terça-feira, 22 de abril de 2014

Critério da "Folha" cria "empate" na sucessão

247 - O Instituto Datafolha divulga nesta segunda-feira uma pesquisa parcial que injetará ânimo na oposição – especialmente no candidato do PSB, Eduardo Campos. Trata-se de uma simulação sobre a sucessão presidencial levando em conta apenas o eleitor que "conhece bem" os presidenciáveis.
Neste cenário, quem se destaca é Eduardo Campos, com 28%, seguido da presidente Dilma Rousseff, com 26%, e de Aécio Neves, com 24%. A situação, segundo o Datafolha, configura um empate técnico, em razão da margem de erro.
Com esse levantamento, as equipes oposicionistas venderão a ideia de que bastará que seus candidatos sejam mais conhecidos do grande público, para que superem a presidente Dilma – no último Datafolha, ela teve 38%, contra 16% de Aécio e 10% de Campos.
No entanto, o próprio sociólogo Mauro Paulino, diretor do Datafolha, adverte que a questão é mais complexa. "Os eleitores que conhecem os três candidatos são os que mais acessam o noticiário, ou seja, são os mais escolarizados, de renda mais alta etc. Nada indica que o eleitor típico, ao conhecer Aécio e Campos, deixará de votar nela", diz ele.
A Folha também testou esse mesmo critério com o ex-presidente Lula, Aécio e Campos. Neste caso, Lula teria 32%, contra 23% do tucano e do socialista, que apareceriam empatados.

Futuro da internet será debatido a partir desta quarta no Brasil

Editorial do Portal Vermelho:
Em solenidade da qual o povo foi o grande excluído, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), foi o orador principal nesta segunda-feira (21) na 63ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, Minas Gerais. O ato oficial de Estado foi inescrupulosamente transformado em palanque eleitoral pelo senador mineiro.
Comportando-se como Silvério dos Reis dos tempos atuais, Aécio usou eleitoralmente a solenidade comemorativa das lutas pela independência e em homenagem ao grande herói nacional Tiradentes.
O tucano atacou duramente o governo da presidenta Dilma Rousseff e tripudiou sobre a etapa progressista que o Brasil vive desde a primeira eleição do ex-presidente Lula em 2002.
O pré-candidato do PSDB, partido que comandou durante os oito anos em que FHC foi presidente da República, um governo entreguista e vende-pátria, dedicou os 17 minutos de sua desconchavada fala a fazer demagogia sobre a situação atual do país, especulando com temas como o aumento da violência, os problemas na educação, saúde e na economia. Insistiu no mantra do “imperativo controle da inflação”.
Aécio foi um dos líderes na Câmara dos Deputados de um dos governos mais corruptos da história do Brasil. No entanto, ressaltou os “escândalos políticos” e de maneira farisaica disse que é necessário combater o que chamou de “corrupção endêmica que tomou de assalto o Estado nacional”.

Reforma política e participação popular

Editorial do site Vermelho:
Após importantes avanços na política social brasileira, o País ainda vive uma grande crise de representação política no Congresso Nacional. É evidente a necessidade de um sistema com representação identificada com a maioria da sociedade, com capacidade de fazer avançar o projeto nacional de desenvolvimento. Na prática, a amplitude desta representatividade será atendida após uma reforma profunda e democrática no sistema político brasileiro.
Com a pressão popular das manifestações de junho, a possibilidade de uma reforma política pode estar mais próxima. No sistema atual, prevalece o financiamento privado das campanhas eleitorais, com 95% de doações feitas por pessoas jurídicas. As maiores contribuições vêm de empreiteiras.
Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Assistência Parlamentar (DIAP) comprovou que dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores) eleitos em 2010, 273 são empresários, 160 compõem a bancada ruralista, 66 são da bancada evangélica e apenas 91 parlamentares são considerados representantes dos trabalhadores.
Isso demonstra que uma minoria da sociedade se transforma em maioria nas instâncias de poder, ou seja, o poder econômico passa a ter uma representação política maior, corrompendo o princípio constitucional da soberania popular.
O financiamento por empresas nas campanhas eleitorais é uma das questões centrais na luta pela reforma política, pois interfere diretamente no resultado das eleições. Com esse tipo de financiamento atual, o poder econômico intervém diretamente no resultado eleitoral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no que se refere ao financiamento privado em campanhas eleitorais, apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Reforma política e participação popular

Editorial do site Vermelho:
Após importantes avanços na política social brasileira, o País ainda vive uma grande crise de representação política no Congresso Nacional. É evidente a necessidade de um sistema com representação identificada com a maioria da sociedade, com capacidade de fazer avançar o projeto nacional de desenvolvimento. Na prática, a amplitude desta representatividade será atendida após uma reforma profunda e democrática no sistema político brasileiro.
Com a pressão popular das manifestações de junho, a possibilidade de uma reforma política pode estar mais próxima. No sistema atual, prevalece o financiamento privado das campanhas eleitorais, com 95% de doações feitas por pessoas jurídicas. As maiores contribuições vêm de empreiteiras.
Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Assistência Parlamentar (DIAP) comprovou que dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores) eleitos em 2010, 273 são empresários, 160 compõem a bancada ruralista, 66 são da bancada evangélica e apenas 91 parlamentares são considerados representantes dos trabalhadores.
Isso demonstra que uma minoria da sociedade se transforma em maioria nas instâncias de poder, ou seja, o poder econômico passa a ter uma representação política maior, corrompendo o princípio constitucional da soberania popular.
O financiamento por empresas nas campanhas eleitorais é uma das questões centrais na luta pela reforma política, pois interfere diretamente no resultado das eleições. Com esse tipo de financiamento atual, o poder econômico intervém diretamente no resultado eleitoral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no que se refere ao financiamento privado em campanhas eleitorais, apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Dilma responde a Gabrielli

Por Estadão: BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff rebateu ontem a declaração do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli de que ela "não pode fugir da responsabilidade" sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Dilma, por meio de seu ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reafirmou ter aprovado o negócio em 2006 com base em um resumo executivo que não continha duas cláusulas importantes do contrato.
Para evitar que o conflito se estenda ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem Gabrielli é próximo, Dilma aproveitou mais cedo o seu programa semanal de rádio para enaltecer as gestões petistas à frente da Petrobrás.
A entrevista de Gabrielli ao Estado, publicada no domingo, contrariou Dilma por causa da cobrança feita pelo ex-presidente da companhia. Ontem ela acionou Mercadante por telefone e pediu que ele divulgasse seu posicionamento.
"Como já foi dito pela presidente e demais membros do Conselho de Administração da Petrobrás, eles assumiram as suas responsabilidades nos termos do resumo executivo que foi apresentado pelo diretor internacional da empresa", disse o ministro ao Estado. "Este episódio está fartamente documentado pelas atas do conselho que demonstraram que os conselheiros não tiveram acesso às cláusulas Marlim e Put Option e não deliberaram sobre a compra da segunda parcela. Gabrielli, como presidente da Petrobrás à época, participou de todas as reuniões do conselho e assinou todas as atas que sustentam integralmente as manifestações da presidente."
A compra aprovada por Dilma foi de 50% da refinaria em 2006 por US$ 360 milhões. A cláusula Put Option obrigava a Petrobrás a adquirir a outra metade da belga Astra Oil em caso de desacordo comercial, enquanto a Marlin previa uma rentabilidade mínima à sócia devido a investimentos que seriam feitos para que a refinaria passasse a processar óleo pesado, como o produzido no Brasil.
Após uma disputa na justiça norte-americana, o negócio acabou custando US$ 1,25 bilhão à estatal brasileira. Em 2005, a Astra tinha comprado a mesma refinaria por US$ 42,5 milhões. Segundo a Petrobrás, porém, a empresa belga teve outros gastos e teria investido US$ 360 milhões antes da parceria.

Barbosa, o carcereiro eterno de Dirceu

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
No mesmo feriado prolongado em que foi expedida a ordem de prisão de José Dirceu ele se entregou na sede da Polícia Federal em São Paulo. Em 17 de novembro de 2013, por volta das 19 horas, o ex-ministro cruzou os umbrais de uma época de sofrimentos que lhe passariam a ser impostos por alguém que se converteria em uma combinação de carcereiro e verdugo: o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Sem razões pessoais conhecidas para odiar Dirceu, só há uma explicação para a conduta que o presidente do STF tem adotado ao fazer o possível, o improvável e até o impossível para manter esse condenado pela Justiça atrás das grades a despeito de sua condenação lhe facultar o regime semiaberto: Barbosa segue um plano minuciosamente urdido para não apenas gerar efeitos políticos com essas execuções penais, mas para torturar, acima de qualquer outro, um político que talvez tenha os inimigos mais poderosos que qualquer outro político brasileiro já teve na história recente.
O plano contra os alvos principais da Ação Penal 470, vulgo Julgamento do mensalão, começa a ganhar forma quando se analisa a execução das penas dos condenados do mensalão. O ex-presidente do PT José Genoino figura na documentação como número 1, a execução de Dirceu é a número 2 e a de Delúbio Soares, número 3. Os demais condenados foram identificados em seguida.
Mas a evidência mais clara de que Barbosa planejou cuidar pessoalmente para que as penas desses três fossem o mais duras possível reside em um casuísmo inédito na história da Justiça brasileira. Um dia antes de decretar a prisão de Dirceu e Genoino, entre outros, Barbosa criou uma nova classe processual para executar suas penas.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Por que me tornei a favor das cotas para negros

Por William Douglas* - Revista Forum
Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que “antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia”. Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.
Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.
Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados.
Não me valerei de argumentos técnicos nem jurídicos dado que ambos os lados os têm em boa monta, e o valor pessoal e a competência dos contendores desse assunto comprovam que há gente de bem, capaz, bem intencionada, honesta e com bons fundamentos dos dois lados da cerca: os que querem as cotas para negros, e os que a rejeitam, todos com bons argumentos.
Por isso, em texto simples, quero deixar clara minha posição como homem, cristão, cidadão, juiz, professor, “guru dos concursos” e qualquer outro adjetivo a que me proponha: as cotas para negros devem ser mantidas e aperfeiçoadas. E meu melhor argumento para isso é o aquele que me convenceu a trocar de lado: “passar um dia na cadeia”. Professor de técnicas de estudo, há nove anos venho fazendo palestras gratuitas sobre como passar no vestibular para a EDUCAFRO, pré-vestibular para negros e carentes.

sábado, 19 de abril de 2014

A história contra-ataca

Por El Pais - Brasil: Quando a Guerra Fria terminou e veio o colapso da União Soviética, os vencedores estavam mais do que satisfeitos, já que estavam convencidos de que seu triunfo era inevitável desde o início. Muitos no Ocidente supunham que a vitória do capitalismo liberal sobre o socialismo totalitário necessariamente seria acompanhada pelo fim das guerras e das revoluções sanguinárias. Hoje, dois líderes poderosos —o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping— estão demonstrando o lado inverossímil dessa concepção.
A opinião ocidental predominante ficou exemplificada no livro de Francis Fukuyama de 1992, O Fim da História e o Último Homem (Rocco), que presumia que a democracia liberal ocidental era o ponto final da evolução sociocultural da humanidade. Em outras palavras, a escatologia cristã transformou-se em um postulado histórico secular.
Essa transformação não era nova. Já a tinham abraçado Hegel e Marx. Em 1842, o historiador Thomas Arnold disse, com uma típica complacência vitoriana, que o reino da rainha Victoria continha “indícios claros da plenitude do tempo”. Depois, resultou que todos esses profetas históricos —que proclamavam a materialização da Ideia Absoluta ou da ditadura do proletariado— estavam absolutamente equivocados.
Não muito após a vitória de Ocidente na Guerra Fria, a ascensão do fundamentalismo islâmico e a volta do tribalismo nacional, inclusive no coração da Europa “pós-histórica”, desafiaram o conceito do “fim da história”. As guerras dos Bálcãs dos anos noventa, as guerras dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, as sangrentas revoluções árabes e a exposição das falhas éticas e sistêmicas do capitalismo ocidental na crise econômica global aprofundaram a ideia ainda mais.

Eleições: Alguma turbulência no ar

Embora Dilma mantenha boa margem de intenções de voto, baixou a aprovação do desempenho da administração
por Mauricio Dias - CartaCapital:
A pesquisa do instituto Vox Populi, publicada neste número de CartaCapital, constata que não há, pelo menos imediatamente, uma relação de causa e efeito entre a queda na avaliação da administração Dilma Rousseff e as intenções de voto na candidatura dela à reeleição. A diferença da pesquisa de fevereiro, quando ela obteve 41% das intenções de voto e a de abril, com 40%, é uma variação desprezível e está dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.
Entre os adversários da presidenta petista, a situação das intenções de voto é semelhante. O tucano Aécio Neves tinha 17% e tem agora 16%. Eduardo Campos, do PSB, deu um salto curto de 6% em fevereiro para 8% em abril. A exceção fica por conta do pastor evangélico Everaldo Pereira, do PSC. Ele dobrou a votação de 1% para 2%.
Não houve, também, alteração nos votos “nenhum deles, brancos, nulos” e ainda entre os que “não souberam” ou “não quiseram” responder. Somado, esse agrupamento de eleitores foi de 34% em fevereiro e 33% em abril.
Dilma segue com a chance de vender a eleição no primeiro turno. Ou seja, o problema para os candidatos da oposição persiste. Entretanto, há dados negativos razoavelmente preocupantes para Dilma em alguns pontos da pesquisa, se for admitido que, mantidos, eles emitem sinais da mudança de voto.  Tanto no desempenho pessoal da presidenta quanto no da administração do governo.
Parece haver desencanto em uma parcela do eleitorado, a classe média de alta escolaridade, que estava com ela e agora se refugiou no grande contingente de indecisos. É preciso considerar, segundo a pesquisa Vox Populi, que, embora haja 55% de eleitores que se consideram com o voto definido, existe também um número deles, 45%, que se considera indefinido. Isso é ruim para quem lidera a corrida e bom para quem corre atrás com esperança.
Em fevereiro, já em movimento de queda, Dilma tinha 34% de aprovação “ótimo e bom”. Em abril tem 33%. Diferença insignificante. Porém, o conceito “regular positivo”, que era 30% em fevereiro, caiu para 24% em abril. E o “regular negativo” de 13% subiu, em dois meses, para 15%. Enfim, a avaliação de “ruim e péssimo”, de 22% em fevereiro, subiu para 27% em abril.
As avaliações negativas são manifestadas com mais intensidade entre os eleitores do Sudeste e, eventualmente, do Sul (tabela). A avaliação negativa do desempenho do governo no Sudeste (32%) é equivalente à avaliação positiva no Centro-Oeste e Norte.
Nuvens passageiras? A meteorologia dirá.

Agressão sistemática a Dirceu corrompe a democracia

Por Tijolaço: Não tenho muito a acrescentar ao texto de Paulo Moreira Leite. Apenas sugiro que leiam. É uma denúncia triste, dura e urgente. Quer dizer, faltou só uma coisa ao artigo: lembrar a frase de uma ministra do STF, ao condenar Dirceu: “não tenho provas contra ele, mas a literatura me permite condená-lo”. Uma pérola fascista, que ouvimos ainda mais dolorosamente por ter sido pronunciada por uma juíza inteligente, que, sabemos, só disse aquilo em virtude da terrível pressão midiática que se exerceu sobre ela e sobre todo o plenário do STF. Embora isso não possa servir como justificativa moral válida, pois cargo que dispunha lhe obrigava a ser forte e enfrentar uma pressão espúria, já velha conhecida da literatura judicial, que se chama “publicidade opressiva”.
Seja como for, agora estamos não apenas em face de uma trágica violação do espírito democrático. Como disse Leite, há uma tentativa, por parte de setores poderosos da mídia e do Judiciário, de impor uma humilhação pública, a todo um espectro político, a todas as pessoas de esquerda no país, que conhecem a história de José Dirceu, sua trajetória, sua luta, seu compromisso com a justiça social e com a libertação do povo brasileiro. Luta esta que ele venceu, e pela qual, ironicamente, não recebeu um troféu, mas uma condenação penal seguida do ódio ilimitado das elites e sua mídia.

Dias abre o jogo: ordem é alimentar noticiário ruim na velha mídia

Senador paranaense Alvaro Dias (PSDB-PR), um dos principais líderes da oposição, abriu o jogo numa rápida entrevista ao blog do jornalista Ricardo Noblat; "precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa", afirmou; "a instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução"; pelo que se lê nos jornais e revistas, tática de guerra tem funcionado.
Paraná 247 - Qual é a principal missão da oposição nos dias atuais? O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um de seus principais líderes, responde. "Precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa", disse ele, numa rápida entrevista ao Blog do Noblat. "A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução."
Ou seja: Dias, praticamente, abriu o jogo. A ordem é alimentar notícias negativas – o que tem dado certo, a julgar pelo que se lê em jornais e revistas – e usar a CPI da Petrobras, cuja instalação será decidida pela ministra Rosa Weber, na próxima terça-feira, para "desconstruir" a imagem do governo.
Leia, abaixo, a íntegra do depoimento de Dias a Gabriel Garcia, publicado no Blog do Noblat:
Três perguntas para... senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
A presidente Dilma continua na frente nas pesquisas de intenção de votos. Caiu um pouco, passando de 40%, em março, para 37%, segundo o Ibope. Isso é desanimador para a oposição?
Pelo contrário. Os eleitores só vão se preocupar com eleições após a Copa. E vale verificar o ambiente hoje do país. A insatisfação da população com o governo é grande. Isso tende a trazer votos para a oposição.
Então o importante é que ela continue caindo, ainda que pouco?
Há forte tendência de queda de Dilma, verificada a cada pesquisa. Essa tendência vai se avolumar com o noticiário negativo. São as más notícias que desgastam e derrubam o governo. Temos um tempo de maturação para que esse noticiário reflita nas intenções de voto.
Mas a oposição não tem conseguido usar essa insatisfação a seu favor. O que fazer?
A oposição tem que ter clareza no discurso e ser mais afirmativa. Tem que se apresentar como alternativa real de mudança e convencer o eleitoral. Ao mesmo tempo, precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa. A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução.

Contra Dilma, Globo escancara campanha pela CPI da Petrobras

Por Esmael Morais - blog:
Ao jornalista Diego Escosteguy, chefe da sucursal de Época em Brasília, não se pode negar uma qualidade: sua imaginação é fértil. Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o Joaquim Barbosa, o acusou de inventar não apenas uma entrevista, mas também seu perfil psicológico . Outra reportagem famosa – quando ainda estava em Veja – foi a das supostas malas de dinheiro na Casa Civil, às vésperas da eleição presidencial de 2010.
Desta vez, no entanto, ele se superou. Escosteguy conseguiu produzir quase vinte páginas sobre algo que, em tempos normais, valeria, no máximo, uma nota de rodapé. No entanto, como não vivemos tempos normais, posto que o Brasil está às vésperas de nova campanha presidencial e também de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a CPI da Petrobras, aquilo que seria uma nota virou capa de Época, a revista semanal de João Roberto Marinho, em tom grandiloquente: “Novas provas de corrupção na Petrobras”. Afinal, como diz o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o que importa é alimentar o noticiário ruim e “desconstruir” a imagem do governo.
Bom, mas e o que entrega a reportagem? Muito lero-lero, muita cascata e, como diria Cazuza, um museu de grandes novidades. O único fato novo é um documento em que advogados da companhia defendem que a empresa continue litigando com a belga Astra, sócia na refinaria de Pasadena, quando o melhor, segundo Época, seria fechar um acordo. Nesta hipótese, o prejuízo teria sido menor do que em caso de litígio – o que é simples de avaliar quando se julga pelas lentes do retrovisor.
Na verdade, multada recentemente pela Receita Federal e em oposição explícita ao governo Dilma, a Globo trabalha pela CPI exclusiva da Petrobras. Repetindo mais uma vez Alvaro Dias, é hora de alimentar o noticiário negativo e “desconstruir” a imagem do governo.
Quanto à reportagem de Escosteguy, caberia num tweet de menos de 140 caracteres: “advogados da Petrobras defenderam litígio com Astra, mas acordo teria sido melhor”.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O porquê do ódio a Dirceu

Por Edson Santos, em seu site:
A trajetória política de José Dirceu teve início em 1965, quando se tornou líder do movimento estudantil e chegou a ser presidente da UNE. Foi preso em 1968, durante o 30º Congresso da UNE, organizado clandestinamente. No ano seguinte foi libertado junto a outros 14 presos políticos, em contrapartida à libertação do embaixador dos EUA Charles Burke Elbrick, sequestrado por corajosos militantes que ousaram pegar em armas para resistir à ditadura militar.
Banido do país, José Dirceu trabalhou e estudou em Cuba durante o exílio. Destemido, voltou ao Brasil clandestinamente em 1971 e em 1974. Só voltaria à legalidade em 1979, com a anistia política e o início do longo processo de abertura. No ano seguinte, participou ativamente da fundação do PT, partido que logo se tornaria a principal ferramenta de organização política dos trabalhadores brasileiros, diretamente responsável pela fundação da CUT, em 1983, e com forte influência sobre a criação do MST, em 1984.
Feita a opção política pela luta no campo institucional, José Dirceu disputou as eleições de 1986 e foi eleito deputado estadual pelo PT de São Paulo. Em 1990 elegeu-se deputado federal e em 1994 concorreu ao Governo do Estado, quando recebeu dois milhões de votos. Voltaria a se eleger deputado federal em 1998 e em 2002, com a segunda maior votação do país naquele ano.
Assumiu a presidência do PT em 1995, sendo reeleito por três vezes, até que se licenciou em 2002 para coordenar a campanha vitoriosa que levaria Lula a se tornar o primeiro operário eleito presidente do Brasil. Com o início do governo, Dirceu assumiu a função de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Vox Populi confirma vitória de Dilma no 1º turno: 40%

A midia venal e golpista tá ficando careca de tanta raiva. Dilma Rousseff continua em primeiro lugar no Vox Populi, com 40%.
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta tarde aponta a presidente Dilma Rousseff liderando a disputa pelo Palácio do Planalto, com 40% das intenções de voto do eleitorado; adversários do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos, ficaram estacionados, com 16% e 8%, respectivamente; candidata do PT oscilou um ponto negativo em relação à última pesquisa, feita em fevereiro, mas ainda venceria eleições no primeiro turno.
247 – Levantamento realizado pelo Instituto Vox Populi e divulgado pela revista CartaCapital na tarde desta quarta-feira 16 aponta, mais uma vez, a vitória da presidente Dilma Rousseff já em primeiro turno, com 40% das intenções de voto.
Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em fevereiro, Dilma caiu 1 ponto percentual, o que demonstra estabilidade. Os dois adversários praticamente não avançaram sobre os índices da presidente. Aécio Neves, do PSDB, registrou 16%, e Eduardo Campos, do PSB, 8%.
Juntos, os opositores têm 14 pontos a menos do que a presidente, a menos de três meses do início da campanha. O senador Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo, comparado com a mostra de dois meses atrás.
Já Eduardo Campos, que nesta semana lançou oficialmente sua pré-candidatura com a vice Marina Silva na chapa, ganhou dois pontos. O candidato do PSC, Pastor Everaldo Pereira, foi lembrado por 2% dos eleitores.
Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não registraram nenhum ponto. Votos brancos ou nulos representam 15% dos entrevistados e percentual que não sabe em quem votar ou não respondeu é de 18%.
O instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios para realizar a pesquisa, entre os dias 6 e 8 de abril. Os detalhes da mostra serão divulgados nesta quinta-feira 17.

Dudu traíra: "Estarei com Dilma em 2014

A partir de amigo navegante, o Conversa Afiada resgata entrevista de Eduardo Campos, dada à Revista Época, em 2012:
EDUARDO CAMPOS: “ESTAREI COM DILMA EM 2014″
EDUARDO CAMPOS – 22/12/2012
O governador de Pernambuco diz que não será candidato a presidente – e que, apesar de ser amigo de Aécio Neves, não apoiará o PSDB nas eleições
“Não tenho tido a oportunidade nem o tempo de falar o que vou falar aqui. Quero dizer como está minha cabeça neste instante.” Foi com essa disposição de espírito que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB recebeu ÉPOCA num final de manhã, em entrevista que entrou pela tarde. O cenário foi a sala de reuniões contígua a seu gabinete, no subsolo do Centro de Convenções, em Olinda, de onde exerce seu segundo mandato desde que o Palácio do Campo das Princesas entrou em reforma. Pela primeira vez numa entrevista, Eduardo Campos foi taxativo em relação ao assunto do momento: sua possível candidatura à Presidência da República em 2014. “Não é a hora de adesismos baratos, nem de arroubos de oposicionismos oportunistas”, disse. “Queremos que a presidenta Dilma ganhe 2013 para que ela chegue a 2014 sem necessidade de passar pelos constrangimentos que outros tiveram de passar em busca da reeleição.”
ÉPOCA – Estou convencido de que o senhor é candidato a presidente da República em 2014. É?
Eduardo Campos – E aí sou eu que vou ter de lhe desconvencer (risos). Tenho um amigo que é jornalista, experiente, que outro dia me disse: “Fulano de tal é candidato, e ninguém acredita. Você diz que não é, e ninguém acredita”. O que é que posso fazer? Na minha geração, poucos tiveram a oportunidade que tive de conviver com quadros políticos que sempre fizeram o debate com profundidade, olhando objetivos estratégicos, os interesses da nação, do povo. O quadro político que tem acesso a essa formação, e que a amadurece, percebe que suas atribuições e sua responsabilidade impõem essa visão que vai muito além do eleitoral e está até acima do eleitoral.
ÉPOCA – Explique melhor.
Campos – Nesse curto espaço de tempo, vamos decidir muita coisa no Brasil. Estamos vivendo uma crise sem precedentes lá fora. Essa crise há de gestar outro padrão de acumulação de capital. Outros valores vão surgindo. Com a importância que tem nesse concerto internacional, o Brasil fez, nos últimos anos, alguns avanços importantes. Na quadra mais recente, viveu três ciclos: o ciclo da redemocratização, o ciclo da estabilidade econômica e um ciclo do empoderamento da pauta social, uma coisa que se transformou, inclusive, em política econômica. Na brevíssima democracia que nós temos, tivemos líderes que, a seu modo, por suas virtudes e vicissitudes, interpretaram o que era um acúmulo de consenso na sociedade. Tiveram a capacidade de orquestrar frentes políticas que deram apoio e força política para viver esses

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dilma se compromete a apurar com rigor acusações feitas contra Petrobras

A presidenta, Dilma Rousseff, afirmou,que não permitirá que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da Petrobras. Nesta segunda-feira (14), ao batizar o navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul  em Ipojuca (PE), a presidenta disse que não ouvirá calada a campanha negativa daqueles que, por proveito político, não hesitam em ferir a imagem da empresa.“Não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem esse país, que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa", reforçou a presidenta.
Durante o discurso, Dilma também reforçou a imagem que a Petrobrás jamais vai se confundir com qualquer malfeito, corrupção ou qualquer ação indevida de quaisquer pessoas. "Nós, com determinação, estamos aqui nos comprometendo a cada dia que passa que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor”, ressaltou.
Ao tratar sobre os alcances da estatal, a presidenta destacou que a Petrobras é  hoje a empresa que mais investe no Brasil e que o fortalecimento da Petrobras revolucionou a indústria naval brasileira. “Foram 306 bilhões, de dólares, de 2003 a 2013. Sendo que o ano passado chegou a 48 bi de dólares. É importante lembrar que em 2002, forma investidos apenas 6,6 bi de dólares. Significa que nesse período, multiplicamos por seis o investimento na Petrobras”, disse.
De acordo com Dilma, a empresa foi reerguida durante o seu governo e a administração do ex-presidente Lula. Além disso, a presidenta também mencionou o crescimento do lucro líquido da companhia.
“O lucro líquido também mudou de patamar. Passou, e ai está em reais, de 8 bi para 23,6 bi de reais. Estas e outras conquistas provam que nossos governos, o meu e o do Lula reergueram a Petrobras, reconstituímos o programa de investimentos, valorizamos e aperfeiçoamos quadro de funcionários”, afirmou.
Dilma também exaltou os efeitos advindos da exploração do pré-sal. “Por isso que descobrimos os megacampos do Pré-sal, que mudou nosso cenário petrolífero e vai ajudar a mudar a qualidade da educação, porque os recursos dos royalties e 50% do fundo social do pré-sal são para educação, da creche à pós-graduação, que vai levar nosso povo a outro patamar de desenvolvimento”. Fonte: Portal Brasil.

Dilma: Vamos impedir que criminosos roubem as propriedades do Minha Casa Minha Vida

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (14), no Café com a Presidenta, que o governo federal está pronto para trabalhar em parceria com as autoridades estaduais para atuar no combate a desvios, fraudes e invesões de unidades do Minha Casa Minha Vida. Segundo a presidenta, serão usados todos os meios legais para impedir que criminosos roubem os sonhos dos moradores de terem sua casa própria.
“A segurança pública é, de fato, uma responsabilidade dos estados, mas o governo federal está pronto para atuar em parceria com as autoridades estaduais. Nós firmamos uma parceria com o estado do Rio de Janeiro e estamos prontos para fazer parcerias com outros estados para atuar no combate a desvios, a fraudes, a invasões (…) O meu governo vai utilizar de todos os meios legais para impedir que criminosos roubem estes sonhos e essas propriedades. Por meio de parcerias com os estados, estamos colocando a Polícia Federal para apoiar as polícias estaduais e, assim, impedir e reprimir esses abusos, crimes e malfeitos”.
Dilma lembrou que o programa Minha Casa Minha Vida já beneficiou 1,6 milhões de famílias e outras 1,7 milhões de moradias já foram contratadas e estão em diferentes estágios de construção. Mais 450 mil unidades habitacionais ainda serão contratadas até o fim do ano.
“Isso mostra a grandeza desse programa, mostra um programa que transforma a vida de milhões de famílias ao permitir que elas realizem o sonho da casa própria. (…) Nós estamos convencidos que o nosso governo tem o dever de usar os impostos que arrecada para oferecer às pessoas do nosso país a oportunidade de viver cada vez melhor, na sua casa própria”, afirmou. (Blog do Planalto).

Olhamos o Nordeste de forma especial, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (14), durante a cerimônia de viagem inaugural do navio Dragão do Mar, em Ipojuca (PE), que o governo federal olha de maneira especial o Nordeste, levando programas e investimentos para a região.
“Tenho uma diretriz clara, apoiamos todos os estados, mas olhamos de forma especial para os estados do Nordeste, porque ao longo da história o Nordeste sempre foi relegado a um segundo plano. Não no governo do Lula e não no meu governo. Não só olhamos o Nordeste de forma especial, mas fazemos isso porque é importante para o Brasil. Sabemos que o trabalhador do Nordeste, o empresário do Nordeste, o pequeno agricultor, ele é a força que move uma parte decisiva desse nosso país, e que pode e vai cada vez mais contribuir para esse país ser do tamanho dos nossos sonhos”.
Dilma citou uma série de investimentos no Nordeste, como a implantação da indústria automobilística em Goiana, com incentivos tributários e financiamentos que fortaleceram a localização da indústria automobilística em Pernambuco, e as obras no Porto de Suape.
“Somente no Porto de Suape, além dos estaleiros, estamos investindo R$ 1 bilhão em obras de dragagem e construção de terminais (…) A refinaria Abreu e Lima é outro investimento extraordinário aqui perto, importante para que a gente agregue valor ao nosso petróleo”. (Blog do Planalto).