quarta-feira, 31 de março de 2010

Dilma se despede e Erenice toma posse

Casa Civil: Em cerimônia hoje (31), em Brasília, Erenice Guerra, ex-secretária-executiva da Casa Civil, assumiu o cargo de ministra em lugar de Dilma Rousseff, que deixa a pasta após sete anos no Governo, dos quais quase cinco na Casa Civil, para concorrer às próximas eleições presidenciais pelo Partido dos Trabalhadores.
Em discurso de despedida, emocionada, Dilma ressaltou o privilégio de ter trabalhado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num dos momentos mais decisivos da história desse país, segundo ela. “Com o senhor nós vencemos. Vencemos a miséria, a pobreza ou parte dela, vencemos a submissão, a estagnação, o pessimismo, o conformismo e a indignidade”.
Continuou recordando os projetos e programas implementados pelo Governo Federal desde 2003. “Cada um desses programas traz em si uma certeza: a certeza de que a vida de milhões de brasileiros e de milhões de brasileiras está mudando”.
Contou algumas estórias de brasileiros benefíciados pelos programas do governo, como a de uma mãe que passou a acender a luz do quarto à noite somente para ver o filho dormir, pois a energia havia chegado a sua casa com o programa Luz para Todos.
Em nome de todos os ministros, Dilma afirmou que “nós temos um patrimônio, nós fizemos parte da Era Lula. Vamos carregar esta história, nos orgulhar disso na nossa biografia. Saímos melhores e maiores do que entramos”.
O presidente Lula falou da dificuldade de montar uma equipe de governo e de perder companheiros naquele momento, dizendo que gostaria que todos ficassem até o final do mandato. “Montar uma equipe é a arte do sucesso de governar”. Prosseguiu destacando os programas de sucesso realizados pelos ministros que estavam saindo.
Com relação à ministra, o presidente afirmou que “a Dilma foi de uma competência extraordinária, a capacidade de articulação, de trabalho. Eu não sei quantas vezes a Casa Civil funcionou com a competência que funcionou na tua gestão. A tua saída é um prejuízo para o país, mas a tua saída é dentro de uma perspectiva que você seja mais que chefe da Casa Civil. A esperança é a motivação da tua saída. O Brasil deve a ti muitas coisas.” Sobre a nova titular da pasta, Lula afirmou: “A Erenice tem uma responsabilidade imensa do que vai acontecer daqui para a frente”.
Além de Dilma Rousseff, outros nove ministros saíram do governo para disputar as eleições deste ano: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Hélio Costa (Comunicações), Reinhold Stephanes (Agricultura), José Pimentel (Previdência). Edison Lobão (Minas e Energia), Carlos Minc (Meio Ambiente), Edson Santos (Igualdade Racial), Alfredo Nascimento (Transportes) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social).
Juntamente com Erenice, outros nove novos ministros tomaram posse: João Santana (Integração Nacional), José Artur Filardi (Comunicações), Wagner Rossi (Agricultura), Carlos Eduardo Gabas (Previdência), Márcio Zimmermann (Minas e Energia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Eloi Araújo (Igualdade Racial), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Márcia Lopes (Desenvolvimento Social).

Cerimônia de posse ministerial 2

BOTA FORA DO ZÉ PEDÁGIO - parte 2

Manifestante segura cartaz feito à mão em ato contra governador José SerraNome do governador José Serra estava na maioria das frases dos manifestantes
A passeata seguiu pela avenida Paulista e virou na rua da Consolação, sentido centro. A avenida Ipiranga outras vias no entorno da praça da República estão bloqueadas.
Fonte: Folha.

BOTA FORA DO ZÉ PEDÁGIO - parte 1

Manifestantes hostilizaram profissionais da rede Globo; carro da reportagem teve de se retirarManifestante chuta carro da rede Globo nos arredores da Praça da República
Fotos: Folha.

São Paulo Sob Ataque - Os tucanos destruiram os sonhos dos paulistas

O Partido da Imprensa Golpista [PIG] (1/5)

30 anos do PT realizada na cidade de Mairinque

Prezado Companheiro Daniel Pearl, segue abaixo matéria, sobre comemoração dos 30 anos do PT, realizada na cidade de Mairinque. Agradeço em nome do DM de Mairinque. Forte Abraço, e vamos à luta. Samuel Oliveira- Assessor Vereadora Déiadeiapt@bol.com.br - http://vereadoradeia.blogspot.com
Na noite de 30 de março de 2010, o Diretório do PT de Mairinque, cidade do interior de São Paulo, distante da capital em 75 km, procedeu a comemoração dos 30 anos do PT, bem como da instalação da nova Diretoria Executiva.
Em noite de festa, pois 30 anos não é pra qualquer um, o discurso foi um só: Eleições 2010, com fortalecimento da base. “O Partido dos Trabalhadores fará história este ano. Será um ano totalmente diferente dos outros, pois Lula não será o candidato, mas a candidata é o 3º mandato de Lula, e a continuidade do modelo político petista”, disse o presidente empossado, José Davi.Outros pontos não ficaram por menos: ganhar o Governo do Estado de São Paulo, com o companheiro Mercadante. Pois o estado mais rico da nação, não pode continuar nas mãos daqueles que não tem comprometimento político com a população mais carente. Esse modelo de governo em São Paulo, que já dura mais de 20 anos, tem que acabar
Além destes grandes compromissos, o fortalecimento dos militantes da cidade, será o grande foco do DM de Mairinque, pois é necessário ampliar os filiados e conquistar ainda mais cadeiras na Câmara e até mesmo chegar à Prefeitura.Após um encontro, que lembrou a origem do partido no Brasil e no Município, todos saborearam um bolo, selando assim esse evento.

SERRA NUNCA MAIS parte 2

BLOG DESABAFO BRASIL não tem medo da raça tucana e midiática

O blog Desabafo Brasil foi criado por Daniel Pearl, o mesmo do Blog da Dilma. O Desabafo Brasil é um espaço jornalístico independente que combate a Mídia Golpista e seu tucanato com destemor e coragem. Prestigie e acesse agora mesmo:
http://desabafopais.blogspot.com/

Herança maldita dos demotucanos

A difícil transição paulista

Por Márcio Pochmann, no jornal Folha de S. Paulo

Estado de São Paulo vive um de seus maiores desafios históricos: como continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país?

Quando se completa a primeira década do século 21, o Estado de São Paulo demonstra viver um de seus maiores desafios históricos, qual seja, o de continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país. Na perspectiva recente, isso parece estar comprometido diante de importantes sintomas de decadência antecipada.

Entre 1990 e 2005, por exemplo, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação.

Atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.

Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho.

Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente.

Se projetada no tempo, essa situação pode se tornar ainda mais grave, com São Paulo chegando a responder por menos de 20% da ocupação nacional, por um terço de todos os desempregados e apenas por um quinto do emprego industrial brasileiro no início da terceira década do século 21.

Essa trajetória pode ser perfeitamente revertida, uma vez que não há obstáculo econômico sem superação.

A resposta paulista, contudo, precisaria vir da montagem de uma estratégia inovadora e de longo prazo que não seja a mera repetição do passado.

Na visão da antiga oligarquia paulista, governar seria fundamentalmente abrir estradas, o que permitiria ocupar o novo espaço com o natural progresso econômico. Por muito tempo, o Estado pôde se privilegiar dos largos investimentos governamentais em infraestrutura, o que permitiu transitar das grandes fazendas produtoras e exportadoras de café no século 19 para o imenso e diversificado complexo industrial do século 20.

Em apenas duas décadas, o Estado paulista rebaixou a concentração de quase dois terços de sua mão de obra no setor primário para menos de um terço, dando lugar ao rápido crescimento do seu proletariado industrial.

Com isso, a ocupação em manufatura convergiu para São Paulo, passando a representar 40% de todos os empregos industriais do país na década de 1960, contra um quarto em 1940.

Em virtude disso, o protagonismo paulista reverberou nacionalmente por meio do ideário de que seria a locomotiva a liderar economicamente o Brasil grande. Tanto que não era incomum à época que as lideranças de outros Estados sonhassem com a possibilidade de repetir o caminho paulista. O principal exemplo se deu com a implantação de uma “mini-São Paulo” no meio da Floresta Amazônica, por intermédio da exitosa implantação da Zona Franca de Manaus.

Para as décadas vindouras, o futuro tende a exigir a ampliação predominante do trabalho imaterial, cujo principal ativo é o conhecimento.

Não significa dizer que as bases do trabalho material (agropecuária e indústria) deixem de ser importantes, pois é estratégico o fortalecimento das novas fontes a protagonizar o dinamismo econômico do século 21.

Se houver força política nesse sentido, o Estado de São Paulo poderá transitar para a continuidade da condição de liderança econômica da nação, passando a responder por 40% do total do trabalho imaterial do país.

Os esforços de transformação são inegáveis, pois, além da necessária oxigenação de suas instituições, os próximos governos precisariam inverter suas prioridades, com a adoção, por exemplo, de um gigantesco e revolucionário sistema educacional que assegure as condições necessárias do acesso de todos ao ensino, do básico ao superior, ademais da educação para a vida toda e com qualidade.

Na sociedade do conhecimento em construção, a liderança econômica não surgirá da reprodução de sistemas de ensino comprometidos com o passado, tampouco de relações governamentais com profissionais da educação compatíveis com o século 19.

Ainda há tempo para mudanças contemporâneas, sobretudo quando a política pública é capaz de romper com o governo das ideias ultrapassadas. Sem isso, o fantasma da decadência reaparece, fazendo relembrar as fases de liderança econômica de Pernambuco durante a colônia e do Rio de Janeiro no império.

Ao se despedir, Dilma manda recado à oposição e diz "até breve"



A ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à presidência da República, criticou nesta quarta-feira aqueles que ela classificou como "os viúvos do Brasil que crescia pouco". Segundo ela, essas pessoas fingem ignorar que as mudanças no Brasil são substanciais. Dilma ainda aproveitou o discurso de despedida, no Palácio do Itamaraty, para enaltecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dizer um "até breve".


"Elas têm medo. Não sabem o que oferecer ao povo, que hoje é orgulhoso, tem certeza que sua vida mudou e não aceita mais migalhas, parcelas e projetos inacabados", disse a ministra, durante evento de transmissão de cargos dos ministros que disputarão as eleições no fim do ano. Dilma acrescentou que, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o povo não é coadjuvante. "É o centro das nossas atenções (...) O governo do senhor é um momento importante, de ápice, de vitória", afirmou.

"Talvez o mais longo momento de vitória de todos esses que lutaram experimentaram em sua vida." Ela citou as lutas contra a ditadura e por redemocratização, direitos, igualdade, justiça e liberdade. "A geração que me sucedeu conseguiu realizar seus sonhos."

Dilma discursou durante a posse de dez novos ministros que vão compor o quadro do governo até o final do seu segundo mandato. Dos dez, sete deixam as secretarias executivas que ocupavam para preencher as vagas deixadas pelos ministros candidatos. (Leia mais aqui)

"Líder popular"

Ainda falando diretamente a Lula, Dilma disse que ao seu lado os ministros que hoje deixam o cargo participaram de um processo de mudança profunda e importante. "Tivemos o líder mais popular e talvez o mais brasileiro de todos os líderes." Dilma começou seu discurso citando nominalmente, um a um, os ministros que tomaram posse hoje e também enumerou os que permanecerão em seus cargos. "Tenho certeza de que todos eles vão cumprir a missão pela frente tão bem ou melhor do que fizemos", afirmou.

Com a voz embargada, Dilma disse que fez esforço para falar de improviso. "Mas se eu falar de improviso vão acontecer duas coisas: uma é eu esquecer alguma coisa importante e a outra é chorar. Pode ser que eu esqueça e chore do mesmo jeito, mas tenho um roteiro para me segurar."

"Até breve"

Dilma disse ainda que este momento de transmissão de cargo pode ser comparado ao que alguns poetas descrevem como "uma espécie de alegria melancólica ou triste". "Alegria porque saímos de um governo dos que mais fizeram pelo País e de tristeza porque abandonamos um trabalho de sete anos e meio", afirmou. "Essa estranha alegria triste inebria a alma da gente, pois o senhor (Lula) nos deu o privilégio de participar de um dos momentos mais decisivos da história do nosso País."

No final, Dilma aproveitou o discurso de despedida para afirmar que em breve estará de volta à administração federal. "Não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo até breve", disse. "Essa tarefa ficou mais fácil pelos caminhos abertos pelo governo e traçados pela sua liderança", disse ela, dirigindo-se a Lula.

Voo solo

Em entrevista coletiva após a cerimônia, ao ser questionada se ela estava preparada para enfrentar um voo solo e não ter do lado a presença constante do presidente Lula, Dilma disse que dificilmente um projeto de governo é um voo solo: "Eu não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele, para mim, foi um momento muito importante da minha biografia".

Segundo ela, o seu voo solo, daqui para a frente, será com as pessoas que já vem trabalhando no projeto de governo do presidente Lula.

Dilma disse que a experiência que teve no governo lhe dá forças para enfrentar novos desafios. "Tudo o que eu passei no governo me dá muita força interior para enfrentar o que vem por aí', afirmou.

Ela disse que, no embate com a oposição, não vai baixar o nível e usar instrumentos que não honram a transição democrática. "Por isso eu acho que não é que ele (embate) tenha que ser duro. Ele tem que ser firme e transparente", disse Dilma, reforçando que o importante é deixar o mais claro possível os projetos que estão em disputa, "para o povo poder decidir".

Dilma reiterou que se sente preparada para disputa presidencial, mesmo sendo sua primeira campanha política. "Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição. A minha vida não foi uma coisa muito fácil. Acho que a eleição até é um momento muito bom, porque é o momento de exercício da democracia", afirmou.

Segundo ela, na democracia as coisas são mais produtivas, mais generosas e menos opressivas. "Difícil mesmo era aguentar a ditadura", disse.

Fonte: iG e Zero Hora

30 de março de 2010:Serra encerra sua carreira política


Serra renunciou ao cargo de governador do Estado de São Paulo.Essa não é a primeira vez.Serra também renunciou ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo, mesmo assinando em cartório Escritura Pública prometendo que não iria renunciar.Só que Serra, diferentemente da renúncia anterior, a partir de 2011 ficará sem mandato, isto porque Serra, mesmo com o apoio do PiG-MP-PJ, vai perder feio a próxima eleição para Dilma.Vários fatores farão com que Serra perca a eleição: o primeiro deles é que Dilma tem o apoio do melhor presidente que o Brasil já teve, um presidente que criou o Bolsa Família, o Luz para Todos, o Brasil Sorridente, o SAMU, o Brasil Alfabetizado, o PC Conectado, o Pro-jovem, PAC, Minha Casa Minha Vida, descentralizou universidades, escolas técnicas, fez a economia crescer, mesmo com a pior crise econômica mundial, pagou ao FMI, ao Clube de Paris, abortou o processo de privatização das estatais, salvou o Brasil de se aliar à ALCA, é reconhecido mundialmente, aliou-se com as forças de esquerdas da América do Sul, combateu a corrupção, não se ajoelhou diante dos EUA. Em segundo lugar, ninguém mais quer ser governado por tucanos,Todos se lembram , dos juros estratosféricos, dos salários achatados, da quebra do Brasil, da perseguição aos movimentos sociais, da corrupção escondida debaixo do tapete, da compra de votos na Emenda da Reeleição, da submissão do Brasil aos EUA, da venda lesivas de empresas estatais.Por fim, o povo brasileiro não vota num partido que tem seus grandes líderes envolvidos com corrupção, a começar por Serra, seguido de Eduardo Azeredo, Leonel Pavan, Yeda Crusius, Teotonio Vilela Filho, FHC. O povo também não vota num partido que não gosta de ser investigado, que barra CPI, que comanda o Ministério Púbico.

FHC, a âncora da oposição


Redação CartaCapital

que se depreende da leitura recente de jornais e sites, a principal estratégia de campanha da oposição é, por ora, esconder o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC não deve discursar no lançamento oficial da candidatura de José Serra à Presidência da República, marcado para depois da Páscoa em Brasília. Parece clara a pretensão do PSDB de evitar, logo de início, a transformação das eleições de outubro próximo em um plebiscito. A presença do sociólogo, que não faz muito tempo aceitou o desafio da comparação entre o seu governo e o de Lula, só reforçaria esse caráter, ardentemente desejado pelo PT. Quanto mais plebiscitária a disputa, maiores as chances de Dilma Rousseff.

Considerado por alguns um extraordinário estrategista político e o único líder a fazer oposição de fato, FHC não tem contribuído para levar água ao moinho de Serra. Ao contrário. Primeiro, foi exposto a uma comparação que lhe é francamente desfavorável (apesar da boa vontade da mídia em geral). Depois, tanto insistiu na tese da chapa puro-sangue do PSDB que sobrevalorizou a importância eleitoral do governador mineiro, Aécio Neves. Em um dado momento, o sim de Aécio ao posto de vice pareceu mais importante ao sucesso eleitoral dos tucanos do que a definição do próprio Serra de encabeçar a chapa.

Nos últimos tempos, FHC causou uma saia-justa ao se encontrar com Joaquim Roriz, ex-governador e candidato à sucessão de José Roberto Arruda no Distrito Federal. Apesar de o panetonegate concentrar-se, por enquanto, na turma do governador cassado, há vários indícios de que as práticas de corrupção tiveram início durante o último mandato de Roriz, entre 2002 e 2006. Não é absurdo imaginar, portanto, que a Polícia Federal venha a se debruçar sobre a gênese do escândalo que envergonha o Distrito Federal.

Cobrado por correligionários, Fernando Henrique Cardoso deu uma versão logo desmentida por Roriz. O ex-presidente disse ter sido procurado em casa pelo candidato. Em nota, Roriz afirmou o contrário: o encontro foi sugerido pelos tucanos e pelo próprio FHC, pois o ex-governador lidera as pesquisas eleitorais em Brasília e poderia oferecer um palanque forte a Serra.

Os tucanos parecem concordar com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Segundo Ciro, FHC é uma âncora e quem estiver a ele atrelado só tem um destino, o fundo.

Lula: Quem quiser me derrotar terá que 'por o pé no barro' e trabalhar mais do que eu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (31), durante a solenidade de despedida dos ministros que deixam os cargos para disputar as eleições deste ano , que quem quiser derrotá-lo terá de trabalhar mais do que ele. "Tem de trabalhar que nem um desgraçado, e quem quiser me derrotar, vai ter de trabalhar mais do que eu", disse. O presidente afirmou que quem dorme até as 10 horas e busca apoio de formadores de opinião pública "terá de pôr o pé no barro para me derrotar"

Um total de 10 ministros deixaram hoje seus cargos, com o objetivo de concorrerem a cargos públicos nas eleições de outubro. O presidente agradeceu pessoalmente a todos os ministros demissionários.

Lula reafirmou que o momento mais difícil na vida de um político é a hora de tirar de sua equipe de governo alguém que foi convidado para o trabalho. Lamentou estar perdendo companheiros que “vestiram a camisa do governo” e reiteirou que gostaria que todos ficassem até o final do mandato. O presidente afirmou ainda que montar uma boa equipe é a arte do sucesso no governo e que sempre procurou estabelecer uma relação de confiança e respeito com os integrantes de seu Ministério.

O presidente fez um elogio especial à gestão da agora ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo ele, Dilma deixará um "vazio" no Planalto. "(A saída de Dilma) é um prejuízo para o Brasil, mas ela é dentro de uma perspectiva de que voce seja mais do que chefe da Casa Civil, e a esperança é a motivação da sua saída", afirmou Lula.

Dilma se emociona
A pré-candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, se emocionou ao fazer o discurso de despedida do Ministério da Casa Civil. "Nós somos companheiros de uma jornada, de uma missão. Uma missão especial, uma alegre melancolia, ou uma alegria triste. Nós saímos de um governo, que nós consideramos que mais fez pelo povo deste país, e nós o abandonamos hoje", avaliou Dilma, que proferiu o primeiro discurso do evento, com voz embargada.

"Não somos aqueles que estão dizendo 'adeus', somos aqueles que estão dizendo 'até breve'. Sob a sua inspiração de quem fez tanto, estamos prontos para fazer mais e melhor", disse a agora ex-ministra.

"Nos orgulhamos de ter participado do seu governo. Não importa perguntar porque alguns não têm orgulho dos governos de que participaram. Eles devem ter seus motivos. Mas nós temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e levá-la para os nossos netos", afirmou Dilma, que ainda atacou os críticos do governo, dizendo que estes "não sabem o que oferecer a um povo orgulhoso".

Quem sai e quem entra
O presidente fez um desafio aos novos titulares dos Ministérios que foram empossados por ele: trabalhar mais e melhor do que os antecessores no prazo de nove meses, que é o que resta do seu governo este ano. E isso sem inventar nada novo, porque, segundo o presidente, é tempo de execução dos programas, não de criação. “Espero que vocês coloquem no chinelo os que saíram, de tanto trabalhar e de tanta competência”, afirmou Lula em seu discurso.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, será substituída pela secretária executiva Erenice Guerra. Já os pré-candidatos ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias (PT) e Hélio Costa (PMDB) serão substituídos por Márcia Lopes, no Desenvolvimento Social, e José Artur, nas Comunicações, respectivamente.

Também candidatos aos governos do Amazonas e da Bahia, os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, deixarão em seus lugares os secretários executivos Paulo Passos e João Santana, respectivamente. Na Agricultura, assume o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, no lugar de Reinhold Stephanes, que concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e da Previdência, José Pimentel (PT), serão substituídos pelos secretários executivos Márcio Zimmermann e Carlos Gabas para disputar um mandato de senador. Carlos Minc sai do Ministério do Meio Ambiente para tentar uma vaga de deputado estadual pelo Rio. Assume a secretária executiva Izabella Teixeira. Por fim, o secretário adjunto da Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, Elói Ferreira, substitui Edson Santos, que vai concorrer como deputado federal.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deverá definir seu futuro político hoje. Em encontro com o presidente Lula ontem (30), ele pediu 24 horas para decidir se deixará o governo para concorrer nas eleições.
Com agências

Dilma: ninguém vai se esconder de debate nas eleições

GERUSA MARQUES - Agência Estado
A ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República, disse esta tarde que vai participar dos debates na TV durante a campanha presidencial. Segundo ela, o debate tem um papel fundamental no processo de escolha do presidente. "Ninguém vai se esconder de debate", reforçou a ministra, em entrevista coletiva, depois da cerimônia em que deixou o governo com outros nove ministros.


Ao ser questionada se ela estava preparada para enfrentar um voo solo e não ter do lado a presença constante do presidente Lula, Dilma disse que dificilmente um projeto de governo é um voo solo. "Eu não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele, para mim, foi um momento muito importante da minha biografia. Segundo ela, o seu voo solo, daqui para a frente, será com as pessoas que já vem trabalhando no projeto de governo do presidente Lula.

Dilma disse que a experiência que teve no governo lhe dá forças para enfrentar novos desafios. "Tudo o que eu passei no governo me dá muita força interior para enfrentar o que vem por aí", afirmou. Ela disse que, no embate com a oposição, não vai baixar o nível e usar instrumentos que não honram a transição democrática. "Por isso eu acho que não é que ele (embate) tenha que ser duro. Ele tem que ser firme e transparente", disse Dilma, reforçando que o importante é deixar o mais claro possível os projetos que estão em disputa, "para o povo poder decidir".

Dilma reiterou que se sente preparada para disputa presidencial, mesmo sendo sua primeira campanha política. "Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição. A minha vida não foi uma coisa muito fácil. Acho que a eleição até é um momento muito bom, porque é o momento de exercício da democracia", afirmou. Segundo ela, na democracia as coisas são mais produtivas, mais generosas e menos opressivas. "Difícil mesmo era aguentar a ditadura", disse.

DIRETO DE CUIABÁ, MATO GROSSO!

Fátima Ferreira da Silva: vive em Cuiabá, é mãe, secretária e dona de casa.



GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Porque a Senhora votou em Lula?


FÁTIMA: Desde quando ele não era “o cara”, ou seja, o melhor presidente que o Brasil já teve, eu já votava. O vocabulário dele a gente entende, não precisa de dicionário para entender. Sem dúvidas ele é diferente, uma pessoa simples, honesta e trabalhadora. Mudou a História de nosso país.
Hoje o povo brasileiro é respeitado lá fora. Somos credores do FMI, nossos filhos podem escolher a faculdade que querem cursar, mudando também o gosto pelo que farão visto ser aquilo que é sua vocação, aquilo que escolheram.
Com o bolsa família acredito que se está erradicando a fome no Brasil.


GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Porque Dilma Roussef?


FÁTIMA: Porque ela é defensora do povo trabalhador, dos oprimidos. É guerreira, tem uma História que orgulha ao povo e também às mulheres. Foi violentamente torturada e nunca entregou seus companheiros, que assim não tiveram o mesmo destino ou até pior pos muitos perderam suas vidas nesta dura época. Sei que alguns vão tentar inverter as coisas boas e os projetos dela para, com mentiras e meias verdades, ofuscar o brilho da luta que ela travou pela nossa liberdade.
Senti na pele o que é sofrer a angústia e o medo daqueles anos de chumbo. Tive um irmão que foi barbaramente torturado: quebraram sua clavícula, seu braço, seus dedos. É muito triste saber do sofrimento e não poder fazer nada, ou quase nada.
Meu irmão certa vez nos encontrou na Bahia e pediu para comer uma rabada e a gente percebia o nervosismo dele.
Foi preso várias vezes, quase o mataram. Foi exilado onde teve com uma companheira também exilada, sua filha Cláudia.
Voltando ao assunto, Lula aprovou com seu trabalho e agora nos apresenta Dilma e certamente podemos confiar.





GUERRILHEIROS VIRTU@IS em breve postarão sobre JOSÉ MARIANE FERREIRA ALVES, o irmão da companheira Fátima.


PIG: PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA

"Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos (da oposição).”
Judith Brito, diretora-superintendente da Empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha de s. Paulo e presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), em discurso na Fecomercio, 18/03/2010 .
A mídia confessa com todas as letras, eles estão sim fazendo oposição ferrenha ao governo Lula. Eles não são imparciais, eles não tem ética, não tem profissionalismo. Eles fazem parte da elite golpista que quer governar o Brasil!

A COLIGAÇÃO GLOBO/SERRA/DEMO

Laerte Braga
O governador de São Paulo José Collor Arruda Serra inaugurou na terça-feira parte das obras do RODOANEL em seu estado. Cobertura jornalística ampla, geral e irrestrita.

José Collor Arruda Serra é um dos políticos mais corruptos do Brasil e pior que FHC em muitos sentidos. A prisão de executivos da ALSTOM em Londres vai revelar no curso das investigações que foi um dos comprados para a concessão de obras públicas em seu estado, inclusive o RODOANEL. Os empresários foram presos exatamente por comprar políticos sul-americanos como Serra.

O JORNAL DA BAND ao mostrar a inauguração de parte das obras (neste momento ele está inaugurando promessas inclusive) mostrou também um imenso protesto de professores da rede pública do estado, largados à deriva, como toda a educação em qualquer governo tucano (educação dá dinheiro, não permite caixa dois, propina).

O JORNAL NACIONAL, parte da programação do PARTIDO GLOBO que integra a coligação DEMO/PSDB (o partido de Serra), mostrou a solenidade de inauguração e cortou as imagens da manifestação.

O PARTIDO GLOBO é mestre nisso. Mau caratismo e desonestidade na informação. Distorce, mente, inventa, tem um time de canalhas padrão William Bonner que além de não ter o menor escrúpulo, são de quem paga mais, ou de quem paga, ainda se dá ao luxo de chamar o telespectador de idiota, tratá-lo como tal e considerá-lo de fato assim.

O PARTIDO GLOBO sempre foi assim. Para início de conversa é uma organização estrangeira com aparência de nacional. Começou com capital estrangeiro, pouco antes do golpe militar de 1964 (o próprio Carlos Lacerda, líder de extrema-direita à época denunciou o fato). Dispôs de todos os recursos necessários para implantar-se, crescer e com o golpe militar de 1964 transformou-se em veículo oficial da ditadura.

Roberto Marinho, o canalha chefe, escondia notícias de tortura, notícias de escândalos do governo militar (corrupção generalizada), como escondeu as manifestações populares que pediam diretas já. Só as liberou quando o próprio ditador Figueiredo autorizou e quando perceberam que mais de um milhão de brasileiros estava comparecendo a cada um dos comícios pelas diretas.

Inventou a figura do caçador de marajás dentro do projeto político da nova ordem econômica, o neoliberalismo, foi parte beneficiada com recursos públicos no governo de Collor, só tratou do impedimento quando jeito não tinha mais, quando o Brasil inteiro clamava por isso.

Apoiou os oito anos de corrupção e barbaridades do governo FHC, sustentou-se com dinheiro público, inclusive em sua monumental divida externa (da empresa), paga em parte por FHC em troca do apoio a Serra em 2000 (havia um pedido de falência numa corte de New York contra a GLOBO).

Às vésperas das eleições de 2006, como as pesquisas indicassem a vitória de Lula no primeiro turno, a sua reeleição, deixou de noticiar um acidente aéreo, principal fato jornalístico do dia, mais de 150 mortos, a queda do avião da GOL, para divulgar um dossiê falso, mentiroso como se viu mais à frente, na tentativa de forçar o segundo turno e tentar eleger o corrupto Geraldo Alckmin (aquele que a mulher ganhou 300 vestidos para leiloar em benefício de uma instituição de caridade e preferiu ficar com eles).

Um mês antes das eleições criou uma “caravana da cidadania” conduzida pelo cafetão travestido de jornalista, Pedro Bial, para percorrer o País fazendo a campanha de Alckmin e em seguida às eleições, Bial teve que engolir em seco o dedo no nariz do governador do Paraná Roberto Requião que chamou a ele e a Miriam Leitão de “mentirosos”. São mentirosos muito bem remunerados.

Tem entre seus principais jornalistas um antigo agente da ditadura, Alexandre Garcia, acabou expulso do Palácio do Planalto por assédio sexual. Era funcionário do Banco do Brasil e foi para o Gabinete Militar eufemismo para SNI (SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES), sinônimo de dedo duro.

É um partido político, está coligado com duas das principais quadrilhas partidárias do Brasil, o PSDB e o DEMO (venderam setores estratégicos da economia nacional, patrimônio público na chamada privatização) e quer vender agora a candidatura de um político que além de corrupto, sem nenhum caráter é, lato sensu, um boçal.

GLOBO/PSDB/DEMO, a coligação que pretende passar a escritura do Brasil vendendo o patrimônio que resta e mudar a grafia do País para BRAZIL.

Trazem partidos menores consigo. A FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, RBS no sul do País, ESTADO DE SÃO PAULO, PPS do Roberto Freire, o ex-honesto. É, no mínimo, curioso que a BAND tenha mostrado a manifestação de professores, se levarmos em conta que Serra é um dos “herdeiros” da própria Rede BAND. Os pagamentos devem estar atrasados.

A campanha eleitoral deste ano vai ser das mais sórdidas da história.

Essas máfias, meios de comunicação da chamada grande mídia, partidos agregados vão tentar de tudo para levar ao poder uma das figuras mais repulsivas da política brasileira, José Collor Arruda Serra.

Seria necessário criar um superlativo para canalha, o único jeito de defini-lo lato sensu.

A opção do eleitor brasileiro vai ser simples. Ou aceita o rótulo de idiota que William Bonner criou para o telespectador do JORNAL NACIONAL, ou rejeita e repudia todas essas quadrilhas preservando o Brasil como nação soberana. Preserva a integridade do nosso território, nossa história, nossa liberdade, sobretudo a perspectiva de termos futuro.

Serra é sórdido. Mas GLOBO em tudo e por tudo é bem mais.

É uma coligação GLOBO/PSDB/DEMO. E é contra o Brasil e os brasileiros.

JORNAL NACIONAL NÃO MOSTROU O PERIGO NO RODOANEL INACABADO.


Via será aberta amanhã, mas motorista deve encontrar areia na pista e falha na sinalização
Outro problema está na cobertura de grama ao longo das pistas -sem ela, a areia era levada ao asfalto pela chuva.
O secretário dos Transportes, Mauro Arce, atribuiu o problema à falta de grama no mercado. "Temos de fazer uma varredura e retirar animais da pista. No domingo tinha muito cavalo, cachorro", disse Arce.
Além da areia, o usuário deve tomar mais cuidado por se tratar de uma estrada nova, que pode distrair o motorista com as paisagens, diz o coronel Eliziário Barbosa, comandante-geral da Polícia Rodoviária. A foto é matéria de capa da Folha de São Paulo de hoje 31/03

Como nem todas as obras estão prontas, o motorista pode encontrar areia na pista, acessos incompletos e pouca iluminação ao longo dos 61,4 km da estrada, que liga a rodovia Régis Bittencourt (BR-116) ao sistema Anchieta-Imigrantes.
Outra dificuldade é a falta de locais para abastecer, já que não há postos de combustível no trecho inaugurado.

Os jornais em parafuso

Por Washington Araújo
E os jornais entraram em parafuso. O assunto rendeu manchete, colunas políticas, notas, e editoriais inflamados. Tudo porque a Constituição Federal, promulgada em 1988, conhecida como a Constituição Cidadã – aquela sim, a mesma que ficou congelada na foto histórica e hoje a todos acessível, no momento mesmo em que o doutor Ulysses Guimarães a erguia na mão. Pois bem, a Constituição assegurava a todos o direito à livre expressão. E à circulação de idéias. E à liberdade de pensamento. E de imprensa também. Uma coisa é que o que está esculpido na Constituição, outra coisa bem diferente é o que cada um entende dos direitos fundamentais, da cidadania, do Estado democrático de direito. Pelo que li nos jornais de quinta-feira (25/3), passei a supor que o todos mencionado na Constituição exclui, logo de saída, a pessoa do presidente da República.

É um todos assim meio envergonhado, uma espécie de marquise que abriga a todos, menos o chefe do Poder Executivo, o presidente eleito através do voto universal e secreto em duas eleições seguidas – 2002 e 2006 – pelo mesmo povo brasileiro que, em 1986, elegeu um Congresso Constituinte composto por 559 parlamentares, 487 deputados e 72 senadores, e presidida pelo deputado Ulysses Guimarães, conhecido à época como o "Senhor Diretas". Foi uma Constituinte diferente porque foi alvo da pressão popular que conquistou o direito de apresentar emendas. Essas emendas alcançaram o total de 12.265.854 assinaturas.

"O vezo antidemocrático"

Vamos ao que interessa. Essas foram as manchetes dos grandes jornais no dia 25/3/2010:

** Folha de S.Paulo:

Editorial – "Devaneio autoritário" ; "Para presidente, imprensa cobre com `má-fé´ a ação do governo"

** O Globo – "Lula fala em continuidade e ataca a imprensa"

** O Estado de S. Paulo – "Lula volta a acusar imprensa de má-fé"

O editorial da Folha expressa sua total contrariedade já a partir do título – devaneio autoritário. E alinha algumas sacações da empresa, a meu ver, muito equivocadas. Derrapadas mesmo. Exemplos? "O vezo antidemocrático de Lula se expõe quando o que está em pauta é a divergência de opinião e a liberdade de imprensa".

Ora, ora, quem está sendo antidemocrático? O presidente porque fala de sua insatisfação com a imprensa ou o jornal porque não aceita ser criticado pelo presidente? E se o que está em pauta é "a divergência de opinião", é no mínimo curioso que o editorialista acuse nos outros o pecado que comete: o jornal procurou aceitar a "opinião divergente" emitida pelo presidente sobre nossa grande imprensa? Afirma o editorial: "Lula não tolera ser criticado e convive mal com esforços de fiscalização de seu governo".

Cadê o ataque?
Desde quando mostrar insatisfação com a cobertura da imprensa pode ser tachado de intolerância? Teria ele ordenado a invasão dos jornais, a prisão de jornalistas, a não-renovação de concessão para funcionamento de emissoras de rádio ou TV? Não. Então, cadê a intolerância? Ou intolerância é qualquer ato de não alinhamento automático com as posições da imprensa?

Fico por aqui. O editorial empilha idéias que não ficam de pé por si mesmas. Na reportagem da Folha, chama a atenção o subtítulo: "Presidente volta a criticar a imprensa, afirmando que a leitura de `determinados tablóides´ o deixa triste todas as manhãs". Um caso raro em que o subtítulo e o título da matéria parecem brigar pelo tom a ser dado ao texto. O título carrega no "má-fé"; o subtítulo arredonda para o estado de humor do presidente, algo que "a leitura que o deixa triste". E durma-se com um barulho destes.

O carioca O Globo escala o beligerante verbo "atacar". Quem não teve tempo de ler nada mais que a manchete deve ter ficado com a pulga atrás da orelha: como foi o ataque do presidente à imprensa? O presidente ameaçou fechar jornais? O presidente exigiu, como se fazia em passado recente, a demissão de algum jornalista em especial? O presidente deu nome aos bois: a revista Y é tendenciosa ao extremo e só publica inverdades; o jornal X chantageia o governo em troca de favores oficiais; a TV Z é comprada pelo capital especulativo e predador.

Não achamos nada disso na reportagem. Então, cadê o ataque presidencial à imprensa? Será este excerto?: "Para ele, esses críticos gostariam que houvesse alguma desgraça no país para que pudessem afirmar que ele, por não ser `letrado´, não tem capacidade para administrar o país".

"Predileção pela desgraça"
Será que ninguém nunca olhou enviesado para a cobertura feita por determinado órgão da imprensa para o governo atual e, avanço mais, será que nunca o leitor minimamente incauto não identificou as pegadas do preconceito social e cultural deste ou daquele articulista sobre a figura do presidente? O que ele disse foi elaborar de outra maneira a clássica lição das faculdades de Jornalismo: "Notícia é um homem morder um cachorro e não o contrário". É ilustrativo repercutir essas aspas do presidente encontradas em O Globo:

"Fico imaginando daqui a 30 anos, quando alguém quiser fazer uma pesquisa sobre a história do Brasil e sobre o governo Lula e tiver que ficar lendo determinados tablóides. Ou seja, esse estudante vai estudar uma grande mentira neste país. Quando, na verdade, poderia estar estudando a verdade do que aconteceu neste país."

Li a frase em voz alta, de mim para mim, apenas para encontrar algum tom de agressividade, alguma forma insuspeita de ataque à imprensa e confesso que não encontrei traço algum. Está muito mais para desabafo que para um ataque do presidente.

O vetusto Estadão segue a mesma toada dos irmãos-maiores. Título: "Lula volta a acusar a imprensa de má-fe". Subtítulo: "Lula se diz vítima de `má-fé´ da mídia". O objetivo é tratar o desabafo (sim, banco o termo) presidencial como sendo um elo adicional à corrente de acusações do presidente à imprensa e, logo em seguida, joga luz ao discurso vitimizante do presidente. O jornal dos Mesquita é bem mais transparente na forma aprovada para dar ares de escândalo e de ofensa ao que, no fundo mesmo, nada tinha de escândalo e muito menos de ofensa. Destaco o trecho que realmente importa:

"O presidente, no discurso de ontem, disse que estava fazendo o desabafo para o noticiário não piorar ainda mais. `Se você se acovardar, eles (jornais) vêm para cima. Se tem uma coisa que não temos que ter é vergonha do que fizemos neste país´, afirmou. Ele reclamou, em especial, da cobertura das inaugurações de obras. `Esses dias eu fiquei triste. Inaugurei duas mil casas e não vi uma nota no jornal. Mas, quando cai um barraco, eles dizem que caiu uma casa´, disse. `É uma predileção pela desgraça.´ Ele ainda reclamou que empresários do setor foram convidados a participar da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), organizada pelo governo no ano passado, mas não compareceram."

Olho no olho, gestos largos
Sublinhei o substantivo masculino "desabafo" propositalmente. Ao menos um dos três grandes jornais do país reteve a mesma percepção que tive ao ler as declarações do presidente no dia 24/3/2010. Nem ataque, nem acusação; desabafo de um presidente.

O Estadão fez a cobertura mais equilibrada ao informar seus leitores o pensamento do presidente usando suas próprias palavras. Quando lemos o excerto acima de olhos fechados conseguimos imediatamente imaginar estas palavras sendo ditas pela boca presidencial. A menção ao "valor-notícia = 0" para inauguração de 2 mil casas e para o "valor-notícia = 100" concedido quando cai um barraco e... sua prosaica conclusão de que, uma vez formada a equação com tais variáveis, o resultado só pode ser "uma predileção pela desgraça" é típico do pensamento e da visão de mundo do presidente. E é sincero. Não precisa ser presidente para concordar com este raciocínio, tal a clareza, a transparência do enunciado, a assertividade da conclusão. E não deixou passar em branco o boicote que empresários da grande imprensa, inclusive suas entidades classistas, fizeram quando da Confecom. Uma resposta ao encontro do Instituto Millenium.

O presidente da República apresentou à nação um novo figurino de chefe do Executivo. Um presidente falante, que fala língua das ruas, becos e vielas, que fala com o ribeirinho à margem do rio Juruá, no Amazonas, com a mesma desenvoltura com que responde a uma pergunta formulada pela rainha Elizabeth II, do Reino Unido. Para ele, trocar cinco minutos de prosa com catadores de material reciclável na periferia de São Paulo tem a mesma importância que discutir em Davos, na Suíça, os rumos que a economia mundial é forçada a trilhar.

Neste figurino encontramos o sujeito que, ao que tudo indica, pode até não saber a diferença entre conjunções coordenativas adversativas, aquelas que possuem a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações de mesma função gramatical, e as conjunções subordinativas causais, aquelas que subordinam uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, à qual se subordina. Afinal, pensando bem, será mesmo imprescindível que um governante saiba a diferença entre as duas conjunções?

É um figurino feito para nocautear qualquer assessoria da Presidência. O sujeito simplesmente dispensa os textos pré-escritos, prefere uma vez em mil escrever o texto ali mesmo diante da audiência, olho no olho, com gestos largos, metáforas nascidas no sufoco do último Fla x Flu, conselhos aos técnicos de futebol entremeados com o tema da inauguração, seja um hospital ou um novo trecho da nossa Transiberiana, a eterna construção da nossa conhecida ferrovia Norte-Sul.

Não pode falar da imprensa
O estilo de contumaz "sincericida" (aquele que comete sincericídio) pode estar na origem da aprovação popular que desfruta para desgosto de quem escreveu o editorial da Folha, quando ao referir-se ao presidente disse que "agora, ao criticar mais uma vez a imprensa, comporta-se como quem aspira à unanimidade – algo que está longe de ser um padrão democrático." Se as declarações do presidente, quando reunidas, se transformassem em bolo... diríamos então que o editorial da Folha sob enfoque seria sua cereja. É verdade que a grande imprensa até que se esforça para não vestir as carapuças distribuídas com generosidade pelo presidente. Verdade também que estas, quando bem encaixadas – como é o caso do editorial aventado –, vestem muito bem.

Por dizer o que pensa e não o que os assessores gostariam que ele dissesse, o presidente é duplamente rechaçado pela grande mídia. Suas frases escalam o topo das manchetes, principalmente se forem ardilosamente descontextualizadas. Um termo comum nas ruas do país passa batido por qualquer analista político ou redator de editorial. Mas se o termo provier da boca do presidente... é um Deus-nos-acuda!

E foi exatamente o que aconteceu em 10/12/2009. Em São Luís do Maranhão, o presidente, para afirmar que seu governo investe em saneamento básico, disse textualmente: "Eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra". E como alguém que de bobo só tem os amigos, o presidente previu que seria criticado e disse que os comentadores dos grandes jornais destacarão o uso de um palavrão no seu discurso. Arrematou a função de vidente com a afirmação: "Mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre deste país" (escrevi sobre o assunto neste OI, "Ecos do Brasil profundo").

Tenho uma coleção de frases do presidente, pois afinal defendi tese na academia com o explicativo título-tema "As frases do presidente Lula", cobrindo os primeiros cinco meses de seu primeiro mandato, de 1/1 a 31/05/2003. Portanto, tenho assim um mínimo de conhecimento do assunto. Mas aqui o assunto é outro. O que me causa perplexidade é que este presidente, sempre tão loquaz, tão espontâneo, palpiteiro que dá dó, com um porcentual de aprovação do povo brasileiro na marca recorde de invejáveis 83%, pode falar de tudo... opa!, tudo não, ele não pode falar da imprensa. Mas o contrário, falar dele e de forma pouco lisonjeira, é a mais lídima verdade. A imprensa pode falar o que quiser, descontextualizar suas falas com grande regularidade, provocar sua indignação, reduzi-lo a um reles analfabeto que chegou à Presidência da República.

Político de duas palavras
Até o filme que retrata parte de sua vida parece ter como título O filho do Demo, e não O filho do Brasil: a revista Veja apresenta o filme em seu sítio como um dos 10 piores filmes da história do cinema brasileiro. Desde quando ter 900 mil espectadores em dois meses de exibição é um fracasso de público? Será que o filme não foi o sucesso que se esperava "porque os brasileiros sabem tudo sobre Lula"? E que os brasileiros podem vê-lo e tocá-lo todos os dias? Sabem toda sua história de menino pobre, contada mil vezes por ele mesmo?

Para chegar aos 83% de aprovação popular, pode-se inferir o que escreveu o diário espanhol El País:

"Os brasileiros gostam do Lula de verdade, de carne e osso, com seus erros de gramática quando fala, o Lula vestido por estilistas famosos, elegantíssimo em Davos, e o Lula com o boné da Petrobras e a camisa de operário, entre os camponeses do Movimento dos Sem Terra."

A mídia não gosta de seus amigos e faz questão que todos eles, assim de cambulhada, sejam tratados como persona non grata. Alguns bem controvertidos, polêmicos quando não ditadores, e tiranos. Alguns amigos do presidente – Fidel à frente, Hugo Chávez, Evo Morales, Cristina Kirchner, Fernando Lugo, Mahmud Ahmadinejad etc. – não podem ser convidados para a mesma mesa (nem para o mesmo restaurante) que a grande mídia brasileira. Mas, principalmente, os amigos do presidente e a grande mídia não deveriam nem mesmo fazer parte de uma mesma frase. O problema é que o presidente perseguiu uma política de boa vizinhança que o deixa muito à vontade com seus atuais amigos de infância, gente como Nicolas Sarkozy, Barack Obama, Silvio Berlusconi, Michelle Bachelet, Gordon Brown.

Se o presidente, para desanuviar a cabeça em seu gabinete no Palácio do Planalto, sintonizar a rádio que toca notícias, a CBN, terá cinco chances em cinco de ouvir os gracejos do jornalista Heródoto Barbeiro colocando no ar vinhetas editadas em que suas falas são confundidas com as falas do saudoso prefeito de Sucupira, o grande Odorico Paraguaçu. Essas vinhetas, sempre muito engraçadas, são difundidas apenas como forma de expressar o desalento da emissora e do apresentador para a pessoa do presidente.

Como o objetivo é ridicularizá-lo, chamá-lo de caipira, coronel do Brasil profundo, iletrado, fisiológico, tacanho, antiético, político de duas palavras (na linguagem do prefeito Odorico, seria `pessoa bivocabular´), entende-se que a vinheta deve ser do agrado de todo mundo que rende homenagens ao maior ator do Brasil, Paulo Gracindo. Dificilmente o presidente deveria gostar de ver sua voz, sua fala, ser ironizada e sarcasticamente apresentada como sendo do prefeito sucupirense.

Estamos nos idos de março. Pelo andar da carruagem, a temperatura poderá ferver bem acima do esperado antes mesmo de chegar setembro, outubro de 2010.

Relações cordiais
Se as declarações do presidente sobre a forma como a imprensa noticia seu governo são recebidas com tanto açodamento, entendo que não demora muito para que uma colisão se materialize. É fato que a relação entre governos e imprensa é em geral muito sensível, delicada e sempre à beira de um impasse ou, ao menos, de turbulências. Nos Estados Unidos, as relações entre o presidente Obama e alguns veículos de comunicação são profundamente conflituosas. Basta recordar que, não faz muito tempo, a Casa Branca informou que passaria a tratar a conservadora rede de TV Fox News como partido de oposição, e não veículo de comunicação.

Alguém já imaginou tal evento no Brasil? Alguém já pensou como seria a repercussão de um comunicado da Secretaria de Comunicação da Presidência da República dizendo que a partir daquela data o governo consideraria a revista Veja como porta-voz da oposição? Ou, então, a rede Globo ser vista como irmã siamesa da Fox News norte-americana, com viés eminentemente político-partidário e sempre vociferando contra tudo que traga consigo a lembrança do governo?

Ora, não preciso ser amigo da madame Carlota para, pegando de empréstimo sua bola de cristal, antever o clima do filme 2012 transbordando por toda a sociedade brasileira. No caso do Brasil, não consigo imaginar o presidente se policiando e se omitindo de expressar sua opinião sobre qualquer assunto, pois seria uma espécie de autossabotagem. Também não consigo ver a imprensa deixando de fazer o que acredita ser seu papel: noticiar tudo o que quer, da forma que quer e como deseja que seja vista, lida e analisada esta ou aquela ação governamental.

Uma coisa é certa: o Brasil nada ganha com uma queda de braço entre governo e mídia. Ao contrário, só tem a perder. As energias de um e de outro seriam deslocadas de sua missão principal para articular ataques e contra-ataques, baseados em fatos ou fundados em versões, criar escaramuças e tudo isso redundar na velha conhecida guerra das vaidades, dos egos inflados e feridos, mágoas e ressentimentos. É o momento de os dois aparentes antagonistas refletirem pausadamente sobre a relação que desejam ter porque só valorizamos o clima de harmonia entre governo e imprensa quando, infelizmente, já o perdemos.

É tempo de posicionar o carro dos bombeiros, conferir os equipamentos, atentar para o volume de água disponível. E esperar que estas relações sejam cordiais, quando não amistosas e sinceras. Sem dúvida, é algo mais fácil que – parafraseando Don Henley, vocalista do Eagles – o inferno congelar.

É HOJE: Todos ao "bota-fora" de Serra


Todos ao "bota-fora" de Serra
Vamos dar todo apoio e fortalecer ao máximo...
Vamos dar todo apoio e fortalecer ao máximo - com a participação de quem puder comparecer - a passeata que 40 sindicatos e associações do funcionalismo público estadual realizam na capital, no "bota fora" do governador José Serra. Ele deixa o governo amanhã para ser o candidato da oposição à presidência da República pela coligação PSDB-DEM-PPS.

A concentração para o público é no vão livre do MASP, na avenida Paulista, à tarde, de onde sai a passeata até a Praça do Patriarca, no centro antigo de São Paulo. É preciso dar uma "despedida" à altura do que merece um governador que não deixa saudades.

Serra jamais negociou, atendeu reivindicações, dialogou ou teve algum tipo de atenção com pleitos apresentados pelas categorias profissionais do Estado. Ao contrário, nunca soube lidar com os movimentos sociais e sempre os tratou com repressão policial, cassetetes, bombas e tudo o mais que constitui o aparato repressivo do Estado, como o faz agora, com a greve dos 210 mil professores.

A gente sabe que para o governo Serra e para os demais governos tucanos, a questão social é caso de polícia como era há 80 anos, na década de 30 do século passado, quando o Brasil começou a institucionalizar direitos sociais e trabalhistas.

Blog do Zé Dirceu

64% dos paulistanos julgam governo Kassab de regular a péssimo


A avaliação da gestão demo-tucana na capital paulista continua em queda. Pesquisa do Datafolha divulgada nesta terça-feira (30) mostra que o governo do prefeito Gilberto Kassab, continuador da administração Serra, é considerado ruim ou péssimo por 34% dos paulistanos. Outros 30% consideram a gestão regular e 34% ótima ou boa.

Kassab foi eleito com ajuda de Serra prometendo continuar o trabalho do tucano
O índice dos que consideram sua administração ruim ou péssima é o maior registrado desde agosto de 2007. Na última pesquisa, realizada em dezembro de 2009, esse percentual era de 27%. Somados os 34% de ruim-péssimo com os 30% de regular, temos uma situação em que 64% dos paulistanos, a ampla maioria, não aprova o modo demo-tucano de administrar.

Serra inaugura obra polêmica e é vaiado por trabalhadores

“Cerca de 200 servidores estaduais, entre professores, agentes penitenciários e profissionais da saúde, vaiaram nesta terça-feira (30) o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em Presidente Prudente, no interior paulista, onde o tucano inaugurou obras. Com nariz de palhaço e faixas que foram proibidas de ser abertas pela Polícia Militar, os manifestantes se reuniram na frente do prédio do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), inaugurado pelo governador.

Vermelho.org

Os trabalhadores chamaram Serra de "ditador" e "mentiroso". "Nos proibiram de entrar no prédio e de colocar as faixas, bolsas de mulheres foram revistadas e um professor foi tirado à força por um PM", reclamou Alberto Brushi, diretor regional do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Professores da rede estadual e PMs entraram em confronto no Morumbi na semana passada, quando tentaram furar o bloqueio e chegar ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Quando os professores tentaram furar o bloqueio, foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito moral.

O sindicalista Rozalvo José da Silva, secretário-geral do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), também reclamou do tratamento dado aos manifestantes. A exemplo dos professores, em greve há 19 dias, os agentes penitenciários decidiram entrar em greve a partir do próximo dia 30. Ele afirmou que os 22 mil agentes, que cuidam de 180 mil presos no Estado, exigem reajuste salarial de 26,34%.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

terça-feira, 30 de março de 2010

O SONHO ACABOU PARA CIRO GOMES

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, anunciou nesta segunda que na próxima semana a direção socialista comunicará oficialmente ao deputado federal Ciro Gomes o veto a sua candidatura ao Planalto. Ontem, Ciro se reuniu com o comando do PSB em Brasília quando tentou convencer da manutenção de seu nome na disputa presidencial mesmo sem alianças.
Ciro defendeu sua candidatura para romper com a polarização entre os candidatos do PT e PSDB, leia-se Dilma Roussef e José Serra, mas seus argumentos foram insuficientes. O PSB nâo vê como Ciro se manter na disputa ao Planalto sem alianças eleitorais. Entende que o partido deve apoiar a candidatura de Dilma e fazer o anúncio do apoio já na próxima semana.
Eduardo Campos também revelou que o deputado Ciro Gomes não terá mais reunião com o presidente Lula. Caberá ao próprio governador de Pernambuco que também dirige o PSB a tarefa de comunicar a Ciro que os socialistas não darão legenda a ele para concorrer contra Dilma e Serra. Em tom de brincadeira, Eduardo Campos indagou dos jornalistas durante entrevista em Brasília se eles não queriam se antecipar a ele e avisar logo a Ciro. Fonte: O Globo

A Ministra Dilma, o governador Serra e as eleições

Geison Silva*
Na semana passada o Presidente Lula foi multado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a alegação de campanha eleitoral antecipada.
O Presidente Lula e a ministra Dilma Roussef participaram da inauguração de diversas obras, como o Gasoduto Sudeste-Nordeste, a inauguração da Ferrovia Norte-Sul, dentre outras obras que são fruto de muito trabalho sério e de um governo que governa pensando no povo e no futuro do país. A participação e os discursos do Presidente Lula foram considerados atos de campanha eleitoral pelo DEM, PPS e PSDB.
O governador de São Paulo, José Serra, esteve na Festa da Uva em Caxias do Sul, mas isso não foi considerado campanha eleitoral. Dois pesos e duas medidas.Tentamos entender então o porquê de rejeitar a presença do Presidente e da Ministra Dilma na inauguração destas grandes obras, e na semana passada as coisas ficaram mais claras.
Depois de inaugurar uma "sensacional" maquete, o governador Serra inaugurou uma demolição. O agitado dia do Governador ainda contou com a inauguração de duas placas. Isso mesmo, placas.
O Governador paulista enfrenta uma greve de professores, a qual ele responde com o "choque de gestão do PSDB" (só que desta vez o choque veio com o Batalhão de Choque, que agrediu covardemente os Professores) e outra greve de delegados. Não há nada a inaugurar em seu governo. Não há nada a comemorar.
Como eles não têm o que mostrar, querem impedir o Presidente Lula de mostrar as suas realizações, ou seja, o clima no Tucanato é de desespero. O Brasil agradece. * Geison Silva- Chefe de Gabinete do Deputado Federal Marco Maia PT-RS.
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Ditadura Militar e Golpe de 64

O Fórum do PT da Zona Norte, convida a TODOS companheiros e companheiras para ouvirmos e conversarmos com o companheiro e Dep. Estadual ADRIANO DIOGO na próxima quarta-feira 31/03/2010 na sede regional da APEOESP - Rua Jovita, 324 a parir das 19:30 h.
ASSUNTO: Ditadura Militar e o Golpe de 1964 - Campanha da companheira DILMA.
ADRIANO DIOGO além dos mandatos de vereador por São Paulo e Deputado Estadual sempre pelo PT é um dos personagens mais marcantes daquele triste período.
Enviado por Alexsandro de Almeida - almeida.dudu13@gmail.com

Celso Furtado e Desenvolvimento

Por Emiliano José
Um dos nossos maiores pensadores, Celso Furtado, antecipou muito do que se discute na atualidade quanto ao desenvolvimento da humanidade, particularmente em relação ao que se compreende hoje como desenvolvimento sustentável. Nunca se inebriou com os modelos dos países do capitalismo central. Fez a crítica consistente aos padrões de consumo predominantes naquelas nações. Um pensamento que pode até colidir com parte de nossa esquerda, cuja visão de progresso às vezes não leva isso em conta.
Não sei se Furtado chegou a ler ou se envolver com o pensamento de Walter Benjamin, mas suas formulações lembram o que o heterodoxo pensador da Escola de Frankfurt dizia sobre o chamado progresso. Nele, Benjamin, o progresso, tal e qual ocorria até os anos 30 do século passado, se dava contra a humanidade. Sua formulação era uma espécie de alerta contra o fetiche dos que consideravam como necessariamente bom o desenvolvimento incessante das forças produtivas.
Furtado está também alerta para esse fetiche. Talvez o que o diferencie de Benjamin seja o seu lado propositivo, sua visão de intelectual sempre comprometido em buscar saídas, sintonizado com um projeto político e emancipador do Brasil. Furtado é um pensador crítico, o que o retira do campo dos otimistas cândidos, mas não o coloca no território do catastrofismo crônico. Como pensador, buscava na política, nas opções políticas as alternativas para a humanidade.
Furtado era um homem do pensamento, e do pensamento que levava à ação, à luta política. Lembro-me de um texto de Heidegger, texto curto, denominado Serenidade, de outubro de 1955, quando ele fala da existência de dois tipos de pensamento, legítimos e necessários: o pensamento que calcula e a reflexão que medita. O primeiro nunca pára, nunca chega a meditar. O segundo, o pensamento que reflete, que medita, na visão de Heidegger, requer um treino demorado, um esforço grande porque procura o sentido que reina em tudo que existe.
Creio que Celso Furtado unia os dois. Cultivava o pensamento que calcula, o que olha o entorno mais próximo, mas nunca deixava de refletir sobre o conjunto, sobre a história em curso, sobre o passado e também sobre o futuro. E olhava a humanidade e o Brasil incluído nela.
Mesmo quando pensava o Nordeste, não deixava de vincular o desenvolvimento da região ao conjunto do País e a criticar a tentativa de repetir o modelo predominante no Centro-Sul, "caracterizado por elevados padrões de consumo das classes de rendas médias e altas", citado por Assuério Ferreira, no livro O pensamento de Celso Furtado e o Nordeste hoje.
Sendo a renda por habitante muito mais baixa na região, dirá Furtado, "a reprodução desses padrões de consumo requer maior concentração de renda, o que implica condenar a grande maioria da população à condição de pobreza e miséria". O governo Lula, com suas políticas públicas, tem procurado adotar outro modelo, mas creio que muito do que dizia Furtado, do ponto de vista dos padrões de consumo, ainda permanece atual.
Furtado considerava que tais padrões de consumo, copiados dos países mais desenvolvidos e mesmo do Centro-Sul, não se constituíam em elementos que pudessem contribuir para nos livrar do subdesenvolvimento mas, ao contrário, para agravá-lo. Ele não se encantava com a pura e simples modernização das forças produtivas, com as formas inovadoras da técnica, com o padrão de acumulação. Pensava sempre na distribuição da renda, na repartição da propriedade, que eram elementos, do seu ponto de vista, que deviam balizar o País para escapar do destino do subdesenvolvimento, de ter uma pequena parcela da população incluída e a grande maioria excluída.
Furtado seguramente deve ser incluído entre os grandes nomes do pensamento progressista e de esquerda do Brasil. Penso que muito daquilo que vem sendo feito pelo governo Lula, especialmente o que vem sendo feito no Nordeste, e que vem provocando a emancipação política da região, deve-se à contribuição iluminada de Celso Furtado. Ainda há muito para ser feito. E para continuar, trata-se de voltar, sempre, à fonte inesgotável do grande pensador. Publicado no jornal A Tarde (29/03/2010)
www.emilianojose.com.br

DILMA A PRÓXIMA PRESIDENTE DO BRASIL - PAC 2

ZÉ ALAGÃO UMA TRAGÉDIA

Posse do diretório em Cantanhede-MA

No dia 06 de março na câmara de vereadores de Cantanhede - MA, aconteceu o a posse da nova diretoria do PT do município e teve como principal assunto as diretrizes para as eleições 2010 para eleger Dilma presidente. Além dos filiados, do Vereador Gerson Junior (PT) do presidente do Diretório Regional o Deputado Federal Domingos Dutra (PT), estiveram presente o vice prefeito Waldir Quaresma, o presidente da Câmara de vereadores o Sr. Raimundo José, do líder do governo Raimundo Martins ambos do PTB, do Sr. Ronyklésio e Codirél representando a executiva municipal do PC do B, do presidente do diretório municipal do PP o Sr. Paulinho do PP, da Sr.ª Maria José sec. De finanças do sindicato dos trabalhadores Rural do município, simpatizantes e amigos. valdomirota2000@gmail.com

QUERO DILMA 2

José Serra manda PM barrar petistas e professores

É esse sujeito safado que você quer que governe o Brasil?.Ninguém merece.Duro é ver gentalha, que se dizia de esquerda, defender um governo safado, corrupto como o de Zé Pedágio.Na blogosfera direitona do Brasil há vários exemplos desse tipo de pilantra, vagabundo que se vendeu por migalhas.
Manifestante diz que polícia tinha ordem para barrar petistas e professores em inauguração de Serra R7, com Agência Estado
Tropa de Choque se organiza para conter a ação de militantes do PT no acesso à cerimônia de inauguração do Trecho Sul do Rodoanel.
A decisão dos policiais da Força Tática do Estado de São Paulo de impedir a participação de petistas na cerimônia de inauguração do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, comandada pelo governador José Serra (PSDB), se transformou em uma detenção provisória, segundo um dos líderes do PT no local ouvido pelo R7.
Segundo o coordenador regional do PT no ABC paulista, Humberto Tobe, foi o próprio comando da polícia que informou da detenção. Ele teria dito que, por ordem do governo estadual, “pessoas filiadas ao PT professores da rede estadual de ensino” foram proibidos de ir ao evento.
Tobe conta que o ônibus com petistas se aproximava do quilômetro 25 da Rodovia Anchieta por volta das 9h30 quando a polícia impediu que eles prosseguissem:
- Eles disseram que precisavam revistar o ônibus. Quando a gente desceu, a polícia cercou todo mundo e prenderam o ônibus.
Ele disse que a imprensa, que tenta se aproximar do local, também é impedida de manter contato com os petistas.
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Polícia barra grupo do PT em evento de Serra
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- Nós viemos para prestigiar a participação do governo Lula na conclusão da Obra. O governo entrou com R$ 1,2 bilhão. Não é nada contra o Serra, mas a favor do governo Lula. Os policiais teriam dito que os manifestantes seriam liberados só depois que a obra fosse inaugurada.
- Estamos tentando negociar para ir embora pra casa.
Além da Força Tática, há no acesso ao evento ao menos 30 carros da Polícia Militar e um efetivo estimado em 150 policiais.
O presidente do partido no município, Wanderley Salatiel, tem em mãos um convite para o evento que diz ter recebido por e-mail do secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce:
- A obra é aberta ao povo. Não podem nos barrar.
Segundo os PMs no local, o bloqueio do grupo ocorreu por "ordens superiores". A reportagem ligou para a assessoria da PM, que disse desconhecer a presença de manifestantes petistas, mas sim professores da rede estadual que reivindicam aumento de salário.
Questionada sobre a ordem de proibir petistas na cerimônia, a assessoria do governo do Estado disse apenas que desconhece essa informação.

AQUI JAZ SERRA E O PIG

Deputado Abicalil coordena Mesa de debates na Conferência Nacional de Educação

Mais de três mil pessoas, entre especialistas e observadores, debatem a política para os próximos 10 anos da educação brasileira na Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada pelo Ministério da Educação, em Brasília. Nesta terça-feira (30/03), terceiro dia de evento, o deputado federal e membro da comissão organizadora da conferência, Carlos Abicalil (PT), coordenou a Mesa de debates do eixo “papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional”.
Segundo Abicalil, representante da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados no evento, o tema é um dos principais da conferência, uma vez que se trata de um eixo transversal de todo o encontro.
“É exatamente um tema que questiona qual é o papel do Estado na garantia do direito e de que maneira o Estado interfere nas diversas instâncias de poder organizado – seja no Legislativo, Executivo e Judiciário, bem como discutem o Ministério Público – aquilo que caberá a cada instância administrativa e a cada poder em zelar que este direito seja assegurado”, disse Abicalil.
De acordo com o parlamentar, o eixo proposto é um gênero do qual especializam as diversas modalidades de temas das demais composições que estarão referidas como resultado da conferência. “Como estamos tratando simultaneamente de organização do Sistema Nacional Articulado e de Plano Nacional de Educação, necessariamente este tema tem que estar regrado ao procedimento adequado para a nova forma de organizar o sistema e a relação entre o sistema e os objetivos estratégicos que o PNE de 2011 a 2020 terá”, pondera.
A Conae terá 52 colóquios com representantes de todos os estados do país. As discussões servirão de subsídio para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação. Somente nesta terça-feira, os participantes debateram 27 eixos, entre eles formação inicial e continuada de professores: políticas e desafios; avaliação e os instrumentos de valorização dos profissionais da educação; piso salarial, diretrizes nacionais de carreira, desenvolvimento profissional, reconhecimento social e melhoria das condições de trabalho na educação escolar; a educação básica e superior e as tecnologias de informação e comunicação e os conteúdos multimidiáticos; políticas de prevenção e de atendimento à saúde dos trabalhadores em educação; educação e relações étnico-raciais e multiculturais; educação do campo; educação escolar indígena e territorialidade.
No término da Conferência Nacional de Educação, quinta-feira (01), está previsto a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, às 11hs. Enviado pela Assessoria de Imprensa do Deputado Carlos Abicalil.
Acesse: http://www.carlosabicalil.com.br/

Serra usa métodos da ditadura para enfraquecer movimento de professores

A infiltração de policiais à paisana na manifestação dos professores, pertencentes ao serviço reservado da Polícia Militar (a chamada P2), é motivo de preocupação entre as lideranças dos professores da rede estadual de ensino – cuja greve entra na quarta semana e que programam nova manifestação para a tarde desta quarta-feira, 31/-03 –, em São Paulo. Maria Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apoesp) não esconde sua indignação com a descoberta de que o ato de sexta-feira, 26/03, ocorrido nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, teve a ação de agentes do serviço reservado da PM, se fazendo passar por manifestantes. “Agente infiltrado em nossa manifestação? A troco de quê? Isso é coisa da época da ditadura.”
Ontem, a Apeoesp descobriu que o agente secreto, identificado pela própria PM, tinha embarcado como se fosse professor no ônibus da delegação de Osasco, município da Grande São Paulo. Ele aparece em foto do jornal O Estado de São Paulo, carregando nos braços a policial militar Erika Cristina Moraes de Souza Canavezi – aparentemente atingida nos confrontos do último dia 26 – que deixaram 16 feridos, vítimas de disparos de balas de borracha, estilhaços de bombas de efeito moral, golpes de escudos e cassetetes.
“Passamos a considerar ter havido armação para sensibilizar a sociedade e jogá-la contra o nosso movimento”, diz Izabel. “Todos pensavam que aquela policial feminina, frágil, indefesa, socorrida por manifestante, era uma vítima de nós, bárbaros professores. Se analisarmos com cuidado, o capacete dela está retinho. A roupa toda alinhada, como se tivesse saído da lavanderia. Para quem disse ter levado uma paulada, é de se estranhar. Os dois estão arrumadinhos, ajeitadinhos. Esquisito demais. ” Brasília Confidencial.

SERRA CANSADO DE "ROUBAR"

O José Serra fez de bom para o Estado de São Paulo? NADA, absolutamente nada. O que ele fez foi perseguir ambulantes, o Movimento dos Sem Terra, os professores, os estudantes...

O MELÔ DO JOSÉ SERRA