quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Desliguem a TV #blogmundofoz #ForçaLula

Gláucia Lima é membro da Equipe organizadora do II WebFor
Na sagrada instituição da mesa do barzinho, descobrimos que está tudo muito mudado. Mas, de que mudanças falamos?
Ouvi uma jovem mãe – muito jovem mesmo, 17 anos – reclamar da descrença da sociedade na mulher. Ela desabafava, quando lhe era permitido pelo forte ruído vindo do som da televisão no local. Havia criado e desenvolvido um projeto, bastante arrojado, em computador para auxiliar e/ou assessorar pessoas sem tempo para administrar a própria vida, algo assim.
Está tudo indo bem com o trabalho. Sabe por quê? Porque o nome que aparece é do marido. Justificativa? Os avaliados para ingressar dizem que só aceitam tal prestação de serviço se for feita por um homem. Pode? Pode. É como ela está podendo trabalhar e garantir tranqüilidade a esses clientes. Tendo que ser o marido. Criou, desenvolveu, atua. Mas, no nome do marido.

Barzinho discreto, cerveja gelada ou água mesmo. Tudo estava propício a uma boa conversa fora com o companheiro. Estava, até o proprietário de o estabelecimento ter a infeliz idéia de ligar a TV. Tento protestar mas, sou vencida pela esmagadora maioria masculina que quer assistir aos últimos gols da rodada do futebol. Masculino, claro. Vencida, bati em retirada.
Noutro sacrossanto barzinho, entre goles de cerveja e encontros casuais, o deleite do bate-papo... Quer dizer, quando a televisão permite. O barulho das novelas, programas de auditório, nos impede até de matar a saudade dos afetos e ouvir as novidades dos distantes. Entre um debate e outro, opção sexual, melhor música, ou intérprete favorito, isso e aquilo... Quem administra melhor...
A constatação: quem preside o Brasil é uma mulher. Pronto. Não, não pronto. Pasmemos, entre um ruído e outro da TV, os índices de aprovação da Presidente Dilma, segundo última pesquisa, são muitos bons, 73%. Contudo, melhor ainda entre os homens. Com os mancebos a confiança na Presidente vai a 76%.
Será essa cultura de desconfiança na mulher ainda mais forte entre as próprias mulheres?
Desliguem as TVs nos bares e vamos debater. Ouvindo boa música – não paredões – nosso debate vai crescer. E assim, salvem o barzinho, valorizemos as mulheres. Essa vai para todos os gostos: mais mulher, menos TV! - Gláucia Lima

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