segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DIRETO DE PORTO ALEGRE!



O Diretório Municipal do PT não poderia deixar de
comemorar os 31 anos do Partido dos Trabalhadores. Para
tanto, está organizando um Jantar/Baile, que será
realizado no próximo dia 18 de março (sexta-feira), no
Clube Farrapos.

“Queremos com esta festa fazer a nossa homenagem ao
partido junto com os militantes porto-alegrenses”, frisou
Adeli Sell, presidente da sigla na Capital. A atividade
será realizada na semana em que Porto Alegre festeja seu
aniversário – comemorado no dia 26 de março.

Os convites para o evento podem ser adquiridos na sede
municipal e nos gabinetes dos vereadores. Há convites para
o Jantar/Baile no valor de R$ 20,00 e de R$ 50,00. Para
aqueles que optarem apenas pelo baile, serão vendidas
entradas a R$ 5,00.

Serviço
O que: Jantar/Baile 31 anos do PT
Quando: 18 de março
Onde: Clube Farrapos, Av. Professor Cristiano Fischer, 1331
Hora: 20:00
Convites: sede municipal
Informações: com Fátima Hasan pelo fone 3211-4888

Asscom PT-POA

Tatiana Feldens
Jornalista PT-POA - www.ptpoa.com.br
E-mail: asscom@portoweb.com.br
Contatos: 7811 5754 / 3211 4888
Rádio: 120*40546

CRUZES E FAIXAS NA RUA DA PRAÍNHA EM CUIABÁ







Devo dizer que sempre defendi a realização da subsede da Copa de 2014, em Cuiabá.
Por razões obvias, entre elas a receptividade e o interesse da população e também os avanços estruturais que demorariam mais alguns anos, provavelmente décadas para se alcançar, enquanto que com o evento, esse tempo será abreviado sensivelmente.
No entanto, não posso deixar de pensar que todos esses avanços possuem custo social antes, durante e após a realização.
Construir estádio, campos de treinamentos e realizar obras de mobilidade é algo que se tendo dinheiro não se torna tão difícil. Entendo que mais complicado é realizar um estudo dos impactos sociais desses atividades sobre a vida das pessoas e oferecer alternativas para que não sejam “bois de piranha” sacrificados em nome do progresso ou em nome de benefícios para a maioria.
Quanto mais tempo de demora para iniciar as desapropriações, mais evidente fica a ausência de preocupação com o ser humano.
Todos estão preocupados com os prazos, com as obras, e, provavelmente, com a parte que lhe será correspondente nos lucros.
Não é hora de fazer o jogo do adversário dizendo que a Copa pode não ser em Cuiabá. Isso é besteira.
Já existe dinheiro alocado e contratos que precisam ser cumpridos.
O que se deve discutir são as questões relacionadas as pessoas, aos seus bens que podem ser atingidos direta ou indiretamente, ou ainda, seus direitos – caso dos locatários – que podem ser atingidos direta ou indiretamente.
Uma rua fechada por um determinado período significa prejuízo em vendas, em atendimento, por exemplo, mesmo que o imóvel não venha a sofrer a desapropriação.
Um estacionamento sendo reduzido ou dificultado resultará em desconforto e que determinado tipo de clientela não deseja e nem está disposta a suportar, ou seja, o empresário ou prestador de serviço, pode ser atingido dessa forma em seus negócios.
Mas, enquanto isso a AGECOPA não se dispõe a comparecer em audiência pública (vide Assembléia) e provavelmente o mesmo pode ocorrer na Câmara Municipal, enquanto que na avenida conhecida como Prainha faixas pretas e cruzes começam a sinalizar o fim de um ciclo e a condenação de muitos a prejuízo, falência, e mudança de endereço, deixando ali, simbolizado naquelas cruzes espalhadas, o sinal de que foram vitimados pela ausência de respeito ao ser humano.
Hilda Suzana Veiga Settineri

Não adianta chorar: a CPMF vai voltar. Lugar de médico é no Saúde da Família

 
Saiu na Carta Capital desta semana, pág. 32, imperdível artigo de Adib Jatene, que foi Ministro da Saúde de Collor e Fernando Henrique (e, portanto, conheceu o Cerra de perto).
“Desigualdade na escassez – além de faltarem médicos eles estão mal distribuídos pelo Brasil.”
Jatene mostra, primeiro, que as capitais brasileiras estão bem atendidas de médicos.
O problema é a distribuição dos médicos e dos hospitais entre as áreas pobres e ricas das capitais.
O caso de São Paulo (também conhecido como Chuíça (*) ) é uma decepção.
Nos 25 distritos de áreas mais ricas – conta Jatene -, onde moravam, em 1999, 1,8 milhão de pessoas, havia 13 leitos por mil habitantes.
Nas áreas pobres de 39 distritos – onde alaga por obra de Deus (segundo Cerra) e da chuva (segundo Kassab) -, onde moravam 4 milhões de pessoas, NÃO EXISTIA NENHUM LEITO !!! (ênfase minha – PHA).
E o Nelson Johnbim dizia (será que ainda diz ?) que o Cerra foi o melhor Ministro da Saúde da História do Brasil !
Jatene trata também do programa que lançou, o “Saúde da Família” (esse, o Cerra não disse que era de autoria dele), que já recrutou mais de 250 mil agentes e cobre mais de 85 milhões de habitantes.
Uma beleza !
Mas, o programa precisa ser duplicado !
Aí, Jatene tem uma ideia (sempre) brilhante !
Que os médicos estagiassem por um ou dois anos no Saúde da Família, no estado em que se graduaram.
Seria um pré-requisito para a residência médica.
Assim, se criarão 30 mil equipes do Saúde da Família e o déficit será zerado.
(Cuidado, Dr Jatene ! Daqui a pouco o Cerra vai lhe tomar a ideia, como tentou tomar o programa anti-Aids.)
No Estadão de hoje, na pág. A6, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, informa: “Precisamos de uma regra que garanta investimentos crescentes” na saúde.
“ … para que haja uma regra estável, permanente, para os governos dos estados, municípios e a União.”
Omo se sabe, quem tirou o remédio da boca das crianças e acabou com a CPMF foi um nobre conjunto de grandes brasileiros.
À frente, o Farol de Alexandria, que jamais se conformou com o sucesso do Nunca Dantes, e jogava e joga no quanto pior, melhor.
Na centro do ataque, Arthur Virgilio Cardoso, líder de FHC no Senado, que o povo do Amazonas resolveu premiar.
O povo do Ceará também premiou Tasso tenho jatinho porque posso pela atuação brilhante na CPMF.
Do lado da “sociedade civil”, Paulo Skaf, então presidente da FIE P (**) foi o líder máximo.
Como se sabe, uma das virtudes da CPMF é combater o “caixa dois”, que, em São Paulo, é conhecido pelo codinome de “bahani”.
Esses foram os barões de Plutarco que tiraram o remédio da boca das crianças.
O Ministro Padilha saiu à frente da discussão sobre a volta de uma CPMF.
Parece, porém, que os governadores, como Cid Gomes, do Ceará, por exemplo, é que vão, antes da Dilma, defender uma CPMF.
Até onde este ansioso blogueiro – clique aqui para ler o que o Oráculo de Delfos acha dessa ansiedade, no post “Dilma vai fazer a Ley de Medios” – se informou, a idéia é re-criar uma CPMF e aliviar a carga fiscal de outro lado.
Tira imposto de um lado e põe remédio na boca das crianças.
E carga fiscal não muda.
Assim, São Paulo, essa grande construção tucana, poderá construir leitos na Soweto.
Clique aqui para ler sobre a “sowetização de São Paulo”, que se agrava quando chove, como hoje.
(Está tudo alagado.)
(De tucano, só o bico consegue ficar acima d’água.)
Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada
(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.
(**) Este Conversa Afiada chama a FIESP de FIE P. Sem o “s”. É uma tentativa de identificar o verdadeiro propósito da campanha da FIE P contra a CPMF. Apagar o “S” de “$”.

Uma campanha para comemorar o “Dia Internacional da Mulher”

Uma campanha para comemorar o “Dia Internacional da Mulher”

Oração com a Missionária Elizabete

domingo, 27 de fevereiro de 2011

I Encontro de Blogueiros do Ceará - inscrições

O Instituto Barão de Itararé - Secção Ceará vai promover o I ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS DO CEARÁ, nos dias 28 e 29 de maio desse ano. O tema principal do evento será o Marco Regulatório da Mídia, e para debater esse assunto, serão convidados Fábio Konder Comparato(advogado, escritor e jurista brasileiro, formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo) e Franklin de Sousa Martins (jornalista político brasileiro, foi ministro da Comunicação Social do governo de Luiz Inácio Lula da Silva até dezembro de 2010). Outros nomes estão sendo agendados: Paulo Henrique Amorim, Altamiro Borges e Zé Dirceu. Para abrilhantar musicalmente, serão convidados os cantores Tião Simpatia, autor do jingle “Quero Dilma” e André Lopez. Ficou combinado a confecção do Troféu ARUBU, que será entregue ao jornalista mais PIG do estado do Ceará, e outro com o símbolo do Encontro para a deputada Rachel Marques(PT/CE). Faça logo sua inscrição pelo E-mail: blogdadilma13@gmail.com ou pelo fone 85 - 96207430 - falar com o Daniel Pearl.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PAULO HENRIQUE AMORIM E O BLOG DA DILMA

AGECOPA



A esdrúxula composição da AGECOPA de início revela o interesse em alocar determinados nomes que supostamente teriam grandes contribuições a oferecer.
Lá estão entre outros pessoas com um formação em saúde, educação, profissionais de educação física, turismo, segurança pública e engenheiros de trânsito, que permitem tranqüilidade a todos na sociedade quanto as capacidades dos gestores dessa autarquia.
Longe de pensar que se trata de um arranjo político, ainda que pareça, quero pensar que lá estão os melhores profissionais das áreas relacionados às necessidades geradas pelo evento Copa do Mundo.
Fiquei contente quando o Governador Silval se responsabilizou pessoalmente, mas, não compreendo essa atitude, pois, de duas uma: o governador não confia mais na capacidade dos gestores ou tem vocação centralizadora. Antes que se levantem dúvidas, os próprios atos do governador Silval delegando competências, descentralizando poder de decisão respondem por si. O que não entendo é por que manter algo que uma secretaria especial poderia fazer, talvez até com menos gasto e mais eficiência?
As dúvidas levantadas pelo Presidente da Assembléia e de mais alguns deputados parecem pertinentes.
Não vamos a pretexto de estar com o prazo exíguo e não permitir grandes mudanças, continuar com um modelo inviável ou ineficiente.
Não encontro razões, se já existe projeto, para não terem começado as desapropriações, as aberturas de licitações para as diversas obras que precisam ser executadas.
Gostaria que fossem apresentadas também soluções para as famílias que serão atingidas, para os estabelecimentos de comércio e outras atividades e não meramente pagamento de um valor indenizatório e lançá-los à rua.
É preciso que a sociedade saiba quantas pessoas estão na AGECOPA, seus vencimentos e benefícios e a função que executam.
Afinal, quanto dos recursos estão sendo consumidos?
Enquanto isso, essas personalidades que foram nomeadas, envaidecidas, preferem desfilar pela imprensa ou em veículos pagos pelo erário, ostentando uma competência que não se traduz em serviço.
Vide PAC da mobilidade. Cuiabá perdeu e todas as justificativas não justificam.
Alguém não fez o que dele era esperado.
Novamente direi: ou por falta de competência ou por negligência.
Mas, quem tem de responder, se é possível for, são aqueles que recebem polpudos rendimentos para executarem essa função.
Só espero que o Presidente da Assembléia e outros deputados não se resignem e tentem decifrar o que terá dentro dessa caixa de pandora.
Hilda Suzana Veiga Settineri

Jornal Nacional erra e troca Bandeira da Líbia com Bandeira do Líbano

BBB despenca na audiência. Será o último?

Por Altamiro Borges - Blog do Miro.
Segundo a coluna “Outro Canal”, da Folha, a 11ª edição do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, registra a pior média de audiência do reality show ao longo dos últimos anos. Apesar de ser veiculado após a novela “Insensato Coração”, que se mantém na casa dos 32 pontos do Ibope, o BBB-11 teve abrupta queda de telespectadores e registrou média de 25,7 pontos de audiência.
A decadência do programa apavora a família Marinho e anima os concorrentes. O Portal R7, da TV Record, observa que a queda de audiência hoje é mais acelerada. “Na quinta edição do BBB o programa bateu em média 50,3 pontos nas quatro primeiras eliminações, enquanto nesta 11ª temporada o índice ficou em 25,7 pontos... A queda foi gradativa com o passar dos anos”.
Alegria e lucro dos concorrentes
Na sexta edição, em 2006, o BBB registrou 45,2 pontos em média nas primeiras eliminações. Já no ano seguinte, ficou em 40,8 pontos. Entre 2008 e 2010, trafegou na faixa dos 30 pontos – 38,7 em 2008, 32,5 em 2009 e 30,9 em 2010. E neste ano foi para a zona dos 20 pontos pela primeira vez. A Rede Record não esconde sua felicidade com o abalo na hegemonia da TV Globo:
“As outras emissoras têm lucrado com a queda de números do BBB. A Band aumentou sua audiência média às terças-feiras de 1,9 ponto em 2005 para 3,6 em 2011 – crescimento de 89,4%. Já a Record teve aumento de 157,69% nos números – pulou de 5,2 pontos em 2005 para 13,4 neste ano”. O crescimento da audiência resulta em mais publicidade e mais lucros!
Big Brother “é um grande desserviço”
O alto comando da TV Globo já teria sentido o baque, orientando seus subordinados a “apimentarem” ainda mais o BBB. Novas baixarias, que estimulam os piores instintos humanos, devem pintar na telinha desta concessão pública. Segundo o Jornal do Brasil, “a situação do reality show continua alarmante e o sinal vermelho voltou a tocar no Projac... Mesmo com as tentativas de inovação, a décima primeira edição do programa anda fria e marcando a pior audiência do reality desde as primeiras semanas”.
Em recente entrevista ao portal Terra Magazine, o subprocurador-geral da República, Aurélio Rios, informou que o Ministério Público Federal está monitorando o BBB-11. “Achamos que (a atração) é um grande desserviço e serve muito à deseducação. Não estimula a criação, o princípio de solidariedade, os valores éticos”, explicou. Para ele, a classificação indicativa do programa é inapropriada. “Na minha opinião, apenas na minha opinião, não deveria ser para 14, mas para 18 anos”.
Denúncias e desrespeito à Procuradoria
Em dezembro de 2010, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) encaminhou à Rede Globo recomendação para que fossem respeitados os direitos constitucionais na 11ª edição BBB. O documento, uma espécie de alerta, foi motivado por inúmeras reclamações da sociedade. Só a edição anterior foi alvo de 400 denúncias, como homofobia, incitação à violência, apelo sexual, inadequação no horário de exibição e violação da dignidade da pessoa humana.
Na recomendação, a PFDC solicitou à Globo que adotasse "medidas preventivas necessárias para evitar a veiculação de práticas de violações de direitos humanos, tais como tratamento desumano ou degradante, preconceito, racismo e homofobia". Segundo Aurélio Rios, o prazo estipulado para a resposta foi de 30 dias, mas até agora a emissora não se dignou a responder à solicitação. “Vamos pedir justificativa sobre porque não foi respondido e sobre porque não foi tomada nenhuma providência”.
O fim está próximo?
No mesmo rumo, apesar do tom moralista, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também está no encalço do BBB. Em nota oficial, ela chegou a exortar “a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a sociedade". E acionou o Ministério Público, solicitando “providências em relação à programação televisiva”.
Diante a queda acentuada de audiência e do bombardeio de críticas, há boatos de que a TV Globo pode encerrar a exibição anual do Big Brother Brasil. O modelito mundial do BBB já foi abandonado em vários países do planeta. Se mantiver o atual formato, a fuga de telespectadores deve crescer; se “apimentar” ainda mais o programa, o Ministério Público Federal pode até punir a empresa, conforme garante o subprocurador Aurélio Rios. O fim do BBB faria um enorme bem à saúde dos brasileiros!

Um blefe tucano – por Maurício Dias

Carta Capital n˚ 635
O Governo aprovou no Congresso novo salário mínimo de 545 reais. A oposição (DEM) tentou passar 560 reais ou 600 reais (PSDB). As centrais sindicais, inclusive a petista CUT, pediam 580 reais, aparentemente alinhadas com o próprio Ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O valor poderia ser também o de 2 mil, 194 reais e 76 centavos, projetado pelo Dieese, em tese, o piso capaz de satisfazer as despesas de um cidadão com saúde, transporte, previdência, lazer, educação, moradia, higiene e alimentação. Essa é a meta a ser perseguida.
Governar só tem sentido se o objetivo do governante for o de buscar, sempre e sempre, o bem-estar geral dos cidadãos. Entre essa percepção que deve guiar as ações do poder, o objetivo eleitoral da oposição e o estudo sobre o que seria um salário-mínimo perfeito – justo aos trabalhadores que vivem ou têm como referência de ganho esse valor básico – existem, porém, as polêmicas e importantes contas públicas.
Por que, então, José Serra, ex-governador de São Paulo, mantém o discurso da campanha presidencial que perdeu, de que o mínimo de 600 reais não comprometeria a estabilidade das contas federais? E, mais ainda, ao estabelecer o salário básico de 600 reais, o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, não estaria provando, na prática, que o que Serra defende é possível?
Aparentemente, sim. Mas esse é apenas um blefe da oposição tucana.
O truque é facilmente desmontável. O salário mínimo regional, ao contrário do que acontece com o mínimo federal, não tem impacto na conta da Previdência local. Ou seja, não interfere nas contas públicas. Regula tão somente o patamar dos trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso definido em lei federal.
Alckmin fixou o mínimo em 600 reais, como Serra quer. Só que, no estado do Rio, vencida a batalha do salário no Congresso, o mínimo deverá ser de 605,32, a ser anunciado após o carnaval. O tempo é um cálculo político do governador Sérgio Cabral para evitar pressão no governo federal antes que o Congresso aprove o reajuste do mínimo. Ou seja, o salário mínimo no Rio será maior que o mínimo em São Paulo, alardeado por Alckmin.
Mágica? Cabral asfixia as contas públicas do Rio de Janeiro? Claro que não.
Considerando os trabalhadores com carteira assinada, a primeira faixa de assalariados que, no Rio, receberá o aumento integral – inflação mais correção do crescimento econômico – representa apenas 0,5% do assalariado. Ou seja, um porcentual sem representação econômica expressiva nas contas do estado. Ou seja, fala-se aqui dos trabalhadores agropecuários e florestais. Raciocínio semelhante se aplica em São Paulo.
Antes que alguém apresente o argumento de que esta mesma falácia eleitoral foi sustentada pelos petistas quando os tucanos estavam no poder, o colunista se antecipa. É verdade. Os petistas também usaram esse mesmo recurso com finalidade eleitoral. É preciso considerar, no entanto, dois “poréns” relevantes nesse ponto do debate.
O primeiro: o comportamento anterior do PT oposicionista não justifica o mesmo comportamento do PSDB oposicionista, no poder antes e na oposição agora. O segundo: em oito anos de governo, Lula possibilitou um ganho real de 53% para o salário-mínimo.
Isso faz a diferença entre o PT e o PSDB no governo.
Andante Mosso (incompleto)
Farsa 1:
José Serra pegou carona na situação da Líbia para espalhar, no twitter, o terror político entre os adversários. Lula é o alvo. Foi transformado em amigo de Kaddafi, um ditador chamado outrora de “o louco de Trípoli”. O reingresso de Serra no cenário, após a derrota eleitoral de 2010, tem sido um desastre. Teve um artigo e uma entrevista criticados, surpreendentemente, pelos seus próprios aliados. O ex-candidato tucano parece ter esquecido sua cálida recepção ao vice de Kaddafi, Ashamikh, quando governador de São Paulo.
Farsa 2:
Em 2009, entretanto, no governo de São Paulo, Serra recebeu amistosamente, como era devido, o vice-primeiro-ministro da Líbia. Imbarek Ashamikh anunciou a disposição do governo Kaddafi de investir no Brasil muitos milhões de dólares. Este é apenas mais uma prova de que Serra se desnorteou desde que, em campanha eleitoral no Rio, recebeu uma pancada na cabeça proveniente do impacto de uma bolinha de papel. A consequência percebe-se agora: a vítima sofreu traumatismo moral.
A flor e o espinho
Já brotaram espinhos na relação entre o senador Aécio Neves e o governador mineiro, Antonio Anastasia, onde, antes, havia somente flores. Anastasia não manteve o secretário de Esportes, Alberto Rodrigues, que Aécio nomeou 6 meses antes de deixar o governo. Era para Rodrigues ficar.
Enviado pelo editor do Blog da Dilma em São Paulo, Júlio Amorim - jotamorim@gmail.com

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

I Encontro de Blogueiros do Ceará - inscrições

O Instituto Barão de Itararé - Secção Ceará vai promover o I ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS DO CEARÁ, nos dias 28 e 29 de maio desse ano. O tema principal do evento será o Marco Regulatório da Mídia, e para debater esse assunto, serão convidados Fábio Konder Comparato(advogado, escritor e jurista brasileiro, formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo) e Franklin de Sousa Martins (jornalista político brasileiro, foi ministro da Comunicação Social do governo de Luiz Inácio Lula da Silva até dezembro de 2010). Outros nomes estão sendo agendados: Paulo Henrique Amorim, Altamiro Borges e Zé Dirceu. Para abrilhantar musicalmente, serão convidados o cantores Tião Simpatia, autor do jingle “Quero Dilma” e André Lopez. Ficou combinado a confecção do Troféu ARUBU, que será entregue ao jornalista mais PIG do estado do Ceará, e outro com o símbolo do Encontro para a deputada Rachel Marques(PT/CE). Faça logo sua inscrição pelo E-mail: blogdadilma13@gmail.com ou pelo fone 85 - 96207430.

Heródoto Barbeiro será o Ali Kamel da Record!

Parece que a Rede Record e a Record News aderiram de vez ao PIG(Partido da Imprensa Golpista). Contratar Heródoto Barbeiro é uma prova de retrocesso ao seu jornalismo. Segundo Flávio Ricco, Heródoto Barbeiro e a Record News já estão com tudo acertado para o seu ingresso na emissora. Só falta assinar o contrato, o que pode acontecer ainda no decorrer desta sexta-feira. As providências que restavam para o seu desligamento da rádio CBN e TV Cultura foram tomadas nos últimos dias. Heródoto estará à frente de todo este processo de reformulação que a emissora da Record pretende colocar em prática a partir de agora. O companheiro Beto Mafra desabafou: "Heródoto me parece aquela raça de brizolista amargurada pela ausência do grande mestre e guru, perdida entre esquerda e direita. Perdida no centro também. Em favor dele tem a inteligência e a competência gerencial: comanda o estúdio SP da CBN de forma bem interessante, descontando-se a linha determinada pela rede. Não será o Ali de lá, aposto." O Raposo é o Kamel com melhor filtro.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Herzog: quem fala pelo Governo ? A presidenta ou o Zé Cardozo ?

O Nunca Dantes não foi à festa dos 90 anos da Folha (*).
A presidenta Dilma Rousseff foi.
Fez um discurso que não acrescentará uma vírgula à sua biografia ou à História do Jornalismo brasileiro.
Mas, teve uma novidade:


A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres, a partir de 1808. Nesses 188 anos de independência, é necessário reconhecer que na maior parte do tempo a imprensa brasileira viveu sob algum tipo de censura. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser um jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem. É esta coragem que aplaudo hoje no aniversário da Folha.
no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.
Citou Vladimir Herzog.
Na plateia, ela esteve cercada pelo Padim Pade Cerra à frente, e o Zé Eduardo Cardozo na fila atrás.
Uma tropa de choque informal do Daniel Dantas.
Porém, relevante é observar que o “Zé” (é como o pessoal do Dantas chama o Ministro da Justiça, que já foi à Itália, como deputado, para advogar pelo Dantas), segundo a Carta Capital, adotou a posição murista, diante da decisão do Nelson Johnbim de impedir a anistia aos cabos de 64, como demonstrou o Leandro Fortes, na Carta Capital.
Neste exato momento, também, segundo o relato de Ricardo Kotscho no iG, o Zé tenta reparar uma aparente resistência do Ministério da Justiça à abertura dos documentos referentes à morte de Herzog.
O jornalista Audálio Dantas escreve um livro sobre Herzog e até ontem pareceu enfrentar uma barreira tão sólida quanto a que se antepõe à anistia dos cabos de 64.
Vamos ver se o Audálio tem mais sucesso que os cabos.
Nessa polêmica, quem, com certeza, já obteve retumbante sucesso foram os torturadores do regime militar.
A visita da presidenta à Folha (*) é um mau sinal.
A Folha (*) é um símbolo estrelado do PiG (**).
O jornal da ditabranda e da ficha falsa da terrorista Dilma, aquela que ia bombardear o Delfim como se fosse uma precursora do Gaddafi.
O gesto da presidenta não implica em nenhuma concessão dos filhos do “seu” Frias.
O compromisso deles é com o pai – com a “Revolução de 32” e a “Revolução de 64”.
Se alguém cedeu foi a presidenta.
Ainda bem que o Nunca Dantes, que, segundo o Otavinho, não podia governar, porque não sabe falar inglês, ainda bem que ele não pisou lá.
Em tempo: discursou na solenidade o Otavinho. Uma sinfonia em torno da platitude. Nem o Cerra seria capaz de tanta banalidade.

Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

I Encontro de Blogueiros do Ceará - inscrições

Galera do estado do Ceará:
Faça logo sua pré-inscrição do I ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTA DO CEARÁ, que acontecerá na segunda quizena de maio em Fortaleza. Esse evento será um preparativo para o II ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS PROGRESSISTA em maio, que terá como local a cidade de Brasília. Os organizadores do Encontro no estado do Ceará: Daniel Pearl Bezerra, Deodato Ramalho, Bezerrinha e Inácio Carvalho. Maiores informações e pré-inscrição: E-mail: blogdadilma13@gmail.com ou pelo fone 85 - 96207430.

PHA defende Ley de Medios em Fortaleza II

Os cinco crimes capitais da Globo

No inesquecível encontro de blogueiros sujos em Fortaleza, o presidente do Instituto Barão de Itararé da Mídia Alternativa, Miro Borges, arrancou da platéia um minuto da vaia retumbante, quando bradou: William Bonner e a Fatima Bernardes não podem mais massacrar um candidato e pedir perdão a outro.
E tome vaia.
A caminho da saída, um blogueiro sujo perguntou a este ansioso blogueiro que cadeira sugerir para um Curso de Jornalismo para Blogueiros Sujos em Pernambuco.
Este ansioso blogueiro sugeriu um Curso de nome “Os cinco crimes capitais da Globo”.
E reproduziu o breve relato que tinha acabado de fazer a mil e tantas pessoas da platéia.
Primeiro crime capital.
A Globo começou como uma infratora.
Ela não era a Globo quando nasceu, nas uma extensão do grupo americano Time-Life.
O presidente Costa e Silva mandou o Roberto Marinho expulsar os americanos do Brasil.
Delfim Netto, o ministro da Fazenda, chamou o Dr Roberto para conversar.
Dr Roberto disse que não tinha dinheiro para continuar.
E, ou vendia a Globo, inteira, ao Time-Life, ou comprava a parte do Time-Life se o Governo enchesse a programação da Globo de anúncios do Governo, comprados pela tabela “cheia” de publicidade.
Tabela sem desconto.
E ninguém no mundo vende publicidade na tevê pela tabela “cheia”.
E Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa, a Eletrobrás – o Governo militar encheu o Roberto Marinho de tabela cheia e ele comprou a parte dos americanos.
Foi assim que a Globo se tornou “brasileira”.
Segundo crime capital.
Em 1982, a Globo coonestou numa patranha montada pelo Governo Figueiredo para derrotar Leonel Brizola e dar a vitória a Wellington Moreira Franco, na campanha para governador do Rio.
Clique aqui para ver que Wellington faz qualquer papel.
Foi a primeira eleição a usar computador no Brasil e o SNI operou uma empresa de “tecnologia” chamada Proconsult, que introduziu um “coeficiente Delta” no programa de apuração.
O “coeficiente Delta” tirava votos do Brizola e jogava na coluna dos “brancos” e “nulos”.
O papel da Globo foi dar destaque às primeiras apurações da Proconsult, e anunciar na tevê, no rádio e no jornal que Wellington saía na frente e ia ganhar a eleição.
O papel da Globo era criar o fato consumado.
Melar a apuração e levar para a Justiça Eleitoral.
A Globo foi a precursora da Fox, que “elegeu” George Bush, antes de concluída a apuração, a vitória na eleição fraudada na Florida.
Depois, a Suprema Corte confirmou a notícia da Fox.
A partir dessa tentativa de Golpe da Globo, Brizola passou a lutar pelo “papelzinho” da urna eletrônica.
“Papelzinho” que já é lei, mas que a dra. Cureau, sempre imparcial, quer rasgar.
Sobre esse tema, o ansioso blogueiro escreveu, com Maria Helena Passos o livro “Plim-Plim – a peleja do Brizola contra a fraude eleitoral”.
Terceiro crime capital.
No dia 25 de janeiro de 1984, no primeiro comício das diretas, o jornal nacional entrou ao vivo da Praça da Sé, em São Paulo, para dizer que aquela multidão estava ali para comemorar o aniversário da cidade.
Quarto crime capital.
A edição do jornal nacional na véspera da eleição de 1989.
O jornal nacional editou o debate entre Collor e Lula com instruções expressas de Roberto Marinho: tudo de bom do Collor e tudo de mau do Lula.
Os autores da obra marinha foram o diretor de jornalismo Alberico de Souza Cruz e o editor de política, Ronald Carvalho.
E editor que seguiu as instruções de Cruz e Carvalho, na ilha de edição, Octavio Tostes, deu histórico depoimento ao Sindicato dos Jornalistas do Rio, convidado pelo então diretor, Oswaldo Maneschy.
E Tostes contou, ali, como foi a patranha.
Cruz e Carvalho preferiram não aceitar o convite do Maneschy.
Nesta mesa edição do jn, foi feita uma pesquisa por telefone – naquela altura, 1989, só quem tinha telefone era branco de olhos azuis – que atestava que Collor tinha vencido o debate.
Por fim, o jn se encerrava com um editorial de Alexandre Maluf Garcia – que continua a desempenhar o mesmo papel até hoje - para enaltecer a democracia: aquela democracia, que, logo antes, considerava que Collor vencera o debate.
Quinto crime capital.
Ali Kamel levou a eleição de 2006 para o segundo turno.
Kamel, diretor de jornalismo ainda mais poderoso que Souza Cruz, omitiu o desastre da Gol em que morreram 154 brasileiros.
(Porque dois pilotos americanos de um jato Legacy não ligaram o transponder.)
Kamel omitiu a tragédia para não desmontar a paginação do jornal nacional, ali, na véspera da eleição do primeiro turno – Lula, x Alckmin.
O jn estava montado para tratar, quase que exclusivamente, da foto do dinheiro dos “aloprados”.
Como se sabe, um delegado da policia federal de São Paulo (sempre São Paulo!), o famoso delegado Bruno (onde anda o delegado Bruno ?) esqueceu as pilhas de dinheiro dos aloprados em cima da mesa.
E, sem que ele percebesse, ou por mera coincidência, o Rodrigo Bocardi, da Globo e a Lílian Christofoletti, da Folha (*), passavam ali, na hora, e fotografaram tudo.
Uma coincidência impressionante !
Essa histórica edição do jn – talvez mereça capítulo dourado no próximo livro – sempre um best-seller – do Kamel -, mostrou também a cadeira vazia do Lula, que não foi ao debate da véspera, na Globo.
Um trabalho Golpista irretocável.
O Conversa Afiada tratou deste momento inesquecível da carreira fulminante de Kamel no post “O primeiro Golpe já houve. Falta o segundo”.
Este ansioso blogueiro se ofereceu ao blogueiro sujo de Pernambuco para dar seu testemunho pessoal a dois segmentos do curso.
O do “crime da Proconsult” e o do “crime do debate do Collor”.
Este ansioso blogueiro sugeriu também que o paraninfo da turma seja o Mino Carta.
E que a turma tenha o nome de “Turma Ali Kamel – 2010.”

Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Revista VEJA é uma farsa jornalística

João Benedito:
Não há nada mais “Ralé” do que os textos da Revista Veja. Os articulistas não sabem mais o que escrever. Os artigos da Revista Veja só têm bobagem e nada mais. É um verdadeiro imbróglio de mentiras. A maioria das reportagens e artigos só tem uma finalidade: ludibriar a mente dos leitores com mentiras absurdas. Isso demonstra que a Imprensa Fascista está morrendo por Inanição. A Revista Veja só sabe puxar-saco dos Tucanoides/Dem, que já morreram há muito tempo. Agora, dentre em breve, vamos presenciar a morte da Rede Globo, da Revista Veja e restante da imprensa Fascista. É só aguardar e veremos a cúpula dos traidores do Brasil cair por terra.

MUITO FESTEJADA, POUCO DISCUTIDA

POUCO DISCUTIDA




Vejo com profunda preocupação os rumos que se tomam a caminho da chamada reforma política.
Sinceramente, acho improvável reformar alguma coisa com os mesmos elementos.
Dentre as várias combinações químicas, alterando percentuais de um e outro pode até se produzir algo novo, mas trará lá no fundo, numa espécie de célula originária o DNA que é o responsável pelo desencadeamento de tantas moléstias, as quais se pretendia evitar com a recombinação.
Pergunto-me se alguém na sociedade brasileira foi consultado sobre o que se quer com a reforma política?
Qual foi a forma? Plebiscitária?
Nem dentro dos partidos políticos o assunto foi discutido.
Agora os eleitos discutem a reforma política.
Por quê? Na minha ingenuidade, acredito que vislumbrando a proteção de seus próprios mandatos.
Sim. Estão a fazer leis, para eles mesmos, o que é “fato bastante natural” na tradição política.
Na realidade o que eles pretende é isso mesmo, salvar mandatos.
Muitos partidos definhando, sem ideologia, sem compromisso com seu programa de governo e outros tantos eleitos desejosos de mudar de partido e precisam de uma válvula escapatória.
As vozes que ainda ecoam nos corredores da política nacional vem uma parcela da de 1970 ou anteriores ou são representativas daquele pensamento e outra, do processo das lutas de redemocratização com os desencadeamentos na década de 1980, também com alguns brotos.
Salvar mandatos, partidos políticos não é tarefa de leis, mas do próprio processo democrático que através do sufrágio condena ou prolonga a vida política de uma agremiação ou de um mandato.
O que fazer para manter-se no poder?
Essa pergunta deve estar inquietando deputados e senadores brasileiros.
Muitos vêem suas bases irem minando e podem sucumbir nas próximas eleições municipais.
Não serão capazes de eleger prefeitos, vereadores que são muito mais correligionários, cabos eleitorais e vassalos por isso não executam com a competência e habilidade desejada as funções para as quais foram eleitos.
Uma nova eleição ameaça sua continuidade, é preciso agir rápido ante o inevitável declínio.
Cá, no meio da multidão fico a pensar: como engolir o bolo que está sendo feito?

Hilda Suzana Veiga Settineri

REINALDO AZEVEDO CHAMA O POVO BRASILEIRO DE RALÉ

Após concluir a escolha e as nomeações de seus ministros, auxiliares, organizar o seu governo, a presidenta Dilma vai dedicar mais tempo a viagens pelo país, a eventos públicos, entrevistas. A presidenta Dilma quer uma aproximação maior com o povo, vai dar atenção a governadores, prefeitos, ouvir suas reivindicações, quer saber das necessidades do povo em cada região do país para melhorar a vida das pessoas. Perfeito, a presidenta Dilma mostra que tem sensibilidade e competência, mostra que sabe governar e que vai dar continuidade ao governo Lula.
Ao dar essa notícia, ainda sem ter ordens para falar mal da presidenta Dilma e do seu governo, o abestalhado, o cretino-mor da Veja (só podia), Reinaldo Azevedo, diz em seu texto que "Dilma agora vai ficar mais perto da ralé". Reinaldo Azevedo chama de "ralé" a grande maioria do povo brasileiro, as pessoas que constroem este país, as pessoas que às 4 h da manhã já estão lotando os pontos de ônibus e trens, palmilhando as estradas e caminhos. Chama de “ralé” os trabalhadores de todas as categorias em todo o Brasil. Chama de “ralé” os trabalhadores da construção civil, professores, enfermeiros, agentes da Saúde, comerciários, metalúrgicos, faxineiras, porteiros, lixeiros, motoristas de ônibus e caminhões, maquinistas dos trens e do Metrô, os padeiros e policiais... Enfim, para Reinaldo Azevedo, é “ralé” toda a gente que inicia diariamente muito cedo o seu trabalho para beneficiar milhões de outras pessoas e o país. Segundo o dicionário, “ralé” é um termo pejorativo que significa também canalha, escória, lixo, gentinha. É gigantesco o ódio do abestalhado contra o povo brasileiro que elegeu Lula duas vezes, e agora elegeu Dilma. É o ódio de quem se acha melhor que as outras pessoas mas não passa de um pseudo formador de opinião abestalhado e fracassado, de 5ª categoria. O povo deste país, que o RA chama de “ralé”, construiu cidades, hospitais, escolas, universidades, construiu o Metrô e os Shoppings, prédios suntuosos, casas populares, rodovias, ferrovias, construiu imensas pontes, viadutos, túneis. A “ralé”, como é chamada por RA, produz carros, peças, ônibus, navios, aviões, e até as plataformas de petróleo, nas quais perfuram os poços. A “ralé”, na opinião de RA, trabalha nos canaviais e nas lavouras, produzindo para o Brasil e o mundo. É o trabalho do povo brasileiro, chamado de "ralé" por RA, que move a economia do país, que promove o crescimento, multiplica os empregos e põe comida na mesa. Escória, ralé, são o RA e seu eterno candidato perdedor, Serra, que manda bater em professores, em estudantes, manda policia bater na policia, que inventou a mirabolante história da bolinha de papel. Escória, ralé, são os jornalistas que inventam, caluniam, omitem, que publicam uma ficha grosseiramente falsa do DOPS como verdadeira, que chamam de ditabranda a ditadura militar que torturou, matou, escondeu corpos, destruiu famílias. O ódio do RA pelo povo brasileiro que ele chama de "ralé" deve-se ao fato de que esse mesmo povo deu uma banana para ele, para a mídia safada, para o PIG, confiou no presidente Lula e elegeu a sua candidata. Elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, que vai dar continuidade ao bom governo Lula.
Jussara Seixas

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lançamento do DVD Mulher de Lei (Tião Simpatia)

Companheiro Daniel,
É com alegria, que estou lançando hoje na Internet, uma das faixas do meu primeiro DVD, intitulado: "Mulher de Lei"
O lançamento oficial será dia 16 de março no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 20 horas (entrada franca), e desde já você é meu convidado especial, juntamente com sua estimada família.
Eu, como um dos editores do Blog da Dilma, não sinto-me à vontade para postar material relativo a minha promoção pessoal, mesmo tratando-se de uma causa nobre que é o enfrentamento à violência doméstica e a divulgação da Lei Maria da Penha, objeto deste DVD. Atenciosamente, Tião Simpatia. Contatos: (85) 8618.8696 / 9949.1338 -E-mail: tiaosimpatia@hotmail.com -Blog Oficial: http://tiaosimpatia.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Metrô de São Paulo recebeu US$ 8 milhões de multinacional para pagamento de propina


Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual
São Paulo – Foi protocolado nesta terça-feira (15) no Ministério Público Estadual (MPE-SP) um documento para ser anexado ao processo que desde 2008 apura denúncias de corrupção entre empresas multinacionais e o Metrô de São Paulo.
O documento refere-se ao contrato de licitação entre o metrô paulista e a empresa alemã Siemens, o qual sugere o pagamento de propina feito a autoridades de São Paulo e do Distrito Federal em valores que ultrapassavam US$ 8 milhões. O montante representava em torno de 7,5% do valor total dos contratos, afimou o deputado estadual Simão Pedro (PT), em entrevista à Rede Brasil Atual.
Segundo denúncias de testemunha que diz ter presenciado o processo de contratação, em reportagem da Rede Record e do portal R7, o esquema começava sempre com a manipulação dos editais de concorrência pública, tanto nos processos de compra de novos trens para a Companhia do Metropolitano de São Paulo como também a compra e manutenção dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Consta ainda no documento que o esquema de corrupção se estenderia ao projeto principal das obras do Metrô do Distrito Federal, cujo governo, à época, era comandado por José Roberto Arruda (ex-DEM).
O deputado afirmou que o novo documento apresentou como novidade um contrato específico de uma empresa terceirizada, que em nome da empresa alemã fazia parcerias com companhias brasileiras, cuja função seria o repasse da propina a diretores e políticos brasileiros.
“Apresentamos aos promotores notas fiscais e cópias de contrato entre a Siemens e as empresas terceirizadas. Eles estudarão a conexão destas denúncias com as já existentes no Ministério Público sobre este caso”, afirmou o deputado.
De acordo com Simão Pedro, foi anexada ao documento uma carta assinada pela testemunha da Siemens e direcionada ao porta-voz da empresa no ano de 2008. O conteúdo escrito dava detalhes de todo esquema de repasse de verbas ao Brasil. E, ainda, segundo as informações apuradas pela denúncia e pelo deputado, a Siemens, naquele momento, havia feito uma “devassa” em seu quadro de diretores, demitindo diversos funcionários.
“A intenção é investigar porque o escritório de advocacia que a Siemens contratou não avançou em relação às denúncias relacionadas ao Brasil”. O deputado também sinalizou preocupação pelo fato de o contrato denunciado já ser considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado, mas que ainda assim foi renovado e continua em vigor.
Sem resposta
Durante coletiva no início da tarde desta terça-feira (15), a reportagem da Rede Brasil Atual questionou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre as denúncias do dia anterior. Mas, ao ouvir a pergunta, Alckmin preferiu não comentar e encerrou imediatamente a entrevista.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BBB-11: A ética pelo ralo

Artigo de Washington Araújo, publicado no sítio Carta Maior:
No dia 11/1/2011 a TV Globo levou ao ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.
O prêmio será de R$ 1,5 milhão para o vencedor. O segundo e terceiro lugares levam, respectivamente, R$ 150 mil e R$ 50 mil. As inscrições para a próxima edição do BBB já estão encerradas. Ao todo, nas dez edições, foram 140 participantes. E já foram entregues mais de R$ 8,5 milhões em prêmios. Balanço raquítico, tanto numérico quanto financeiro para seus participantes, para um programa que se especializou em degradar a condição humana.
Aos 11 anos de existência, roubando sempre 25% do ano (janeiro a março) e agora entrando na puberdade como se humano fosse, o BBB começa anunciando que passará por mudanças na edição 2011. Se você pensou que as mudanças seriam para melhorar o que não tem como ser melhorado se enganou redondamente. O formato será sempre o mesmo, consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.
Após dez anos seguidos, sabemos que a receita do reality show inclui em sua base de sustentação as antivirtudes da mentira, da deslealdade, dos conluios e... da cafajestagem. Aos poucos, todos irão se despir de sua condição humana tão logo um deles diga que "isto aqui é um jogo". Outros ensaiarão frases pretensamente fincadas na moral: "Mas nem tudo vou fazer para ganhar esse jogo."
Como miquinhos amestrados, os participantes estarão ali para serem desrespeitados, não poucas vezes humilhados e muitas vezes objeto de escárnio e lições filosóficas extraídas de diferentes placas de caminhões e compartilhadas quase diariamente pelo jornalista Pedro Bial, ao que parece, senhor absoluto do reality show. Não faltarão "provas" grotescas, como colocar uma participante para botar ovo a cada trinta minutos; outra para latir ou miar a cada hora cheia; algum outro para passar 24 horas de sua vida fantasiado de bailarina ou para pular e coaxar como sapo sempre que for ativado determinado sinal acústico. O domador, que terá como chicote sua lábia de ocasião ou nalgumas vezes sua língua afiada, continuará sendo Pedro Bial que, a meu ver, representa um claro sinal de como as engrenagens que movem a televisão guardam estreita semelhança com aqueles velhos moedores de carne.
O último a sair da jaula
É inegável que Bial é talentoso. É inegável que passou parte de sua vida tendo páginas de livros ao alcance das mãos e dos olhos. É inegável também que parece inconsciente dos prejuízos éticos e morais que haverá de carregar vida afora. Isto porque a cada nova edição do reality mais se plasmam os nomes BBB e Pedro Bial. E será difícil ao ouvir um não lembrar imediatamente o outro. Porque lançamos aqui nosso nome, que poderá ter vida fugaz de cigarra ou ecoará pela eternidade. Imagino, daqui a uns 25 anos, em 2035, quando um descendente deste Pedro for reconhecido como bisneto daquele homem engraçado que fazia o Big Brother no Brasil. E os milhares de vídeos armazenados virtualmente no YouTube darão conta de ilustrar as gerações do porvir.
E, no entanto, essas quase duas dezenas de jovens estarão ali para ganhar fama instantânea, como se estivessem acondicionados naqueles pacotinhos de sopa da marca Miojo. Imagino cada um deles a envergar letreiro imaginário a nos dizer com a tristeza possível que "Coloco à venda meu corpo sem alma, meu coração quebrado e minha inteligência esgotada; vendo tudo isso muito barato porque vejo que há muita oferta no mercado". E teremos aquele interminável desfile de senso comum. Afinal, serão 90 dias de vida desperdiçada, ou melhor, de vida em que a principal atividade humana será jogar conversa fora. O que dá no mesmo. E não será o senso comum exatamente aquele conjunto de preconceitos adquiridos antes de completarmos 15 anos de vida?
Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele". Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem. Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.
Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.
Heidegger reconheceria
O leitor atento deve ter percebido que em algum momento deste texto mencionei que o BBB 11 terá mudanças. Nem vou me dar ao trabalho de editar. Eis o que copiei do site G1:
"Boninho, diretor do BBB, falou em seu Twitter nesta quarta-feira, 24/11, sobre a nova edição do programa, a 11ª, que estreará em janeiro de 2011. E ele adianta que, desta vez, as coisas vão mudar. ‘Esse ano tudo vai ser diferente... Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser’, postou Boninho em seu microblog. Questionado sobre o que estaria liberado no confinamento que não estava em edições anteriores, ele respondeu: ‘Esse ano... liberado! Vai valer tudo, até porrada’. Boninho também comentou sobre as bebidas no reality show: ‘Acabou o ice no BBB... Vai ser power... chega de bebida de criança’, escreveu."
Não terá chegado a hora de o portentoso império Globo de comunicação negociar com o governo italiano a cessão do Coliseu romano para parte das locações, ao menos aquelas em que murros e safanões, sob efeito de álcool ou não, certamente ocorrerão? E como nada compreendo de Heidegger, só me resta dizer que ao longo de toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade de haver um sentido básico do verbo "ser" que estaria por trás de sua variedade de usos. E são recorrentes suas concepções quanto ao que existe, o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser (i.e. uma Ontologia) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles e dos Gnósticos.
Quem sabe tivesse assistido uma única noite do BBB – caso o formato da Endemol estivesse em cena antes de 1976 –, o filósofo, por muitos cultuado, não apenas teria uma confirmação segura de que não valia mesmo a pena publicar o segundo volume de sua obra principal, O Ser e o Tempo, como também haveria de reconhecer a inexistência de algo anterior ao ser. Mas, com certeza, se fartaria com a miríade de usos dados ao verbo "ser".

Luizianne Lins desmascara boatos contra Fortaleza



Arthur Virgílio: o rancor no twitter

Por Altamiro Borges
Outro direitista rejeitado pelas urnas em outubro passado, Arthur Virgílio não se conforma com a derrota. Na Justiça Eleitoral, ele já entrou com representações contra Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleitos senadores pelo Amazonas. No trabalho, ele pediu para retornar ao Itamaraty, aonde “irá receber um salário mensal bruto de R$ 16,5 mil”, segundo informou a Folha. Já na política, o ex-senador agora se dedica a destilar todo seu rancor com a derrota pelo twitter, segundo a mesma fonte.
“A história vai dar ao Fernando Henrique papel maior que o do Lula. Ele não escapa desse julgamento”, escreveu recentemente. O bravateiro tucano, metido à valente, parece que não aprende. Em 2005, ele caiu no ridículo ao rosnar na tribuna do Senado que iria dar uma “surra” no presidente Lula. Ele é que foi “julgado” pelos eleitores, que lhe deram mais uma surra nas urnas. Mas Arthur Virgílio não desiste e tenta novamente se cacifar como um dos líderes da oposição de direita, mesmo sem mandato.
“Não tenho como ficar fora da política”
Na reportagem da Folha, ele garantiu que continua na ativa com o mesmo furor. “Ele não esconde que se prepara mesmo é para voltar à política, seja com uma vitória na Justiça Eleitoral, seja disputando a eleição para prefeito de Manaus, no ano que vem. ‘Não tenho como ficar fora da política’, diz”. A direita nativa inclusive tenta salvar o seu hidrófobo quadro. Segundo o Portal IG, ele já foi convidado para assumir alguns postos em governos tucanos, “inclusive pelo governador Geraldo Alckmin”.
É bom não vacilar diante do ex-senador. Ele é um bravateiro contumaz, que costuma morder a própria língua, mas ainda possui certa força, inclusive no Poder Judiciário. Suas representações contra Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga podem causar dor de cabeça. Neste sentido, vale sempre refrescar a memória.

Pressão sobre Pochmann não surtiu efeito

Redação Carta Capital - Ministro Moreira Franco teria decidido a mudança, mas Dilma Rousseff tem outra opinião. Na política, as coisas mudam rapidamente. Mas, por ora, o lobby para a demissão do economista Márcio Pochamnn da presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) não prosperou no Planalto. A presidenta Dilma Rousseff não pretende tirá-lo do comando, apurou CartaCapital. Notícias no final de semana davam como certa a sua saída. Ao que tudo indica, a fonte seria o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, ao qual o Ipea é subordinado.

Lula, Dilma e a velha mídia

Emir Sader - Carta Maior
O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.
Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.
Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.
No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.
A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.
O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.
Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.

PT 31 anos - Vencedor da promoção Militante 13 no twitter

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Paulo Henrique Amorim em Fortaleza dia 18

Galera do Blog da Dilma precisamos lotar os 800 lugares do Auditório de Direto - dia 18(próxima sexta) - às 19 horas.
Ciclo de Debates Nordeste VinteUm 2011
O Instituto Nordeste XXI, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), traz a Fortaleza palestra do jornalista Paulo Henrique Amorim, que abre o Ciclo de Debates Nordeste VinteUm /2011, dia 18 de fevereiro, às 19h, no auditório da faculdade de Direito da UFC. O tema da palestra é Mídia: Regulação e Democracia. O intuito é contribuir para a consolidação e desenvolvimento da democracia no Brasil, ampliando o debate sobre o acesso às informações. A entrada é franca.Na ocasião, o jornalista Altamiro Borges (responsável pela recente entrevista do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a blogueiros de todo o País) fará apresentação sobre o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. O surgimento de mídias alternativas vem se fortalecendo nacionalmente. Para se ter uma ideia, a Internet teve papel destacado na formação de juízo de valor sobre o processo eleitoral: perfil dos candidatos, legislação eleitoral, papel do judiciário, do Congresso Nacional, dos partidos e finalmente dos veículos de comunicação.
Importantes eventos estão programados para 2011 com intuito de sedimentar esse debate. No final de março será realizado o 1º Congresso Internacional sobre Ética da Comunicação, em Sevilha. Já em abril, acontece o Congresso sobre Mudanças Estruturais no Jornalismo, em Brasília. Chama a atenção também a convergência de alguns temas: um deles é o da sobrevivência moral e institucional da profissão jornalística e dos negócios tradicionais da comunicação; outro é o papel da atividade jornalística para a democracia e o conceito de liberdade, temas que aparecem em paineis amplos sobre comunicação ou nas exposições específicas. Participe dessa discussão!
Ciclo de Debates Nordeste VinteUm / 2011
Realização: Instituto Nordeste XXI e UFC - Tema: Mídia: Regulação e Democracia - Palestrante: Paulo Henrique Amorim - Data: 18 de fevereiro - Horário: 19h - Local: Auditório da faculdade de Direito da UFC (Rua Meton de Alencar, s/n – Centro)Entrada Franca - Maiores informações: (85) 32544469 / 32236652 / 99283029/ 86012944. Site:
http://nordestevinteum.wordpress.com/

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Luizianne Lins desmascara boatos contra Fortaleza - parte 1

REFORMA POLÍTICA

Nas eleições tem ocorrido um gasto excessivo.
Não é possível compreender exatamente quanto custa um mandato e qual a forma encontrada para remunerar esse “investimento”.
Com aquilo que é pago a cada mandatário, com certeza não será.
É preciso identificar essa fonte.
Revelar essas faces obscuras talvez seja uma das maiores contribuições que a reforma política possa dar.
Quem financia e o que quer em troca?
Da forma como está às possibilidades serão sempre maiores dos representantes das classes hegemônicas dominarem e conseqüentemente, através do Direito, imporem suas regras, inclusive, para as eleições.
Algumas estruturas políticas podem ter sido inspiradas na Cidade Ideal, de Platão, pois revelam a existência de alguns capacitados para exercerem mandatos, ainda que os critérios dessa capacitação não sejam formação, habilidades ou comprometimento com determinadas causas populares.
Quem vai reformar o quê?
Para quem?
Com qual objetivo?
Será que muitos deputados e senadores têm coragem cortar sua própria pele e revelar do que se constitui seu mandato?
Não creio que a cultura moralista japonesa possa contagiá-los a cometerem um haraquiri eleitoral.
A reforma eleitoral deve prover o país de uma legislação simples, objetiva, clara a compreensão de qualquer cidadão e aplicável juridicamente sem tantos truncamentos que mantêm ou eternizam no poder mesmo aqueles sabidamente comprometidos moral e legalmente.
Entendo igualmente que a legislação brasileira deve atingir os financiadores de campanha que, de alguma forma dissimular os valores de suas “contribuições”, aliciando o processo em prol do seu interesse.
Antes de se reunirem com os partidos políticos e se acordar (ou seria adormecer) naquilo que será aprovado, seria mais interessante abrir amplo debate com a sociedade.
Não considero que aqueles que possuem mandatos e que buscarão reeleição sejam as melhores pessoas para discutir uma lei que, pode vir a beneficiá-los, me parece um vício. Resta a população brasileira que os avanços obtidos em termos de moralidade no processo eleitoral não sejam tolhidos por uma legislação mais complacente.
Hilda Suzana Veiga Settineri

Caio Fábio - A grande riqueza é você! 1/3

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entendendo o reajuste do salário mínino - quem tem razão?

O governo Lula ratificou um acordo que garante o aumento real aos trabalhadores.
A lógica é simples: Variação da inflação do ano anterior + Produto Interno Bruto (PIB), registrada no penúltimo ano
E foi isto que foi ratificado.
E é isto que vai ocorrer.
Inflação de 6,5 + crescimento zero no ano da crise.
Aumento de 6,5%,.. oras!
Ano que vem, teremos a seguinte situação: inflação de 6% + crescimento de 7% (de 2010) = reajuste de 13%
O salário chega bem perto dos 600 reais.
É como dizem: "O combinado não é caro".
Não adianta o Paulinho da Força (cuidado com a carteira) querer mudar isto.
Nem tentar denegrir a Dilma.
Paulinho, este mesmo, aquele "ser" que apoiou FHC, Covas, Ciro Gomes em 2002 e Geraldo em 2006.
Que belo sindicalista, hein?
Oportunismo? Aqui, não.
(Fonte: http://www.brasildosbrasileiros.net/)

Acesso ao crédito e aumento da renda estão entre as conquistas do ex-presidente Lula

O Globo -BRASÍLIA - Se, pelo lado fiscal, a presidente Dilma Rousseff ainda deve viver alguns pesadelos, a herança deixada pelo seu companheiro de partido e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outras esferas é bem-vinda. Quando se olha para taxas de emprego e renda, acesso ao crédito e até o próprio crescimento econômico, os resultados são animadores.
O mercado de crédito na Era Lula (2003/2010) mais do que quintuplicou, ultrapassando a barreira de R$ 1 trilhão e chegando próximo a 50% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país). Um dos principais motivos para esse salto foi a criação do crédito consignado, com desconto em folha de pagamento, que abriu caminho para que muitas pessoas - aposentados e pensionistas em primeiro lugar - pudessem ter linhas de financiamento bem mais baratas.
O acesso ao crédito foi impulsionado também porque, ao longo dos últimos anos, a taxa de desemprego do país foi perdendo força. Em janeiro de 2003, quando assumiu, Lula lidava com um índice de 11,2% e o reduziu para 9,3%, quatro anos depois. O grande movimento aconteceu em seu segundo mandato, fechando dezembro passado com o menor patamar da História: 5,3%, segundo dados do IBGE, levando em conta seis regiões metropolitanas.
Renda média do brasileiro teve crescimento de 22,2%
Nesse período, a renda média real do brasileiro - já descontada a inflação do período -- passou de R$ 1,293 mil mensais, em janeiro de 2003, para R$ 1,580 mil no fim de 2010. O crescimento registrado foi de 22,20%.
Dilma também está trabalhando com uma economia com crescimento robusto, o que é bom para continuar gerando mais emprego e renda. Logo no início do governo Lula, a expansão do PIB foi um pouco acima de 1% e, ao longo dos anos seguintes, foi mantendo uma trajetória de alta. A exceção ficou para 2009, ano marcado por uma forte crise internacional. Em 2010, especialistas e governo acreditam que a atividade tenha crescido mais de 7% e, para este ano, há avaliações que vão até 5% - patamar considerado alto se comparado com o resto do mundo, na casa de 3%.

Nós amamos o presidente Lula

Lula continuará sendo o melhor presidente da Nação Brasileira de todos os tempos.

LULAMANIA

Pela primeira vez desde que deixou a Presidência da República, Lula embarcou, na quarta-feira 9, num voo comercial. Saída de São Paulo, Brasília como destino. O avião decolou com sete minutos de atraso, tanta foi a tietagem de funcionários e passageiros. O ex-presidente autografou dezenas de cartões de embarque e posou para mais de 30 fotos. “Os políticos precisam sair às ruas”, disse Lula, explicando o assédio dos admiradores. “O problema da classe política é que ela se esconde nas situações adversas e eu nunca me escondi.” Fonte: IstoÉ.

Proibição de concursos públicos não deve afetar o mercado de cursinhos preparatório

Enviado pelo edior do Blog da Dilma em São Paulo, Julio Cesar Macedo Amorim - jotamorim@gmail.com
Da Agência Brasil
Brasília - Apesar da decisão do governo de não permitir novos concursos públicos este ano, os cursinhos preparatórios para os processos seletivos garantem que as turmas serão mantidas e que os concurseiros vão continuar se preparando. A suspensão dos concursos faz parte do pacote de ajuste dos gastos do governo.
"Independentemente do que foi divulgado pela mídia, o aluno que quer passar em concurso público deve se dedicar. Há poucos meses passamos por algo parecido, quando o problema era o concurso do Ministério Público da União [MPU]. Os alunos passaram dois anos se preparando sem previsão para o edital. O do Senado, concurso que foi suspenso na quinta-feira [10], sabemos que vai acontecer mesmo sem data definida e, por isso, vamos manter [as turmas atuais] e abrir novas turmas", disse Antônio Geraldo, professor do IMP Concursos, um dos muitos cursinhos preparatórios de Brasília.
Para o presidente do Gran Cursos, um dos maiores da capital do país, professor José Wilson Granjeiro, a decisão do governo não afeta o mercado de cursinhos. “A decisão é apenas para concursos do âmbito federal, que representam 10% dos concursos com os quais a gente trabalha”. Ele lembrou que, em 2008, o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também anunciou a suspensão dos concursos. Granjeiro disse que, mesmo assim, o número de matrículas aumentou 30%.
O professor está convicto de que o governo federal vai ter que abrir concursos nos próximos anos. Segundo ele, “o governo precisa ter coragem para enfrentar o problema real do desperdício, que é acabar com terceirizados e cargos comissionados”.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PT comemora 31 anos e Lula é reconduzido à presidência de honra




PT 31 anos: Presidente do PT, José Eduardo Dutra, destaca momentos históricos do partido

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"A militância é a razão da existência do PT", Ricardo Berzoni

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

QUANDO SOBE UMA ESTRELA






A noite longa, quase interminável do regime de exceção já encaminhava para seus estertores.
No meio das massas de trabalhadores começava a germinar a idéia de construir um partido político.

Durante muitos anos, sob a imposição da legalidade de apenas dois partidos: Arena e MDB, o primeiro de situação, portanto, alinhado ao governo autoritário e o segundo, constituído por uma miscelânea de várias ideologias que tinham em comum o desejo de liberdade e de democracia. Dissolveu-se o bi-partidarismo com o fim do regime ditatorial e surgiram partidos políticos, cada qual manifestando sua ideologia, mas, nenhum contemplava exatamente os ideais daqueles trabalhadores que se envolveram nas lutas políticas e não apenas de recomposição salarial.
Era preciso uma estrela para guiar todos para sair da penumbra que a noite tenebrosa do estado de exceção.
De repente, não mais que de repente, a estrela começou a brilhar no firmamento político e os olhos e as esperanças daqueles que estiveram na vanguarda dos movimentos contra a opressão foram juntando-se e formando o Partido dos Trabalhadores.
Os céticos nunca conseguiram vislumbrar que ali nascia um partido político diferente, sem donos, e disposto a discutir melhor o Brasil, suas riquezas e a condição de vida da maioria dos brasileiros.
Ainda ecoa as vozes das ruas e dela se destacando um metalúrgico barbudo, muito longe do protótipo de político que se desenha nas mentes da época, mas, que a história viria demonstrar, ser o maior Presidente do Brasil.
Junto dele, tantos outros, alguns mais famosos, todos, porém, com uma contribuição singular para a democracia brasileira, os movimentos das massas e a formação do Partido dos Trabalhadores.
Por isso, muitas pessoas não entendem como o PT sendo governo, fica contra o governo e ao lado dos trabalhadores?
Muito simples.
O PT é o partido dos trabalhadores, estar no governo é uma circunstância, estar ao lado dos trabalhadores é a sua essência.
Com todas as contradições internas, nenhum outro partido é tão democrático e tão identificado com os brasileiros que constroem este país.
Me perdoem os puristas, mas é hora de deixar de estourar o champanhe e brindar mais um ano de existência do Partido dos Trabalhadores com a mais nacional das bebidas: a cachaça. Parabéns, brasileiros de todas as idades, de cada rincão brasileiro que nos momentos de luta política, desfralda a bandeira e vai as ruas.
Parabéns, aos brasileiros que lutaram pela construção do PT e que já não estão mais entre nós, mas, na existência do PT serão preservados na lembrança. Parabéns, ao Brasil por ter um Partido de trabalhadores.
Hilda Suzana Veiga Settineri

Caetano Veloso: Lula era muito show business

O cara de pau Caetano Veloso usa o Portal do Ministéio da Cultura para critica o ex-presidente Lula. Pode? Quem foi o Judas Iscariostes dentro do Ministério?
Pontos teimosos (Caetano Veloso)
O Globo - RJ, Segundo Caderno, em 06/02/2011
 
Minha posição pessoal referente à questão dos direitos autorais é idêntica à que atribuí a Jorge Mautner no domingo passado: ninguém toca em nem um centavo dos meus direitos. Um amigo me escreveu da Bahia dizendo que eu usei Mautner como as Forças de Defesa de Israel usam escudos humanos palestinos. Claro que meu amigo anda em ambiente de esquerda: quando fala em escudos humanos palestinos não pensa sequer que extremistas muçulmanos possam fazer uso do expediente – tem que ser a força israelense. Mas talvez ele quisesse dizer que minha posição, que deveria estar lhe parecendo pró-internetetes, coincide com a direita. Bem, não dá para decifrar o que ou quem é esquerda ou direita nessa discussão complicada. O Creative Commons é tido como comunismo cibernético. Não é. Mas há um inglês, radical na mesma linha, que assim se caracteriza. E a complicação da discussão pode ser medida pelo fato de que outro amigo meu, também baiano, me escreveu e, parece que supondo que eu estou com os letristas mineiros e com o Aldir, acusa quem defende os direitos autorais contra a troca livre na internet de “neofobia”.
Acabo de ler sobre a grande discussão provocada na Espanha pela lei que procura dar conta da propriedade intelectual diante da realidade da internet. Como todos, sinto-me perdido. Mas o princípio do direito de autor é límpido e eu posso dizer que agarro-me a ele nesse momento obscuro. Não porque preciso agarrar-me a qualquer coisa. Mas porque recuso-me a fingir que vejo a internet como um grande bem que se instaurou entre nós e nos fez mais democráticos. A internet não é, nem nunca me pareceu, algo bom. Nem mau. Ou melhor: sei que é bom (veja a Tunísia e o Egito). E sei que é mau (veja o monte de burrice e loucura que se produz no mundo virtual e seu nefasto efeito de retirar de nós a confiança no que lemos e ouvimos – e de destruir toda mediação que nos possibilita selecionar). Andrew Keen, que escreveu “O culto do amador”, é um moralista de tom panfletário. Mas no essencial ele tem razão. Ou pelo menos não podemos descartar as questões que ele coloca. Li livros que advogam o contrário – do de Lessig (inventor do CC) a um chamado “O dilema do pirata”. Este último cheio de argumentos, histórias e exemplos que tampouco podemos ignorar. Mas o de Keen resulta mais forte em mim. É porque acho que devemos respeitar os direitos autorais. Sem concessões. A internet que se vire. Ela e toda sua multidão de internautas em blogs e redes sociais que se vejam na situação de introjetar as leis da vida off-line, a nossa vida. Daqui de fora, podemos exigir.
Estou adorando Dilma. Lula era muito show business (eu já sou saturado do elemento). Dilma mandou guardar a Bíblia e o crucifixo, adiou a decisão sobre a compra dos caças, portou-se magnificamente bem na Argentina. O ministro Patriota já soa como um alívio depois das trapalhadas em tom elegante do seu predecessor. Dilma parece presidir. Claro que temos todos os problemas de grupos disputando cargos e influência – além do grande problema Brasil de sempre: obscena distribuição de renda, educação miserável, infraestrutura “tudo-ainda-é-construção-mas-já-é-ruína”, impotência para controlar os gastos. Sei que estamos no período de lua de mel com a presidente. Mas temos muitas razões para estar confiantes. Se a inflação global não tornar tudo impraticável, Dilma pode fazer um governo muito decente. Sou insuspeito: não votei nela nem aprovei o tom com que Lula e sua turma tocaram a campanha. Mas que tá bom, tá. Serra, nem pensar.
Há quem reclame por eu falar de política. Há quem se ressinta da obscuridade do meu estilo. Mas não tenho vontade de abandonar este espaço. Quando li uma entrevista horrorosa que dei recentemente, me senti dispensado de sofrer: tenho minha coluna no GLOBO, as pessoas podem ver como me expresso, de que modo é que sou confuso, quais os pontos teimosos de minha verve opinativa. Quanto à entrevista, não vou culpar os jornalistas: agora sou meio colega e a tradição corporativa da imprensa precisa se manter – sobretudo quando os grandes jornais se veem ameaçados pelo democratismo da internet (não são só os direitos autorais e a Modern Sound que se extinguem). E falo de política porque não quero falar de música. Política me excita. Música me entedia. Tom Jobim já dizia que é besteira pedir a entrevistadores que falem de música com os músicos: estes gostam de tocar, mas quando conversam querem falar sobre política, futebol, sexo, religião. E desde o começo me prometi tratar o mínimo possível de música aqui: não quero me defender criticamente. Embora, claro, talvez o faça sem perceber – e um dia venha a precisar fazê-lo de forma ostensiva. Quem sabe?
Na Bahia faz-se força para evitar a construção do Porto Sul, com sua ferrovia e seu pátio de minérios. Sou pelo desenvolvimento e por Dilma, torço pela economia brasileira, mas amo demais a Mata Atlântica ao redor de Ilhéus.
Não gostei de “Biutiful”. É o esquema naturalista: crer que se vai mais fundo quando se encara a degradação. Gostei de “Tio Boonmee”, um filme bem maluco, muito bom de contar depois. Quando se vai dizer a quem não viu o filme sobre o que é que ele é, descobre-se quão fascinante é aquilo. Mas já bastava a imagem da búfala na luz da manhã, no prólogo. Eu poderia fazer disto aqui uma coluna gozada de crítica de cinema.
Estou adorando Dilma. Lula era muito show business (eu já sou saturado do elemento)

PT vai comemorar 31 anos de fundação com ato em Brasília

 
O PT vai marcar a comemoração dos 31 anos de fundação no dia 10 de fevereiro com a realização, em Brasília, de um ato político que contará com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o dirigente Francisco Campos, responsável pela organização do ato, neste dia haverá uma reunião do Diretório Nacional a partir das 10h. A reunião será realizada na sede nacional do PT. Às 17 horas, no Teatro dos Bancários, na Asa Sul (Plano Piloto) será realizado o evento comemorativo dos 31 anos. "Nesta data, em que iremos comemorar os 31 anos de fundação, teremos a presença dos membros do DN, governadores, ministros, parlamentares e lideranças do partido que participarão do momento em que a direção nacional irá restituir ao companheiro Lula a presidência de honra do partido", informa Campos. Campos alerta para o fato de que a participação do encontro será restrita. "Diante do tamanho do local só terá acesso ao ato somente quem estiver na lista de presença a ser elaborada pelo DN. E também não será realizado nenhum tipo de festa no local, apena o ato", enfatiza ele. (Geraldo Magela - Portal do PT)

PT 31 anos: no caminho da fraternidade, da liberdade e da igualdade

PT 31 anos: Delcídio Amaral destaca crescimento do legislativo