro sujo para pagar despesas de campanha do PT em todos os níveis, até mesmo a presidente Dilma teria o que temer. Em 2005, Lula escapou das consequências da revelação de mesma octanagem feita por Duda Mendonças, seu marqueteiro, perante uma comissão do Congresso Nacional. Mas os tempos eram outros. Lula era extremamente popular, a oposição estava desidratada e da economia vinham apenas notícias boas. Se Dilma tiver de enfrentar questionamentos semelhantes, ela o faria por uma reeleição muito apertada, pelo ressurgimento da oposição e por uma economia de prospectos desanimadores".
Ou seja: na lógica de Veja, existiriam condições reais para um impeachment. O pretexto é a delação premiada de Augusto Mendonça, um corrupto confesso, que atuou na empresa Toyo Setal, e disse ter feito doações legais de R$ 4 milhões ao PT, que comparou a "propina". Depois disso, Reinaldo Azevedo, blogueiro de Veja, propôs o banimento do PT da atividade política sendo rebatido por Breno Altman.
A estratégia golpista é clara: criminalizar as doações oficiais de campanha. No entanto, esse plano esbarra em algumas dificuldades. As empreiteiras atingidas pela Lava Jato financiaram campanhas de todos os partidos. Esquemas de corrupção em outras estatais, como a mineira Cemig, joia da coroa de governos tucanos, também alimentaram o esquema de Yousseff. A propósito, a empreiteira mineira Andrade Gutierrez, uma das principais financiadoras de Aécio, recebeu, de bandeja, a gestão da Cemig, que lhe foi entregue graciosamente pelo PSDB, num caso que ainda dará muito pano pra manga. Terá sido propina a doação da Andrade a Aécio?
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Programa Cataforte é uma política sustentável para catadores de materiais recicláveis, diz Dilma

A presidenta Dilma Rousseff garantiu manutenção de medidas para catadores de materiais recicláveis e população em situação de rua na manhã desta quarta-feira (3), na V edição do Natal Solidário da Expocatadores, em São Paulo. Dilma disse que manterá o apoio ao Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos e destacou investimentos do programa Cataforte, voltado para inserção de cooperativas de catadores no mercado de reciclagem e a estruturação de redes de cooperativas prestadoras serviços de coleta seletiva no País.
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, sua presença no evento sinaliza o compromisso do Governo Federal com uma população que sempre esteve entre as mais marginalizadas do País.
“Reafirmo hoje o meu compromisso com todas as políticas necessárias para melhorar as condições de vida de vocês, que são muitas vezes submetidos a um preconceito injustificável, à intolerância, e inclusive à violência. A concepção fundamental desse governo é que todos os brasileiros tenham direitos e oportunidades iguais que garantam a todos uma vida digna e o acesso aos serviços públicos. É para isso que estamos trabalhando, para que a população de rua e para que os catadores tenham uma vida cada vez mais digna,” afirmou.
A presidenta enfatizou o papel do programa Cataforte, que além de organizar e dar voz ao movimento, permitiu ao Brasil se tornar referência internacional no tratamento de material reciclado e em políticas de sustentabilidade.
“Eu acredito que nós, juntos, atingimos com o Cataforte um padrão importante. Um padrão que torna, eu acho, o Brasil orgulhoso de uma política sustentável com os catadores. É uma política que incentiva aquilo que vai dar mais força ao longo de todo o tempo aos catadores. Primeiro, o cooperativismo; segundo, o acesso de equipamentos; terceiro, a criação de uma rede. Algo que nós conquistamos juntos. Quando a gente vai lá fora, no resto do mundo, e mostra esse programa percebe que o Brasil tornou-se diferenciado em relação ao material reciclado”, ressaltou.
A presidenta Dilma desfechou seu discurso ratificando o diálogo e parceria com os catadores de materiais recicláveis. E pontuou que eles são “catadores de futuro”, pois buscam futuro melhor para si no descarte dos resíduos de forma correta.
“Vocês transformam o passado, porque vocês trabalham aquilo que é o descarte dos resíduos. Mas vocês trabalham o passado de um jeito todo diferente: vocês trabalham o passado na possibilidade de construir um futuro melhor para vocês e para a sociedade brasileira. Vocês trabalham o passado para todos os que virão depois de nós. Por isso, eu queria chamá-los de catadores de futuro. Na verdade, vocês são catadores de futuro”, finalizou a presidenta.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dilma, Nixon e as nomeações para Ministros do Supremo

por Paulo Moreira Leite - blog:
Experiência ensina que, antes de discutir nomes, presidente deve definir critérios para a 11a. vaga do STF.
A aposentadoria antecipada de Joaquim Barbosa abriu para a presidenta Dilma Rousseff a oportunidade de fazer a quinta indicação para o plenário do Supremo Tribunal Federal. Como já é tradição, uma coleção de nomes de possíveis candidatos começa a circular pelos jornais e pela TV. É uma cena familiar, já que em dois mandatos, Lula fez oito indicações, dos quais três permanecem em seus postos.
Sem julgar nenhuma das hipóteses,  um balanço deste processo ensina que, antes de qualquer coisa, a prioridade deve ser debater critérios.
A experiência mostra que um bom candidato para o STF é aquele que reune cultura jurídica e compromisso político para exercer atribuições no plenário de um dos poderes soberanos da República. Ninguém vai ao Supremo a passeio nem para fazer média. Deve ter uma concepção de Direito, e também uma visão do papel da Justiça e de seu lugar num regime democrático, baseado no respeito a soberania popular.
No Supremo, cada ministro é uma soberania solitária, que deve conhecer seu lugar e seu papel. Não pode conhecer menos Direito do que seus assistentes. Não pode imaginar que só ali começará a escrever sua biografia, como lembra o ex-ministro Nelson Jobim.
Juizes fracos, do ponto de vista jurídico-político, são candidatos a maria-vai-com-as-outras. São arrastados, podem ser pressionados.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O manifesto e a malandragem de O Globo

Por Altamiro Borges - blog:
Na segunda-feira (24), um grupo de intelectuais, lutadores sociais e ativistas digitais – de várias origens e partidos políticos – lançou o manifesto “Em defesa do programa vitorioso nas urnas”. O objetivo era criticar a violenta ofensiva da direita derrotada nas eleições, que tenta enquadrar a presidenta Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, cobrar do novo governo uma postura mais ousada para avançar nas mudanças no Brasil. O texto teve ampla repercussão nas redes sociais, ecoou no Palácio do Planalto e foi objeto das intrigas e das futricas da mídia oposicionista. Nesta quinta-feira (27), o jornal O Globo reconheceu publicamente o impacto do documento e dedicou um editorial – intitulado malandramente de “Cegueira ideológica no manifesto petista” – para desqualificá-lo.
Os barões da mídia – que fizeram campanha aberta e criminosa contra a reeleição de Dilma Rousseff, conforme comprovado pelo site “Manchetômetro” e que agora esperneiam para impor o programa dos derrotados ao novo governo – não aceitam a legítima pressão de outros setores da sociedade. Para eles, a luta de classes deveria ser extinta, de preferência nos porões da ditadura ou por um decreto tucano. O jornal da famiglia Marinho, que faz pressão para impor seus ministros e seu programa neoliberal de austeridade fiscal, aperto monetário, privatização, arrocho salarial e desemprego, sentiu o impacto do manifesto e, por isso, tenta ridicularizá-lo. Trata seus signatários como esquerdistas que não enxergam a realidade e que vivem num “mundo visto pela lógica das ideologias”.
Para o jornal O Globo, que defende os interesses dos banqueiros e dos latifundiários, o documento peca por criticar as escolhas do rentista Joaquim Levy e da ruralista Kátia Abreu para o ministério de Dilma. A tentativa de demonizá-los, afirma o diário, confirmaria a visão maniqueísta de setores da esquerda, que “parecem acometidos de um purismo tardio e fora de época”. Para o jornal, a confirmação destes nomes seria a prova cabal da força do “deus-mercado”. “Esses militantes poderão se sentir traídos por Dilma. Mas terá de ser reconhecido que a presidente reeleita demonstrou admitir algo, de forma implícita, por sobre suas convicções ideológicas: que o Estado brasileiro ruma para a insolvência, devido ao fracasso da sua política do ‘novo marco macroeconômico’”.
“O manifesto falseia ao afirmar que possíveis nomeações de ministros ‘sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas’. Faltou atenção aos redatores: se em nenhum momento a candidata Dilma disse dos palanques o que faria em termos de política econômica, também não foi enfática na defesa da manutenção dos rumos. Alardear que está a favor da manutenção de empregos e dos pobres é o mesmo que defender em praça pública a luz elétrica e a água encanada. Ninguém discorda. O problema é fazer com que não faltem nem luz nem água. E esta é responsabilidade direta da presidente, e não do PT e de seus militantes”, concluiu o editorial, que não esconde o seu titânico empenho em impor a agenda dos derrotados à presidente reeleita.
Em síntese: O Globo reconheceu a força do manifesto, que reproduzo abaixo – só para irritar os editorialistas a soldo da famiglia Marinho:

Leonardo Boff: Presidenta Dilma iniciou o diálogo aberto

Por Leonardo Boff - Carta Maior:
Uma das principais propostas da recém reeleita Presidenta do país, Dilma Rousseff, começou a se realizar: dialogar aberta e construtivamente com a sociedade e com os diferentes segmentos sociais. Foi assim que no dia 26 de novembro, por quase duas horas, dialogou com representantes do Grupo Emaus, nomeadamente, Frei Betto, Luiz Carlos Susin, Rosileny Schwantes, Maria Helena Arrochellas, Marcia Miranda e Leonardo Boff. 
Este grupo, composto por cerca de 40 pessoas que já existe há 40 anos nasceu como resistência à ditadura militar, reunindo intelectuais e religiosos de várias partes do pais para analisarem a conjuntura política e eclesial e traçarem ações concretas junto às bases para acelerar o resgate da democracia, manietada pelo regime ditatorial. O sonho nosso era e é grande: o de gestar um país  que inclua no seu orçamento aqueles que há quinhentos anos estavam à margem.  Entre os presentes havia presos políticos e torturados e praticamente todos vigiados. Mas enfentamos os riscos e as ameças por uma causa maior que implica um país justo e solidário.
O encontro seu de nesta comunhão de espírito: o coração valente da Presidenta que suportou pesadas torturas sem nunca entregar ninguém e nós, de nosso jeito, expusemo-nos pela mesma causa, naquele tempo e agora. Ela logo entendeu o significado de nossa presença, solicitada por nós. Não íamos pedir nada, apenas reforçar sua determinação de seguir na construção do projeto originário do PT, o  de criar uma sociedade com menos perversidade e que desse centralidade aos mais pobres e invisíveis, não obstante os contrangimentos da macroeonomia dominante.
Entregamos-lhe um documento  - O Brasil que queremos – com 16 pontos que podem ser lidos no meu blog (leonardoboff.wordpress.com) onde ressaltam: a reforma do sistema político, tornar o modelo econômico mais social e popular, a promoção da reforma agrária e urbana, a defesa dos direitos dos povos indígenas e quilombolas entre outros.
 A conversa transcorreu de forma extremamente franca e jovial, reconhecendo acertos e equívocos. Ressaltamos especialmente a necessidade de a Presidenta  retomar o diálogo com a sociedade, principalmente com os movimentos sociais organizados. Imediatamente foi marcada na próxima semana um encontro com a Coordenação dos Movimentos Sociais e outra com a Coordenação Nacional do Movimento dos Sem Terra.(MST). Todos insistimos em retomar a educação política das bases, dentro da pedagogia de Paulo Freire, em especial dos jovens. Não adianta mostrar apenas obras. Há que se mostrar que elas obedecem a um projeto político do Governo em benefício dos mais necessitados como Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos e outras iniciativas.  Este vínculo de causalidade torna consciente a população e reforça o projeto popular, que precisa ser fortalecido para superar a nossa abissal desigualdade social.
Salientamos a importância de reforçar e ampliar iniciativas de cunho social e ambiental como o projeto “Cultivando Água Boa” implementado pela hidrelétrica de Itaipu, envolvendo um milhão de pessoas que incorporou, mediante uma sistemática educação ecológica (formaram-se mais de 1600 educadores ambientais), recuperando rios, introduzindo a agricultura orgânica, integrando povos indígens e quilombolas e outros tantos benefícios, melhorando a vida das populações e da comunidade de vida. A Presidenta se mostrou entusiasmada pelo projeto que já tem mais de 11 anos  e pelas pessoas que o levam avante, com custos mínimos e em parceria com os 29 municípios lindeiros e de sua eventual implantação em outras hidrelétricas.
Ponto importante foi a educacação política dos jovens para que não sejam meros consumidores mas cidadãos críticos e participantes. É um desafio para os grupos das Igrejas que se inserem nos meios populares e ao próprio PT que deve retomar uma ligação orgânica e dialogar e aprender com eles.
A Presidente se mostrou especialmente sensível à questão dos direitos humanos e aos Centros de Referência dos Direitos Humanos, na perspectiva de fortalecer iniciativas comprovadamente sérias que estão acontecendo em todo o nosso país.
A questão ecológica foi considerada tão importante e complexa que merecerá um outro encontro específico.
Nada pedimos. Não nos moveram interesses corporativos ou pessoais. Apenas oferecemos nossos préstimos, caso sejam solicitados pela Presidenta. Ela se mostrou comovida e aberta a outros encontros mais sistemáticos, pois se deu conta de nossa vontade de colaboração na construção de uma sociedade mais humana, mais justa e cooperatiava, onde seja menos difícil a vontade de transformação social e o amor humano entre todos.
(*) Leonardo Boff, ecoteólogo e escritor

Uma sombra no bastidor

Sinto a presença de Antonio Palocci por trás do esforço de recompor o esquema inicial do primeiro governo Lula
por Mino Carta - Revista CartaCapital:
Pergunto de abrupto aos meus botões: seria Antonio Palocci um saudosista? Se os botões pudessem piscar maliciosamente, assim o fariam. Trafega uma sombra pelos meus pensamentos, a deslizar sorrateira no bastidor da cautelosa gestação do futuro governo da República. Algumas nomeações certamente gozam da aprovação paloccica. Mas não seria a sombra dele mesmo, ministro da Fazenda de Lula no primeiro mandato e chefe da Casa Civil de Dilma por alguns meses? Não se teria abalado, o indomável Palocci, a distribuir um ou outro palpite, um ou outro conselho?
É aí que se revela a saudade alimentada pela personagem, como se o projeto fosse reconstituir os começos do primeiro governo Lula, dirigidas as devidas mesuras à casa-grande, aquietados os terrores de quem gostaria de viver em Dubai, tranquilizados os fiéis do deus mercado. Obra capital da operação sorriso, a “Carta aos Brasileiros”. De autoria de quem mais se não Antonio Palocci? Sinto que o homem está em plena atividade, ainda que se esgueire pelos cantos.
Se valem estas minhas arriscadíssimas... procuro a palavra... sensações? Intuições? Suposições? Fantasias? Pois é, caso tenham alguma relação com a verdade factual, a quais conclusões nos levam? Que o entendimento entre Lula e Dilma é muito mais profundo neste exato instante do que se imagina. O filtro entre Palocci e Dilma só pode ser o ex-presidente, sabidamente intérprete magnífico da Realpolitik.
Inquietos, os botões me puxam pelo paletó. Calma lá, suspiram, mas valeria hoje o mesmo esquema que funcionou há 12 anos? Medito antes de responder, e penso em Severina e Maria das Dores, e em todos os brasileiros que nestes 12 anos melhoraram de vida. São eles que, na reta final do pleito recentíssimo, contra o golpismo do mercado, da mídia nativa, dos brasileiros que gostariam de viver em Dubai, da reação tucana, garantiram a sofrida vitória de Dilma.
Houve avanços nestes 12 anos, sociais e na independência brasileira assentada na política exterior que nos convém. O Brasil atual não é mais aquele. A política do poder, destinada a garantir a chamada governabilidade e a enriquecer ilicitamente várias categorias de graúdos, ainda causa, contudo, estragos e atrasos monumentais em um sistema patrimonialista capaz de bater recordes mundiais em termos de cifras envolvidas.