terça-feira, 16 de março de 2010
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ORGULHO DE SER PETISTA
Vale a pena ler na íntegra
O SR. EMILIANO JOSÉ (PT-BA. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, do caldeirão fumegante do Partido da Imprensa Golpista pode sair de tudo, menos qualquer receita que seja de defesa do povo brasileiro. Novamente, mais uma vez, o PIG sai a campo com todo furor para atacar o PT e o governo Lula e a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff. O PIG não descansa. Sua luta contra o governo Lula, contra o presidente Lula, contra o PT, contra as forças democráticas, é incansável. Isso ninguém pode negar.
O PIG se dedica à luta contra quaisquer governos progressistas porque sempre foi a favor de privilégios, nunca gostou dos desvalidos, não aceita políticas públicas que beneficiem os mais pobres. E por isso não aceita o governo Lula, não aceita o presidente operário, não aceitou Vargas, não aceitou Goulart. Com propriedade, essa imprensa hegemônica, sustentada em algumas famílias, é chamada de Partido da Imprensa Golpista, porque sempre se perfila ao lado do golpe e contra as instituições democráticas, fingindo-se de defensora das liberdades em geral e da liberdade de imprensa em geral.
Quando falei em caldeirão fumegante, não o fiz apenas como exercício retórico. Faço-o pela simples razão de que o Partido da Imprensa Golpista tem trabalhado bastante na cozinha, como falamos quando nos referimos à retaguarda do jornalismo, e o pior é que, na cozinha, só trabalha ultimamente com temas requentados. E isso não lhe importa. O escândalo que ela quer construir, quando quer construir, não precisa ter o chamado fato novo, aspecto essencial do jornalismo quando levado a sério. Retira-se um fato de anos anteriores, coloca-se um título chamativo, e cá estamos nós com um novo escândalo, mesmo que tudo já tenha sido noticiado anteriormente, mesmo que não exista nada comprovado.
A revista Veja, hoje um arsenal ideológico de extrema-direita, articulado com os setores de imprensa mais reacionários do Continente, foi buscar os ingredientes de um assunto antigo, teve a solidariedade de um promotor que assaca permanentemente contra o PT, colocou tudo no caldeirão fumegante, e o título dá conta do resto. Bastou que o ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários, João Vaccari Neto assumisse a tesouraria do PT para que a cozinha da Veja entrasse em ação. O mesmo promotor, José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, figura já conhecida por sua posição política, já havia feito a denúncia em 2006, a requenta agora, e a mídia e a oposição se encarregam do resto.
Essa investida de agora foi tão escandalosa, tão obscena, tão sob encomenda, que o juiz que recebeu a denúncia do Sr. José Carlos Blat desnudou-a, evidenciando os seus vícios e denunciando o seu evidente partidarismo.
O juiz Carlos Eduardo Lora Franco não aceitou o bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), nem a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente da cooperativa e atual secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto. Não pode haver manipulação política, não deve haver manipulação da opinião pública e não devem ocorrer acusações sem provas, como de alguma forma foi ditopelo juiz, tudo que aparece na denúncia superpartidarizada do promotor Blat, uzeiro e vezeiro nessas práticas, personagem por demais conhecido.
Tudo sob medida, uma velha receita, perseguida desde sempre, com destaque para os últimos anos. O PIG tentou de todo jeito evitar a vitória de Lula em 2002. Não conseguiu. Tentou de todo modo impedir a vitória de Lula em 2006. Não conseguiu. O PIG espera sempre o suicídio, a renúncia ou a derrota de suas vítimas. É só olhar a história. Não houve isso com Lula. Muito ao contrário. Houve luta e afirmação da vida democrática, luta que contou com a participação decisiva do povo brasileiro.
No ano que passou, o PIG recorreu diversas vezes ao caldeirão fumegante de sua cozinha de requentamento. E tome-lhe Petrobras, e tome-lhe Lina Vieira, e tome-lhe Sarney, e tome-lhe derrotas. Nada tinha consistência. Eram pastéis de vento. Tudo caiu no vazio.
A oposição, a cada iniciativa do PIG, ia atrás, obedientemente, e perdia. Às vezes, conseguia os seus 15 minutos de fama, devidamente preparados pela própria mídia. Andy Warhol revisitado. E depois, bem, depois, tudo se mostrava sem base jornalística. Tudo que é falso desmancha no ar, poderíamos parafrasear Marshall Berman. Se o que é sólido desmancha no ar, imagine o que é falso.
O requentamento da mídia, sua fábrica incessante de escândalos sem qualquer base, continua a desmanchar-se no ar. Sua tentativa permanente de construir uma opinião pública contra Lula tem fracassado rotundamente. A opinião pública no Brasil vem ganhando autonomia, a cidadania brasileira hoje não se submete mais às tentativas constantes de manipulação.
Agora o PIG aponta o seu arsenal contra a candidatura da ministra Dilma. Planta notícias falsas, inventa currículos fantasiosos, esmera-se na mentira, requenta e requenta matérias à falta de fatos consistentes, verdadeiros. O PIG, no entanto, tem sido amplamente derrotado pelo povo brasileiro ultimamente. A oposição conta com o entusiasmo decidido desse PIG, em verdade o intelectual orgânico dos partidos de oposição, do PSDB e do DEM, que andam bastante desorientados.
Um escândalo aqui, outro acolá, surgido do caldeirão fumegante do PIG, é que dá à oposição a chance de respirar por 15 minutos, para logo depois sufocar novamente. Mas, insisto, o PIG não descansa. Nem o PIG nem o PCG, o Partido da Casa Grande, e aqui me refiro aos partidos que se rebelam contra as cotas, contra os negros, contra os pobres, contra os índios.
É, senhor presidente, o PIG não descansa. E nesse momento está seguindo religiosamente as diretrizes tiradas pelo Instituto Millenium, sobre o qual falaremos nesse pronunciamento.
Agora, além de requentar matérias antigas, que não mereceriam mais quaisquer suítes, resolveu filosofar. E não foi em alemão. É verdade que filósofos que fizeram opções de direita não constituem novidade na história. No entanto, eram bem melhores que aqueles que atualmente a mídia contrata, constrói ou requisita para tentar dar alguma substância ao delirante cenário que pretendem construir.
E querem construir o mesmo cenário anterior e quando me refiro a anterior, recuo um pouco no tempo, e lembro de leituras referentes ao Corvo como era chamado Carlos Lacerda. Lá atrás, com Getúlio, a UDN construiu um cenário em que tudo era corrupção, e a UDN era o próprio falso moralismo, sem qualquer autoridade para perorar sobre moral, e Lacerda aparecia como a sua grande vestal. Há hoje vários simulacros de Lacerda, inclusive na filosofia de que a mídia resolveu se valer agora.
Essa tentativa de filosofar para dar consistência ao PIG ganhou contornos concretos com a realização de seminário realizado pelo Instituto Milleninum, em São Paulo, no dia 1º de março deste ano, que custou R$500,00 a cada participante, juntou coisa de 180 pessoas, e contou com a participação de Otavinho (Otávio Frias Filho, do grupo Folhas), de Marinho (Roberto Irineu Marinho, da Globo) e, ainda, representantes da Rede Sul Brasil e do Estado de S. Paulo, entre outros. Em síntese, toda a direção central do PIG. Além de uma parte da intelectualidade de direita.
Os filósofos Roberto Romano e Denis Rosenfield quase recuperaram, talvez inconscientemente, e a modo deles, a abertura de um dos mais importantes manifestos da história e dos mais lidos do mundo, o Manifesto Comunista, de Marx. Romano, de modo especial, o conhece bem. Foi, quando dominicano, próximo da Ação Libertadora Nacional, dirigida pelo comandante Carlos Marighella, notável dirigente comunista. Ali, naquele momento, suspeita-se, Romano simpatizava com as idéias comunistas. Mudou.
Na abertura do Manifesto Comunista, o mais famoso manifesto da historia, Marx dizia que um espectro rondava a Europa, o espectro do comunismo. Os novos filósofos, de diversas maneiras, disseram, no seminário do Millenium, e o fizeram com palavras mais assustadoras, que um espectro ronda o Brasil, o espectro do bolchevismo, encarnado num PT de nítida tendência bolchevo-estalinista.
O Romano, não se sabe se recorrendo a Freud, se a Richard Sennet, se a Jung, chegou a dizer que militância causa corrosão de caráter isso mesmo, senhor presidente, corrosão de caráter. O partido de militantes, esse PT infernal, causa corrosão de caráter. Já não se fazem romanos como antigamente.
O militante, na visão originalíssima de Romano, só se reporta ao Chefe, abdicando de qualquer autonomia. Transforma-se num autômato, disposto a cumprir ordens, sem discuti-las. É o admirável mundo novo de Romano, quem sabe inspirado também em Aldous Huxley. Naturalmente, Romano fala do PT e de seus militantes. Fala de um PT imaginário, inspirado pelo bolchevismo-estalinismo, recuperado lá das profundezas da Revolução Russa e da tradição da III Internacional.
O PT, nessa visão romana, seria um partido essencialmente antidemocrático, que espera ansiosamente para dar o pulo do gato e acabar com a democracia e a liberdade de imprensa. Seria, para nos aproximarmos mais da América Latina, e foram tantos os oradores do Seminário do Millenium que disseram isso, um partido chavo-fidelista, partidário de Chávez e de Fidel, dos modelos venezuelano e cubano. Um partido, o nosso, sempre pronto a golpear as instituições democráticas. Anotem as sandices, pensem no quanto é delirante esse raciocínio político-filosófico.
Digo tudo isso, recupero tudo isso, senhor presidente, para mostrar o quanto as teorias romanas são caricatas, absurdas, indigentes, superficiais, movidas por um ódio de classe bastante transparente, do quanto o professor Romano foge da realidade do que seja o PT.
Do ponto de vista político, os participantes do seminário entoaram o samba de uma nota só. Contra Lula, contra o PT, contra Dilma. Contra Chávez. Contra Lula. Contra Rafael Correa.
Ali havia Arnaldo Jabor, também ex-comunista. Havia Reinaldo Azevedo. Havia Demétrio Magnoli. Havia Carlos Alberto Di Franco, do Estadão e da Opus Dei. E a fina flor da direita midiática latino-americana, como o âncora de televisão equatoriana, Carlos Vera (Ecuavisa), que chegou a dizer que o presidente Rafael Correa foi eleito por prostitutas, ou o dono da RCTV, que tentou o golpe contra Chávez em 2002, Marcel Granier. Era uma espécie de Internacional Latino-Americana do PIG.
O mérito desse encontro, e faço esforço para encontrar mérito, foi que entoaram o samba de uma nota só, romana e politizada, como já disse. Disseram todos, e claramente, que a mídia tem lado, que é contra Dilma, que éa favor de Serra.
Demétrio Magnoli disse que se o Serra ganhasse faríamos uma festa em termos de liberdades. Mas, confessou, a perspectiva é que a Dilma vença. Por ter uma avaliação da correlação de forças, é que esse seminário conclamou todos à luta.
Jabor foi claro: é preciso discutir como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo. Essa é a versão mais recente do que dissera o presidente do então PFL, Jorge Bornhausen, em 2005, que propugnara acabar com essa raça por 30 anos. Essa raça éramos nós, o PT. E por caprichos da história, ou por ironia, foi o PFL, em fase terminal, que teve de mudar de nome para DEM, que hoje ainda luta para sobreviver. Coisas do povo brasileiro, que sabe hoje distinguir quem é quem na vida política brasileira. Que tem maturidade para isso.
Para o PIG, que tem agora esse Instituto Millenium para ecoar o seu ponto de vista, que chama filósofos para tentar dar lastro ao seu pensamento, trata-se, na essência, de fazer política. Política de direita, para dizer o óbvio. Política para tentar evitar a vitória da ministra Dilma, que apavora o PIG neste momento, ao já empatar com o governador Serra. O PIG entrou de corpo e alma na campanha de Serra, como as evidências de quaisquer coberturas indicam. Como a construção fantasiosa de escândalos aponta. Logo depois da reunião do Millenium, a tropa perfilada do PIG subiu o tom e se dedicou a aplicar com rigor as diretrizes tiradas no encontro.
O PT e as forças democráticas não podem se iludir, não tem o direito de se iludir: a mídia hegemônica está em campanha e, insista-se, tem lado. Quanto à sua natureza partidária, digo isso há muito tempo. E o faço como jornalista e como professor de comunicação. O Seminário do Millenium não foi a senha para a abertura da campanha contra o PT, contra Lula, contra Dilma. Isso existe desde sempre. Ele apenas teve o mérito de deixar o rei nu. A campanha é feita pelo PIG cotidianamente, sem descanso.
O já folclórico Reinaldo Azevedo deixou o rei mais nu, e ainda mais obsceno. Segundo ele, é preciso acabar com essa pretensão à isenção, à imparcialidade, essa coisa de ouvir os dois lados. Só esqueceu de dizer que isso, para a mídia dominante, para o PIG, não existe há muito tempo. É só olhar para a matéria requentada da Veja sobre o tesoureiro do PT em que ela não ouve o João Vacari Neto uma única vez.
E a campanha é dura, sem critério, sem quaisquer cuidados. O Estadão, nos últimos dias, numa agressão falsa e despropositada, desrespeitosa, chama o PT de partido da bandidagem, numa estratégia clara de tentar desgastar o partido mais importante do Brasil, aquele mais bem avaliado pelo povo brasileiro em qualquer pesquisa. A mídia brasileira é das mais partidarizadas do mundo, insisto nisso, e ela tem sempre um lado claro, como tenho dito com absoluta freqüência.
O PIG, repita-se, tem lado, e é esse partido, contrariamente ao que diz o Instituto Millenium, que ameaça, e seriamente, a democracia no Brasil ao pretender-se a voz única da Nação e ao impedir, ou tentar sempre, a emergência de tantas outras vozes e interpretações da realidade brasileira, ao tentar sempre, quando seus interesses são contrariados, derrubar ou desestabilizar governos legitimados pelas urnas e que defendam os interesses populares.
A Conferência Nacional de Comunicação expressou tudo isso claramente e seria correto afirmar que os gatos pingados do Millenium tentaram ser um contraponto àquele fórum democrático, que reuniu mais de mil pessoas, todas eleitas, num processo que aglutinou milhares de brasileiros. Volto a dizer: os ataques dos últimos dias estão seguindo as diretrizes tiradas durante o Seminário do Millenium, que orientou para a intensificação da campanha contra o governo Lula, contra o PT e contra a candidatura da ministra Dilma.
Devo, ao final, dar uma palavra sobre o meu partido, o PT, diante do festival de besteiras romanas e magnólias ditas pelos tantos participantes do Millenium. O PT, desde o seu alvorecer, desde o seu nascimento, colocou-se filosófica e politicamente como um partido democrático, postulando, como óbvio, transformações profundas na sociedade brasileira, mas insistindo que tais transformações deveriam se dar no leito da vida democrática, exclusivamente.
O PT nasceu como partido de massas, democrático, avesso a quaisquer ditaduras, com espaço amplo para os debates internos. Nunca teve nada a ver com centralismo democrático ou com ditadura do proletariado. Não pede licença para ser democrático e socialista. Para lutar pela democracia e pelo socialismo. Para não se render a uma mídia nitidamente golpista, contra a qual luta. E chegou à presidência da República por ter conquistado os corações e mentes do povo brasileiro, num insistente e democrático trabalho de convencimento, fazendo política no amplo sentido da palavra.
Esse seminário do Millenium só reforça nossas convicções de que a luta pela democratização da comunicação no Brasil é essencial. Que não podemos nos conformar com o fato de que meia dúzia de famílias, alguns poucos monopólios, pretendam ser os intérpretes do Brasil, dispostos sempre ao golpe contra governantes legitimados pelas urnas quando estes não correspondam aos seus interesses. Foi assim com Vargas. Foi assim com Goulart. Tem sido assim com Lula. Será assim com Dilma.
O povo brasileiro, no entanto, especialmente nesses últimos tempos, tem sabido discernir perfeitamente o que é verdade e o que é mentira, o que é real e o que é manipulação. Não fosse assim, e Lula, como já o dissemos, não teria vencido por duas vezes. Agora, novamente, ancorados na sabedoria do nosso povo, na força do PT e dos partidos aliados, iremos fazer de Dilma nossa presidenta. Ela está pronta para conduzir o terceiro mandato desse extraordinário projeto emancipador, libertador, democrático e popular que estamos conduzindo no Brasil desde 2003. Muito obrigado. Indicação do blogueiro e amigo Carls 1969
TRE-DF cassa mandato de Arruda
Por 4 votos a 3, o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) decidiu pela cassação do governador afastado e preso José Roberto Arruda (sem partido) por infidelidade partidária. O relator Mário Machado, apresentou parecer favorável ao pedido do Ministério Público Eleitoral em sessão realizada nesta terça-feira (16). Cabe recurso da defesa.Segundo Brill, a decisão de sair do DEM por parte de Arruda foi pessoal no intuito de evitar um desgaste de ser expulso. Há apenas quatro razões que são consideradas aceitáveis pelo TSE para desfiliação: criação de nova legenda; desvio reiterado do programa partidário; incorporação ou fusão do partido; ou grave discriminação pessoal. Uol.
Por que Miriam Leitão é minha jornalista preferida
Amigos da CBN, confesso que durante os últimos anos aprendi muito com ela. Não perco seus comentários políticos e econômicos, seja na TV, na CBN e eventualmente em jornais. Presto muito atenção em suas análises no Bom Dia Brasil, no bate-papo com o Heródoto, com o Sardemberg e outras aparições dela na Rede Globo. Por Arthur PeresRefiro-me à jornalista Miriam Leitão. Lembro de alguns ensinamentos: entre 2003 e 2006, inúmeras vezes na TV ou na CBN ela criticou o crescimento do Brasil quando comparado ao de países ricos. Afirmava que o país não poderia continuar assim. Atônito, observei que o Brasil cresce sem parar há quase 8 anos. Criticava o alto desemprego e durante os últimos sete anos o Brasil criou mais de 11 milhões de empregos.
Lembro-me que ela era a favor da Alca, afirmando que o Brasil estaria a reboque de outros países da América Latina que fizeram acordos com os EUA. O México é um dos países que fez acordo com os republicanos americanos tornando-se uma colônia dos EUA. Atualmente está falido e é uma republica comandada por traficantes. Aprendi então que o Brasil agiu certo ao não aderir à Alca.
Observei durante esses últimos sete anos que as informações da Miriam sempre me conduziram a acreditar em crises no Brasil. No final de 2008 e inicio de 2009 quando a Miriam insistiu que o Brasil estava em crise em sua economia, de novo abri os olhos: o Brasil foi o primeiro a sair da recessão. Recuperou-se vigorosamente e deve crescer em 2010 perto de 6% enquanto que a maioria dos países continua em recessão!
Ouço com atenção quando a Miriam censura o chanceler Celso Amorim por agir como nação soberana em relação às grandes potências. Percebi que, deixando de obedecer aos banqueiros internacionais, tornamo-nos uma nação respeitada no mundo inteiro. Outro dia a Miriam comentou com o Heródoto (outro jornalista com o qual aprendo muito) que o presidente Lula é contra a emenda do PSDB que permitiria a compra de ações da Petrobras com o FGTS. Pois é! A Miriam afirmou várias vezes que o presidente Lula é contra muitos projetos que beneficiem o povo brasileiro...
Quanto mais a Miriam critica o governo, mais o Brasil torna-se o destino de investimentos internacionais. A Miriam já criticou várias vezes os partidos da base de apoio ao governo pelas leis aprovadas em beneficio do crescimento do Brasil, mas 80% do povo apoia Lula. Aprendi que dos US$ 30 bi de reservas no final do governo FHC, chegamos aos US$ 250 bilhões atuais.
Lembro-me que antes de 2003 a Miriam (e os meios de comunicação) era a favor do FMI governar o Brasil. Hoje sei que o Brasil é credor do FMI. Aliás, sócio através do recém constituído Fundo Soberano. Tudo isso graças à Miriam Leitão!
Hoje de manhã mais uma informação que — tenho certeza — ensinará muito à multidão: a Miriam descobriu que existe uma crise federativa no Brasil por causa dos royalties do pré-sal e a emenda Ibsen. Fico perguntando aos meus botões se essa crise fará com que o povo do Rio de Janeiro atue contra seu governador deixando de votar nele e em Dilma.
Sempre ouvi que Lula foi culpado dessas crises...
Estou exultante com essa conversa de hoje de manhã com o professor Heródoto Barbeiro: a Miriam ensinou-nos que falta liderança ao nosso chefe de Estado. A ONU e os países ricos devem estar errados ao concederem tantas condecorações ao nosso comandante. A imprensa internacional deveria aprender com nossa imprensa que Lula não tem liderança no Brasil e que os mais de 160 milhões de brasileiros apoiando Lula não sabem votar. Curioso, né?
Não quero ser injusto: aprendo também com o Merval Pereira, com o Alexandre Garcia, com o William Waack e muitos outros jornalistas dos jornalões e das Vejas. Confesso estar um pouco preocupado com a Lucia Hippólito. Outro dia ela chamou a atenção dos tucanos pela imobilidade de Serra, mas acho que é para ensinar ao brasileiro votar corretamente em outubro! Se esses profissionais e o casal Bonner começarem a criticar o governador Serra, votarei nele para presidente...
Agradecimentos a todos! Fonte:Portal Vermelho
Serra participou de mais inauguração que Dilma
O PiG, comprado pelo tucano Zé Alagão, e a oposição incompetente e corrupta, vivem justificando, à exaustão, que a queda constante de Serra nas pesquisas de intenção de votos se deve ao fato de Dilma está muito exposta na mídia e nos eventos promovidos pelo governo Lula. Que, convenhamos, são muitos. Balela!Em terceiro lugar, Serra participou de inaugurações de seu desgoverno muito mais que Dilma. Conforme o sabujo Josias de Souza, apesar das reclamações da oposição quanto à exposição constante da ministra Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à Presidência da República, devido a sua agenda de inaugurações, o também presidenciável José Serra (PSDB), governador de São Paulo, participou de mais eventos públicos do que a petista. Entre inaugurações, lançamentos de projetos, visitas a indústrias e vistorias em obras, Serra foi a 32 eventos desde 1º de janeiro – uma média de um a cada dois dias. No mesmo período, Lula e Dilma deram as caras em 27 atividades – uma a cada dois dias e meio. A diferença é obvia: Serra perde no tamanho da vitrine. Enquanto o tucano só participa de atos em São Paulo, Lula leva a candidatura de Dilma para passear em diferentes estados. A farra das exposições à custa do Estado vai até o dia 6 de julho, quando a legislação eleitoral proíbe a participação de candidatos em inaugurações.
Bandido dono da Folha de S.Paulo perdeu o senso do ridículo
Na página A13, do caderno “Mundo” (opa!) , Otavinho se apresenta como “diretor de redação” da Folha (*). Por que ele não diz logo que é “proprietário”? Único atributo que lhe permite ser diretor de alguma coisa?Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada
Otavinho faz uma “análise” da política “ingênua e errática” do presidente Lula. E chama Lula de “simplório”. O sinônimo de “simplório”, segundo o Houaiss, é “panaca”, “boçal”, “ignorante”, “xucro”. É tudo o que a elite de São Paulo (separatista, como se sabe, já que odeia nordestino) acha que o Lula é: um panaca.
O artigo é para falar mal do Lula por causa do Irã e da visita consagradora a Israel. Otavinho, o dono da Folha (*), diz que a política do Lula tem “distorções seletivas”, o que não quer dizer absolutamente nada.
O artigo — “errático”, “ingênuo”, “desastrado”, “ridículo” — nada mais é do que um alinhamento “não-seletivo” aos interesses nacionais americanos no Oriente Médio, o que, de resto, faz parte da suposta ideologia da elite branca — e separatista — de São Paulo. O que o Otavinho acha da política externa brasileira não tem a menor importância.
O interessante é que, diante do iminente colapso da Folha (*), ou como diz o Nassif, do suicídio sistemático e irrecorrível, percebe-se uma grave cisão na elite de São Paulo. O Zé Alagão (José Serra) passa a ter três (ou quatro) candidatos a chanceler. O da Fiesp, Rubens Barbosa. O do Estadão da província de São Paulo: Celso Lafer. E, agora o da Folha (*).
E como fica o Lampreia, chanceler da GloboNews? É um zero-sum game fascinante. Tudo somado não dá um contínuo do Departamento de Estado.
Em tempo: conta-se que, um dia, o “seu Frias”, que tem uma ponte em São Paulo, convidou o candidato Lula para almoçar na Folha(*). Diante de editores, o Otavinho perguntava, insistentemente, como Lula pretendia ser Presidente, se não tinha diploma universitário. (O que, de resto, o Serra também não tem.) Lula, educadamente, seguia em frente, e não respondia à pergunta. Lá pelas tantas e pelas tampas, Lula se levanta e vai embora. O “seu Frias”, da ponte, o acompanha ao elevador e pede desculpas pelo filho.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Leia abaixo o artigo “simplório” de Otavinho
Uma política ingênua e errática
Na nossa diplomacia, cheia de distorções seletivas, a questão dos direitos humanos deixa de ter qualquer valor no trato com inimigos de Washington, os quais adulamos
Por Otavio Frias Filho
Durante muito tempo, a política externa brasileira foi negligenciada no debate público. Como ocorre em toda nação continental, a agenda interna sempre esmagou a externa, efeito acentuado, em nosso caso, pelo discreto relevo internacional do país. Aos poucos, esse quadro começa a mudar.
Talvez seja nossa inexperiência no palco do mundo, combinada à afoiteza do governo Lula em projetar a todo custo o peso geopolítico que o país já alcançou, o que nos leva a cometer equívocos em cascata e enveredar por um caminho temerário.
Veja-se, por exemplo, o caso do Irã. Ao que tudo indica, a elite dirigente daquele país (incluída a facção oposicionista) acredita que possuir armas nucleares seja um imperativo de segurança nacional. Não é absurdo que pense assim. Os americanos promovem atualmente duas guerras de invasão nos países que fazem fronteira com o Irã a oeste (Iraque) e a leste (Afeganistão). A menos de mil quilômetros de seus limites territoriais, a distância entre São Paulo e Brasília, o Irã tem cinco vizinhos inamistosos e dotados de capacidade militar nuclear: Paquistão, Índia, China, Rússia e Israel.
Se essa premissa for aceita, nada deterá o Irã (exceto, talvez, um desesperado ataque preventivo de Israel). O mais provável é que Israel e Irã convivam no futuro sob o "equilíbrio do terror nuclear", o mesmo mecanismo que deteve Estados Unidos e União Soviética no passado e detém os arqui-inimigos Índia e Paquistão hoje. O que o Brasil tem a ganhar ao se imiscuir em problema que não é diretamente seu, numa conjuntura geograficamente remota e comercialmente pouco importante para nós?
Os Estados Unidos influem e se intrometem nos conflitos do Oriente Médio não para pavonear seu peso mundial, como parecem supor nosso simplório presidente e seu trêfego chanceler. Os EUA estão atolados até o pescoço na região porque sua economia é dependente do petróleo local (não é o caso da nossa) e sua comunidade judaica exerce peso desproporcional nas eleições americanas (diferente de novo do Brasil, onde comunidades de origem judaica e árabe têm expressão equilibrada e convivem de fato).
Não existe razão de política externa para que nossa atitude perante a complexa, quase insolúvel, contenda entre israelenses e palestinos seja outra que não uma equidistância comedida, sempre favorável à não violência e à negociação direta entre as partes. Retomar esse contato direto, aliás, é hoje o ponto crucial naquele conturbado trecho do globo. Nossa "diplomacia do futebol" tem pouco a fazer ali, exceto passar ridículo.
Numa entrevista recente, o novo embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, disse algo significativo, o que é inusitado entre diplomatas. Referindo-se às relações entre nossos dois países, constatou que "vamos começar a nos esbarrar por aí". Shannon aludia ao fato de que o aumento do peso econômico e comercial do Brasil aumenta sua influência externa, irradia seus interesses e o expõe a crescentes áreas de atrito com outros países relevantes, desde logo os próprios Estados Unidos.
Em outras palavras, não precisamos buscar sarnas para nos coçar, elas virão natural e infelizmente como decorrência de nossa projeção maior na geopolítica mundial. Logo teremos de enfrentar decisões realmente difíceis.
É provável, por exemplo, que o Brasil venha a ser um dos cinco entes soberanos a predominar no planeta antes de meados do século, junto com a China, os Estados Unidos, a Índia e a Europa. Continuaremos a ser o único a prescindir de armas nucleares como recurso dissuasivo? O ex-ministro Rubens Ricupero tem uma bela argumentação em defesa dessa originalidade, talvez até como contribuição da cultura brasileira ao futuro dos povos.
Mesmo no âmbito de uma perspectiva pacifista, porém, que é da nossa tradição, abdicar de arma atômica implica como contrapartida a obrigação de dotar o país de recursos militares convencionais muito mais onerosos e destrutivos do que o aparato atual. São questões graves como essa que merecem debate profundo, mais que nossa ingênua, felizmente inócua, aparição no Oriente Médio ou nossa desastrada e igualmente inócua ingerência nos assuntos internos de Honduras.
Toda política externa deve combinar o interesse egoísta do próprio país com um elenco de valores universais (essencialmente, respeito aos direitos humanos e à autodeterminação dos povos). Ela será tanto mais sólida e respeitável quanto mais os dois aspectos se harmonizarem sem grande contradição. O que estamos fazendo é uma política errática, cheia de distorções seletivas, de modo que a questão dos direitos humanos, por exemplo, deixa de ter qualquer valor no trato com inimigos de Washington, os quais adulamos para sermos vistos como "independentes".
Vamos confrontar os Estados Unidos, sim, e cada vez mais. Mas vamos fazê-lo quando for relevante para o Brasil, não para realizar as fantasias ideológicas da militância que aplaude o presidente Lula e seu chanceler Celso Amorim, o qual errou mais uma vez quando se filiou no ano passado ao PT. Chanceler não deveria ter partido. Parodiando Clemenceau (1841-1929), a diplomacia é assunto sério demais para ser relegado a diplomatas e a ideólogos partidários.
STF investiga senador do DEM por fraude em licitações
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a investigar o senador Efraim Moraes (DEM-PB) por fraude em licitações e desvio de recursos públicos em contratos do Senado com empresas do setor de comunicação.A denúncia assinada pela Procuradoria Geral da República aponta que enquanto comandou a Primeira Secretaria do Senado, entre 2005 e 2009, o senador repassou dinheiro para empresas de comunicação da Paraíba, seu reduto eleitoral, com objetivo de atender a seus interesses pessoais. Foram contratados sem licitação, por exemplo, serviços de assinatura de revistas e periódicos eletrônicos e serviços de clipagem eletrônica.
O relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, solicitou na terça-feira as cópias dos contratos e uma perícia nas notas fiscais e comprovantes dos pagamentos efetuados que será realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC). Ayres Britto pediu ainda que sejam analisados os "preços de mercado para a prestação dos mencionados serviços nos respectivos períodos de contratação e, tendo em vista a natureza dos mesmos, aferição da possibilidade de competição entre empresas para a sua prestação". O senador é acusado de crime de peculato, pena de 2 a 12 anos de prisão, além de crime contra administração pública por dispensa irregular de licitação, com pena de 3 a 5 anos de prisão. As informações são da Folha Online
GOVERNO LULA: Emprego formal bate recorde com mais de 205 mil novas vagas em fevereiro
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira (15) que os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ) de fevereiro serão recorde, apontando a criação de mais de 205 mil empregos formais. "Estamos fechando os números de fevereiro hoje e já podemos considerar o melhor fevereiro da história de 22 anos do Caged", disse Lupi a jornalistas após evento no Rio de Janeiro."Este ano de 2010 tende a ser o melhor ano na geração de empregos na história do Brasil", acrescentou Lupi. A indústria, segundo ele, é um dos setores que está se destacando. "Houve demissões precipitadas. A indústria está contratando muito porque os estoques estavam altos e o setor, que acreditava que a crise ia ser avassaladora e não foi, agora está contratando em meses atípicos, como janeiro e fevereiro". O ministro disse ainda que a taxa média de desemprego neste ano, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve ficar entre 7,4% e 7,5%, ante 8,1% em 2009.
DIRETO DE CUIABÁ, MATO GROSSO! Guerra declarada entre França e Wilson Santos
Wilson acusa RF de manipular informações contra a Prefeitura para prejudicá-lo. Roberto diz que Wilson "mente descaradamente". Os 2 podem ter razão.Dilma pode participar de eventos com Lula até junho, diz AGU

O Estado de S.Paulo
A partir de 3 de abril, quando já terá deixado o governo para se para se candidatar à presidência da República, e até junho, prazo para o registro de candidaturas às eleições de outubro, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, poderá participar de qualquer evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir de junho, porém, a participação de Dilma em eventos com Lula estará vedada.
A informação foi dada na manhã desta terça-feira, 16, pelo Advogado Geral da União, ministro Luís Inácio Lucena Adams, após a apresentação oficial da Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições de 2010, em reunião no Centro Cultural do Banco do Brasil.
Segundo o ministro Adams, se Lula quiser participar de eventos públicos exclusivos de campanha eleitoral, então caberá o partido arcar com as despesas. Nada impede, porém, explicou ele, que o presidente vá a um evento oficial como presidente e, depois, no período de folga, participe de comícios.
Luís Inácio Adams minimizou o fato de o presidente Lula ter feito declarações irônicas em relação ao governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência da República. "Essas alfinetadas é a imprensa que está dando", disse. Na sexta-feira, Lula ironizou o fato de Serra ter participado do anúncio da construção de uma ponte entre Santos e Guarujá e aparecido em fotos ao lado da maquete da obra. "Tem gente que fica inaugurando maquete", disse ele. Serra respondeu que importante é obra com "começo, meio e fim".
A Cartilha de condutas para as eleições de 2010 tem 38 páginas e foi elaborada com base em normas previstas na legislação.
De acordo com informações da Advocacia Geral da União, o guia de conduta para 2010 começa definindo o agente público para fins eleitorais, desde o presidente da República, governadores, senadores e deputados; até prestadores de serviços para o Poder Público, passando pelos servidores titulares de cargos públicos ou empregados.
As condições de inelegibilidade também são apresentadas. Para tanto, são considerados inelegíveis para qualquer cargo: inalistáveis ou analfabetos; cônjuges ou parentes do Presidente da República, governadores de Estado e prefeitos; membros do Congresso Nacional, Assembleias, Câmaras Legislativas e Municipais que tenham perdido o mandato; e os que tenham representação julgada procedente na Justiça Eleitoral. Aqueles que já exercem cargo público (presidente, governadores e prefeitos) e desejam se recandidatar nessas eleições devem abandonar o cargo até seis meses antes (até 3 de abril de 2010).
Petrobras encontra petróleo na bacia de Sergipe

A descoberta foi anunciada após a conclusão da perfuração do poço 3-PRM-12-SES, no extremo norte da área de concessão de produção de Piranema, na seção pós-sal e a 28 quilômetros da costa do Estado de Sergipe, explicou a empresa em comunicado.
A descoberta foi realizada em reservatórios areníticos do pós-sal e está localizada a 2.693 metros de profundidade.
"Estimativas preliminares indicam a presença de petróleo leve (44 graus API), em reservatórios com boa espessura e excelentes condições permo-porosas, confirmadas pelos dados obtidos até o momento", informou o comunicado.
As novas reservas do pré-sal, no entanto, possuem óleo médio, como Tupi, de 28 graus API.
A Petrobras informou que estuda a possibilidade de interligar o poço 3-PRM-12-SES à plataforma de produção que já opera no campo de Piranema, aproveitando a infraestrutura de produção e escoamento já instalada na área.
"A descoberta será objeto de avaliações adicionais para melhor entendimento do reservatório e perfuração de um segundo poço produtor", disse a empresa.
No final do mês passado, a Petrobras informou ter realizado duas descobertas na bacia de Campos, em um volume total recuperável estimado em 65 milhões de barris.
Tucanato organiza infantaria virtual
Correio Braziliense
De olho em 44 milhões de “conectados”, PSDB municia simpatizantes para tentar frear 518 mil militantes petistas
No laptop aberto sobre a mesa da sala de reuniões, a tela do computador revela uma infinidade de endereços eletrônicos organizados para consulta diária. De portais de grandes veículos de comunicação a pequenos blogs, tudo é minuciosamente avaliado. O homem que passa o pente-fino no enorme capital de informações virtuais é um dos mais importantes dentro da estratégia do PSDB para as próximas eleições. Eduardo Graeff, cientista político que foi secretário-geral da Presidência durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, e amigo de José Serra desde 1978, é um dos comandantes da guerra que os tucanos travarão na internet, de olho num universo de pelo menos 44 milhões de eleitores.
Graeff coordena ao lado de outros nomes de destaque dentro do partido a estratégia que o PSDB começou a traçar desde o ano passado, pensando no potencial eleitoral da internet. Ele não trabalha com a possibilidade de ganhar votos com o debate virtual. É categórico ao afirmar que o eleitor que procura informações sobre políticos neste ou naquele espaço, geralmente, já tem predileção por algum candidato. Graeff trabalha para conseguir o que chama de “infantaria”.
A internet será a principal arma do PSDB para angariar aquilo que ainda é uma herança poderosa e invejada do Partido dos Trabalhadores: a militância. “Somos ruins de organização da base. O PSDB é um clube parlamentar. Para competir com os outros partidos, tudo bem. Mas para competir com o PT, não dá. O PT tem infantaria, a militância”, explicou.
A intenção dos tucanos é abastecer com informações — ou munição — os simpatizantes da candidatura de José Serra à Presidência. Desde números comparativos entre a gestão de FHC e a do presidente Lula até ataques pessoais à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista.
O PSDB hoje conta com pelo menos cinco blogs direcionados aos militantes. O Gente que Mente, no ar desde o ano passado, aposta na ironia. A fotografia de um caminhão atolado em uma rodovia ilustrava o site na última quinta, acompanhado da legenda: “Dilma dirigindo o Programa de Aceleração do Crescimento na Cuiabá-Santaré”. “A sátira funciona com nosso pessoal”, diz Graeff.
Escrete
Mas há sob a batuta dos tucanos espaços que não ousam tanto. O blog Brasil com S dá a senha para aqueles que querem travar um debate qualificado. Artigos, números, textos repletos de informações técnicas e políticas. “O que a gente quer é que as pessoas vejam, divulguem e debatam. A internet é, em si mesma, um meio de organização”, acentua Graeff.
O PSDB investiu pesado para montar toda essa estrutura — que ainda não está pronta. A página oficial do partido será reformulada. Dará destaque às notícias produzidas pela Agência Tucana. Um time de peso foi escalado para coordenar o trabalho. Um grupo de jovens da Loops Mobilização Social, que trabalhou na campanha de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio em 2008, integra a equipe. A jornalista Cila Schulman, titular na campanha de Gilberto Kassab à prefeitura da capital paulista, também foi escalada. O responsável por montar a plataforma de doações para o Teleton — programa que arrecada dinheiro para crianças atendidas pela Associação de Assistência à Criança Deficiente no SBT —vai viabilizar a arrecadação de fundos pela internet.
Para saber mais
Obama, a inspiração
Foi a eleição presidencial dos EUA que deu destaque ao papel da rede de computadores nas disputas virtuais. “Obama conseguiu tocar o público com a mensagem, mas também fez a campanha americana mais cara. Ele tinha cinco mil pessoas remuneradas para inflar debates na internet”, explicou Eugenio Giglio, sócio do Posicione Pesquisa de Mercado.
Obviamente, o PT não quer ficar atrás na disputa. Importou Ben Self, homem que trabalhou na campanha de Obama na internet, para cuidar da escalada de Dilma. O partido lançará mão da web para municiar as caixas de e-mails dos 518 mil filiados.
Mesmo candidaturas fora da polarização entre PT e PSDB investirão na internet. Coordenador da campanha da senadora Marina Silva (PV-AC), Marco Mroz trouxe para seu time Caio Túlio Costa, com experiências de chefia no Uol e no Google. (DL)
Lula: 'Não podemos permitir' que holocausto se repita
Lula: 'Não podemos permitir' que holocausto se repitaAgencia Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na manhã de hoje o Museu do Holocausto (Yad Vashem) e o Bosque de Jerusalém, onde plantou uma oliveira que recebeu o seu nome. Logo depois de assinar um livro de presença do museu, declarou que "todos os que lutamos pela democracia e pelos direitos humanos não podemos permitir" que o holocausto se repita. "A humanidade deve repetir quantas vezes for necessário: nunca mais, nunca mais, nunca mais", afirmou.
Ao final de seu percurso de quase uma hora no museu, Lula participou da cerimônia da "Chama Eterna", na Tenda da Memória, em cujo piso estão registrados os nomes dos seis campos de concentração nazistas e das fossas onde judeus foram fuzilados e enterrados. Ele percorreu o complexo ao lado do presidente de Israel, Shimon Peres. No local, Lula depositou uma coroa de flores sobre uma lápide onde estão depositadas as cinzas de vítimas do campo de Majdanek, na Polônia.
"Eu acredito que visitar o Museu do Holocausto deveria ser quase uma obrigação a todo ser humano que quer dirigir uma nação", afirmou Lula, ao final da visita, para logo em seguida atribuir o holocausto à "irracionalidade".
Logo depois de plantar a oliveira com a ajuda da primeira-dama Marisa Letícia no Bosque de Jerusalém, onde estão plantadas 240 mil árvores, Lula disse que, em cinco anos ou mais, um filho ou neto seu poderia sentar-se debaixo daquela árvore e colher e preparar as azeitonas. "Tenho certeza que eles não vão morrer de fome." O presidente ainda recebeu representantes de três organizações não-governamentais (ONGs) de Israel e de palestinos.
MENSALÃO DO DEM:Tribunal Regional Eleitoral julga Arruda por infidelidade partidária
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) julga às 17h desta terça-feira (16) a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pode cassar o mandato de governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), por infidelidade partidária.
Normalmente, é a legenda que pede o mandato. Neste caso, o DEM decidiu por não ir à Justiça e o Ministério Público Eleitoral, que tem a prerrogativa, o fez. O procurador Renato Brill de Góes alega que Arruda saiu do partido sem justificativa e, de acordo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mandato pertence ao partido e não ao candidato.
CADÊ A PESQUISA IBOPE?
PSDB de Minas anuncia Aécio como pré-candidato ao Senado
Partido diz estar ‘totalmente comprometido’ com Serra à sucessão de Lula.
Do G1, em Brasília
O diretório estadual do PSDB em Minas Gerais aprovou nesta segunda-feira (15) a pré-candidatura do governador Aécio Neves ao Senado. No anúncio, publicado pelo blog do partido, a direção estadual diz que “o PSDB de Minas Gerais e os aliados do governador Aécio Neves estão totalmente comprometidos com o nome do governador de São Paulo, José Serra, como pré-candidato à Presidência da República”.
O comunicado dos tucanos diz que “o PSDB de Minas Gerais apresenta o nome do governador Aécio Neves como seu pré-candidato ao Senado da República, reconhecendo nele o nosso líder maior com autoridade para articular e fortalecer o projeto tucano para Minas Gerais e para o Brasil".
Na mesma reunião, o partido também aprovou o nome do vice-governador do estado, Antônio Anastasia, como pré-candidato à sucessão de Aécio.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Humorista pede a Dilma para dançar o Rebolation
Bem-humorada, a ministra não chegou a fazer os passos do hit do grupo Parangolé, mas disse ao repórter do programa humorístico que se arriscaria na coreografia se ele próprio a mostrasse como fazer. Após a performance, segundo relato de assessores da Casa Civil, ela elogiou o desempenho de Carioca, ressaltando que ele não estava vestido adequadamente para se apresentar como um dançarino baiano, e foi embora sem fazer a dança diante do público do Jockey.
No auge do Carnaval, Dilma Rousseff já havia dito que, "se treinasse um pouquinho", seria capaz de dançar o Rebolation. Também no Carnaval de Salvador, o governador de São Paulo, José Serra, provável adversário de Dilma na corrida presidencial, afirmou que não iria se arriscar em público e preferiria treinar sozinho os passos do dançarino Leo Santana.
