quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ 2009 PARA OS BLOGUEIROS DA DILMA ROUSSEFF E PRESIDENTE LULA

Durante o ano de 2008 os blogueiros deram uma grande parcela de democracia, fazendo dos blogues um local atrativo de jornalismo, não fazendo o mesmo da velha Imprensa Conservadora. Muitos furos foram dados pelos blogueiros, uns mais agressivos, outros mais moderados, todos defedendo o Governo Lula e suas políticas sociais. A popularidade de 84% do presidente Lula é dividida entre aqueles que sempre lutaram pela democratização no Brasil. A nossa unidade fez a diferença e estremeceram as bases da Mídia Golpista. Quero destacar alguns dos companheiros de luta: JUSSARA SEIXAS - Por Um Novo Brasil; SARAIVA - Saraiva 13; MAGNO - PT Petrolina; GUINA - Tribuna Petista; NOGUEIRA JUNIOR - Brasil, Brasil; Hilda Suzana Veiga & Luiz Antonio Franke Settineri - Guerreiros Virtuais; Aposentado Invocado; HELENA - Os Amigos do Presidente Lula; O PTem das Treze; Masquino; Esquerdopata; JÚLIO CÉSAR SCHMITT GARCIA blog do Júlio Garcia; BRÁULIO B. WANDERLEY - História Vermelha; Blog de Um sem Mídia; JURANDIR PAULO - Abundacanalha; Cabresto Sem Nó; Terror do Nordeste; Marco Aurélio Weissheimer - RS Urgente; JOEL SANTANA - Blog do Joel Santana; Lola Aronovich - Escreva Lola Escreva; Cloaca News; LUIZ CARLOS AZENHA - Vi O Mundo; Língua de Trapo; Onipresente; Luiz Antonio Magalhães - Entrelinhas; JOÃOZINHO SANTANA - Modus Operandi; Guilherme Scalzilli - Blog do Guilherme Scalzilli; KIKA MARTINS - Blog da Kika; RICARDO SOARES - Todo Prosa; Oldack Miranda - Blog Bahia de Fato; Ruy Acquaviva - blog do Ruy Acquaviva; Werner Piana - blog do Saggio; Milquisedec - Militar Legal.

A FUTURA PRESIDENTE DO BRASIL UM FELIZ 2009!

Todos os Amigos e Amigas da DILMA PRESIDENTE
deseja um abençoadíssimo 2009.
Haja PAZ, PROSPERIDADE e SAÚDE!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Dilma, um nome que desponta para a sucessão de Lula

Nesta virada de 2008 para 2009, continuamos a viver situação registrada há meses, na qual o presidente Lula tem permitido que a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma roussef, seja apresentada ao país como a sua candidata em 2010 ao Palácio do Planalto. Claro, o presidente e todos nós temos a exata noção de que a candidatura ao Palácio do Planalto em 2010 depende, em primeiro lugar, do PT e, mais do que isso, dos partidos historicamente aliados à nossa legenda, o PSB, o PC do B e o PDT, além de ser necessário levarmos em conta a força política, parlamentar e eleitoral, principalmente do PMDB. Temos, inevitavelmente, que levar em consideração, ainda três partidos que têm apoiado os governos Lula: o PRB (ex-PL), aliado desde a primeira hora em 2002, e que por duas vezes indicou o companheiro de chapa de Lula, o vice-presidente José Alencar; e o PTB e o PP, aliados em nível nacional, ainda que o PP seja um aliado mais do PSDB e do DEM nos Estados e municípios. A ministra Dilma Roussef tem história, experiência política, de governo, conhecimentos, enfim, tudo para ocupar o cargo de presidente da República, e sua candidatura pode ser construída no PT e na base aliada. Dilma foi a única novidade da mais recente pesquisa Datafolha - acho que a última do ano - sobre a sucessão presidencial de 2010: sua pré-candidatura ao Planalto pelo PT deu um salto de 3% para 8%, enquanto os percentuais dos demais pré-candidatos se mantiveram dentro do previsível. A mesma pesquisa comprova que, ao contrário de todos os outros candidatos, a ministra ainda não é conhecida do eleitorado, sequer dos que votam no PT, legenda detentora de quase 20% da totalidade de votos do país. Ela tem, assim, um longo caminho a percorrer, mas já deve começar a se igualar com outros dois pré-candidatos, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e a ex-presidenciável Heloisa Helena (PSOL), nas primeiras pesquisas do novo ano. Como a eleição é em dois turnos, o desafio é ir para a segunda rodada e vencer. Nesse início de 2009 ainda estarão faltando dois anos para as próximas eleições quase gerais no país - presidente e vice-presidente da República, governador e vice, dois terços do Senado e deputados estaduais e federais. Mesmo assim, é preciso que o PT e suas bancadas assumam a sucessão presidencial e as eleições de 2010, sem deixar de priorizar as tarefas do momento, seja na construção partidária, seja na (construção) dos governos municipais que vão assumir, seja no enfrentamento da crise que apenas começou. Zé Dirceu.

Tenho certeza que o STF vai me absolver, diz José Dirceu

BRASÍLIA - Três anos depois te ter seu mandato como deputado cassado - no auge do escândalo do mensalão -, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, afirma ter convicção de que será absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Avalia que sua substituta no posto de “braço direito” de Lula, a ministra Dilma Rousseff, tem “grande” chance de emplacar como candidata do PT à Presidência em 2010, e que os tucanos agem como se o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) - principal pré-candidato da oposição -, já tivesse sido eleito. “Essa história está distante da realidade. O Serra tem que conquistar Minas e o Rio, porque o Norte e Nordeste ele não vai conquistar. E Minas e São Paulo serão os Estados mais afetados pela crise”, afirma, em entrevista ao Estado. As respostas de Dirceu foram dadas por e-mail.
Leia a íntegra da entrevista: Estado - Três anos depois de ser cassado, o senhor ainda pensa na possibilidade de anistia? José Dirceu - Depende. A rigor eu tenho direito à anistia, porque a Câmara dos Deputados me cassou sem provas. Fez uma cassação política, mas não no sentido que os deputados dão, de que uma cassação sempre é política. É lógico que é política, mas no meu caso, formou-se uma maioria, independentemente de eu ser culpado ou não, o que evidentemente é inaceitável. É uma ilegalidade e a Constituição me garante a verdade, a presunção da inocência, a não culpabilidade. Então, eu poderia sim pedir a anistia. Mas tomei a decisão de não fazê-lo até ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. E tenho certeza que a absolvição vai acontecer. Não tenho medo do julgamento e espero ser julgado o mais rápido possível para que eu possa pedir a minha anistia. Se o STF der sinais ou provas que só vai julgar em 2013 ou 2014, ou seja, 8 ou 9 anos depois que fui acusado de chefe de quadrilha e corrupto, evidente que vou pedir anistia. Até porque acredito que tenho esse direito.
Estado - Qual seu projeto para retomar suas atividades políticas? José Dirceu - Faço atividade política, nunca deixei de fazer. Faço ou para me defender, ou para participar como militante da vida interna do PT, ou ainda como cidadão, como profissional. Participo do debate político do País com o meu blog (http://www.zedirceu.com.br/), com entrevistas, palestras. Trabalho como advogado e consultor, sempre tendo em vista um projeto de desenvolvimento para o País. Não trabalho como advogado e consultor olhando só a minha atividade profissional e a minha sobrevivência. Gostaria de voltar plenamente à atividade política, mas não tenho projetos sobre o que vou fazer. O meu projeto agora é me defender, provar minha inocência. Estado - Durante a Satiagraha, o senhor reclamou de grampo e de invasão em seu escritório. Ainda acha que seus passos estão sendo monitorados por órgãos do governo? José Dirceu - Meu caso - e agora tenho a visão de tudo o que aconteceu esse ano - é escabroso, um case mais do que um caso. No começo do ano, soube pela imprensa que o sigilo do meu telefone tinha sido, por autorização judicial de um juiz (Fausto de Sanctis), interceptado a pedido do promotor público do caso Satiagraha. Era o mesmo promotor do caso MSI Corinthians, como também o delegado é o mesmo na Satiagraha e no caso MSI Corinhians (Protógenes Queiroz). Pois bem, até hoje - e basta olhar o inquérito para ver - não há nenhuma fundamentação legal para interceptação telefônica. Mas houve a interceptação, e não só a minha, como a do meu advogado, do assessor que faz a minha agenda, do advogado do escritório a mim associado em Brasília, de um outro assessor meu em Brasília e da Evanise Santos, minha companheira. Essas interceptações telefônicas estão caracterizadas como abuso de autoridade. Eu, infelizmente, não representei contra o juiz no Conselho Nacional de Justiça naqueles meses de abril e maio, quando isso veio a público. Fiquei sabendo pela imprensa, e basta ler o inquérito do MSI Corinthians, para ver que não há nenhuma razão. Na verdade, o objetivo deles já era a Operação Satiagraha. Não sei por que razão, mas toda a investigação da Satiagraha demonstra isso. Inclusive, não há uma única vez a citação do meu nome, e olha que é quase um ano e meio de investigação. No relatório do inquérito eu sou citado naquilo que é uma verdadeira fraude do delegado. Então, o HD, os e-mails e o relatório (da investigação) mostram que havia um objetivo pré-determinado, e depois se procurava encaixar os fatos ao objetivo de me prender e transformar num grande evento sensacionalista a minha prisão. Isso quando eu não tenho nada a ver com a Operação Satiagraha, com o Oportunity e nem com o Daniel Dantas. A própria investigação deles prova isso. Tenho a meu favor que todas as investigações feitas até agora a meu respeito me inocentam.
Estado - Qual a sua relação com o presidente Lula? Se falam, se visitam? Quando foi a última vez que conversaram? José Dirceu - Minha relação com o presidente Lula é de companheiro, de amigo e de um ex-ministro, ex-presidente e ex-deputado do PT. Não é a mesma relação que eu tinha antes com ele, uma relação de trabalho, de dia-a-dia, de construção de um projeto. Eu encontro o presidente quando ele sente que existe necessidade. Não o tenho visto com freqüência. Estado - É verdade que políticos, governadores e integrantes do próprio PT procuram o senhor para discutir assuntos de interesse do governo? José Dirceu - Não diria que me procuram. Mas diria ser natural, porque nunca parei de atuar e militar politicamente. Para entender as relações que mantenho com governadores, parlamentares, senadores, deputados, prefeitos e dirigentes do PT é preciso lembrar que militei no partido de 1980 a 2008. São 28 anos, não é pouca coisa. É mais do que natural que eu continue militante. Não é porque não sou mais deputado, nem ministro e porque sou acusado injustamente de corrupto ou chefe de quadrilha, que deixo de ser militante. Não se pode apagar 40 anos de vida política. No fundo, essa questão se eu mantenho ou não mantenho relações políticas com vários políticos é um jogo dos próprios setores da direita, da mídia, para me manter interditado, para eu não fazer política. Estado - Qual a possibilidade, na sua avaliação, de a ministra Dilma Rousseff emplacar como candidata do PT em 2010? José Dirceu - Grande. Ela, na verdade, a cada mês que passa, conquista a adesão de militantes e dirigentes do PT. Cada dia é mais conhecida no País. É a candidata do presidente Lula, do PT e tem grandes chances de ir para o 2ª turno. As pesquisas já estão mostrando isso. O mais provável é que nas próximas pesquisas, depois do Carnaval, a Dilma esteja já com a mesma votação do Ciro Gomes (PSB) e do Aécio Neves (PSDB). Eu acredito que uma candidata apoiada pelo PT e pelo Lula, por uma coalizão que inclua o PSB, PC do B, PTD, o PR - a legenda que indicou José Alencar para ser o vice do Lula duas vezes - e o PMDB tem grandes chances para ir ao 2º turno. Os tucanos se comportam como se o Serra (o governador de São Paulo José Serra) já estivesse eleito, mas essa história está distante da realidade. Primeiro, o Serra tem que disputar com o Aécio; segundo tem que conquistar Minas e o Rio, porque o Nordeste e o Norte ele não vai conquistar; terceiro, São Paulo e Minas, portanto o Serra, serão tão ou mais afetado do que o País pela crise em nível nacional. Minas será afetada por causa da indústria siderúrgica, de mineração e automobilística, e São Paulo pelo serviço financeiro, comércio, serviços gerais, e construção civil. Esse raciocínio de que "o Lula vai ser afetado pela crise", é um jogo da mídia, um jogo de palavras. Por que o Lula vai ser afetado e os governadores não? Não vão ser afetados porque a mídia vai protegê-los e atribuir ao Lula a responsabilidade pela crise? Com esse raciocínio é isso que estão dizendo. Porque fato por fato todos serão afetados pela crise: prefeitos, governadores e presidente da República. A arrecadação vai cair para todos, os investimentos vão ser menores para todos, o desemprego vai valer para todos - a não ser que a responsabilidade - e tudo indica, é o que quer a imprensa - seja só do Lula e não dos governadores e dos prefeitos. Eu não vejo por que nós não possamos vencer essas eleições de 2010. Na verdade, nós estamos no governo. Eles é que têm de ganhar a eleição. E o provável é que nós vençamos e não eles.
Estado - O senhor vai participar na campanha? José Dirceu - Não posso dizer o que farei em 2010. O que posso dizer é que vou dedicar todo o meu tempo e esforços, toda a minha inteligência, energia e experiência para ajudar o PT e o Lula a continuar governando o Brasil. Como vou fazer, com qual intensidade e em que nível, depende das circunstâncias e da conjuntura política. Estado - O senhor acha que o Gilberto Carvalho é o melhor nome para presidir o PT? José Dirceu - Seria uma excelente solução. O Gilberto já militou no PT, foi secretário nacional do partido, já ocupou cargos de sua direção em vários níveis, militou no movimento popular, e nas Comunidades Eclesiais de Base. E tem essa experiência extraordinária de governo, de ter sido secretário do presidente nos últimos seis anos. Ninguém melhor, nem mais do que ele está preparado para ser presidente nacional do PT. É um nome excepcional, seria uma grande solução. Estado - O senhor acredita que a disputa em 2010 será polarizada entre Dilma e o governador José Serra? José Dirceu - Não necessariamente. Hoje não se pode afirmar isso de maneira definitiva. A tendência é essa - o Serra ser candidato pelo PSDB, DEM, PP, PPS e talvez o PV; e a Dilma ser a candidata pelo menos do PT, talvez do bloco PC do B - PDT - PSB (se o Ciro não sair candidato por esse último) com apoio, talvez, do PMDB. Outra possibilidade é de o PMDB ficar neutro, ou ter uma candidatura própria. E candidaturas outras têm a do Ciro Gomes e a do Aécio Neves. A do Aécio tudo indica que não se viabilizará no PSDB. A do Ciro Gomes está com dificuldades para se viabilizar. E tem a Heloísa Helena que pode ser candidata pelo PSOL, mas é uma candidata sem idéia, e como sua candidatura mostrou na eleição de 2006, é uma candidata que tende a ir perdendo os votos, redistribuídos durante o debate e o processo eleitoral, quando o eleitor toma outras decisões.
Estado - A crítica que se faz a esses dois (Dilma e Serra) é que seriam candidatos para assumir e administrar o Estado, mas não capazes de unir a sociedade e o Estado, como o fizeram FHC e Lula. Como avalia isso? José Dirceu - Essa pergunta leva a uma só solução: teremos que dar um terceiro mandato ao Lula. Por ela, o Lula e o Fernando Henrique têm de ser candidatos. Não é assim. Evidentemente, o Serra tem história e lastro para ser presidente da República. Uma coisa é eu não votar nele e querer eleger a Dilma Rousseff , outra é ele e a Dilma terem ou não lastro para saírem candidatos. E isso eles têm. Os dois têm lastro para serem candidatos. Estado - De que o senhor vive hoje? Quais são seus rendimentos? José Dirceu - Dos mesmos rendimentos dos quais vive a jornalista que me pergunta. Eu trabalho como ela trabalha, 8, 10, 12 horas por dia como advogado e consultor. São profissões como é a de jornalista, não há nenhuma diferença. Trabalho, às vezes, inclusive, nos fins de semana. E eu não mudei o meu padrão de vida. A minha vida continua absolutamente igual todos esses anos.
Estado - Acha que o presidente Lula mudou muito desde que chegou a Brasília e assumiu o poder? José Dirceu - Mudou. Muito. Primeiro, porque é presidente da República. Segundo, porque é um líder internacional, um estadista. O mundo reconhece isso. Terceiro, porque ele adquiriu experiência na Presidência da República. Ninguém passa seis anos por esse cargo em vão. Estado - O senhor se considera um ministro sem pasta? José Dirceu - Não. Primeiro, eu não detenho poder nenhum. Eu tenho experiência, relações, solidariedade, companheiros, liderança ainda no PT, apoio no País. Todos sabem que se eu fosse candidato a um cargo eletivo, dificilmente eu não me elegeria. Agora, eu não tenho poder, nem sou membro do governo, nem sou mais dirigente do PT, nem mais membro do Parlamento. Eu não sou um ministro sem pasta. Sou o José Dirceu e na medida em que represento uma parte da história da esquerda brasileira, da luta contra a ditadura, da resistência armada, da luta na clandestinidade, uma parte da construção do PT, nesse sentido eu tenho uma representatividade para participar da vida política do país e ajudar o PT, o governo e a esquerda. Isso não significa que eu tenho poder. Estadão.

OPINIÃO: LULA E O ABACAXI

O governo Lula bem que se esforçou para transformar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um volumoso rol de obras em setores vitais para o desenvolvimento nacional, especialmente nos setores de energia elétrica, transportes e habitação popular, o carro chefe da rebarbativa intenção oficial de romper com a pasmaceira dos últimos governos e colocar o País num ritmo crescente de investimentos. A via escolhida pelo Palácio do Planalto, diante da irremediável frustração das igualmente badaladas Parcerias Público-Privadas (PPP), a ansiada salvação da lavoura na concepção dos principais operadores políticos do governo, foi o lançamento em janeiro de 2007 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cuja meta definida era investir, basicamente, em obras de infra-estrutura social e urbana, energia e transportes, a apreciável soma de R$ 636,2 bilhões.

A sociedade brasileira está bem lembrada de que muitos meses antes de o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ser lançado pelo próprio presidente da República no vertedouro do debate sucessório, o faro político do chefe do governo já o havia levado a pespegar na ministra a emblemática etiqueta de “mãe do PAC”, com a qual certamente esperava demarcar o espaço na base aliada para a evolução natural da candidatura da ministra. A fim de alcançar tal objetivo, a estratégia escolhida por Lula estaria plenamente justificada se o PAC tivesse efetivamente deslanchado, segundo prognosticava a exegese palaciana. Ocorre que as coisas não aconteceram de acordo com as previsões e, no apagar das luzes do exercício de 2008 o governo informa ao distinto público que nos dois primeiros anos, o PAC somente conseguiu desembolsar R$ 98,2 bilhões de recursos provenientes da União e empresas estatais. Os dados foram liberados pelo comitê de monitoramento do Gabinete Civil da Presidência da República e revelados em reportagem publicada na edição de ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. A União participou do total de gastos consolidados até o final de novembro com R$ 16,9 bilhões, incluindo despesas liquidadas e restos a pagar dos exercícios de 2007 e 2008. Os gastos foram complementados com investimentos de R$ 24 bilhões em projetos de geração e transmissão de energia elétrica e R$ 57,3 bilhões nas áreas de petróleo e gás natural. Pouco para quem se empenhou na realização do maior programa de obras da Terra.

O quadro mostra que apesar do esforço laudatório do governo, a mais retumbante plataforma política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destinada a robustecer a personalidade da ministra Dilma Rousseff com a aura de administradora capaz de liderar grandes empreendimentos, incluindo naturalmente a Presidência da República, por enquanto ainda não ofereceu o material exigido para assoalhar o caminho da pré-candidata. O desafio do conjunto representado pelo governo federal, estatais e empresas privadas é, no mínimo, atemorizante: para cumprir todas as metas previstas no PAC haveria a necessidade de realizar investimentos diários de R$ 736,98 milhões nos 730 dias restantes para o final do segundo mandato de Lula. Com os obstáculos oriundos da tradicional cultura da burocracia estatal, evidência que o comitê de monitoramento aponta claramente no paquidérmico sistema de gestão enraizado nos ministérios, é óbvio que poucos acreditem na probabilidade da execução das obras mais importantes enumeradas pelo PAC. Auxiliares com livre circulação no gabinete presidencial, entretanto, asseguram que a tarefa hercúlea será cumprida até o final de 2010. Na avaliação de setores representativos da atividade econômica, porém, é difícil imaginar que em dois anos o governo consiga executar algo em torno de 75% das obras previstas para o quadriênio. Além disso, muitos reclamam das dificuldades de saber o que se passa na programação sustentada com recursos das estatais (Petrobras e Eletrobrás) e também por empresas privadas. Um lauto abacaxi que o presidente Lula terá de descascar. Paraná Online.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

'Não é hora de mudar. Votem na Dilma!'

O BLOG DA DILMA PRESIDENTE FOI AS RUAS DO BRASIL...
MARIA DO SOCORRO GOMES - Trocadora - Empresa Dragão do Mar - Votarei na Dilma, por que adoro o Governo Lula. Gostaria mesmo, era votar outra vez no presidente Lula, o melhor que já vi.
VIVIANIA CLEMENTINO MALAQUIAS - Dona de Casa - Mora no Planalto Ayrton Senna - Fortaleza -Acho excelente o governo do presidente Lula, sou beneficiada pelo Bolsa Família. Você perguntou se votaria na Dilma, ainda não sei quem ela é, se o presidente mandar votar, claro que terei o maior prazer em votar.
FERNANDA MARIA MOREIRA LIMA - Servidora da Prefeitura Municipal de Fortaleza - Confio no Lula, estou gostando muito da gestão dele. Falando francamente, não conheço a tal da Ministra Dilma, vejo só pela televisão, vou me inteirar mais. Se for indicada pelo Lula, votarei sem questionar.
COMUNICADO: Se você deseja aparecer no blog da DILMA PRESIDENTE é só mandar sua foto e comentários para o e-mail: "desabafobrasil@oi.com.br". O blog da DILMA PRESIDENTE é uma tribuna livre, queremos ouvir todas as Regiões do Brasil. O blog será transparente com o ELEITOR, não vamos fechar as portas para VOCÊ, quem faz o blog é você.
O demagogo Ricardo Noblat em seu blog de campanha pró-José Serra: Quase escrevi que 2009 será o ano de Dilma Rousseff, candidata de Lula à sua sucessão. E que ela teria só os próximos 12 meses para crescer nas pesquisas e convencer possíveis aliados de que poderá derrotar o candidato da oposição - certamente José Serra, governador de São Paulo. Mas, não. Dilma é candidata sem prazo de carência. E ponto final. É Lula que assim o quer. E só não será assim se Lula – e não Dilma – perder popularidade e estrear 2010 enfraquecido. É possível? Em tese, é. Ninguém dentro do governo se arrisca a prever a duração da crise econômica que abala o mundo, e o impacto dos seus efeitos perversos entre nós. Por certo, o Brasil crescerá abaixo do que se imaginava antes de a crise eclodir. Haverá desemprego. Apesar disso é razoável apostar que o prestígio de Lula se manterá mais ou menos intacto. Lula virou uma espécie de entidade que paira sobre os partidos, o governo, o bem e o mal.

A disposição dele é de ferro para tentar fazer o seu sucessor. Se Serra vencer, Lula não perderá uma noite de sono por causa disso. Os dois são amigos. E travaram em 2002 um combate civilizado. Ninguém atribuirá a Lula uma eventual derrota de Dilma – somente a ela, à sua falta de carisma, à sua inexperiência e, é claro, à traição inevitável de parte do PMDB que apoiará Serra. Mas Lula quer ganhar pela terceira vez consecutiva. E a assessores próximos já admitiu mais de uma vez: se licenciará do cargo no segundo semestre de 2010 para se dedicar exclusivamente à campanha de Dilma. Ainda não disseram a Lula que carece de base jurídica a idéia do licenciamento. Um presidente pode se afastar do cargo por várias razões, não por essa. De todo modo, Lula estará liberado para mergulhar de cabeça na campanha de Dilma, podendo participar de comícios e pedir votos no horário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Recomenda-se cautela para escapar à acusação do uso da máquina pública. A idéia do licenciamento deve ser tomada apenas como um sinal a mais da fé de Lula nas chances de Dilma se eleger. São favoráveis as condições para que Dilma se consolide como candidata a presidente. Falta nome dentro do PT capaz de rivalizar com o dela. Crise à parte, há uma série de obras do Programa de Aceleração do Crescimento a ser inaugurada, autorizada ou anunciada nos próximos meses. Cada uma dessas ocasiões servirá para que Lula alardeie as qualidades de Dilma como mãe e gerente do programa.

Antes, Dilma funcionava como a principal executiva do governo. De uns tempos para cá, Lula abriu espaço e passou a governar em parceria com ela. Na semana passada, convencida de que o PMDB não abrirá mão da presidência do Senado, Dilma telefonou para um colega de governo e defendeu a idéia da entrega de mais um ministério ao PT. É preciso compensar o partido que lançou Tião Viana (AC) para substituir Garibaldi Alves (PMDB-RN) como presidente do Senado. E é preciso compensar o próprio Viana. José Sarney (AP) prometera a Lula não disputar a vaga de Garibaldi. O PMDB forçou-o a recuar da promessa. Lula confia em Sarney e não quer briga com o PMDB. De resto, precisa de ambos para governar e emplacar Dilma. No momento, Lula atua para que os partidos aliados do governo disponham de um único candidato a presidente. A eleição seria decidida então no primeiro turno entre Dilma e Serra, pois Heloísa Helena, provável candidata do PSOL, não teria votos suficientes para levar a eleição para o segundo turno. Só que tem um “porém” a ser levado em conta: e se Dilma não subir tanto nas pesquisas de intenção de voto a ponto de se credenciar a derrotar Serra no primeiro turno? Cadê Ciro Gomes (PSB-CE)? Talvez seja o caso de dispor dele para forçar o segundo turno entre Dilma e Serra. Há quem tema o risco de Ciro ter mais votos do que Dilma. Improvável. A maioria dos votos de Ciro está no Nordeste. E ali quem manda é Lula.

PS: quanto vem ganhando o tucano RICARDO NOBLAT para tentar destruir a candidatura de Dilma Rousseff? Quam financia RICARDO NOBLAT para ser tão generoso com José Serra? A Mídia Golpista não aceita a derrota nas urnas, sempre vive sabotando o presidente Lula.

domingo, 28 de dezembro de 2008

De orelha a orelha

Dilma Rousseff é notícia na blogosfera - Tutty Vasques:
Dia 27 de dezembro/2008: Amigos de Dilma Roussef perceberam ontem um brilho diferente no sorriso da ministra. Ficaram na dúvida se a mudança de expressão é conseqüência da recente operação plástica ou dessa conversa que rola por aí sobre a possibilidade do Gilmar Mendes sair candidato a vice-presidente na chapa de José Serra.

É ilário, GILMAR MENDES SOLTA BANDIDO na chapa de um Tucano Corrupto e Incompetente. Deus nos livre de uma suposta eleição do Vampiro José Serra. O Brasil será entregue a UMA QUADRILHA DE LADRÕES. Enquanto o Governo Lula criou mais de 11 milhões, na Era do Tucano Fernando Henrique Cardoso, durante 8 anos só foram gerado 700 mil empregos e foi colocado na rua mais de 400 mil servidores federais.

Lula discute remanejamento de verbas do PAC

Orçamento de 2009 também é tratado no encontro com ministro do Planejamento 26/12/2008 - 13:21 - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, se reuniu por mais de uma hora nesta sexta-feira (26) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir o remanejamento de verbas previstas para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na ocasião, ambos também trataram do Orçamento de 2009, que sofreu corte de R$ 11,8 bilhões, conforme o texto aprovado no último dia 18 pelo Congresso Nacional. O governo pretende realocar recursos de obras que estão paradas ou em ritmo lento para construções que estão aceleradas e já esgotaram suas verbas. A idéia é agilizar a conclusão de algumas obras do PAC, que sofreu corte orçamentário de R$ 4,8 bilhões para 2009. O remanejamento de verbas ocorre tradicionalmente no final de ano,... [ler mais]
A influência de 2009 na sucessão de 2010
As eleições esquentam mesmo no ano em que acontecem. Antes disso, são assunto mais da política e do jornalismo do que da população como um todo. Não deverá ser muito diferente em relação à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acontecerá daqui a um ano e dez meses, em outubro de 2010. Feita a ressalva óbvia, vale dizer que 2009 será um ano bem importante para a definição do cenário sucessório. Haverá movimentos importantes que deverão necessariamente ser dados pelos postulantes à cadeira de Lula. No cenário tido como mais provável, espera-se uma eleição polarizada entre os candidatos do PSDB e do PT. Hoje, os favoritos para essas duas vagas são, respectivamente, o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Serra é o líder nas pesquisas sobre a sucessão. Dilma ganhou força... [ler mais]

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dilma, um nome que desponta para a sucessão de Lula

José Dirceu: Nesta virada de 2008 para 2009, continuamos a viver situação registrada há meses, na qual o presidente Lula tem permitido que a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma roussef, seja apresentada ao país como a sua candidata em 2010 ao Palácio do Planalto. Claro, o presidente e todos nós temos a exata noção de que a candidatura ao Palácio do Planalto em 2010 depende, em primeiro lugar, do PT e, mais do que isso, dos partidos historicamente aliados à nossa legenda, o PSB, o PC do B e o PDT, além de ser necessário levarmos em conta a força política, parlamentar e eleitoral, principalmente do PMDB.
Temos, inevitavelmente, que levar em consideração, ainda três partidos que têm apoiado os governos Lula: o PRB (ex-PL), aliado desde a primeira hora em 2002, e que por duas vezes indicou o companheiro de chapa de Lula, o vice-presidente José Alencar; e o PTB e o PP, aliados em nível nacional, ainda que o PP seja um aliado mais do PSDB e do DEM nos Estados e municípios. A ministra Dilma Roussef tem história, experiência política, de governo, conhecimentos, enfim, tudo para ocupar o cargo de presidente da República, e sua candidatura pode ser construída no PT e na base aliada. Dilma foi a única novidade da mais recente pesquisa Datafolha - acho que a última do ano - sobre a sucessão presidencial de 2010: sua pré-candidatura ao Planalto pelo PT deu um salto de 3% para 8%, enquanto os percentuais dos demais pré-candidatos se mantiveram dentro do previsível.
A mesma pesquisa comprova que, ao contrário de todos os outros candidatos, a ministra ainda não é conhecida do eleitorado, sequer dos que votam no PT, legenda detentora de quase 20% da totalidade de votos do país. Ela tem, assim, um longo caminho a percorrer, mas já deve começar a se igualar com outros dois pré-candidatos, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e a ex-presidenciável Heloisa Helena (PSOL), nas primeiras pesquisas do novo ano. Como a eleição é em dois turnos, o desafio é ir para a segunda rodada e vencer. Nesse início de 2009 ainda estarão faltando dois anos para as próximas eleições quase gerais no país - presidente e vice-presidente da República, governador e vice, dois terços do Senado e deputados estaduais e federais. Mesmo assim, é preciso que o PT e suas bancadas assumam a sucessão presidencial e as eleições de 2010, sem deixar de priorizar as tarefas do momento, seja na construção partidária, seja na (construção) dos governos municipais que vão assumir, seja no enfrentamento da crise que apenas começou.DANIELA NÓBREGA - não disse a profissão. Acho que Dilma Rousseff vai dar prosseguimento as realizações do Governo Lula, projetos que transformaram a realidade do país. Gostaria mesmo do presidente Lula continuar.
GENTIL SOARES DE SOUZA - Empresário. Voto no candidato que o presidente mandar, sou lulista, não quero saber quem é DILMA, quero que ela seja fiel ao presidente Lula. (Gentil não autorizou a publicação da foto).FRANCISCO DANIEL ARAÚJO DE SOUSA - Estudante Universitário. Para mim a Dilma Rousseff é a candidata do Partido dos Trabalhadores ideal. Ciro Gomes é um grande falastrão.
MACÁRIO DE MOURA - Empresário. Vai depender da conjuntura política até as eleições de 2010. Se for a Ministra Dilma, voto sem nenhuma restrição. A política social e as relações internacionais do presidente Lula são pontos fortes. A maneira das relações do Governo do Brasil com os países rebeldes, como a Venezuela e a Bolívia mostra a responsabilidade do Governo Lula com o exterior. Dou uma nota 7 para o presidente Lula. (Macário não autorizou a publicação da foto).

O AMIGO DA DILMA TEM VOZ:
Anônimo disse... DEFINITIVAMENTE estou engajado nesta luta. Lula detonou as chances da oposição decadente com o Prouni, o Bolsa-Família e a geração de empregos. Com certeza Dilma irá ao 2º turno e herdará votos da vereadora Heloísa Helena. Voces, donos do blog, devem ser ativos durante a campanha em 2010, e com certeza comemorarão nas ruas não só a vitória de Dilma Rousseff mas de outros Governadores do PT. Enquanto a oposição elitista e minoritária leitora da Veja será mais uma vez derrotada e só lhes restará destilar seu ódio junto a Reinaldo de Azevedo. DEFINITIVAMENTE não podemos voltar aos tempos de FHC em que houve privatizações que causavam a erosão de nossa riquza, sucateou as universidades federais e fez explodir o desemprego. As melhoras atuais são visíveis e não podemos retroceder.

O BLOG DA DILMA FOI AS RUAS

FRANCISCA ADELIETE VIANA - Farmacêutica Bioquímica - Farmácia CURA ATIVA - Rua Padre Cícero - Parque Araxá - Fortaleza/CE - Por que votar da DILMA? Pelo seu trabalho na Casa Civil do Governo do Presidente Lula e saber que ela vai dar continuidade ao seu trabalho. Acho Dilma uma guerreira, que passou pela Ditadura Militar de 1964 e não demonstra nenhum rancor do passado.LEONARDO FREITAS VASCONCELOS - Empresário - KALANGONET - Rua Tiradentes, 559 - Fortaleza/CE - Se a ministra Dilma Roussseff for indicada pelo presidente Lula, votarei. Não conheço muito bem a Dilma. Vou me informar melhor, suas propostas, seus ideais e sua capacidade de governar o Brasil.

Para Dilma eleições 2010: "não é convite para dançar"

PRAVDA: A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse, em entrevista à revista IstoÉ Dinheiro, que concorrer à presidência da República em 2010 é uma possibilidade, mas ainda não está em pauta. Segundo a ministra, disputar as eleições não é "um convite para dançar". Na entrevista, a ministra falou como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pode resistir à crise financeira internacional. Dilma garantiu que os bancos estão capitalizados e que o Brasil tem vantagem em relação aos outros países por possuir uma estrutura pública de bancos. Para Dilma, o Brasil tem como tirar vantagem da crise, mantendo competitividade das exportações e apostando no mercado interno. "Não discutimos se a crise vai nos afetar, porque no mundo globalizado é óbvio que ela chega até nós. A discussão é se seremos impotentes diante dela. E eu digo que nós temos bala na agulha para responder", afirmou a ministra, escreve o portal Terra.

Destaques das revistas da semana – 27dez

REVISTA VEJA:
A ministra com costas quentes - Ela começou o ano como a "mãe do PAC" e terminou como a escolhida de Lula. Sim, Dilma Rousseff é a candidata do presidente à sua sucessão, como finalmente admitiu o próprio, em novembro. Mas 2008 não trouxe apenas boas notícias para a ministra-chefe da Casa Civil. Em março, ela esteve às voltas com um escândalo que ameaçou respingar nas suas costas – já naquele tempo quentes, mas não tanto. Pouco depois de vir à tona a denúncia de que ministros do governo estavam usando cartões corporativos com finalidades indevidamente recreativas, um grupo de assessores da Casa Civil, supostamente a título de revanche, foi encarregado de escarafunchar os arquivos do Palácio do Planalto. Aparentemente, a idéia era encontrar gastos igualmente pouco republicanos do ex-primeiro casal Fernando Henrique Cardoso e, assim, constranger a oposição. Sendo a Casa Civil o domínio da ministra e estando sua principal assessora diretamente envolvida no imbróglio, era de esperar que sobrasse para ela. Tudo se resolveu milagrosamente, porém, quando uma sindicância interna – da Casa Civil – concluiu que o dossiê não era dossiê e, sim, um "banco de dados", embora ninguém tenha entendido que diferença isso faz. No mês em que o escândalo do dossiê – quer dizer, do banco de dados – estourou, um levantamento do Datafolha apontou que Dilma tinha míseros 4% de intenção de votos. No início de dezembro, uma nova pesquisa feita pelo mesmo instituto mostrou um crescimento de 8 pontos em torno do seu nome. O PAC pode ter terminado o ano cambaleante. Mas Dilma Rousseff, essa sim, acelerou e cresceu, no melhor cenário.

REVISTA Istoé
O poderoso Lula - Lula figura em 18º lugar na lista das 50 personalidades mais poderosas do mundo feita pela revista americana Newsweek. Ficou na frente de Bill Gates (fundador da Microso ), de Oprah Winfrey (a mais famosa apresentadora de tevê dos EUA) e de Rupert Murdoch (magnata das comunicações). Lula é elogiado por ter colocado o Brasil entre as "economias emergentes mais saudáveis do mundo". No topo da lista está Barack Obama.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A ERA DOS MEGAPROJETOS

ISTOÉ DINHEIRO: O Brasil está colocando em marcha o maior pacote de obras públicas da sua história. Isso pode garantir a continuidade do crescimento em 2009 e também deverá abrir fronteiras de desenvolvimento em todas as regiões do País.
DE TEMPOS EM TEMPOS, O Brasil é governado como um imenso canteiro de obras e a idéia de progresso passa a girar em torno de um objetivo: a modernização da infra-estrutura. Foi assim, em 1926, quando Washington Luís chegou ao poder com o mantra "governar é abrir estradas" e deu início à implantação da malha rodoviária nacional. Três décadas depois, Juscelino Kubitschek resumiu seu Plano de Metas no binômio "energia e transportes" e plantou as bases da industrialização, com a construção de grandes hidrelétricas, como Furnas. Durante a ditadura militar, os símbolos de progresso eram obras do porte de Itaipu, que projetavam a idéia de Brasil Potência. Hoje, o País vive de novo um desses momentos. Com o maior pacote de obras da história - o Programa de Aceleração do Crescimento prevê gastos de R$ 636 bilhões até 2010 -, os próximos anos poderão ficar marcados como a era de ouro da engenharia. A diferença é que, ao contrário do passado, o País pode implantar projetos de grande vulto, em várias regiões, sem causar estragos nas contas públicas - e, portanto, sem risco de gerar inflação. "Temos gordura para queimar e vamos adotar uma agressiva política anticíclica para enfrentar a crise", garante o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Concebido para tempos normais, o PAC está atingindo sua velocidade de cruzeiro no momento ideal. Com o mundo vivendo uma das maiores catástrofes financeiras desde o crash de 1929, o melhor remédio contra a crise é a política fiscal expansionista. Nos Estados Unidos, o presidente eleito Barack Obama divulgou um pacote de US$ 775 bilhões, que seria o maior programa de obras públicas dos últimos 50 anos. O que se pretende é salvar a economia com um novo New Deal - nos anos 30, Franklin Roosevelt tirou os Estados Unidos da recessão com grandes obras rodoviárias e ferroviárias. Hoje, assim como no passado, estão sendo resgatadas as idéias do economista inglês John Maynard Keynes, que pregava aumento do gasto público no momento em que o consumo privado se retraía. Eis aí a essência de uma política econômica anticíclica. A diferença, também favorável ao Brasil na comparação com outros países, é que, aqui, os projetos não serão pontes "do nada ao lugar nenhum", mas sim obras que estarão desbravando fronteiras de desenvolvimento. "No Brasil, infra-estrutura ainda é um setor com alta taxa de retorno", diz o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que pretende liberar mais de R$ 100 bilhões em 2009.

Para preparar esta edição focada nos megaprojetos nacionais, DINHEIRO visitou, in loco, várias obras, onde o efeito multiplicador salta aos olhos. Em Rondônia, as usinas do Madeira não só estão permitindo um novo aproveitamento das águas da Amazônia como também gerando progresso para a população local. Tocantins, favorecido pela ferrovia Norte- Sul, já é também uma promissora fronteira agrícola. Suape, em Pernambuco, está se transformando num dos principais corredores logísticos do País. E mesmo no Estado mais rico do País, São Paulo, o Rodoanel deverá gerar enormes ganhos de produtividade para a indústria exportadora. Outro aspecto crucial é que as obras estão empregando dezenas de milhares de pessoas. A renda gerada nesse imenso canteiro de obras que é hoje o Brasil será fundamental para garantir a continuidade do crescimento em 2009. Confira, nas próximas páginas, como elas já estão mudando a vida do País.

"E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel." Mateus 2.6

Enquanto os crentes, os teólogos nas redondezas de Belém e em Jerusalém ficavam discutindo as Escrituras, os sábios do Oriente, que eram gentios possuidores de uma fé singela e pura, foram abençoados pelo maravilhoso cumprimento dessas mesmas Escrituras. Hoje em dia não é diferente: enquanto os cristãos brigam entre si, e os teólogos publicam suas disputas, um pequeno grupo dentro da grande cristandade crê na profecia bíblica já cumprida e crê na Palavra de Deus que está se cumprindo em nossos dias, e assim recebe a bênção de Deus que é sem medida. Esses cristãos, por não crerem apenas na Palavra, mas também em seu cumprimento nos dias de hoje, também recebem a luz que vem de Deus. E é dessas pessoas que o Senhor Jesus diz: "Vós sois a luz do mundo". Que grande tarefa! Por isso, firme-se na Palavra profética, que se cumpre hoje diante dos olhos de todos. Verdadeiramente podemos dizer: "Vimos a sua estrela!" O Rei está a caminho, Ele vem! A festa do Natal é a festa da esperança viva. Aquele que veio uma vez, brevemente voltará! Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo).

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dilma tem 'simpatia' do PT para ser a candidata a sucessão, diz Berzoini

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou nesta quarta-feira (24) que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está bem cotada dentro do partido para ser o nome escolhido para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. Segundo ele, Dilma tem um “apreço muito grande” dentro do partido. “Já começamos a discutir (a sucessão). A Dilma foi convidada para vários eventos partidários, porque nós temos um apreço muito grande por ela e achamos sim que ela pode ser a candidata do PT. Existe hoje um sentimento de muita simpatia pela Dilma e evidentemente aguardamos também a possibilidade de outras pessoas se apresentarem”, afirmou Berzoini, após encontro que teve com Lula nesta quarta, no Palácio da Alvorada.
Fevereiro de 2010 - Segundo o presidente do PT, o partido já definiu que as candidaturas para as eleições presidenciais terão prazo até fevereiro de 2010 para serem definidas. Ele também garantiu que o presidente Lula terá participação importante na escolha do nome da legenda para a sucessão. “Sinto um clima de muita tranqüilidade, de que nós devemos ter um ambiente bom na relação com o presidente e que a palavra do presidente terá um peso muito grande. A democracia do PT está sempre assegurada. Mas a palavra do presidente para nós é algo imprescindível para conduzir bem o processo da sucessão”, afirmou o presidente do PT. Ele disse que se encontrou com Lula apenas para “desejar feliz Natal”. G1.

NO BLOG OFICIAL DILMA PRESIDENTE você não perde nenhuma notícia, se ligue no blog DILMA PRESIDENTE:
'Tenho certeza de que vou fazer a minha sucessão', diz Lula
Em férias, Dilma teria feito cirurgia plástica no rosto
Depois de um ano em que esteve sob os olhares atentos de aliados e de adversários políticos - como coordenadora do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e favorita para disputar a Presidência da República pelo PT, em 2010.
Base aliada no Congresso emplaca obras no PAC
Às vésperas do Natal, integrantes da base aliada do governo conseguiram emplacar obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Uma das contempladas foi a deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), mulher do líder peemedebista no...
Eleições 2010: 'não é convite para dançar', diz Dilma
São Paulo - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse, em entrevista à revista IstoÉ Dinheiro, que concorrer à presidência da República em 2010 é uma possibilidade, mas ainda não está em pauta. Segundo a ministra,...
Governo Federal vai liberar R$ 50 milhões para conclusão da BR-226
O governo federal vai liberar mais R$ 50 milhões para a conclusão das obras de implantação da BR-226, entre Currais Novos e a divisa com o Ceará, cortando diversos municípios potiguares. A notícia foi dada por telefone pela...

LULA abre o jogo em entrevista exclusiva para a Record News

O RECORD DE LULA


Nosso repúdio ao jornalismo fascista do ESTADÃO. É nojento a maneira partidária do ESTADÃO tentando desqualificar uma possível candidatura da Ministra Dilma Rousseff pelo Partido dos Trabalhadores. Tendencioso! A redação do ESTADÃO se tornou um comitê do tucano José Serra. Eles reclamam do blog DILMA 13 PRESIDENTE que vem defendendo a canditadura DILMA, mais eles podem utilizar um meio de comunicação para fazer propaganda para JOSÉ SERRA! Leia abaixo matéria do jornalista papangu Luiz Weis:

Conto-do-vigário na sucessão
sucessão de 2010 começou cedo e começou mal. Cedo porque o horizonte de incerteza econômica levou o presidente Lula a pôr desde logo na avenida o bloco da candidatura Dilma Rousseff. Já não bastasse o fato de a ministra continuar desconhecida para quase a metade dos brasileiros, apesar da profusão de holofotes voltados para a sua figura, Lula não iria correr o risco de descortinar a sua campanha quando (ou se) o desemprego tiver se instalado nas manchetes - do primeiro trimestre de 2009 em diante, ao que se calcula. Se não se instalar, sinal de que o temido contágio do colapso financeiro internacional se limitou a uma "gripe pequenininha", como prevê a ministra, tanto melhor para a operação Dilma-10: ela terá ganho tempo extra para corrigir os eventuais erros de implantação de um nome sem passagem prévia pelas urnas. O público, porém, tem mais com que se preocupar que com uma eleição a 22 meses de distância. E só lhe resta torcer para que a imersão do presidente na montagem do suporte político da candidata não embace sua concentração na crise.

Agora, a sucessão começou mal porque o PT armou um conto-do-vigário, querendo atar a eleição a uma cruzada contra o neoliberalismo. A deixa partiu do secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, numa reunião de dirigentes partidários. "A crise tem pai e mãe", proclamou. "Ela é uma crise do modelo neoliberal, daqueles que no Brasil defenderam as idéias de desregulamentação do Estado, ou seja, o PSDB e o DEM. E esse debate o PT vai fazer. Os neoliberais perderam." Seguiu-se, dias depois, a própria Dilma. "Nossa visão de Estado não é neoliberal. Somos governo com responsabilidade fiscal, mas também social", discursou ela para uma platéia de prefeitos petistas. "A diferença (em relação ao passado) é radical", emendou. É inconcebível que ela não saiba, antes de tudo, que o governo Fernando Henrique foi privatista, mas não neoliberal. Se fosse, o sistema financeiro nacional estaria tão desregulamentado como o dos EUA e, como este, em frangalhos. Além disso, no atual governo, desde a hora zero, a ex-ministra de Minas e Energia não precisa que ninguém lhe ensine que Lula encampou a política econômica do antecessor, embora a desancasse como "herança maldita". Não só a encampou, mas soube tocá-la com uma competência que seus adversários, não fosse a baixaria da política, poderiam fazer a fineza de admitir, em nome da verdade. A mesma competência, por sinal, com que levou adiante o Bolsa-Família.

Este descende em linha direta dos vários programas de transferência de renda iniciados no segundo mandato de FHC, especialmente o Bolsa-Escola - cujos ancestrais, por sua vez, foram uma administração tucana (a do prefeito de Campinas já falecido José Roberto Magalhães Teixeira) e outra, petista (a do governador do Distrito Federal Cristovam Buarque). O petismo fabrica uma diferença - "radical", ainda por cima - em relação ao PSDB para esconder as semelhanças recíprocas, para o bem e para o mal, que não tem como admitir de cara limpa. Até o primeiro caso documentado de mensalão é obra tucana (na campanha do atual senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998). Por último, falar em neoliberalismo no Brasil numa hora destas é de um anacronismo atroz. Qualquer que tenha sido seu apelo na década passada, hoje deve ter tantos adeptos quanto os da restauração da monarquia. E o provável adversário de Dilma, o ex-ministro e governador paulista José Serra, nunca deu nem sequer uma piscadela para a ideologia do absolutismo do mercado.

Está na cara a intenção de escamotear a inconveniente verdade da convergência de posições entre o PT - pelo menos o PT da Carta aos Brasileiros, de 2002 em diante - e o PSDB, no que toca aos problemas de fundo do País. O próprio Fernando Henrique, que também diz uma coisa para fora e outra para dentro, já deixou escapar que a disputa entre as duas legendas é puramente política. Trata-se, pois, de uma disputa pelo poder, velha como as montanhas, entre confederações rivais de interesses cristalizados que compõem os respectivos partidos ou se exprimem por seu intermédio. Essa convergência básica não é uma jabuticaba - dá em qualquer democracia estável. Nelas, o tempo destila na sociedade e nos principais partidos um consenso sobre o núcleo essencial das políticas de Estado. As divergências não se evaporam; ao contrário, tendem a se intensificar - mas na periferia das grandes questões em jogo. Nos EUA, por exemplo, o consenso em torno do New Deal de Roosevelt durou cinco décadas, dos anos 1930 até a contra-revolução conservadora inaugurada com a eleição de Ronald Reagan. Na Grã-Bretanha, o consenso em favor do Welfare State, a partir do primeiro governo trabalhista do pós-guerra, só se desfez com o advento do thatcherismo, em 1979.

Quando Dilma e Serra (ou, vá lá, Aécio Neves) enfim disserem a que vêm, ver-se-á que, removida a retórica, ambos estarão propondo, ao fim e ao cabo, o mesmo - desenvolvimento com justiça social, a ideologia brasileira por excelência desde a Revolução de 1930 (à parte as discordâncias posteriores sobre o papel do Estado como produtor de bens e provedor direto de serviços). O resto - embora não seja pouco nem descartável - é questão de métodos. Métodos de construir maiorias parlamentares, métodos de ocupar e conduzir o Estado, métodos de conquistar popularidade, métodos de fazer política externa. Sem Lula a ofuscar as coisas com a sua exacerbada oralidade e seu inigualável carisma, isso ficará patente no próximo período de governo, com Dilma ou Serra. Quantas vezes, enfim, será preciso repetir que, para os historiadores do futuro, a continuidade dará a marca do ciclo iniciado com a eleição de FHC e só terminará no dia ainda distante em que o Planalto não hospedar nem petistas nem tucanos? Fonte: Estadão.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

PEQUENA BIOGRAFIA DE DILMA ROUSSEFF DO PT

Dilma assumiu o ministério da Casa Civil em junho de 2005. Substituiu José Dirceu, então homem-forte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste ano(2005), coube a Dilma a tarefa de comandar o principal programa do segundo mandato de Lula, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Com fama de ter um estilo "trator", Dilma chegou a travar disputa com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) pela concessão das hidrelétricas do rio Madeira. Hoje, ela aponta outros entraves para o PAC. Por exemplo, a "judicialização dos conflitos", que, afirma, atrasa a realização dos projetos. Economista, mestre em teoria econômica pela Unicamp e doutoranda em economia monetária e financeira pela mesma universidade, Dilma foi ministra das Minas e Energia entre 2003 e junho de 2005. Antes, coordenou a equipe de infra-estrutura do governo de transição instituído por Lula. Foi ainda secretária da Fazenda de Porto Alegre (1986-1988), presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (1991-1993) e secretária de Energia, Minas e Comunicações daquele Estado (1993-1994 e 1999-2002). Durante o regime militar, Dilma participou de organizações de esquerda adeptas da luta armada. Foi presa e só recuperou seus direitos políticos com a Lei de Anistia, de 1979.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Dilma Vana Rousseff é Economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre em Teoria Econômica pela UNICAMP e Doutoranda em Economia Monetária e Financeira pela Unicamp. Foi Ministra das Minas e Energia (2003-jun.2005), Secretária da Fazenda de Porto Alegre (1986-1988), Presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (1991-1993) e Secretária de Estado de Energia, Minas e Comunicações do RS (1993-1994 e 1999-2002). Em 2002, coordenou a equipe de Infra-Estrutura do Governo de Transição instituído pelo Presidente Lula.

Caça a Dilma Rousseff

José de Souza Castro, do Tamos com Raiva

Começou para valer a sucessão do presidente Lula e a temporada de caça à ministra Dilma Rousseff, possível candidata petista à presidência da República em 2010, se até lá ela conseguir sobreviver. O primeiro ataque, desfechado por Veja – alguma surpresa? – teve suíte com um "furo" da Folha de S. Paulo no dia 28 de março e nova suíte da Veja neste fim de semana, dando início ao mesmo processo que acabou tirando do governo dois importantes ministros: José Dirceu e Antônio Palocci. No mesmo dia 28, Kennedy Alencar, colunista da Folha Online, tratou de pôr mais água no moinho do "Dilmagate", como batizou a Folha o episódio. Diz ele que "a semelhança com o caseirogate é evidente. O poderoso Antonio Palocci Filho caiu do Ministério da Fazenda em março de 2006 porque houve o vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Palocci nega até hoje participação no vazamento".

Tem gente que vê cada semelhança! No
Observatório da Imprensa, o jornalista Luciano Martins Costa raciocina, em artigo divulgado naquele mesmo dia sobre o auê da Folha: "Mas aquilo que mais interessa ao leitor não está dito: a lista com alguns itens de gastos pode ser chamada de ’dossiê’? E qual é a verdadeira dimensão do acontecimento, se o propósito da CPI, afinal, é quebrar o sigilo sobre todas as despesas pessoais tanto deste governo como do governo anterior?". Luciano acena com a possibilidade de tudo aquilo não passar de uma tempestade em copo d’água. Aliás, foi essa minha opinião, no espaço de comentários daquele artigo: "Não há dúvida, é uma tempestade em copo d’água que logo estará esquecida. A ministra da Casa Civil teria que demitir a secretária-executiva se esta não tivesse tomado aquela iniciativa de levantar os gastos de cartões do governo anterior, se prevenindo para o que surgisse na CPI. Qualquer assessor político com um mínimo de competência teria feito isso, se adiantando aos fatos. É uma coisa tão corriqueira, que ela nem precisaria ter avisado à ministra sobre o que estava fazendo".

Vamos aguardar pelos próximos episódios. Eles virão, não tenham dúvidas. Haverá requentamentos de matérias, outras serão inventadas e detalhes criados dando origem às mais estapafúrdias interpretações. Dilma Rousseff tem uma biografia interessante, ainda pouco explorada e propícia a muitas divagações da imprensa e dos marqueteiros. Mas não custa lembrar o que escreveu a Veja, em janeiro de 2003, quando Dilma Rousseff era ministra das Minas e Energia e José Dirceu o ministro da Casa Civil. Título: "O cérebro do roubo ao cofre – Com passado pouco conhecido, a ministra envolveu-se em ações espetaculares da guerrilha". A reportagem assinada por Alexandre Oltramari diz que o governo Lula tem dois ex-guerrilheiros com posto de ministro de Estado. O texto é ilustrado com duas fotos do tempo em que ela foi presa, com a seguinte legenda: "A ficha nos arquivos militares de Dilma Rousseff, hoje ministra das Minas e Energia: só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armamentos em unidades do Exército no Rio de Janeiro".

Não vou alongar, porque a reportagem está disponível no Google e a queda de José Dirceu é bem conhecida. E porque teremos nos próximos dois anos uma série de novas versões a respeito, se a pré-candidata sobreviver até lá. E ela é dura na queda, pois sobrevive ao conhecido processo de autofagia da esquerda brasileira com notável desempenho. De qualquer forma, não se surpreendam se, numa dessas reportagens, como fez a Veja recentemente com um guerrilheiro cubano famoso, lerem que Dilma fedia ao ser presa. Sem dúvida, ao ser torturada nos porões da polícia política, ela e nem ninguém cheirava bem. O que importa é que Dilma Rousseff não se envergonha de seu passado, ao contrário de muita gente na idade dela, e até já procurou reparações. Em dezembro de 2006, a Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro aprovou seu pedido de concessão de reparação moral. Reproduzo aqui trechos de artigo de Jorge Serrão no blog Alerta Total, de 20 de dezembro de 2006:

Dilma faz parte do folclore da luta armada. A guerrilheira organização marxista VAR-Palmares – e que já foi brizolista no passado – teria participado do assalto à casa de uma amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Do cofre da residência, foram roubados US$ 2 milhões e 400 mil dólares. Dilma alega que ajudou no planejamento. Mas a guerrilheira aposentada garante não participou da ação. Por coincidência, sua reparação saiu no dia 14 de dezembro, data de seu aniversário de 59 anos. Dilma, que é autora do livro "Mulheres que foram à luta armada" (1998) foi beneficiada pelo depoimento de uma companheira de guerrilha. Vânia Amoretty Abrantes relatou que foi transferida com ela, no mesmo camburão, de uma prisão em São Paulo para o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), sediado no quartel da Polícia Especial do Exército, na Rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro. Apenas por coincidência, Vânia Amoretty é diretora do Grupo Tortura Nunca Mais. Em nome da ONG, Vânia acompanha os trabalhos da Comissão Especial de Reparação.

Ano passado, Dilma fez lobby e recebeu a medalha do Mérito da Ordem Militar – o que irritou oficiais da ativa e da reserva das Forças Armadas contra as quais a guerrilheira Estela (seu principal codinome) lutou nos tempos da guerrilha urbana. Agora, essa "reparação moral" à Dilma vai gerar novas polêmicas. Até porque Dilma será a mulher forte do novo governo Lula. Atual presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma será a responsável por tocar os projetos bilionários de desenvolvimento que irão destravar o País", prometidos pelo presidente reeleito. Até agora, a direita e a linha dura das Forças Armadas não têm criado grandes problemas à ex-guerrilheira. Como pré-candidata, talvez a coisa mude. Sobretudo, se tiver como concorrente José Serra, um ex-presidente da UNE, e que sabe jogar um jogo político da pesada. Vai ser interessante acompanhar esse jogo bruto da política brasileira, mesmo sabendo que vamos nos irritar profundamente em muitos momentos da partida. Muito mais interessante será se, com Dilma Rousseff, tivermos pela primeira vez uma mulher na presidência da República.