19 de Setembro de 2009 - Meu resumo, ultra-resumido, dos resultados da PNAD-2008: o bolo está crescendo e, ao mesmo tempo, sendo distribuído. Na maior parte dos indicadores demográficos, econômicos e sociais, os avanços, nos últimos anos, são consistentes, ainda que mais lentos do que o desejável.por José Paulo Kupfer - para o portal iG - É um retrato de antes da crise. Os dados, em geral, foram colhidos até setembro do ano passado. Haverá, quase com certeza, um soluço em 2009. Mas a expectativa é que, com a retomada do crescimento, os indicadores voltem ao trilho positivo. Três aspectos, entre vários outros, me chamaram especialmente a atenção. O primeiro é o mercado de trabalho, com destaque para a formalização do emprego. De 2007 a 2008, um aumento de 7% . Indicação claríssima de quanto vale um período mais sustentado de crescimento. Um outro é a queda na taxa de fecundidade, com um recuo expressivo. De seis filhos para dois, em quatro décadas em meia, a redução leva o Brasil para o limiar da estabilidade demográfica. Um dado estrutural, que reflete avanços de políticas aplicadas por vários governos ao longo do tempo.
O terceiro é a declaração de identidade do brasileiro. Pela primeira vez, o contingente declarado de pardos e pretos supera o de brancos. Como já se sabia, mas agora as estatísticas confirmam, somos, orgulhosamente, um país moreno. Minha conclusão, diante dos indicadores, é a seguinte: crescimento econômico é o elemento fundamental para a melhoria das condições de vida, mas não inteiramente suficiente. É preciso que, aproveitando o ambiente de crescimento, os governantes promovam políticas ativas de inclusão social – como é o caso da que resultou na expressiva redução do trabalho infantil. Sem elas, os avanços serão lentos e, em alguns casos, lentos demais. Exemplo: a redução das disparidades regionais. Outro exemplo: a redução do analfabetismo. Gilvan Freitas - novo editor do Blog da Dilma - Acesse também: TERROR DO NORDESTE.
Um comentário:
O Brasil tornou-se um dos mais importantes países do Mundo neste início do Século XXI e será a terceira potência econômica nos próximos 15 anos. A riqueza do Pré-Sal será do povo brasileiro e não das transnacionais do petróleo, como seria se o DEM/PSDB estivessem na Presidência da República. Brevemente Lula encaminhará ao Congresso a Consolidação das Leis Sociais, à semelhança da Consolidação das Leis Trabalhistas de Getúlio. Eu poderia citar importantes avanços na política externa brasileira; a transposição do Rio São Francisco, a qual beneficiará diretamente 12 milhões de nordestinos; mas o espaço aqui é pequeno para listar o enorme número das grandes conquistas do atual Governo. Porém, antes de concluir, faço questão de homenagear, além do Presidente Lula e de todos que lhe dão a devida sustentação, um patrício sem o qual nada disso aconteceria, pois sem ele a primeira eleição do Lula dificilmente teria sido vitoriosa: refiro-me ao Vice-Presidente José Alencar Gomes da Silva. Desejo que, em todas as escolas por todos os recantos deste Brasil, as gerações futuras aprendam a admirar com amor, gratidão e respeito estas duas personalidades históricas que ajudaram a elevar nosso País ao seu lugar merecido no conceito das Nações !
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